Um sujeito vulgaríssimo...
Nunca tive boa impressão do homem e causava-me certo espanto
ouvir alguns dos seus admiradores de ocasião, que o eram apenas por acharem o
máximo o grotesco espectáculo da detenção de suspeitos combinada com as
televisões. Lembra-se que aquela rocambolesca cena da detenção do dito
principal arguido no “processo Marquês” aconteceu quando o homem entrava no país,
informado pelo advogado que iria ser chamado a prestar declarações no MP; coisa
diferente seria se, tendo sido intimado a comparecer, estivesse a fugir para o
estrangeiro.
Mas foi quando o famoso juíz aceitou expor-se na televisão –
e ao que agora se vê, parece ter gostado – que fiquei esclarecido: o homem está
longe do que deve ser um juíz a quem é atribuído tamanho poder; realmente, a
imagem que nos transmite é a de um sujeito vulgaríssimo, sem a postura pública
indispensável a tão relevante cargo.
Como escreve Paula Ferreira no JN, de um juíz espera-se que
aplique a justiça. De um juíz estranha-se quando lança suspeitas sobre a
justiça; e, de facto, foi o que o pretensamente rigoroso magistrado fez, em
entrevista ao canal 1 da RTP.
Não afirmou que o sorteio de escolha do juíz do chamado
“caso Marquês” tinha sido viciado – diz Paula Ferreira – apenas insinuou; e as
insinuações, sendo sempre deploráveis, são-no ainda mais na boca de um juíz de
direito.
“Carlos Alexandre, além de levantar reserva de confiança
sobre um seu colega, lança sobretudo um anátema sobre o nosso sistema judicial;
fez mais um favor aos que todos os dias cavam um pouco mais a já profunda cova
da democracia”...
Amândio G. Martins
A gente faz tudo para respeitar as instituições. No caso vertente uma de poder do Estado. Mas... vem "hmenzinhos" destes e... pimba!
ResponderEliminarA mim surpreende-me, sobretudo, que alguém com um tal perfil possa subir a lugares tão sensíveis...
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