sábado, 23 de setembro de 2017

PASSIVIDADE PERTURBADORA



Pode pensar-se o que se quiser sobre o regime da Coreia do Norte e do seu líder. Mas também se deve pensar quem é que tem o direito de o alterar ou de o substituir, e com que intenções…
Depois de manobras militares ameaçadoras e provocatórias junto das suas fronteiras, depois da ameaça de construção de um escudo anti-míssil, depois de sanções e mais sanções, chega-se ao ponto de se ameaçar destruir todo o país ( e quem faz tal ameaça, tem poderes para isso).
Nunca as palavras da poeta tiveram tanta atualidade: Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.
Mas a perspetiva da maior e mais terrível guerra (maior e mais terrível, porque pode incluir um confronto nuclear), não se fica apenas por aqui. Ou seja, com a Coreia do Norte. Os falcões de Israel ( outra potência nuclear) e da Arábia Saudita, em plena Assembleia da ONU, fazendo coro com Trump, reclamam destruir o acordo com o Irão, e ameaçam também este país.
Portanto, tão preocupante, como estas terríveis e apocalípticas ameaças, é a passividade com que a comunidade internacional, a elas reage. Ou melhor, não reage!
No século passado, tivemos duas guerras mundiais. Perante a 3ª ,se se concretizar, não passarão de meras escaramuças. Mas já tivemos uma amostra em Hiroshima e Nagasaki…
Francisco Ramalho
Corroios, 22 de Setembro de 2017


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