Morra Marta, mas farta...
Já estamos no caminho dos “hurricanes”, que se mantinham
visita assídua da Ásia e das Américas, mas até agora tínham-nos poupado; e é de
temer que, agora que já abriram caminho, tenhamos de nos preparar para eles
como vemos fazer aos outros povos habitualmente fustigados.
O prof. Ricardo Reis refere no “Dinheiro Vivo” um dos
premiados com o recente Nobel de economia, Bill Nordhaus, por ter combinado
economia e climatologia na análise das alterações climáticas, fazendo a seguinte
apreciação:
“A maioria dos investigadores no estudo das alterações
climáticas é óptima a caracterizar os efeitos da acção humana no clima e a
prever evoluções futuras no nível do mar ou na temperatura, mas depois eles
saltam desta análise científica cuidada para a recomendação de políticas muito
ingénuas: que se deixe de usar petróleo, se electrifique o mundo e se reduzam
as explorações pecuárias, o que provocaria custos gigantescos”.
Estes economistas do crescimento a todo custo não concebem
que se tenha que mudar o paradigma se queremos sobreviver na Terra; é a
filosofia “trumpista” de que os cientistas são umas bestas, que não podem ser
levados a sério; e se o custo do desprezo pelas suas recomendações forem cada
vez maiores devastações de vidas e bens que se dane, morra Marta , mas morra
farta!
Amândio G. Martins
Ou, como diria o "outro": morra, pim!
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