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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

BARRETO (António)


Um texto de Fernando Cardoso Rodrigues, de ontem, criticava a crónica de António Barreto no «Público», por excluir Álvaro Cunhal, dos chamados pais da democracia (que continua órfã de mães…). Mas voltando a António Barreto, em crónica antes das eleições de 6 de Outubro, manifestava a sua preocupação e irritação pelo facto do PCP existir, ter importância e não desaparecer, como de certa forma aconteceu com partidos congéneres em outros países da Europa. Perante este reaccionário ódio de estimação de António Barreto, se eventualmente aparecer um voto na Assembleia da República,  penso que com certeza não terá o apoio do PCP,  em  nome da memória e da seriedade.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Os inimigos da democracia segundo António Barreto


Os leitores crónicos das crónicas de António Barreto (A.B.) já devem estar habituados ao estranho estilo do cronista, acabando por entranhar-lhe o sentido errante. Muitos dos outros, leitores ocasionais, vêem-se aflitos para se desenredarem no intrincado pensamento do autor. Na crónica do Público (P2 de 29 de Setembro), sob uma “grande angular” demasiadamente afunilada, A.B. tem dois grandes momentos. No primeiro, clarificador, elenca os inimigos “clássicos” da democracia: comunistas, fascistas e populistas de esquerda e de direita, que se limitam a esperar pela erupção da incompetência e da covardia que, dito assim, devem ser as principais (únicas?) “qualidades” dos democratas. Atravessando algumas alusões a Ignazio Silone, e os “muros” de Tancos, A.B. passa para o segundo momento, desferindo desvelados ataques, que já lhe devem ser habituais, às instituições portuguesas, fazendo “seus” os clichés que atribui aos pequenos partidos que há por aí, também eles, afinal, inimigos da democracia. Quer dizer, depois de mostrar a pele dos inimigos da democracia, A.B. não resistiu a vesti-la. Mas não lhe fica nada bem.   Público - 01.10.2019