Fomos à Festa do Avante! É o maior evento cultural do PCP que se realiza em Portugal. Diversificado, alcança a música, o teatro, o cinema, as artes, a ciência, o desporto, a gastronomia, o artesanato, além duma componente política que vai desde exposições sobre o movimento operário, até às conferências, abordando temas políticos, abertas à discussão geral. Não faltando apresentações de livros, inscritos numa ampla Feira do Livro com obras literárias a preços simpáticos. Esta grandiosidade deve-se ao trabalho generoso e engajado dos seus aderentes e amigos. A concretização deste ideal é notável e comovente. Respira-se companheirismo. Muita juventude irradiando alegria e militância activa. O alargamento do espaço foi uma ideia feliz, já que aumentou o recinto e quase faz fronteira com o rio Tejo. Apetece retornar.
Ao invés, os deputados europeus do PCP vetaram no Parlamento Europeu as sanções contra o regime fascista da Hungria(!). Dizem em comunicado: « Denuncia e condena firmemente os ataques (…) aos cidadãos húngaros». Em que ficamos? Está instalada uma gritante contradição. É lamentável e perigoso, um partido que se diz paladino na defesa das liberdades não condenar quem as vai suprimindo. Até a liberdade de imprensa, (tão cara ao PCP) naquele país, foi seriamente apunhalada e amputada! Na prática este regime autocrático foi branqueado. Mau de mais…
Vítor Colaço Santos
Não diria melhor...
ResponderEliminarFiz dois comentários ao texto de Fernando Cardoso Rodrigues, do dia 13, «Onde que já vi isto?», que não vou repetir. Mais do que penalizar o governo da Hungria, a votação no Parlamento Europeu pretendeu sobretudo branquear as políticas da União Europeia, que têm sido as grandes responsáveis por crescentes populismos e xenofobias.
ResponderEliminarRealmente o Ernesto Silva tem razão. Já estivemos a falar "abaixo" há uns dias. Agora será a vez de passar para o texto do Vítor Colaço e à sua caixas de comentários. E confesso a minha curiosidade de o diálogo se diversificar a partir de outrem cuja área de pensamento político não será o meu nem o dos dois comunistas que comigo dialogaram...
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