Se querem os portugueses saber com maior exactidão, o que é corrupção, e tudo o que (n)ela envolve, a real dimensão que ela pode atingir, passem para as autarquias maiores competências, e a gestão dos organismos vários e instituições, significativos, por elas reclamadas. A corrupção que impera ou faz o seu caminho e aparece e reaparece amiúde, relatada, é uma brincadeira quando comparada à que se verificará, assim que for oficializada dentro duma legalidade acertada e aprovada entre os decisores políticos, e interessados, com objectivos obscuros, e com justificações suspeitas. Mas os agentes autárquicos, e toda a camarilha que povoa e esvoaça nas suas áreas, reagem e até dispensam a descentralização, se ela não for acompanhada e bem revestida, de muitos milhões, de modo a dar para tudo e para todos. Tem que ser compensatória. Um fartar. A família é grande e exigente, e não disposta a perder qualidade de vida faustosa. A empreitada, requer dos dirigentes autárquicos, e de toda a máquina que se monta a partir das amizades construídas e renovadas, uma práxis igual e parecida, com aquela que nos deram a saber a história do poder local até aos dias de hoje, e a que nos chega da “Operação Éter”, por exemplo. O poder local, traz na massa que o embrulha, e à mistura. uma podridão, e notável compadrio, que nos esclarece que a corrupção actual, é apenas a ponta de qualquer iceberg, que se despega do pólo onde pertence, e flutua à deriva com maior perigosidade num mar de impunidade. Se duvidam desta certeza, descentralizem. Descentralizem, senhores. Passem-lhes tudo para as mãos e para o bico da caneta. O povo é quem paga, e de bico calado!*
*-(hoje no DN.madª)
*-(pubcd.rev.Sábado-25.10.resmdo)
*-(pubcd.rev.Sábado-25.10.resmdo)
MELHOR EXEMPLO NÃO PODERIA SER DO QUE AQUELE QUE O MEU CARO JOAQUIM A. MOURA acima deu à estampa. Um grande abraço, Amigo.
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