domingo, 6 de agosto de 2017

Toca a todos


Mais cedo do que se poderia prever há três ou quatro anos, quando estava no pico a discussão sobre os refugiados da Síria, tocou-nos agora a nós, portugueses, o mesmíssimo problema. Felizmente, as proporções da tragédia não são comparáveis, não se morre aos milhares, mas o drama pessoal dos portugueses e luso-descendentes que se encontram na Venezuela é atroz. Muitos, por precaução ou necessidade, vêem-se forçados a abandonar o país de residência e demandarem outras paragens. Para onde? Maioritariamente, é claro, para Portugal, o país de origem ou onde há família ou outro vínculo. Está a ser uma lição dura para todos quantos se levantavam contra o acolhimento dos refugiados de África ou do Médio-Oriente e, sem qualquer recriminação triunfalista, espero que tenham revisto as suas posições e que compreendamos, de uma vez por todas, que este tipo de desgraças pode, infelizmente, tocar a todos. Não é só aos outros, ainda que eles sejam “diferentes” de nós. 
Expresso - 05.08.2017

2 comentários:

  1. Mas aquelas "santas almas" que escreveram todo o tipo de patacoadas contra o apoio aos deslocados de guerra não enxergam para além da sua pança. Tiveram medo que lhes viessem comer a ração, mesmo que soubessem que poucos ou nenhuns queriam mesmo vir para cá; e, dos que vieram, grande parte parece que fugiu logo que pôde...

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  2. Mas aquelas "santas almas" que escreveram todo o tipo de patacoadas contra o apoio aos deslocados de guerra não enxergam para além da sua pança. Tiveram medo que lhes viessem comer a ração, mesmo que soubessem que poucos ou nenhuns queriam mesmo vir para cá; e, dos que vieram, grande parte parece que fugiu logo que pôde...

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