Lambões...
Um assunto que sempre me deixa muito desconfiado é a concessão
a privados de importantes serviços públicos; e os resultados que depois
observamos acabam por justificar largamente aquela desconfiança, quase sempre
de forma escandalosa.
E apesar de já haver tristes precedentes que levantaram as
populações – lembro-me de Barcelos e Paços de Ferreira - repete-se agora, em Vila do Conde, o mesmo
absurdo: cobrar abusivamente aos munícipes por um serviço que não é prestado.
Chamam-lhe os traficantes da água “taxa de disponibilidade”
e atrevem-se a extorquir a cada família mais de 23 euros mensais, sem que lhes seja fornecida uma gota daquele líquido porque as pessoas nem sequer
pediram a ligação.
E são 6.700 famílias as que não estão ligadas à rede, certamente
porque só a ligação custa uns escandalosos 1.200 euros; a cobrança ilegal que
fazem totaliza cerca de 154.000 euros mês, a troco de nada; é ilegal, mas os
exploradores dizem que o fazem por não concordarem com a lei que o proibe!
Fica bem clara a concepção de serviço público destes
privados quando, tendo os pontos de ligação à porta das pessoas, exigem por ela
aquela quantia verdadeiramente absurda que, seguramente, será o principal
motivo para que não tenham pressa de pedir a ligação, se têm como se abastecer por meios próprios
mais económicos...
Amândio G. Martins
O preço da "água" em Vila do Conde ( INDAQUA) é um verdadeiro abuso para com o consumidor!! A confirmar tudo o que disse.
ResponderEliminarVou ainda ser mais preciso: num período de tempo mais ou menos sobreponível ( dois meses, entre meados de Julho e meados e meados de Agosto) paguei 50,74 euros em Vila do Conde (INDAQUA) e 19,19 euros no Porto ( Águas do Porto)! Com a agravante de, no primeiro local, o apartamento só ter estado habitado durante três semanas (dois adultos e duas crianças) e no segundo ter sido permanentemente habitado por dois adultos, com várias crianças por períodos aleatórios. Um "inimigo" dirá que, aqui, não bebemos nem tomamos banho, mas não é verdade...
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