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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Vira o disco


Por mais que a realidade lhes entre pelos olhos dentro, há sempre fanáticos que, na obsessão das suas “verdades”, não param de martirizar os ouvidos dos restantes com a repetição infindável das suas razões. Devem estar convencidos de que, à força de iteração, pisada e repisada, hão-de ser ouvidos, e de que, finalmente, há-de aparecer uma alma penada a concordar e a dar-lhes razão. Possuídos por uma qualquer insondável obsessão, não se dão conta de que, irremediavelmente, ficarão ainda mais isolados do que já estão. 
Chamem-se eles Trump ou outro nome qualquer, os fanáticos do negacionismo que, a acreditar em Pedro Sánchez, não passam de um punhado, nem com provas científicas à frente do nariz se calam. Talvez por não compreender o fenómeno, e apesar de muito me rir, começo a ficar enjoado. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Mais vale tarde do que nunca

                                              
Nada está assegurado, mas os sinais são positivos. A Pedro Sánchez, ainda falta conseguir a anuência de 21 deputados para que Espanha possa dormir sossegadinha. O próprio Sánchez que, há pouco tempo, se declarava incapaz de dormir tranquilo se, no Governo, estivesse alguém da confiança de Pablo Iglesias, poderá regalar-se com umas boas sonecas, mesmo que o seu vice-primeiro-ministro seja o próprio líder do Unidas Podemos. Afinal, bastará aos espanhóis olharem aqui para ocidente para se certificarem de que as geringonças à esquerda não matam ninguém, pelo menos há quatro anos.
Só foi pena que Sánchez não tenha feito isto após as eleições de Abril, quando tudo era mais fácil. Teria poupado muito tempo de indefinições e, sobretudo, de cansaço, que, caso não se concretize o acordo final, poderá deixar no PSOE marcas tão indeléveis como as que agora ostenta o “Ciudadanos”, vítima de um Rivera que também se julgou o “máximo”, e foi o “carrasco” do partido que tinha construído. Se os rumos em Espanha se encaminharem para novas eleições, quem pagará as “favas” do legítimo cansaço dos eleitores será o PSOE e o próprio Sánchez, que, apesar do recente “golpe de asa”, já provou não ser o estadista de vistas largas que parecia quando derrubou Rajoy.

sábado, 26 de outubro de 2019

Gandhi tinha razão?


De que serviu ao povo catalão ter manifestado inequívocos e continuados sinais de pacifismo, ao longo de tantos anos? Afinal, os bascos, de que agora pouco se fala, conseguiram muito mais no seu estatuto autonómico. Não podemos felicitá-los porque levaram a água ao seu moinho por meios, esses sim, violentos, com muita morte e destruição espalhadas. Podemos é recriminar a actuação dos actuais governantes espanhóis que, até aqui, neste e em muitos outros assuntos, nada fizeram para demonstrar possuírem o sentido de Estado que um país com a auto-proclamada grandeza do seu lhes deveria exigir. De notar que um governo “musculado”, como o de Aznar, se viu na obrigação de dialogar com os recalcitrantes bascos e, agora, com um dirigente, ainda que “interino”, oriundo de um PSOE que, está bem de ver, é tudo menos “socialista e operário”, bastando-lhe ser “espanhol”, não consegue sentar-se para discutir, não a independência da Catalunha, como muitos dizem, mas meramente a possibilidade de rumos para o futuro, com a dignidade que os poderes centralistas de Madrid sempre recusaram.. A “questão prévia” de Sánchez para aceder sentar-se à mesa com as autoridades catalãs não passa de enganoso paliativo, com cunhos fortemente eleitoralistas. Só faltará exigir aos catalães que façam as proclamações que eles querem, mas de joelhos. Ou então, sentados, à moda de Mahatma Gandhi, cuja memória acabam por vilipendiar.