Foi com espanto que li, na primeira página, assinada por Ana Maia,do PÚBLICO de 24/4, o seguinte título: Vacina contra a pneumonia aos 65 anos em estudo, para baixar a mortalidade. Digo-o desde já: Não há nenhuma vacina contra a pneumonia! O que há são vacinas para prevenir determinados tipos de pneumonia ( e outras doenças) Uma delas é a pneumonia pneumocócica, a que a jornalista, por certo, tentou referir-se.
Poder-se-á pensar que estou a ser "tinhoso" com este "preciosismo", mas o rigor de linguagem impõe-se pois esta pode causar dano social ao criar expectativas altas que, havendo esse rigor, deixarão de existir se se souber que a prevenção é confinada àquela pneumonia provocada por aquele micróbio e não à mesma doença de orgão mas de etiologia diversa.
O que me entristece é isto já se ter passado, há anos, com a "vacina contra a meningite". Só que, nessa altura, havia a página do "Provedor do Leitor" e José Queirós deu acolhimento ao meu protesto e publicou um texto sob o título: "Aquilo que os jornalistas não sabem". Pensei que aquilo serviria como "vacina" para erros destes neste jornal, mas não, infelizmente. O erro manteve-se e o que foi "borda fora" foi a figura do Provedor, que não era doença nenhuma mas antes um resguardo/correcção para aquele.
Fernando Cardoso Rodrigues
NOTA: Este texto foi enviado ao "Cartas ao Director" do PÚBLICO no dia de saída com a notícia em apreço.
Este blogue foi criado em Janeiro de 2013, com o objectivo de reunir o maior número possível de leitores-escritores de cartas para jornais (cidadãos que enviam as suas cartas para os diferentes Espaços do Leitor). Ao visitante deste blogue, ainda não credenciado, que pretenda publicar aqui os seus textos, convidamo-lo a manifestar essa vontade em e-mail para: rodriguess.vozdagirafa@gmail.com. A resposta será rápida.
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Um bom jornalista deveria pesquisar fontes credíveis ou recorrer a consultores de reconhecida idoneidade, quando aborda qualquer tema. Mais ainda quando envolve assuntos sensíveis como a saúde pública e ( nos tempos que correm ainda mais !) as vacinas !
ResponderEliminarO que me leva a outra preocupação: será esse o rigor com que outros assuntos que poderão escapar ao seu “ preciosismo “ ( que eu preferia chamar apreço pela correção) são tratados ?