sábado, 25 de junho de 2016

UMA BRECHA NO SISTEMA


o sistema capitalista é baseado no lucro, nos monopólios, na exploração da esmagadora maioria por uma ínfima minoria. Portanto, é um sistema que gera gritantes e brutais assimetrias,por consequência, injustiça e revolta. Para conter as massas e preservar o sistema, os seus beneficiários, criaram blocos ou associações de países interdependentes, ( mas onde os mais poderosos mandam e mais beneficiam) como é o caso da União Europeia, um sistema global de repressão defesa, a NATO, e o controlo dos meios de comunicação social. De maneira que esta decisão do povo britânico, não colocando em causa o sistema, abre-lhe no entanto uma brecha, e é um péssimo exemplo para outros povos. Daí as campainhas de alarme da tal minoria exploradora, que se fazem ouvir por todo o mundo,a partir das suas sedes de controlo e comando ( FMI, BCE, agências de rating,etc.).
Outras brechas se abrirão, porque o caminho da humanidade, embora por vezes com recuos, é no sentido da dignidade e da justiça, e não do da injustiça crescente que a própria natureza do capitalismo gera.
Francisco Ramalho

Corroios, 25 de Junho de 2016

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A UNIÃO EUROPEIA ACABOU


A União Europeia acabou. A votação do valoroso povo inglês e galês, digna do rei Artur e dos cavaleiros da Távola Redonda, no sentido da saída da UE deu a estocada final numa Europa que, ao fim e ao cabo, nunca foi unida, a não ser em termos de interesses financeiros, dos "investidores", dos especuladores e do imperialismo alemão. A Europa dos burocratas de Bruxelas, de Merkel, de Durão Barroso, de Juncker foi claramente derrotada. Nunca foi um projecto político nem cultural nem social. Serviu apenas para pôr países como Portugal ou a Grécia de joelhos, à mercê do comité central. É bom que fique em cacos. Para que um dia se edifique uma verdadeira União Europeia, uma verdadeira União Mundial, socialista, anarquista, sem fronteiras, sem Estados, sem patrões, de homens livres e criadores.

24 DE JUNHO, FESTEJA-SE O SÃO JOÃO DO PORTO


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O São João do Porto é uma festa popular que tem lugar de 23 para 24 de Junho na cidade do Porto, em Portugal. Oficialmente, trata-se de uma festividade católica em que se celebra o nascimento de São João Baptista, que se centra na missa e procissão de São João no dia 24 de Junho, mas a festa do S. João do Porto tem origem no solstício de Verão e inicialmente tratava-se de uma festa pagã. As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou essa festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.
Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva cidreira dos pelos púbicos femininos. A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que desempenham o mesmo papel do alho-porro, tendo, curiosamente, também um aspecto fálico. Nos anos 70, nas Fontainhas, vendia-se ainda, na noite de S. João, pão com a forma de um falo com dois testículos, atestando muito claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I. O fogo-de-artifício chega a durar mais de 15 minutos e decorre no meio do rio em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espectáculo multimédia.
Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto, especialmente nos bairros das Fontainhas, Miragaia, Massarelos, entre outros. Nos arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por comida, em especial, o cabrito assado e mais recentemente grelhados de carnes e também as sardinhas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.
Não se conhece com rigor quando teve início a festa do S. João do Porto. Sabe-se, pelos registos do Século XIV, já que Fernão Lopes, por essa altura se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João, deixou escrito na Crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e como era vivida pelas gentes do Porto.
É no entanto possível que essa festa fosse mais antiga, pois existia uma cantiga da época que dizia até os moiros da moirama festejam o S. João.
Era também no dia de S. João que a Câmara Municipal do Porto se reunia em Assembleia Magna, que corresponderia à actual Assembleia Municipal, reunião essa realizada no Claustro do Mosteiro de S. Domingos, pelo seu grande espaço, onde se procedia à eleição dos Vereadores e onde se tomavam as decisões mais importantes para a cidade.


MORREU JOAQUIM COSTA MARTINS


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Segundo  informação vinculada pelo jornal desportivo A Bola, de 24 de Junho de 2016 pelas 16 horas, morreu, esta sexta-feira, o jornalista Joaquim Costa Martins aos 69 anos, vítima de infecção pulmonar.


Costa Martins, figura marcante do Desporto da Antena 1, estação onde chegou a ser subdirector de Informação, entrou na rádio pública em 1976 e lá permaneceu durante toda a sua carreira profissional até 2005, interrompendo, apenas, a sua passagem entre 1993 e 1994.


Antes da sua entrada na emissora pública teve passagens pela Renascença. Emissora Nacional e Rádio Clube Português.



«Quando achas que profissionalmente o mundo desabou em cima de ti; quando tens a sensação de que estás num quarto escuro onde provavelmente haverá uma porta para dela sairmos mas não sentimos onde ela está; quando olhas para o lado e vês um filho com um mês com muito pouco para lhe dares, recebes uma chamada de alguém a dizer-te: `...Puto, o que é que se passa? O que é que te aconteceu? Segunda-feira apresenta-te na Antena 1. Vens trabalhar comigo...´. E as coisas mudaram! Olha que nós (e os meus) devemos-te muito. Muito mesmo!», escreveu na rede social Facebook o jornalista Paulo Garcia.



Também no seu Facebook, o jornalista Alexandre Afonso deixou a sua homenagem a Costa Martins. 



«A história do jornalismo desportivo em Portugal não pode ser escrita sem que o seu nome lá esteja», acrescentando ainda que «hoje estamos todos tristes. O `chefe Costa´ faleceu hoje».


Como adepto e amante do desporto em geral, em especial do futebol, os meus sentidos pesamos à família da grande figura do desporto, e em especial da rádio.

MÁRIO DA SILVA JESUS

O porno aquartelado

Não podia faltar. Logo que vem à baila a questão da situação em que vivem os GNR e outros polícias, surge logo como capitão relâmpago, o presidente do sindicato ou associação daquela tropa, o César, a jurar que os comportamentos reprováveis e sujeitos a expulsão da Corporação aonde estão inseridos, se devem aos baixos salários que auferem enquanto agentes, e que por tal, têm necessidade de recorrer a uns trabalhinhos extras que permita matar a fome à família. Ora eu que não ganho um terço do que eles ganham e outro lucro variável, já devo ter a minha prole feita cadáver. Depois de tomarmos conhecimento que um militar da GNR oriundo de uma Unidade de Intervenção onde é preciso "pontinha", e que a põe ao serviço, mal ouve a palavra de ordem -"Acção", nos seus tempos livres, e são muitos, sem que tenha feito casting especial, tira o "pontão" de fora e zás, crava-o e grava-o no cinema porno lusitano. Com sucesso, julgamos nós. O presidente da Associação aonde está por certo filiado o porno actor, sempre de arma apontada ao coração das "operárias do sexo e/ou apanhadas no quarto escuro", não vem dizer-nos que para se compor um salário que ele repete ser baixo, pode-se consegui-lo na construção civil, na agricultura a apanhar morangos com açúcar, framboesa, ou cricas, este tipo de ameixa tão apreciado agora no verão. Não. Para o presidente César do sindicato das Forças da Ordem libidinosas, os seus elementos devem fazer uns trabalhinhos por fora, mas a limpar a arma com as "ronaldas". Nada que pese ou que só eles possam servir de peso, e sairem de cena com o posto de stripper candidatos a cabo. Esta tropa fardada, animou-se nestes últimos tempos a fazerem o que querem, pois sabem que a democracia vai entre uma e outra vez, coxa, e mais coxa. E é por aí que eles se sentem bem e põem a arma erecta, apontada a "portuguesa(e)s sem vergonha", e alguma celulite, que deixam protagonistas destes representarem tais papéis, e deles sairem aliviados sem qualquer sanção, quando submetidos a inquéritos e a julgamentos. É tudo a mesma tropa. E nós um povo que "arde e cora". Que aceita e ri sem problema. Quem é a colega da "pontinha", que não aceitava fazer patrulha com um "actor militar" assim com um pontão deste calibre?


O FIM DA UNIÃO EUROPEIA

A vitória do "Brexit" no Reino Unido significa o fim da União Europeia. O valoroso povo britânico pôs um fim a uma União que, na realidade, pouco existiu, a não ser no campo financeiro. Agora os tubarões tremem. A "União" do euro, do imperialismo alemão, da máfia financeira, dos mercados, da especulação, chegou ao fim. Artur de Camelot está vivo, tal como a velha Albion. Um novo mundo está a nascer.

O Brexit do bye-bye

Os 28 países que compõem a União Europeia, vão importar mais cadeiras de rodas, para se deslocarem no Parlamento Europeu, roubando o exclusivo ao ministro das finanças alemão, Wolfgang Shauble, o mesmo que queria sanções aplicadas a Portugal e à Espanha ainda á pouco tempo. Com o voto vencedor com que apoiaram a saída da Inglaterra do Grupo que conduziu a Europa ao estado lamentável e miserável dos seus cidadãos, os Britânicos corajosos, após terem nas urnas manifestado o seu desejo de se  afastarem, em Referendo outrora prometido pelo inábil Cameron, dos 28 países deficientes que em nada contribuiram para tornarem as suas populações mais estáveis e felizes, vão contribuir já, para o aumento de vendas das tais cadeiras iguais às do rígido membro do Reichstag da Frau Merkel, casada por acaso com um joaquim, como eu, e não com um como o da Selecção alemã, que cheira todas as hipóteses de se manter com a Mannshaft sempre em pé e à procura da vitória, mesmo quando lhe cheira a esturro ou coisa pior. A nossa capital do móvel que se ponha já em campo, e entre no mercado dos 28, com propostas irrecusáveis. Os meios justificam os fins!

Orgulhosamente sós, ou o princípio do fim?

O Reino Unido votou e escolheu meter-se na sua concha deixando a UE, da qual nunca pertenceu de corpo inteiro.
É que a velha Albion nunca gostou de repartir os seus pertences; pelo contrário, viveu séculos coloniais à custa de outros povos e civilizações.
Agora, vamos ver se a UE se reforça, unindo-se em torno deste revés, ou se se desagrega em várias ilhas cercadas de muitas fronteiras.
Resumindo: parece que o sonho de Jean Monnet começou a desintegrar-se.

nota: texto publicado no blogue OVAR NOVOS RUMOS (24/6) e nos jornais METRO e PÚBLICO (27/6)

José Amaral


ELES NÃO SABEM NEM SONHAM...




Foi um sonho, e não é verdade que o sonho comande a vida, apesar de ser bonita a letra da canção.

As utopias nunca se realizam, mesmo que estejamos a bater-lhes à porta. A Europa é uma manta de retalhos de identidades e culturas distintas, sempre apetecível às hegemonias repartidas entre os alemães, os franceses e os ingleses. Os outros são periferias, clientes  à força com juros sempre altíssimos, que se foram aliando na história a uns e a outros, seguindo os interesses de momento.
A União Europeia existiu na cabeça de alguns livres pensadores e os povos seguiram-nos.

Podia ter sido bonito.

Entretanto, as pessoas venderam-se a um mundo de novas oportunidades e a todas as facilidades: a circulação sem controlo num território muito mais amplo do que o seu país, a livre circulação de produtos e bens e logo de negócios facilitados, uma moeda única e forte, e finalmente para manter a sua anestesia global, a concessão facilitada de créditos sem limites, o  que lhes deu a sensação, equivocada, de que ser da União Europeia era ter acesso ao dinheiro fácil e barato.

Promete-se um paraíso bem embrulhado com fitas coloridas e laçarotes e o povo baba e aceita a prenda.

Entretanto, neste frenesim de o gastar (o dinheiro) as pessoas distraíram-se e os pensadores que honestamente tinham tido o sonho da Europa, foram sendo substituidos por abutres. Estes trouxeram consigo catrefadas de burocratas e tecnocratas, essenciais para o trabalho sujo de transformarem um projecto digno numa quinta de privilégios e enriquecimento ilícito.

Instalou-se um lupanar gigante onde antes se quis construir uma ideia com sentido.


Tudo acabou no início do verão, quando o tempo promete descanso e bonomia, mas afinal anuncia ventanias e chuvas inesperadas. Começa hoje um novo ciclo da história do mundo, muito mais assustador e muito mais triste.

QUE A SORTE ESTEJA CONNOSCO NO IV CROÁCIA-PORTUGAL


Que a sorte esteja connosco no IV Croácia-PortugalCom a primeira fase de grupos, desta XV Edição do Euro 2016-França, já resolvida e com as 16 selecções já apurados e devidamente conhecidos os "acasalamentos" dos jogos das selecções apuradas, vamos entrar assim na 2ª. Fase desta competição, isto é, nos oitavos-de-final. E, vamos lá a ser honestos, a selecção nacional de futebol, lá acabou por ser apurada, tendo ficado no 3º. lugar do grupo F, que graças à vitória da Islândia frente à Áustria por 2-1, nos vai permitir não calhar no grupo dos chamados "monstros ou os habituais papões" do futebol, como são os casos da, Alemanha; Espanha; França; Inglaterra e Itália. E numa análise feita e num primeiro ranking das selecções apuradas, ficámos num modesto 15º .lugar, mas contudo fomos apurados o que nos permite continuar e sonhar com a tão ambicionada chegada à final no próximo dia 10 de Julho, em Paris no Saint-Denis, mas, com um pouco de sorte, é verdade, essa mesma sorte que efectivamente foi madrasta e nos faltou, em especial no jogo com Áustria, mas lá passamos à tangente, para a chamada fase do mata-mata.

Efectivamente um dos primeiros objectivos foram alcançados, que é a presença nos oitavos-de-final desta competição, e, assim a selecção portuguesa irá estar mais uns dias em terras de Victor-Marie Hugo que foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e activista pelos direitos humanos franceses, de grande actuação política no seu país a França.

Vamos lá agora esperar que a nossa "rapaziada", repouse, suficientemente, quer fisicamente, quer mentalmente, neste três dias, que nos separam até ao próximo dia 25 (sábado), para quando defrontarmos a Croácia, (no qual será o IV encontro entre as duas selecções, sendo o saldo de 3 jogos e três vitórias, a favor de Portugal e um saldo de golos de 6-0), sejam suficientes e que se apresentem com uma outra atitude e um pouco de mais sorte, que é tão importante e também faz parte dos campeões.

Vamos selecção portuguesa, com humildade, trabalho, determinação, vontade e união de todos aqueles que fazem parte desse grupo, sermos mais fortes e capazes de pudermos ultrapassar este adversário e passarem esta fase e continuarem a vossa caminhada…o mais longe que possam conseguir, para chegarem a um lugar que honre a língua de Luís de Camões e os portugueses de cá e em especial os nossos emigrantes.

(Texto-opinião, publicado na edição online, secção "Escrevem os Leitores" do Jornal  RECORD de 23 de Junho de 2016)
(Texto-opinião, publicado na edição Nrº. 45951 do Diário de Notícias da Madeira de 25 de  Junho de 2016)
(Texto-opinião, publicado na edição do Jornal Público de 25 de Junho de 2018)

MÁRIO DA SILVA JESUS

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O remanso de Bárbara

Misturada na fila indiana que pé ante pé seguia junto à margem do lago, Bárbara cuidava de apanhar os raios de sol no lado da face que mais lhe dava prazer. De olhos semicerrados, blusa dois botões desapertados, sapatos leves e arejados mas próprios para caminhadas, o rosto a brilhar e projectado nas águas serenas, Bárbara não contava com aquele intruso e inconveniente fazedor de perguntas fora do contexto. Resguardada no seu íntimo aonde as reflexões nascem e se reproduzem ou morrem connosco, à pergunta do repórter provocador, ela despertou, e olhando a sigla do microfone do repórter, que mais lhe pareceu um símbolo fálico de Caldas do que de uma ferramenta de recolha de som, Bárbara, numa atitude de mulher bravia, quase ultramontana, arrancou das mãos do operário da Estação Têvêfónica o aparelho, ainda confundido com um fósforo gigante, pois tinha a cabeça vermelha e mais lembrava um maço de pedreiro com carapuço de feltro, ou um malho de bombo de festa, manipulado por um malandreco sem eira nem beira, que nem Bordalo seria capaz de reproduzir. Estupefacto e a latejar sem contudo dar disto sinais, o repórter afastou-se devido à proximidade dos bíceps dos gorilas de serviço naquela procissão relaxante à beira rio, a que Bárbara aderira e porque lhe era aconselhado pelo seu físio-psiquiatra. Sabe-se desde há muito tempo, que se o jornalista da tal Estação para a qual desempenhava o seu papel, fosse Homem do norte, conhecido pelo seu carácter erecto e forte malho, a Bárbara apesar de ser mulher considerada nos meios aonde desenvolve a sua actividade tão nobre quanto feminina, seria de imediato lançada às profundezas da lagoa, de onde só regressaria quando exibisse a recolha do micro que antes atirara pelo ar, como se fosse um têxto enviado de um leitor posto na lixeira, de que não gostou e não gosta, e se recusou e recusa a publicar no seu jornal, desde que ele, o malandreco ostracizado feito diabo que a persegue com incómodos, se dispôs a dizer o que pensa dela, do seu órgão Público, e da vida em geral que esconde ou disfarça muitas carências, naquela Capital, às vezes pretensamente elitista, outras vezes, mundana. Coisas que costumam alterarem-se  com o tempo!
Joaquim A. Moura - Penafiel

*(uma medíocre ficção, aproveitada de um acontecimento bárbaro, feito por quem se julga intocável ou superior)

ASSIM, SIM, É BOM VIVER EM LISBOA


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O Metropolitano de Lisboa (ML), que é sem quaisquer dúvidas o meio de transporte mais rápido da capital, Lisboa e arredores, têm ao seu alcance, nas suas habituais e diárias deslocações para os eu local de trabalho e não só, mas, quando porventura são severamente prejudicados nalgumas ocasiões por diversas vezes, e serem assim severamente "ofertados" com a que chamo as "greves selvagens", com que os trabalhadores inconscientes e maus profissionais desta empresa que é o (ML), e acrescento ainda, bem pagos, ao serviço daquela empresa, proporcionam os seus cliente, já pagantes antecipadamente do seu título de transporte, quando por este ou aquele motivo presenteiam os mesmos com as tais greves. Por qualquer tipo de reedificações, porque coitadinhos são muito mal pagos.
Quando, todos nós sabemos que os dias de trabalho são por norma de 2ª. Feira a domingo, isto é de sete dias por semana, pois temos muitos utentes "pagantes", que trabalham nestes dias e igualmente a empresa por uma questão de poupança de custos, corta no número de carruagens, pondo ao dispor dos "pagantes das receitas da empresa" somente três carruagens.
Hoje dia 12 de Junho, devido às chamadas festas da cidade, e para proporcionarem aos lisboetas, de estarem numa "boa" e de poderem disporem até altas horas da noite de grande folia irá disponibilizar mais transportes, e assim o Metropolitano de Lisboa (ML), irá aumentar o número de carruagens, para 8 composições, nesta noite de alegria e folia.
Em contrapartida irá encerrar na Linha Verde, hoje dia 12 de Junho, isto é, as estações do Areeiro e Arroios pelas 21,3o horas, como na eventualidade de naquelas zonas não morarem pessoas ou haver locais de trabalho e as pessoas não terem necessidade daquele meio de transporte.
Que bom, haver festas na cidade de Lisboa, se por um lado, o Metropolitano de Lisboa (ML), eleva a fasquia na disponibilidade de mais carruagens que põe ao dispor dos "pagantes", por outro "rouba" e fecha estações que provavelmente fazem falta aos utentes-clientes daquelas zonas do Areeiro e Arroios.
Assim, sim, é bom viver em Lisboa.

(Texto-opinião, (resumido), publicado na edição de jornal DESTAK de 23 de Junho de 2016)

MÁRIO DA SILVA JESUS

A TDT vai ter mais canais

‘O ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, revelou ontem – 21/6 – que o alargamento da oferta na televisão digital terrestre (TDT) prevê mais quatro canais, dois públicos e dois para o sector privado’, sic JN de 22/6.
Esta medida agora anunciada, que foi proposta pela maioria de esquerda que suporta o governo de António Costa, só peca por defeito, uma vez que a TDT, em relação à saudosa televisão analógica, tem capacidade de emitir o quádruplo do que os quatro canais que a ‘velha senhora’ emitia. Assim, dezasseis canais em sinal aberto seria o mais que justo.
A plataforma, que actualmente é gerida pela Meo da PT Portugal, que disponibiliza em sinal aberto os actuais cinco canais, já há muito que deveria emitir mais canais, todavia o chorudo negócio das televisões por cabo tem-nos dado cabo da bolsa e de muitas consumições em apanhar mais estações televisivas em sinal livre de qualquer custo adicional.

José Amaral

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Europa

Ficar na Europa ou sair dela? A poucos dias do referendo no Reino Unido a questão faz tremer muita gente e deixa os mercados à beira de um esgotamento nervoso. Os lideres europeus clamam a importância de pertencer à Europa, de contribuir para o fortalecimento do projecto europeu, de fazer nossos os Valores da Europa. Pessoalmente, não poderia estar mais de acordo com os nossos queridos lideres mas… que projecto, que Valores, que Europa?

                Olhando para a União Europeia fico confuso; o que une todos estes povos, que força contribui para que possam sonhar com um futuro comum, que raio de coisa faz de nós “europeus”? É uma questão cultural? Resumir-se-á a uma matriz religiosa? Ser “europeu” é uma imposição dos mercados? Creio que quando o debate se desenvolve são as questões económicas que ganham protagonismo. Os Valores são muito bonitos mas não criam dinamismo empresarial, o cristianismo resume-se a uma ladainha para acalmar os rebanhos, aquilo que realmente mexe com as consciências parece ser o vil metal. Mais nada.

                O que une um eslovaco a um português, um húngaro a um espanhol, um sueco a um cipriota, um inglês a um irlandês do Norte? O que haverá em comum que possa unir todos estes cidadãos? Está visto que o Valor da solidariedade não serve, que o amor pelo próximo é coisa sem o mínimo sentido, que o estudo da cultura clássica se esgotou há séculos; o património imaterial europeu é olhado com desdém, é uma treta. Já se falarmos de património material a coisa pia mais fino. A Economia parece ser a cola que vai pegando as partes que constituem esta nossa Europa. Mas é uma cola produzida com a saliva dos lideres que discursam perante as câmaras de televisão e agem na sombra fresca dos gabinetes. Esta Europa está colada com cuspo.

                Ficar na Europa ou sair dela? Regredir para um estádio medieval ou encarar a possibilidade de uma imensa nação do futuro? Talvez a questão seja outra, talvez devamos perguntar: o que é a Europa? Parece que antes de ser a designação de um continente foi nome de uma princesa fenícia que despertou a gula de Zeus que se transformou em touro e a raptou (terá isto alguma coisa a ver com aquele touro em Wall Street?). Se conseguirmos responder a esta pergunta talvez depois possamos questionar os povos sobre a sua vontade de pertencer ou não ao que quer que isto seja. Enquanto procuramos a resposta, um referendo como o britânico não passa de uma anedota de muito mau gosto.


Carta enviada à Directora do Público