Falar de
violações implica falar de Nadia Murad. Com apenas 25 anos, já viveu uma longa vida de horror. Agora, com alguma fama alcançada, pede a ajuda mundial na luta
contra a violência sexual e os genocídios, e propõe-se ser a voz de quem não
tem voz. Escreveu um livro, “Eu Serei a Última”. Oxalá seja.
Não consta
que Nadia tenha, alguma vez, procurado tribunais para obter ganhos patrimoniais,
o que, aliás, de nada lhe teria valido. Não contribuiu com nada para que a sua
vida tivesse sido o que foi, mesmo que pudesse adivinhar que, depois dos
tormentos, lá estaria o Prémio Nobel. Se tivesse tido as forças suficientes
para se opor às violações a que foi submetida, teria sido morta, provavelmente
com inimagináveis requintes de brutalidade. Segundo diz, vai disponibilizar o
dinheiro que ganhou na reconstrução das vidas destroçadas de milhares de yazidis e na protecção das vítimas de
abusos sexuais do Daesh e outros terroristas. Torto como está, o Mundo ainda nos
surpreende, de vez em quando, com algo de positivo.
O Prémio Nobel da Paz este ano acertou no alvo, com a Nadia e o médico ginecologista!
ResponderEliminarApoiado
ResponderEliminarVárias vezes entregue sem que se percebesse muito bem porquê, desta vez foi consensual a sua aceitação ...
ResponderEliminar