domingo, 24 de julho de 2016

O SENHOR CINEMA

Mario Augusto




Mário Augusto, apelidado de o senhor cinema, trinta anos de carreira de um entrevistador nato das grandes figuras famosas e estrelas do cinema de Hollywood. Homem da televisão e da rádio. Mário Augusto, para além de uma voz inconfundível, é, sem dúvida, um dos mais conceituados cinéfilos da comunicação social em Portugal. Fez carreira na televisão, mas tornou-se jornalista num estágio no Comércio do Porto, tendo o " bichinho" pela rádio levado a que fundasse a Rádio Nova. Um grande comunicador.

(Texto-opinião, publicado na edição Nrº. 1261 da revista Notícias Magazine de 24 de Julho de  2016) 

MÁRIO DA SILVA JESUS

sábado, 23 de julho de 2016

Premonitório

Ele disse enquanto andava entre nós, ou melhor, enquanto caminhava sobre as pedras como pastor de cabras, apoiado num cajado e uma metralhadora às costas como adereço ameaçador, e após o ataque às Torres Gémeas, que o Ocidente e a Europa em geral, jamais teriam dias descansados. E assim é. Quem deu a vitória a Bin Laden, já que é ele que está vencer esta guerra? Quem meteu a bola e a bala na própria baliza? Quem nos meteu neste criminoso sarilho feito de sangue e de luto, e que agora ninguém aparece nos Açores, numa Cimeira da Ignorância Impulsionadora do estado de alerta e de sítio em que vivemos, para encontrar uma eficaz solução para a dinâmica terrorista que ali naquela ilha foi delineada por três líderes europeus e um norte americano? Se tais líderes não respondem perante os outros homens, feitos reféns daquela  estratégia concebida em tal Cimeira, quem sai a responsabilizar-se e a dar a cara pelos actos terroristas que ganham terreno junto de nós? Quem os trouxe e lhes deu uma causa e uma razão para eles nos atacarem até à morte? Agora foi Munique. Ontem foi Nice, Bruxelas, Paris,etc. Amanhã será Lisboa, Madrid, Roma, Londres. Quem os fará parar já que os que lhe deram corda e armas desapareceram, ou andam disfarçados em inocentes e escondidos sem discursar e tirar a foto do costume que a história escrita a vermelho, regista? Bush, Blair, Aznar e o oportunista Barroso, por onde andam? A guardar cabras não é de certeza e muito menos a tratar da nossa segurança, mas a tentar passarem nos dias de hoje como inocentes, como se nada fosse com eles, como se mortos não se contassem entre nós, como se não tivessem sido eles a despoletar a guerra dentro dos nossos países, em frente à nossa porta.

*(de improviso ou ao sabor da raiva e da pena)

A Trampa do Donaldo


Outro perturbado na berlinda é Donald Trump.
Não nos podemos esquecer que muitas das catastrofes históricas começaram por mentes aparentemente menos perturbadas.
E neste caso,se bem observado, ele tem todos os ingredientes para o desastre completo: desbocado, sem qualquer respeito pelo semelhante; muito poder económico e politico e ainda toda uma turma de bajuladores que rebola no riso com as barbaridades do homenzinho...
Parece caminhar-se alegremente para uma coisa muito perigosa e que aparentemente ninguèm está interessado em impedir.
A mais flagrante do homem foi a ideia da construção do muro, para impedir o acesso dos mexicanos.
Os muros são uma constante ao longo dos tempos: constroem-se, desconstroem-se, voltam a construir-se... para por fim se chegar à conclusão que não servem de nada; que são o retrocesso na evolução do ser humano.
Será que nem essa lição aprendeu?
Se entendesse alguma coisa de construção civil já tinha percebido que um muro impede a entrada e...a saída...

Diz-se que 10% da população mundial tem qualquer tipo de perturbação mental.
Porque será que eu tenho a sensação que são sempre esses que chegam ao poder?
Continue-se a endeusar este louco e vamos ver como esta história acaba.

Está tudo doido!

O mundo está povoado de gente perturbada. E o ponto alto dessa perturbação é o desejo de protagonismo, de preferência com divulgação planetária.
Foi assim que aconteceu em Orlando, em Nice e está a decorrer em Munique com mais um massacre num centro comercial.
Nos casos de Orlando e Nice pareceu tratar-se de homens com distúrbios de personalidade e até de orientação sexual, a quem a certa altura saltou o útimo parafuso.

Estarão todos esses casos ligados ao terrorismo? Diria que não!
Mas os governos e a comunicação social parecem muito empenhados em que acreditemos nessa teoria.
Talvez que inflamando a opinião pública, as pessoas fiquem inibidas de analisar o que está na origem das represálias em forma de ataque terrorista. Doutro modo talvez houvesse coragem de exigir dos governos outras condutas politicas.
E depois, nunca se chegará a uma análise conclusiva, porque em geral, estes personagens são abatidos, o que diga-se de passagem, dá muito jeito!
Mas, no meio de tudo isto estão a esquecer-se de um dado importante: é que com toda a cobertura mediática, quem sai a ganhar é o daesh, que vê assim a sua causa difundida a nível global o que lhe facilita o recrutamento de tantos idiotas à procura de uma causa.







sexta-feira, 22 de julho de 2016

BOA SORTE AOS ATLETAS PORTUGUESES NO RIO DE JANEIRO


Boa sorte aos atletas portugueses no Rio de Janeiro
Realizam-se neste ano de 2016 os 31.ºs Jogos Olímpicos da era moderna, no Rio de Janeiro. Disputam-se entre 3 e 19 Agosto, em 42 modalidades, entre as quais o futebol.


Aliás, neste meu apontamento, o destaque para o torneio de futebol, que decorrerá entre 4 e 20 de Agosto, com as finais, quer a masculina quer a feminina, a terem lugar no Estádio do Maracanã.



A Selecção Nacional de futebol ficou inserida no grupo D, no referido torneio olímpico de futebol, no qual irá defrontar a Argentina, Honduras e Argélia. Portugal tem a sua estreia no Rio'2016 marcado frente à Argentina, no Estádio Olímpico do Rio de Janeiro.



Três dias depois os comandos de Rui Jorge defrontam as Honduras e, a 10 de Agosto, medem forças com Argélia, em Belo Horizonte.



Esta é a quarta participação de Portugal na modalidade de futebol, que teve a sua estreia nos 8.ºs Jogos Olímpicos, disputados em 1928, em Amesterdão (Países Baixos). A participação lusa ficou a cargo da equipa principal de Portugal, que se classificou em 7.º Lugar. 



A sua segunda participação, já com o estatuto de selecção olímpica, ocorreu no ano de 1996, nos 26.ºs Jogos Olímpicos, em Atlanta (EUA), tendo-se registado a melhor classificação de sempre. Um 4º. Lugar, com derrota no jogo de atribuição do bronze olímpico, frente ao Brasil, por 0-5.



A terceira participação aconteceu no ano de 2004, nos 28.ºs Jogos Olímpicos, em Atenas (Grécia) e a classificação de Portugal foi a mais modesta de todas: um 14.º Lugar.



Nestes 31.ºs Jogos Olímpicos, assistiremos à quarta presença de Portugal na modalidade de futebol, mas, infelizmente, com o seleccionador Rui Jorge a ver-se muito condicionado na possibilidade de convocar a maior parte de jogadores mais influentes, não se podendo, porém, retirar o mérito àqueles que fazem parte dos 18 disponíveis.



No entanto é de lamentar, que numa competição com o prestígio dos Jogos Olímpicos, não houvesse o devido consenso por parte dos principais clubes na dispensa dos seus jogadores. 



E será que o órgão máximo que rege o futebol português, a Federação Portuguesa de Futebol, não deveria, em devido tempo, ter salvaguardado esta situação? Não deveria ter havido da parte daquele organismo uma tomada de posição que defendesse os interesses de Portugal nesta sua participação? Ou sou eu, que não estou a analisar com olhos de "gente" esta situação?



Desejo as maiores felicidades e a maior das sortes, não apenas ao futebol, mas a todos os atletas, seja qual for a modalidade, que vão estar presentes no Rio de Janeiro a representar o nome de Portugal.

(Texto-opinião, publicado na edição online, secção "Escrevem os Leitores" do Jornal  RECORD de 22 de Julho de 2016)
(Texto-opinião, publicado na edição Nrº. 45988 do Diário de Notícias da Madeira de 1 de      Agosto de 2016)

MÁRIO DA SILVA JESUS

Veraneantes do asfalto

Sempre que chegamos aos meses quentes do ano, em que alguns vão de férias e nelas andam 9 meses a pensar, tempo de gestação suficiente, lá vêm eles, os guerreiros do asfalto, manifestarem a sua indignação pelo pagamento de portagens em estradas e pontes de luxo. Sabendo-se que mais de metade dos portugueses não têm condições sequer para sair de casa, os restantes carregam as bagagens, assentam as bicicletas no tejadilho, pranchas de surf, atrelam os barcos e as motos de água, e lá vão eles nos seus belos automóveis com o pé no acelerador até ao destino programado e marcado com tempo. Mas contudo acham que não devem pagar as portagens. Enquanto reclamam pela sua extinção neste período de férias, os que ficam presos à terra e enterrados nas suas dificuldades, carregam a enxada, pegam no tractor, roçam o mato e tratam de a cuidar e preparar as culturas e as vindimas. Nestes o suor pinga e é preto e a bucha é dura. Os outros que se lançam na aventura e no gozo e fixam à pele o bronze ideal, e se preparam para a mesa com nota artística, suam mas de prazer entre o biquini amarelo ou florido, e a santola cozinhada. Os que ficam enrubescem ao sol e de raiva pela conta que lhes há de aparecer, sem que tenham tirado benefício algum do abaixamento do pagamento das passagens dos bólides pelas autoestradas num engarrafado movimento, para cima e para baixo, mais cedo ou mais tarde. Ora se os que partem de férias têm "graveto" que chegue para hotel, casa de férias, lagostins, recuerdos, e outros prazeres animados, por que razão não hão de pagar as portagens nas estradas por onde rolam, e querem é que a conta seja dividida e apresentada depois a todos os 11 milhões(!) de  portugueses? É sabido que quem agora tira depois exigirá a reposição das verbas no Orçamento fragilizado da Nação rapada, caso o Governo ceda à pretensão dos veraneantes e em turismo pelas praias, hotéis, resort´s, bungalow´s, esplanadas frescas, a chuparem pela palhinha à sombra da bananeira, mas à pala do zé que fica na barraca, debaixo da ramada, ou no banco do jardim junto à casa ou do coreto, e que será chamado a equilibrar as finanças, mal acabe a saison y las vacaciones. Admira no meio disto tudo, que as reivindicações destes abonados viajantes, não exijam também o depósito atestado do carro para se porem ao fresco, recarregarem baterias, e comparticipado por todos nós. São pouco ambiciosos no que pedem ao Governo. Desejamos que hajam cada vez mais pessoas e famílias a poderem viajar e gozar os prazeres da vida. Mas como em tudo, quem tiver dinheiro que pague os luxos, e a mais não será obrigado... futuramente. Nem os outros. Ou só há crise e dores de cabeça para alguns?


Renda de Bilros


Decorre, em Peniche, até 24 julho, a Mostra Internacional da Renda de Bilros (com o tema «onde há redes  há rendas»).
Tenho andado a pensar nas rendilheiras portuguesas e no seu trabalho que, esperemos, seja classificado como Património Imaterial da Humanidade (PIM). As Natildes que Fernando Alves da TSF tem tido a sorte de conhecer por estes dias, praticam com "boa vontade e amor" uma arte linda e difícil que, nos nossos dias, está esquecida e desvalorizada. As suas rendas não têm grande «utilidade» e eu não as tenho visto...
O que não serve para «nada», o que é inútil aos olhos dos políticos e economistas e gestores,  é o trabalho de muitos de nós! 
A nossa cultura e sociedade capitalista só vê o lucro e a utilidade que as coisas (e as pessoas) possam ter. Uma sociedade tipo «Maria vai com todos», onde de um momento para o outro todos jogam Pokémon Go, o jogo da moda, já criticado pelo realizador americano Oliver Stone por considerar que " é uma ferramenta de «capitalismo de vigilância» que abre caminho para uma sociedade totalitária".
A renda  de bilros e suas rendilheiras, assim como o fado já foi, têm que ser lembradas e reconhecidas e condecoradas, porque não?  Tal como o são os intelectuais, ou os futebolistas, ou todos aqueles que as massas conhecem da TV ou fazem vender revistas cor de rosa...
Reconhecer e classificar as rendas de bilros como PIH é dizer que a vida e o mundo são muito mais que o dinheiro e o lucro: são feitos de arte, espiritualidade, beleza. Humanidade, numa palavra.

Breve citação, que tinha no baú do tempo, acerca do meu concelho - ARMAMAR

Se pedra armilar rima com Armamar, foram pedras vivas como ela que fizeram este lugar;

Se maçã de montanha rima com romã, a rubra cereja também se lobriga em Armamar;
Se a castanha faz parte dos seus frutos - como as nozes -, a mesma fica emboscada em soutos, cercados pelos vinhedos;

Se os néctares abundam nas xistosas terras de suas vinhas em socalcos, o mourejar da sua gente os elevam aos altares, onde os deuses se deliciam;


Se fios de ouro - fruto da oliveira - nos condimenta o sabor e tempera o delicioso cabritinho, postados em pedras de ara são a luz que ilumina os santos a quem o povo reza,


Teluricamente, situado no 'reino maravilhoso' que Torga cantou, existe o Rio Douro, que os pés de Armamar vem beijar e dourar.
José Amaral

Os Funcionários Públicos continuam a pagar...

    O não aumento dos salários dos Funcionários Públicos em 2017 é sinal negativo para a continuidade do apoio parlamentar que o PS tem, do BE e PCP/PEV. Esta medida, respalda o patronato da iniciativa
privada, para que não actualize os salários aos seus trabalhadores. O PS quer crescimento económico? Aquela decisão é contra a produtividade das empresas, o consumo e causará retração à economia.
É péssimo para quem trabalha, não ter incentivo de subida salarial, para responder ao gradual aumento do custo de vida. Um mero exemplo: A futura alargada administração da CGD vai
ter ordenados milionários, porquê? Porquê a poucos dar tudo, e a tantos – nada?... A equidade da repartição da renda nunca foi atributo do Passismo/Portismo. A dupla A. Costa/M. Centeno, comete uma
grosseira injustiça em não actualizar os salários á classe mais castigada dos últimos quatro anos – os Funcionários Públicos. O incentivo, alavanca o serviço público.

                                                      artigo de opinião de   Vítor Colaço Santos              

PokeStop

A nova febre está aí : dá pelo nome de Pokemon Go e pelos vistos promete robotizar o ser humano em busca de algo virtual que apenas lhe concede umas horas de prazer sem ganhos acumulados.
A sociedade moderna, vive permanentemente enredada em futilidades que as condena a uma ostra vivência onde as raízes humanas deixam de fazer qualquer sentido. Pelo mundo, acontecem milhares de situações extremamente graves , sendo que no imediato a mais séria delas todas é o assumir oficial  da candidatura de Donald Trump pelo Partido Republicano á Casa Branca.
As consequências que podem advir se Mr Trump ganhar as eleições presidenciais , serão inúmeras e o mundo poderá entrar numa espiral retrógrada e bastante preocupante . 
Enquanto isso, a humanidade ( ou o que resta dela ) vai sendo entretida com bonecos virtuais que em nada acrescentam á vida e á sociedade ; a estupidificação da base pessoal é o início da era das máquinas que está a conseguir transformar a espécie feita á semelhança do Criador , numa clara maquinação espiritual do ser humano. 
A virtualidade da vida serve apenas para nos distrair daquilo que devia estar centrado nas nossas preocupações quotidianas : a segurança, a educação, o trabalho.... A realidade da vida é tão dura que o ser humano-robótico prefere apanhar pequenos seres que embora não existindo, transmitem uma estranha sensação de bel prazer e conforto .
Enquanto isso, o mundo pula e avança nas mãos de homens que querem dominar um universo constituído por máquinas porque o ser humano, esse já não existe. 

O REAL É MUITO MELHOR DO QUE UM JOGO VIRTUAL






Sem a necessidade de encadearmo-nos com as cores iridescentes, mas metálicas dos ecrãs das máquinas, o mundo existe e é assim pela manhã, com a possibilidade de vir a ter um céu limpo ou plúmbeo.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O Orçamento Demagogiativo







Isto de anunciar uma verba de 3 milhões de euros para implementar ideias em áreas já definidas e a apresentar pelos cidadãos, parece coisa para divertir se não fosse ridícula. Enquanto divertimento creio que é para dar a possibilidade a alguns cidadãos, de terem um passatempo diferente, se já não se interessam por andar por aí a apanhar Pokemon´s. Será ridículo, pois é bom de ver que tal montante, se ainda por cima for retalhado pelas áreas que não aquecem nem arrefecem, é o mesmo que o deitar ao lixo, ou o equivalente a dar uma moeda ao pobre pedinte que é gesto que parecendo solidário, não o tirará da sua condição de indigente, e ele no dia seguinte nos aparecerá de mão estendida. E são elas a formação de adultos, por exemplo. Para que nos servirá ter mais um “formado sem futuro” se pouco instruído e continuado analfabeto se verificará logo de seguida, e com idade de viver a vil e a apagada reforma, porque mesmo com um “canudo deficiente” ele manter-se-à pior que os jovens licenciados com valor reconhecido, sem emprego, mas a poderem vencer por outros meios essa dificuldade, emigrando até, ou usando a suas capacidades de adaptação a vias alternativas e que lhe exijam esforço, que o pode dar? Por que não introduzir toda essa verba anunciada, na Ciência e na Investigação, pois esta está a precisar dela como de pão para a boca, e tal área beneficiando de mais apoios pode dar aos outros mais e melhor que a sociedade precisa, e dela tira proveito relevante, e faz dessa injecção um bom e valioso investimento. Nesta área que tudo faz mexer e dela depender, os cientistas e os investigadores já lá estão, e à muito esperam por dinheiro que lhes permita adquirir ou remodelar o equipamento de que precisam para desenvolver e levar por diante os projectos velhos e novos, e que por falta dele estão paralisados ou na gaveta. E se são eles o garante de avanços importantes, na descoberta, no melhoramento de actividades diversas, todas as outras condições de vida acabam por tirar benefício e maior rendimento. A agricultura, a educação, a cultura em geral, saberão por aqui ou por ali retirar do conhecimento obtido e descoberto pela Ciência e investigação,

As touradas continuam

1 - O Parlamento acabou de chumbar os projectos de lei do BE, PEV e PAN que pediam – não exigiam – o fim do financiamento público às sanguinárias actividades tauromáquicas.
Vejam só, ó gentes com algum siso, como o dinheiro de todos nós é ‘tão bem’ aplicado!
Assim, não há mais pachorra para mantermos tanta desonestidade intelectual e animalesca.

2 – Correia de Campos não conseguiu o arranjinho de 2/3 de votos dos deputados para ser colocado na presidência do Conselho Económico e Social (CES).
E o PS e o PSD – gente mui fina e quiçá honrada – acusam-se mutuamente, numa reciprocidade de falta de honra aos compromissos assumidos. E já tecem inimagináveis artimanhas de igual jaez para a eleição do Provedor de Justiça.
Com tais e outros iguais justiceiros, a honra e a justiça assemelhar-se-ão à famigerada nomeação do ‘mãos limpas’ Durão Barroso para o lugar de topo do ‘paradisíaco’ Goldman Sachs, em que a ‘elite’ política europeia anda a pedir uma orientação que ‘acredite’ tal nomeação.
Até onde chegou o descaramento humano!
Tenho dito.

José Amaral

Efeitos colaterais da vitória no eurofutebol...

1 - Afinal os terços que rezou e a fé do Presidente Marcelo, não tinham tanta convicção como os do treinador Fernando Santos, sobre a vitória no eurofutebol, na medida em que no dia 11 de Julho não existiam as medalhas de comendador para entregar aos futebolistas, que receberam uma folha de papel A/4 como «alvará da concessão de ordem honorífica» e a condecoração será entregue mais tarde… Entretanto, o Presidente Marcelo deve ter reforçado o stock de condecorações do Palácio de Belém, face aos resultados do atletismo, da canoagem, do hóquei em patins, da Teresinha no surf, da Tamila na natação, etc…

2 – Os franceses não gostaram de perder a final do eurofutebol… Pescadores franceses apanharam com as suas redes um submarino Tridente português, que navegava em águas britânicas no dia 12 de Julho… O governo francês manifestou-se contra o «tacho» de Durão Barroso no banco Goldman Sachs e o comissário europeu francês Pierre Moscovici, com o pelouro dos assuntos económicos e monetários, também entende que tal não é legítimo… 


quarta-feira, 20 de julho de 2016

É urgente um Mundo Novo


A democracia é o sistema político onde os oprimidos escolhem os opressores. Sinto-me um cão abandonado a latir pela noite dentro. O meu ladrar não encontra eco, porque ladrar é feio e incomodativo. Os que detêm o poder não percebem que o mundo mudou e tem de ser orientado por normas diferentes, mais humanas e menos competitivas. Os que construíram os alicerces, de pedra bruta, que suportam os belos edifícios, são tão merecedores de respeito, como os artistas que desenharam ou esculpiram as obras de arte que os enfeitam. Enquanto isso não for entendido, nada feito. O grande problema, que é raiz de todo este hediondo descalabro, é que os progenitores de opinião e os seus comentadores, sejam nacionais ou internacionais, na sua maioria, formulam todos os seus escritos assentes em valores desactualizados de progresso, especialmente os dos séculos XVIII e anteriores, onde a produção de riqueza, com a Revolução Industrial e as descobertas de novos mundos, melhorariam o bem-estar dos povos. Na verdade, houve saltos civilizacionais, que não são de menosprezar, mas que hoje já não são suficientes para servir de lastro social, pelas diferenças que em si comportam.
Hoje, no século XXI, a sociedade não pode estar dividida entre ricos e pobres. É urgente uma nova e diferente estrutura social. A sociedade deve estar ao serviço de todos e todos devem servi-la. Os cidadãos, com as suas diferenças e culturas, devem caminhar para o entendimento e não para que uns sejam os únicos possuidores da verdade e, por isso, deverem destruir os que estão errados. As diversas cartilhas, que servem a quase totalidade dos opinantes, estão ultrapassadas e é preciso escrever uma nova mais actualizada de acordo com aquele que virá a ser “UM ADMIRÁVEL MUNDO NOVO”
Não é fácil retirar privilégios a quem os tem, especialmente num mundo em que, a maioria deles, foram obtidos em negociatas, onde o mérito não teve entrada. As leis em vigor, na maioria dos casos, protegem os que as elaboraram, que pensam servir-se delas eternamente. Só que a história mostra-nos que, se hoje temos uma civilização de que muitos se orgulham, foi porque todas as anteriores civilizações tiveram um tempo limitado de existência. Há diversas formas de governar os povos, mas as actuais tem uma premissa igual; os poderosos, os donos dos diversos poderes, sejam políticos, económicos ou financeiros, desprezam aqueles que os suportam, com é possível deduzir pela forma como se comportam. Chegados a este estádio, é o momento de começar a construir UM ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, porque este, o actual, está, estupidamente, a autodestruir-se.

Joaquim Carreira Tapadinhas – Montijo – BI 9613- TM 962354823- jcatapadinhas@gmail.com