quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O que respiguei (de triste) do que li e ouvi hoje

Duas "excelentes" notícias  e um artigo "esquisito". Do PÚBLICO e RTP1.
1- O governo de Itália aprovou uma lei que elimina a obrigatoriedade de vacinar contra o sarampo, as crianças em idade escolar. Isto no país da UE que teve, nos últimos dois anos, mais casos da doença. E sabendo-se que, para interromper a cadeia de transmissão, é necessário que  esta segunda dose cubra 95% das crianças. Conclusão: a extrema direita também nos quer "matar", para além de outras, com uma "arma biológica" ( que é isto senão isso?).
2- A CP , o ano passado, só gastou cerca de 27% do orçamentado. E, este ano, ainda só vai nos, mais ou menos, 18%. Conclusão: o descalabro que se tem vindo a passar, negado (!) pelo secretário de Estado, é fruto de cativações "suicidas". Por ordem de quem? Suspeito que pelo presidente do Eurogrupo. E tenho pena, muita pena...
3- Um estudo publicado na Nature Human Behavior e realizado numa população boliviana com características "caçador- recolector" (lá muito para trás...), constata que a violência doméstica tem (também) uma razão evolutiva. Que é epigenética ( ambiental, senso lato) e não genética. E resulta do exercício de poder do macho para.... aumentar a natalidade. Conclusão: parece que nem mesmo com "porrada" ou similar, as coisas se conseguiram cá em Portugal pois há poucas crianças a nascer e. só nos sete primeiros meses do ano já morreram 16 mulheres por violência doméstica.

Fernando Cardoso Rodrigues

4 comentários:

  1. Esse jornal, do qual o senhor parece gostar tanto, aparece-me como uma amostra de insanáveis contradições; dá espaço a colunistas que nada têm a ver com a "ideologia" da empresa que o financia, que a mim me parece estarem a ser usados como elementos meramente decorativos. Sabendo-se que dá prejuízo, a senhora que, ao que consta, tudo tem feito para o segurar assumiu agora o lugar de topo da companhia, o que certamente lhe dará mais margem para continuar a ser o seguro de vida do jornal

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não acha que o comentário que faz é um bocado "ao lado" daquilo que escrevi? Além de não respigar somente do jornal (1 e 3), também o fiz da RTP (2) - a que , mal, não atribuí a pertença - o que de lá retirei foi uma simples notícia e um artigo sobre uma publicação científica ( aos quais juntei "conclusões" minhas). Todo o seu comentário foi sobre outro assunto, não foi? Quanto ao PúBLICO, de que "tanto pareço gostar", é um bom jornal, de que ora critico ora elogio conteúdos e atitudes, de que relevo a falta de provedor. Diz-me o Amândio Martins que dá voz a colunistas que nada têm a ver com a "ideologia da empresa? Os quais só têm efeito decorativo? Pois se é precisamente essa uma das principais razões para eu "gostar" dele! Pelo que dizem e pela abertura plural do jornal! E, não acha que está a ser injusto, quer para esses que os escrevem, quer para connosco que os lemos com exigência de análise?... Só uma palavra sobre Paula Azevedo: se ela gasta o dinheiro dela com a manutenção do PÚBLICO, antes isso que esbanjá-lo em "Ferraris"! Egoisticamente, EU posso lê-lo...

      Eliminar
  2. Há incongruência, tem toda a razão; acontece que passo às vezes por aqui a sobrevoar os textos e o comentário que fiz tinha por base outra ideia, que me ficou do que o senhor tinha dito do novo director do "Público", mas escrito noutro lado. Todavia, o que escrevi é mesmo o que penso desse jornal, cuja frequente mudança de direcção me sugere que tem dificuldade em acertar na linha que pretende; de resto, ainda há pouco o Dr. Fernando aqui disse que o dono forçou a demissão do sub-director e que o director, não concordando, demitiu-se também. E isto parece-me uma demonstração clara do "quem paga manda"...

    ResponderEliminar
  3. Volto aqui porque, talvez "sugestionado" pelo nome do irmão, chamou "Paula Azevedo" à nova presidente executiva do Grupo Sonae, que na verdade se chama Maria Cláudia Azevedo...

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças. Não diga aos outros o que não gostaria que lhe dissessem. Faça comentários construtivos e merecedores de publicação. E não se esconda atrás do anonimato. Obrigado.