sexta-feira, 12 de abril de 2019


De ficar de olhos em bico...


Um conterrâneo meu decidiu construír  a sua nova casa num terreno herdado dos pais e devidamente autorizado para construção, em lugar onde já havia outras habitações com ligação eléctrica; feito o contacto com a companhia de electricidade e tendo esta verificado que a potência no local não seria suficiente para abastecer mais uma habitação, exigiu ao cliente 8 mil euros para o reforço da potência!

O homem, de nome Jaime Vaz, que vive e trabalha em França, onde o dinheiro que ganha é bem “amargado”, vendo-se sem alternativa, pagou mesmo aquela exorbitante quantia para poder beneficiar de um bem sem o qual hoje nada funciona; e ocorre-me que, quando construí a minha casa, há cerca de quarenta anos, a casa mais próxima com ligação à corrente era a da minha família e ficava a uns 300 metros, não me tendo por isso sido exigido qualquer pagamento para além duma caução de +/- meia dúzia de contos, que na altura era permitida e mais tarde a EDP foi obrigada a devolver a quem a reclamou.

E a questão que me parece dever pôr-se é se esta empresa, agora privatizada, terá o direito de praticar tais extorsões para cumprir o que é sua obrigação de serviço público ou atira o “barro à parede” para apanhar incautos e enriquecer ilegítimamente...


Amândio G. Martins

3 comentários:

  1. E a DECO não pode ajudar a reparar tamanha barbaridade?

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    Respostas
    1. Caro Amândio Martins,
      Desculpe aproveitar o seu post para fim não directamente relacionado com o assunto em causa, mas parece-me ser a única forma de fazer enviar a mensagem que se segue.

      À leitora Lúcia Gomes:
      Se pretender intervir directamente no blogue, agradeço-lhe que nos dirija um e-mail para o endereço indicado no cabeçalho. Cumprimentos.

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