segunda-feira, 15 de abril de 2019

O "meu" Rio Triste de Fernando Namora

Acabei de saber que Fernando Namora vai ser condecorado, a título póstumo, com a Grande Cruz da Ordem da Liberdade. Justíssimo.. Para além dos icónicos "Retalhos da Vida de Um Médico" e "Deuses e Demónios da Medicina", muita coisa linda escreveu, mas relevo "Rio Triste" um maravilhoso romance que li entre o Porto e Dortmund, num Natal, em que me sentia (também) triste por sair da família mas indo a caminho dum destino de aprendizagem de que me orgulho. Era o início do ano de 1982.

Fernando Cardoso Rodrigues

4 comentários:

  1. ...E o "Homem Disfarçado"; "Cidade Solitária"; Domingo à Tarde" e "Marketing"; li e gostei muito de tudo quanto me aparecia pela frente da autoria deste médico escritor, com a chancela de Publicações Europa-América. E nunca cheguei a perceber, a não ser por pura inveja e maledicência, os que diziam que, para ridicularizar algum livro de que não gostassem, que "era abaixo de Namora...

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    1. Julgo saber que, para além das "maledicência e inveja" ( e legítima discordância estética) havia acção política de forças treinadas para atacar ora em "matilha" ora no "toca e foge".

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  2. O tempo encarrega-se ( na maioria das vezes) de repor a ordem!
    Os primeiros que li referiam-se , por defeito profissional , ao exercício da medicina, mas “ o Homem disfarçado” é o meu preferido!
    Espero que a homenagem tenha a divulgação que merece!

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  3. De facto, muitos dos "pensadores" daquele regime político não apreciavam nada a corrente "neo-realista" em que a escrita de Namora se inseria, como a de Alves Redol e Soeiro Pereira Gomes; também concordo com o que diz a Drª Lúcia Gomes, mas a melhor homenagem seria despertar no público o interesse pela reedição dos seus livros...

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