terça-feira, 24 de abril de 2018

44 anos do 25 DE ABRIL, muito continua por fazer…


Nos 44 anos do libertador 25 DE ABRIL, continuamos longe de bastantes dos seus objectivos de justiça social, de qualidade de vida, de desenvolvimento, com mais democracia e liberdade.
Embora constatando que desde 2015 se travou algumas das mais violentas ofensivas contra o 25 de Abril, recuperando-se alguns direitos, mas muito continua por fazer.
Os serviços públicos que devem promover a qualidade de vida dos cidadãos e também a qualidade da democracia em que pretendemos viver, são constantemente afectados por falta de meios humanos e técnicos, criando situações injustas e escandalosas.
A lógica de favorecer interesses privados induz em coma quase permanente a saúde, põe em causa o direito à habitação e estrangula a cultura. A escola pública é constantemente desvalorizada. Na justiça muitas acusações de corrupção, com tempo de antena na comunicação social e poucos ou nenhuns resultados. Baixos rendimentos para a grande maioria dos portugueses que trabalha por conta doutrem, acompanhados de muita precariedade e outros retrocessos laborais que o PS recusa corrigir. Muitos milhares de reformados cujo valor das pensões não os retira duma situação de pobreza.
As razões essenciais para tal estado de coisas, são os interesses capitalistas que suportaram e toleraram a ditadura que o 25 de Abril derrubou, e que nestes 44 anos, com mais ou menos intensidade, conseguiram sempre estar representados e influenciar o poder político.
O caminho é resistir, lutar e votar por uma alternativa e uma política que rompa com a preferencial opção pelos ditames do capitalismo, a nível interno e externo, promovendo o desenvolvimento de Portugal com base nos valores do 25 de Abril para uma sociedade justa e solidária.

1 comentário:

  1. Publicado no Jornal de Notícias de 25 de Abril, em que modificaram o título para «Resistir, lutar e votar» mantendo o texto praticamente na íntegra. Publicado também no Público de 25 de Abril, com o título «44 anos do 25 de Abril», mas em que cortaram alguns parágrafos. Referir que nas cartas ao director do Público, também estão textos dos leitores-escritores deste blogue, Joaquim A. Moura (mouraria-mouraria e Vítor Colaço Santos.

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