domingo, 6 de maio de 2018

O Espírito Santo é mesmo um atrevido?

O meu título só diverge do de Frei Bento Domingues (FBD) no PÚBLICO de hoje (6/Maio) , no ponto de interrogação. Ele afirma , eu pergunto, o que não deixa se ser curioso. E a minha escolha talvez repouse num resto de respeito que ainda possuo, fruto de anos passados num "catolicismo de educação" que frequentei durante parte da minha vida.
Mas, no fundo, não deixo de ser assertivo como FBD, embora por razões diversas. Este entende o "atrevimento da pomba" como uma bondade que alarga o número os abençoados por Jesus Cristo, filho de Deus, seus "compagnons de route" na tríade simbólica mas inexplicável que faz os crentes dizerem amen sem entenderem patavina. E que "informará"  o Papa Francisco. Eu, pelo contrário acho que o dito Espírito Santo é mesmo atrevido e, pior, se prestou a arcar com as culpas dum Deus que não percebo e que " colocou a sua semente , sem penetração, no ventre da mulher dum homem honrado, carpinteiro de profissão" ( vide "Em nome de Pai", de Nuno Lobo Antunes). A dita "pomba" foi mesmo atrevida e "pau mandado" de outrem que não teve a coragem de assumir a paternidade como ela é. Sem pecado e alegre na sua assumpção.

Fernando Cardoso Rodrigues

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