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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Os inimigos da democracia segundo António Barreto


Os leitores crónicos das crónicas de António Barreto (A.B.) já devem estar habituados ao estranho estilo do cronista, acabando por entranhar-lhe o sentido errante. Muitos dos outros, leitores ocasionais, vêem-se aflitos para se desenredarem no intrincado pensamento do autor. Na crónica do Público (P2 de 29 de Setembro), sob uma “grande angular” demasiadamente afunilada, A.B. tem dois grandes momentos. No primeiro, clarificador, elenca os inimigos “clássicos” da democracia: comunistas, fascistas e populistas de esquerda e de direita, que se limitam a esperar pela erupção da incompetência e da covardia que, dito assim, devem ser as principais (únicas?) “qualidades” dos democratas. Atravessando algumas alusões a Ignazio Silone, e os “muros” de Tancos, A.B. passa para o segundo momento, desferindo desvelados ataques, que já lhe devem ser habituais, às instituições portuguesas, fazendo “seus” os clichés que atribui aos pequenos partidos que há por aí, também eles, afinal, inimigos da democracia. Quer dizer, depois de mostrar a pele dos inimigos da democracia, A.B. não resistiu a vesti-la. Mas não lhe fica nada bem.   Público - 01.10.2019

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Esclarecer até à última bala... e até à última letra...

O que se passou em Tancos, é grave e deve ser esclarecido até à última bala... Mas o relatório inventado ou encomendado pelo Expresso de Balsemão, que tem alimentado a prosápia de Passos e Cristas, também é grave e devia ser esclarecido até à última letra...

domingo, 9 de julho de 2017

A agenda escondida


Tenho constatado com alguma perplexidade o recente interesse da imprensa espanhola pelo nosso país. Primeiro, o El Mundo, depois, o El Español, ambos se mostraram visivelmente “preocupados” com o estado de coisas em Portugal, veiculando na opinião pública a ideia de que, com governanças “à la geringonça”, o resultado final é o desnorte e a ineficiência, seja com incêndios, seja com assaltos a quartéis. Nos casos de Pedrógão e de Tancos, ninguém lhes poderá tirar alguma razão. Mas, naturalmente, a vida não é só isto, e estes azares recentes não apagam da memória os êxitos que vimos somando há cerca de um ano, nos mais variados sectores. Que as notícias “espanholas” têm mão portuguesa, que elas convêm a governos de direita, inconformados com o exemplo português e temerosos de possíveis contágios, não há dúvidas. Haverá nas direitas ibéricas alguma agenda escondida, ou nada se passa para além das inevitáveis teorias da conspiração? Sempre negadas, sim, mas que las hay, las hay.