Mostrar mensagens com a etiqueta saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

impõe-se informação da concretização de admissões no S.N.Saúde



A Ministra da Saúde anunciou agora, a contratação de 8426 profissionais para o Serviço Nacional de Saúde, nos próximos dois anos.

Em Agosto último, foi anunciada a contratação de 1442 profissionais para os hospitais do S.N.S. (152 enfermeiros, 162 assistentes técnicos, 710 assistentes operacionais).

Para que tais anúncios não sejam mera propaganda para deitar água na fervura das falhas e deficiências no S.N.S., quase diariamente badaladas na comunicação social, impõe-se a prestação de contas, a começar pela informação da concretização das admissões anunciadas em Agosto de 2019, com indicação do número de profissionais e unidades hospitalares onde tal se verificou.

Por outro lado, também é conveniente que seja fornecida informação do número de profissionais, que no mesmo espaço de tempo saíram, para se verificar o efectivo reforço de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

EDUCAÇÃO e SAÚDE: onde estão as admissões anunciadas?





Em Setembro de 2017, o Ministro da Educação, do anterior e do actual governo/PS, anunciou a contratação de mais 1500 auxiliares de educação para as escolas. Perante os protestos e constatações, quase diários, da falta desses funcionários, exigir-se-ia que o ministério informasse claramente, onde e quando, esses 1500 auxiliares de educação foram colocados.

Mais recentemente (Agosto/2019), a Ministra da Saúde, do anterior e actual governo/PS, anunciou a contratação de mais 1442 profissionais para hospitais (152 enfermeiros, 162 assistentes técnicos, 710 assistentes operacionais). São conhecidas as carências de pessoal no Serviço Nacional de Saúde, pelo que também o ministério deveria informar quantos e onde já foram colocados.

Para que estes anúncios não se transformem em propaganda, para deitar água na fervura do descontentamento, os deputados e a comunicação social, deviam confrontar os responsáveis governamentais com o cumprimento dos compromissos que anunciam e assumem. E também com saídas que entretanto se verifiquem, porque se entrarem dez, mas saírem outros dez, a situação de insuficiência não se altera.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

NÃO BASTA ANUNCIAR, É PRECISO PRESTAR CONTAS !



De vez em quando, surgem notícias da contratação de mais profissionais para os hospitais. A última refere que mais 1442 vão reforçar hospitais do Serviço Nacional de Saúde (152 enfermeiros, 162 assistentes técnicos, 710 assistentes operacionais).

Não duvidando da veracidade do anunciado pelo governo/PS, a verdade é que com muita frequência também se noticia a falta de profissionais nas diversas unidades do S.N.Saúde.

Por tal, e para que não se esteja perante uma medida de propaganda ou eleitoralista, justificar-se-á uma prestação de contas. Ou seja daqui a alguns meses (seis, por exemplo), o governo deveria informar que o anúncio efectuado da contratação de profissionais, foi concretizado, indicando o número e quais as unidades hospitalares onde os mesmos profissionais foram colocados.

E para melhor conhecimento da situação, também deveria informar o número de profissionais, que no mesmo espaço de tempo, saíram das unidades hospitalares.



sábado, 27 de julho de 2019

Ganhar milhões com a doença !



 Como é possível um medicamento custar 2 milhões de dólares (1 milhão e 800 mil euros)?

O caso recente da bebé Matilde, com uma doença rara, trouxe esta realidade brutal dum medicamento para tratamento de doença, exclusivamente disponível nos Estados Unidos da América (EUA), só poder ser adquirido por milionários.

Nos mesmos EUA, onde um frasco de insulina para tratamento de diabetes passou a custar 1000 dólares, quando no seu vizinho Canadá custa 10 dólares (cem vezes menos), o que provoca que filas de automóveis de doentes americanos atravessem a fronteira para adquirir o medicamento de que necessitam, conforme noticiou recentemente o «Washington Post».

Existe uma tendência, pelos vistos imparável, de aumento desumano de medicamentos nos EUA, muitos essenciais para tratamento de doenças graves, crónicas ou para quimioterapia. Como exemplo, refere-se que entre 2012 e 2016, duplicaram os preços de medicamentos para a diabetes tipo 1. Outro exemplo, o dum medicamento para tratar tumores cerebrais (Lomustina), que custava 50 dólares em 2013 e passou a custar 780 dólares (mais 1500 por cento).

Nos EUA o serviço de saúde não é público, é um negócio privado, deixando os americanos doentes por sua conta e risco, obrigando-os na sua luta pela sobrevivência a recorrer a estratégias, como a de atravessar a fronteira (sem muro) com o Canadá, para ter acesso a medicamentos de que necessitam.

O capitalismo não se preocupa com a saúde das pessoas, mas em ganhar milhões com a doença!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

As coincidências óbito-laborais no Ministério da Saúde


Marta Temido, a actual ministra da Saúde, tem pelo menos uma característica idêntica ao seu antecessor, que é de tentar passar certidão de óbito a direitos laborais, uma vez que como presidente do conselho de administração do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, antes de assumir funções governamentais, desencadeou o pedido patronal para a caducidade do acordo de empresa daquele hospital, o que motivou o recurso à greve de quem lá trabalha e que também já não têm aumentos salariais há cerca de dez anos.

Lembrar que Adalberto Campos Fernandes, anterior responsável governamental da Saúde, que Marta Temido foi substituir, antes de ser ministro foi presidente do conselho de administração dos serviços médico-sociais do Sindicato dos Bancários do Sul, onde promoveu também a caducidade do contrato colectivo de quem lá trabalha, o que motivou forte contestação, que incluiu greve.

Para além dos apertos orçamentais do laureado ministro das Finanças, Mário Centeno, as coincidências óbito-laborais de responsáveis pela pasta ministerial da Saúde do governo PS, podem também explicar a falta de sensibilidade para ultrapassar as prolongadas divergências com quem trabalha no Serviço Nacional de Saúde.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Direito a viver sem sofrimento, com dignidade e qualidade de vida



O sofrimento de portugueses esteve de certa forma, na ordem do dia, no debate sobre a eutanásia. Para lá das circunstâncias que no limite podiam justificar tal opção, há muito sofrimento que pode e deve ser evitado e que deve merecer preocupação e intervenção da Assembleia da República e do Governo.
Há ainda em Portugal muito sofrimento causado por motivos de saúde, mas também por problemas sociais.
O desenvolvimento científico permite eliminar ou diminuir sofrimento físico e psicológico e prolongar o aumento da esperança de vida em condições dignas.
Há portugueses que sofrem porque continuam a ser enormes as carências no Serviço Nacional de Saúde, quase diariamente apontadas na comunicação social, desde a falta de médicos e enfermeiros, de técnicos e auxiliares, insuficiência de meios de diagnóstico e tratamento, falta de médicos de família onde estão abrangidas 136 mil crianças e jovens, espera de muitos meses para consultas e cirurgias, esperas prolongadas e insuficiências nas urgências, escassez e diminuição de cuidados continuados e paliativos, falta de apoio familiar, etc.
Há portugueses que sofrem, porque cerca de 2 milhões e meio estão em situação de pobreza ou exclusão social, dos quais 431 mil são crianças, os salários são baixos e as pensões baixíssimas, muita precariedade e desigualdades, falta de habitação ou falta de qualidade na mesma, desemprego, sem abrigo, falta de creches, falta de lares para idosos, etc.
Depois de tudo fazer para evitar sofrimento e dignificar a qualidade de vida dos portugueses, talvez seja mais oportuno debater a opção da possibilidade, de no limite, deixar de viver.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Viva o estetoscópio!

O PÚBLICO de 7/1 traz um artigo sobre o estetoscópio, a que chama ícone da Medicina, nos seus duzentos anos existência, dizendo que ele "está no centro de um debate acerca do que deve ser a prática médica" (sic). Realmente não sabia que o "nosso querido estetoscópio" estava no cerne desse debate que foi bem patente no Congresso Nacional de Medicina realizado no passado Setembro no Porto sob o tema do Acto Médico, mas vou permitir-me dizer algumas coisas, a maior parte delas... brincando.
Quanto ao artigo, ele é claramente apologético do abandono da tal "ubíqua ferramenta dos médicos" (sic) e para isso socorre-se quase totalmente da opinião de cardiologistas, chegando um deles afirmar que "o estetoscópio morreu". Bem contrária  é a "longa vida" prognosticada para o mesmo por um pediatra ( ah, grande colega!). Percebe-se bem a divergência pela abissal diferença entre  um especialista de orgão e outro muito mais holístico em que "os pulmõezinhos e os intestinos" fazem parte integrante do todo dinâmico que vai a té aos 18 anos. Isto para além da parafernália instrumental que o primeiro tem e o segundo não possui no dia a dia do seu desempenho clínico. Mas a pergunta final do texto de Lenny Bernstein talvez seja capital: irá algum doente confiar em alguém que não lhe quer tocar?...
Não querendo parecer "o dinossauro que sou" mas antes o pediatra que existe em mim, deixem-me acrescentar que o estetoscópio serve ainda para três coisas, a saber : "dar satus", especialmente quando nos licenciamos..., descansar e reflectir enquanto o silêncio da auscultação dura ( a doente dum colega meu que adormeceu ao fazê-lo, perguntou-lhe se estaria muito mal já que ele se tinha "infirmado" tanto tempo...) e ainda, como comigo se passou na guerra colonial, se a "cabeça do aparelho" for bem pesada, como arma de defesa... Viva o estetoscópio!

Fernando Cardoso Rodrigues 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Trabalhar de noite pode provocar danos irreparáveis a longo prazo


Especialistas do Sleep Research Centre, da Universidade de Surrey, revelaram como os turnos de trabalho noturnos podem alterar o metabolismo e prejudicar o bom funcionamento molecular. A descoberta sobre a rapidez e gravidade dos danos causados por ficar acordado até tarde foi uma surpresa.
Na investigação explicam que o corpo humano segue um ritmo natural próprio e que o relógio biológico é programado para ficar ativo durante o dia e dormir à noite. As mudanças podem causar sérios efeitos colaterais, como alterações hormonais, de humor, de atividade cerebral, da temperatura corporal, etc.
6% dos nossos genes são programados para ficar mais ou menos ativos em sintonia com momentos específicos do dia, se passar a trabalhar à noite, essa sintonia genética perde-se.
O Professor Derk-Jan Dijk diz: “que todos os tecidos do corpo têm seu próprio ritmo durante o dia, mas que ao ficarem “acordados” à noite, perdem a sincronia, podendo causar danos sérios a longo prazo, como aceleração dos batimentos cardíacos e alterações no cérebro. É um caos, é como viver numa casa onde há um relógio em cada divisão e cada um marca uma hora diferente.”

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Energia Universal

Energia Universal Já há muitos séculos que os místicos (Mestre Mikao Usui, Mestre Chujiro Hayashi, Mestre Dang, …) e actualmente os próprios cientistas falam da “Energia Universal”. Esta é uma energia que vem de um determinado ponto do Universo e chega ao planeta Terra. Sendo assim o homem está continuamente a receber “Energia Universal”. Saber viver a vida de modo a termos o tempo diário devidamente repartido: 8 horas para dormir, 8 horas para trabalhar e 8 horas para comer, conversar e actividades lúdicas. A “Energia Universal” que passa e penetra no nosso corpo (através dos Chakras principais que são sete e estão distribuídos ao longo do corpo entre o chakra da base ou raiz e o chakra da coroa no cimo da cabeça), mantém um equilíbrio entre as nossas energias, mas se passarmos a dormir, por exemplo: 4 horas, durante um período longo de tempo as energias que o corpo recebe e as que cria não compensam as que perde, vindo mais tarde a ter problemas de saúde, como esgotamentos mentais, etc. São doenças não só físicas e mentais, mas por vezes também espirituais. É quando o físico, o mental e o espiritual estão mais debilitados que nós atraímos energias negativas. Se pensarmos em certos empregos actuais, por exemplo, das grandes superfícies, e nas horas seguidas de trabalho que obrigam, podem ser a médio e longo prazo fontes de doenças pelos desequilíbrios energéticos que originam.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

De volta à farmácia

Em tempo de férias, há mais disponibilidade para certas arrumações que, habitualmente, não fazemos... como organizar/limpar a «farmácia» doméstica.
Ora este ano, enchi duas sacas das compras com medicamentos fora de prazo. Embalagens praticamente completas... Tanto dinheiro deitado fora. Levei-as à farmácia mais próxima, como deve ser.
Por que não se faz como na Irlanda? O utente só compra a quantidade de que precisa.
Srs. governantes, tratem deste assunto, por favor. Ficamos doentes só de pensar no dinheiro desperdiçado nos remédios que já não podem fazer nada pela nossa saúde...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Eu, marmiteira, com muita honra

Descobri um texto curioso de Henrique Pereira dos Santos no PÚBLICO de 27 de março que gostaria de salientar, partilhando com os leitores deste blogue os primeiros parágrafos: 
 "Eu, marmiteiro desde sempre me confesso. Não entendo o tom negativo com que se escreve sobre o saudável hábito de levar para o trabalho o que se decidiu comer. (...) é incomparavelmente maior o desperdício associado à restauração que o que existe associado à cozinha feita em casa, por medida e aproveitando restos (...). Para além da sustentabilidade e economia, há outra tendência que aconselha esta prática: saber exactamente o que se come, um luxo hoje acessível a pouca gente nas cidades."
O que se poupa!
É um novo hábito que ficará. Os ganhos são a todos os níveis. É para continuar. E não custa nada preparar no jantar do dia anterior. Restos ou confecionado com essa intenção, não custa mesmo nada e sentimo-nos bem por estarmos a fazer a coisa certa!
São cada vez mais os marmiteiros, tal como são muitas e diferentes as marmitas!!
Alunos, funcionários e professores encontram-se no refeitório improvisado com a sua marmita e todos são iguais na fila para aquecerem a comida no micro-ondas.
Já não há vergonha!! A crise tornou-nos mais iguais.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Vacinação e alimentação do bebé

É um escândalo saber que há pais que não podem vacinar ou alimentar um bebé até aos 12 meses, por carências económicas graças ao desemprego ou cortes salariais. A título de exemplo, convém saber o que pensa a sociedade de pediatria sobre a não aplicação de vacinas, não comparticipadas pelo estado, contra a pneumonia (Prevenar), as gastrentrites (Rotarix) e meningite (Meningitec), que custam respectivamente (71,07 x 4), (74,28x 2) e (27,15x3) e não fazem parte do plano de vacinação nacional Segundo os especialistas a não aplicação destas vacinas pode implicar doenças ou morte. E já imaginaram o sofrimento dos pais que sabem dos perigos e não podem suportar os custos dessas vacinas para administrar aos seus filhos? A par deste problema da vacinação ou falta dela, acresce o problema de haver muitos pais que não têm meios para alimentar condignamente um bebé, substituindo o leite apropriado e as papas por leite de vaca nos primeiros meses de vida. O autismo do governo e insensibilidades dos responsáveis pela saúde pública põem em risco milhares de pessoas e comprometem o futuro de Portugal. Hipocritamente falam da necessidade do aumento demográfico do país, mas nada fazem para criar condições que levem a esse desiderato, com o regresso do Prevenar, Rotarix e Meningitec ao plano de vacinação nacional e a comparticipação no plano alimentar através de meios que permitam a sua correcta utilização.

Maria José Boaventura