A 5 de Agosto de 1962, morre, em Brentwood, Los Angeles,
Califórnia. EUA, Marilyn Monroe, nome artístico de Norma Jean Mortenson, uma
actriz e modelo norte-americana. Uma das mais famosas estrelas de cinema a
nível mundial e um símbolo de sensualidade que a elevou ao estatuto de ícone do
século XX. Famosa por interpretar personagens conhecidas como “loira burra”,
ela tornou um dos sex symbols mais populares da década de 1950. Nasceu em Los Angeles,
Califórnia, EUA a 1 de Junho de 1926.
Este blogue foi criado em Janeiro de 2013, com o objectivo de reunir o maior número possível de leitores-escritores de cartas para jornais (cidadãos que enviam as suas cartas para os diferentes Espaços do Leitor). Ao visitante deste blogue, ainda não credenciado, que pretenda publicar aqui os seus textos, convidamo-lo a manifestar essa vontade em e-mail para: rodriguess.vozdagirafa@gmail.com. A resposta será rápida.
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Notícias soltas da Lusitânia e dos Algarves
1 - O Parque Aventura da Quinta do Narigão, algures nos
matagais de Lisboa, e aberto em 2014, está às moscas, sem uso efectivo e
completamente vandalizado.
Pergunta ‘sacramental’: quem foi o filantropo que enterrou
tanto dinheiro num empreendimento para não ter qualquer serventia, ou alguma
mais-valia?
2 – Há animais no Alentejo a morrer à sede. Inacreditável
perante tanta sapiência acumulada, provinda de tanta gente em autarquias e
outros locais de alta cultura e saber, como as universidades de verão.
Então as incomensuráveis águas do Alqueva não chegam a todo
o lado alentejano? Serão só para turista ver e para outros deleites de super
estrelas?
De facto, durante a época das chuvas vêem-se, por quase todo
o país, inúmeras quedas de água que correm ao deus dará, mas como não dão votos,
não se fazem represas para armazenar tanto precioso desperdício. Só se fazem
polidesportivos sem ninguém; edifícios de juntas de freguesia fechados a sete
chaves, bem como outras edificações sem uso efectivo, em que alguns deles são
autênticos mamarrachos e fontes de muita despesa pública.
3 - O Festival Andanças, ‘filho querido’ da Associação
PédeXumbo, que conta já 21 anos, viu ficarem em cinzas 422 viaturas dos seus fiéis
frequentadores, amigos da cultura tradicional da dança e do canto.
O parque onde se deu o incêndio parece que era em terra
batida, depois de ter sido ceifado todas a secas ervas que o cobriam.
Para já não se sabe ao certo o que provocou tão dantesca
ignição, mas os catalizadores dos automóveis que atingem muitos graus de
temperatura e umas ervas secas por perto podem fazer o resto.
4 – A dívida pública parece que não vai só à bolina. Vai,
isso sim, de vento em popa, ou a todo vapor. Parece que nenhum Adamastor lhe
consegue pôr frente.
Por isso, nem o belíssimo clima, nem a excelente
gastronomia, nem o êxito dos muitos milhões de turistas e suas pegadas
conseguem suster tanto esbanjamento público.
E, se somos cada vez menos e muito mais envelhecidos, quem é
que nos vai continuar a fiar? Qualquer dia nem chão teremos para pousar o
esqueleto!
5 – O Governo diz que não vai privatizar a ADSE. E por que é
que o faria? Para ficar com os prejuízos?
O mais racional, tendo em conta toda a irracionalidade
existencial, seria englobar a ADSE no SNS. E assim se acabava com o bicho e a
peçonha.
José Amaral
Ainda a procissão ainda vai no adro...
A Galp esclarece que "é comum" convidar entidades e pessoas com que se relaciona para determinados eventos, como o caso que envolve o secretário de Estado Rocha Andrade, que aceitou o convite da petrolífera para ir ver um jogo do Europeu de Futebol. A empresa considera, de resto, que a sua prática é eticamente aceitável.
Pois! É isto!
Se pegassem no “eticamente aceitável” que atravessa o país de lés a lés, quantas dívidas não se pagariam…
Acho piada a estas descobertas mirabolantes como se todos nós não soubéssemos já como são estas coisas: uma mão lava a outras; as duas lavam a cara.
Os papeizitos do Panamá é que parecem esquecidos, não?
É que não há maneira de sabermos quem são os figurões.
Isso sim já era outra história!
Mas enquanto nos atiram com estas notícias de lana-caprina, sempre nos distraímos com qualquer coisita...
Pois! É isto!
Se pegassem no “eticamente aceitável” que atravessa o país de lés a lés, quantas dívidas não se pagariam…
Acho piada a estas descobertas mirabolantes como se todos nós não soubéssemos já como são estas coisas: uma mão lava a outras; as duas lavam a cara.
Os papeizitos do Panamá é que parecem esquecidos, não?
É que não há maneira de sabermos quem são os figurões.
Isso sim já era outra história!
Mas enquanto nos atiram com estas notícias de lana-caprina, sempre nos distraímos com qualquer coisita...
A GRANDE ILUSÃO
Há
uma justificada e generalizada preocupação que Donald chegue à
Casa Branca. Podendo assim, transformar o mundo numa grande trampa.
Criou-se então o mito, a grande ilusão, que Hillary,é a segura
alternativa. Aos que se convenceram disto, pergunta-se: acham que o
mundo está bem? Acham que desde a 2ª Guerra Mundial, nunca ter
havido tantos refugiados de guerra, do medo e da fome, os EUA, nada
têm a ver com isso? Acham que o facto da Organização do Tratado do
Atlântico Norte (OTAN) estar a expandir-se a todo o planeta,
nomeadamente a cercar a Rússia,( e depois a China...) não poderá
ter consequências catastróficas? Acham que os EUA, nada têm a ver
com isso? E acham que a eleição de Hillary vai alterar esse estado
de coisas?
Conclusão:
sem dúvida que a eleição de Donald poderia ser uma grande trampa
para o mundo e para os EUA. Mas o mundo, está precavido e unir-se-ia
contra ele. Ao contrário do que muita gente pensa, uma alta
percentagem de norte-americanos, são um bocado broncos. Mas, mesmo
assim, espera-se que isso , não os leve ao ponto de eleger o outro
bronco. Portanto, o mais provável é que seja a fogosa Hillary a
substituir Obama. E a esperança de um mundo melhor e mais seguro,não
estará pendente da sua eleição, mas sim, como sempre, da luta dos
povos.
Francisco
Ramalho
Corroios,
4 de Agosto de 2016
DISPUTAI O PRÉMIO!
Segundo Bakunine, para os liberais, para os burgueses, as massas têm necessidade de serem conduzidas e governadas. São incapazes de passar sem governo, tal como são incapazes de se governarem a si próprias. Os teóricos burgueses afirmam que toda a gente tem o direito de ocupar as mais altas funções. No entanto, para chegar lá é preciso ser-se hábil e matreiro e levar a melhor sobre todos os rivais. Eis a corrida, a corrida implacável, já dizia Bakunine: "Lutai, disputai o prémio, o bem-estar, a riqueza, o poder político". Eis a arena. A guerra de todos contra todos. Trepai. Safai-vos. Onde está a ética? Onde está a humanidade? Gente que se torna mesquinha, rasteira. Gente que perde a alma.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Honra em memória de Mário Moniz Pereira
Desapareceu- nos fisicamente Moniz Pereira, com 95 anos de idade, sendo considerado, com justiça, o senhor atletismo e ‘pai’ da modalidade, fazendo milagres por ela. Apaixonado, foi o maior responsável pelo
meio-fundo, fundo, corta-mato, pista e estrada com tantos títulos para Portugal. A ironia da vida fez com que este homem bom partisse no mesmo dia em que alguns atletas lusos rumassem aos Jogos Olímpicos,
no Brasil. Esteja onde estiver, o melhor tributo que lhe poderão dar, será estes desportistas alcançarem medalhas, também como gratidão ao obreiro amantíssimo do desporto pedestre. Representou o Sporting CP como atleta, treinador e dirigente, deixando um lastro de grato respeito e amizade.
Eu, enquanto criança, via realizar-se o Grande Prémio de Natal em atletismo, em Carcavelos e lá estava ele, a orientar Manuel de Oliveira, Armando Aldegalêga e outros atletas. Ladeando-o e escutando-o fixamente
despertei-lhe a pergunta: “Ó miúdo, também corres?” – ‘Gostava de ser como o Manuel de Oliveira!’, disse eu. Riu-se e lhano, respondeu:”Tens que treinar todos os dias”.
Como exemplo e pelo rasto e amor ao desporto que trespassou, será imortalizado!
artigo de opinião de Vítor Colaço Santos
Em quem é que ‘Os Simpsons’ votarão?
A partir de 8 de Novembro de 2016 o mundo vai saber
finalmente quem é que vai ser o ‘manda-chuva’ americano, que está resumido a
duas pessoas: a pacificadora Hillary Clinton e o destemperado Donald Trump.
E, mesmo assim, o busílis da questão tem sido tanta que nem
o conhecido casal Simpson decidiu ainda em quem vai votar.
Marge e Homer nem ‘clima’ têm encontrado para fazer amor,
atormentados pela dúvida da escolha.
O casal Simpson deve descer à Terra e escolher o melhor para
si, para os seus descendentes e demais familiares do Tio Sam, e não se
transformando as eleições americanas numa perigosa e malcheirosa trampa.
José Amaral
Duas notícias vindas a lume
Duas notícias vindas a lume, neste verão de muitas
ensandecidas ignições, nos chamaram particular atenção.
Uma foi a de quatro argelinos que invadiram a pista do
aeroporto Humberto Delgado, provocando um enorme alarido acerca das condições
de segurança do mesmo.
Levados a julgamento, o mesmo foi adiado por falta de
advogados de defesa dos infractores.
Reposta tal falta, uma jovem advogada afirmou perante as
pantalhas televisivas que os seus constituintes querem asilo político por falta
de condições humanitárias na sua terra natal, pelo que querem viver cá e terem
as mesmas condições das nossas.
Perguntamos: isto agora é assim?
A segunda notícia refere-se à alteração do IMI tendo em
conta a exposição solar da habitação e seu consequente agravamento fiscal.
Face ao provérbio de que ‘o sol quando nasce é para todos’,
agora, só o é pagando-o.
Então, queremos viver em masmorras, em túneis, tal como as
toupeiras vivem, uma vez que os seres humanos que nos ‘governam’ estão a
atingir o limite máximo da estupidez existencial.
José Amaral
terça-feira, 2 de agosto de 2016
AS MINHAS HOMENAGENS AO SENHOR ATLETISMO: PROF. MÁRIO MONIZ PEREIRA

Praticamente já foi tudo dito, escrito e recordado, quer na comunicação social falada, como na escrita, acerca da vida e feitos em prol do desporto do nosso País, do Senhor Professor Mário Alberto Freire Moniz Pereira, que faleceu no passado dia 31 de Julho de 2016 (1921-2016), com 95 anos. Tendo sido toda ela uma vida dedicada ao desporto, quer como praticante das modalidades de andebol, atletismo, basquetebol, futebol, hóquei em patins, ténis de mesa e voleibol e para além do enorme desportista que foi, quer como atleta, seleccionador nacional e igualmente como um grande dirigente ao serviço do seu clube de coração, o Sporting CP.
Mas hoje todos os desportistas, que tenham o orgulho, neste adjectivo de verdadeiros desportistas, não devem olhar às suas cores clubísticas, porque o Senhor Professor Mário Moniz Pereira, para além do seu sportinguismo devidamente assumido, era a cima de tudo um HOMEM do desporto, em especial quando ao serviço da selecção de Portugal.
Sem saber, segundo afirmava ele, uma nota musical, contudo foi autor de dezenas de canções. Foi um fazedor de enormes e grandes campeões de atletismo, como por exemplo (desculpem-me se não estão todos os nomes), mas destaco para os campeoníssimos, Carlos Lopes; Fernando Mamede, Ezequiel Canário; Aniceto Simões, os gémeos Castros, Rui Silva e tantos outros que neste momento não me ocorrem mais nomes. Tendo participado como técnico do atletismo, onde esteve presente em 12 jogos Olímpicos; 13 Campeonatos da Europa e em 21 Campeonatos do Mundo de Crosse.
Não é só o Sporting CP, que perde uma grande figura que serviu com honra, dedicação e amor, uma causa de defendia com toda a gana e igualmente uma longa vida a defendeu não só a verdade do desporto, como com o mesmo quere e dedicação defendeu a cores da bandeira portuguesas. Todo o desporto português, em especial o atletismo, fica para com esta enorme figura do desporto uma dádiva de gratidão para com este grande, SENHOR ATLETISMO.
As minhas condolências, primeiro à sua família a seguir à família Sportinguista e a todos os verdadeiros desportistas.
Paz à sua alma.
(Texto-opinião, publicado na edição online, secção "Escrevem os Leitores" do Jornal RECORD de 2 de Agosto de 2016)
(Texto-opinião, publicado na edição Nrº. 45993 do Diário de Notícias da Madeira de 6 de
Agosto de 2016)
Agosto de 2016)
MÁRIO DA SILVA JESUS
O Tridente e o Arpão triunfam
Escreve
neste jornal um membro da comissão política nacional do CDS, Miguel Alvim, de
sua graça. Na passada terça-feira assinou um texto intitulado “O Potemkin
falhou”, texto esse, a meu ver, um pouco insultuoso para quem, como eu, é
simpatizante dos partidos de esquerda com assento na Assembleia da República. Começa
a sua prosa colando esses partidos a “levantamentos, revoluções de massas e
fuzilamentos sumários um pouco por todo o mundo” nos últimos 60 anos. Não cai lá
muito bem ler uma afirmação deste calibre, mais gratuita que um copo de água ao
balcão de uma tasca; o que pretende Alvim insinuar? Talvez seja apenas fraca
capacidade de comunicação mas é chato. Prossegue o texto desancando forte e
feio no Bloco de Esquerda e no PCP com agreste deselegância mas, em boa
verdade, não consta que a elegância seja apanágio dos trauliteiros de serviço,
sejam eles de esquerda ou de direita.
Escuso-me a
comentar certas pretensas lições sobre Democracia que o escriba vai oferecendo
ao leitor para me fixar na ideia extraordinária de que “Em Portugal o
salazarismo estatista chama-se hoje maioria de esquerda. Mas é preciso tempo
para amadurecer e interiorizar esta verdade (…)” . O que Alvim parece ignorar é
que, da mesma forma que ele vê em cada esquerdista um putativo herdeiro dos
pelotões de fuzilamento, os esquerdistas vêem-no a ele como um putativo
herdeiro dos vampiros exploradores das classes trabalhadoras que medraram à
sombra tutelar do ditador de Santa Comba Dão. Os estereótipos incomodam toda a
gente. A incapacidade governativa que Alvim descortina na “geringonça” foi já
amplamente demonstrada pelo CDS, partido minoritário que se vai chegando aos
cadeirões do conselho de ministros parasitando a proverbial incongruência
política do PPD/PSD. E, em termos comparativos, Paulo Portas, sempre demonstrou
tiques de liderança bem mais salazaristas do que os que Alvim delirantemente vislumbra
nas bancadas da actual maioria. Mas, pronto, uma mudança de líder num partido
cuja grande vocação é o poder e a principal linha de orientação política é uma
mistura de Deus-nos-valha com depois-logo-se-vê, constitui uma promessa de
grandes feitos e inestimáveis serviços prestados às classes trabalhadoras e aos
desfavorecidos do sistema. Não sei se Alvim pertencia à comissão política nos
tempos de Paulo Portas mas, sinceramente, tinha uma certa curiosidade em saber
o que fazia essa assembleia quando o chefe chefiava.
carta enviada à direcção do Público a 2 de Agosto de 2016
O sol quando nasceu era para todos; agora vai pagar imposto!
A imaginação realmente não tem limites quando se trate de dinheiro fácil, porque o difícil demora mais a pensar.
Isto de se lançarem ideias sem o nome do autor é perigoso e sujeito a plágio.
E eu por acaso gostaria de saber quem foi o idiota (leia-se pessoa com ideias interessantes) que pensou em cobrar o sol que por acaso é de todos nós.
A experiência de vida, o peso da idade dá para muitas coisas: para se ser imbecil, mas também para evitar a imbecilidade.
Esta iniciativa tem todo o ar de vir de pessoa, ou jovem ou paraquedista que “dista” não percebe nada e que quer apresentar serviço.
E sobra-me uma curiosidade: todos aqueles que moram em barracas a céu aberto, a enriquecer diariamente à custa do sol, também vão pagar mais, ou tem um descontosinho quando a chuva vier e levar tudo na enxurrada?
A 2 de Agosto de 1974 - Liberdade de Imprensa em causa: governo suspende a publicação de diversos jornais
A 2 de Agosto de 1974, o Governo ordena a suspensão, por
24 horas, do jornal República e, por 48 horas, da Capital e do Diário de
Lisboa, alegando infracções ao programa do MFA. Aparentemente, teriam dado
bastante relevo a uma manifestação de forças de esquerda. Vários outros jornais
decidem auto-suspender a sua publicação como medida de protesto e os dez membros
da Comissão de controlo da imprensa pedem a demissão. A Comissão Política do
Comité Central do PCP emite, nesse dia, uma nota considerando inquietante para
o exercício da liberdade a suspensão destes diários, por questões “que não foram
ainda explicitadas”. Nesse dia, à noite, os directores destes diários
reúnem-se, no Ministério da Comunicação Social com representantes da Junta de
Salvação Nacional. Depois de prestados esclarecimentos sobre a matéria que
levou à interrupção destes jornais, foi decidido levantar as referidas
suspensões.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Centro cultural por acabar vai a leilão
Com este título, acima epigrafado, acabamos de saber que o
futuro Centro Cultural de Gaia foi pela sarjeta abaixo.
O imóvel, no espaço da antiga Real Companhia Velha, é
pertença de vários interesses financeiros, pelo que a embrulhada é tanta que
nem o Marquês de Pombal saberia resolver tal interesseira delimitação.
José Amaral
Testes de stress
O velhinho banco italiano que dá pelo nome de Monte dei
Paschi, considerado o mais antigo do mundo, está muito stressado e com muita
pouca força nas canetas.
O seu rácio de sobrevivência é de -2,2%, quando o mínimo
para flutuar deveria ser de 5,5%.
Por contrapartida, o ‘nosso’ BCP, mesmo com prejuízos nos
primeiros seis meses deste ano, obteve um rácio de sobrevivência – common
equity tier 1 (CET1) superior a 7% num cenário adverso.
José Amaral
Visita pontifical
Na sua visita pontifical à Polónia, o papa Francisco,
solitário, visitou um dos mais sinistros locais do Holocausto nazi – Auschwitz
–.
E algumas dessas pedras vivas – os poucos sobreviventes –
desse sangrento ranger de dentes e atrocidades inimagináveis, abraçaram-se e
falaram com Francisco, sem que alguma vez se esquecessem de qual teria sido a
causa porque foram poupados de tal monstruosidade humana.
Se ‘o trabalho liberta’, como nos lembra ‘arbeit macht
frei’, tal inscrição, em tão letal local, não passa da mais profunda humilhação
e engano perpetrados sobre milhares de seres humanos que nesse tenebroso sítio
foram sujeitos até à morte.
José Amaral
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