quarta-feira, 24 de agosto de 2016

DEUS, QUERO UMA GAJA!

Deus,
quero uma gaja
Deus,
eu mereço
passo a vida a escrever
a puxar pela cabeça
a produzir filosofia
a elevar a humanidade
Deus,
vejo tantos gajos idiotas
com gaja
gajos mesmo broncos
cheios de cacau
Deus,
eu crio
eu sou filho de Dionisos
eu mereço a mulher bela.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Rescaldo das últimas olimpíadas

Acerca do que alguns olímpicos portugueses afirmaram - após não terem obtido um lugar no pódio dos deuses na Terra, de que se tivessem as mesmas condições dos atletas de outras nações em compita, outro galo lhes cantaria -, vimos muito respeitosamente alertá-los e questioná-los para o seguinte ponto: que melhores condições tiveram, por exemplo, Carlos Lopes e Rosa Mota?
Em relação a Telma Monteiro, uma das atletas lusas mais tenazes e estóicas que conhecemos, ela afirmou que ‘a minha força veio dos obstáculos que venci e de todos os que em mim acreditavam’. E mais acrescentou: ‘também sou forte e determinada fora dos tapetes’.
Finalizando, só vos pedimos, atletas do meu país, não deitem culpas a ninguém quando fracassais, mas, cumprindo, isso sim, os três valores fundamentais do espírito olímpico: RESPEITO, AMIZADE e EXCELÊNCIA.


José Amaral

O sector empresarial

O sector empresarial dos luciféricos neros vai no seu máximo esplendor, com fogos por tudo que possa arder.
A sua cotação em bolsa já vai para além das profundezas dos infernais e dantescos incêndios, que atingiu o auge como nunca ante acontecera.
Os olhos de tais faiscantes empresários brilham como linces no meio das cinzas, enquanto seus cofres se enchem de milhões, em igual quantidade das lágrimas vertidas por todos os infelizes que viram arder todos os seus pertences.
É tal o falatório nos meios da comunicação social, que muita ‘boa gente’ quer entrar em tal negócio.
Portanto, para o ano haverá mais, pois este ano o ‘negócio’ está a poucos dias de encerrar para balanço.


José Amaral

O governo iraquiano

O governo iraquiano diz que foi um acidente racista aquilo que se passou com os gémeos do embaixador do Iraque, em Portugal, com 17 anos de idade, quando em Ponte do Sor ‘mandaram' para o hospital um jovem português de 15 anos, ficando este muito maltratado e em estado de coma induzido.
A imunidade consular dos filhos do embaixador permite-lhes ultrapassar o que causaram, sem serem punidos por lei, uma vez que afirmam ter agido em legítima defesa.
Podem conduzir como quiserem, com qualquer idade e, certamente, até a lei lhes confere atirar o veículo contra pessoas e cilindrá-las, que tudo é normal na conduta cívica iraquiana.
É esta a lei da imunidade, a lei que os políticos legislaram e implementaram a seu favor, pondo-os acima de qualquer suspeita, ou punição.


José Amaral 

A SELVAJARIA DOS PATRÕES

Os estágios profissionais promovidos pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) estão a ser alvo de uma fraude em larga escala. Há muitos patrões que não só exigem aos jovens estagiários que lhes devolvam a comparticipação da empresa no salário (que oscila entre 20 e 35%), como ainda lhes impõem que sejam eles a pagar a taxa social única (25,75%) que compete à entidade empregadora. Ou seja, dos 691 euros ilíquidos mensais que um jovem estagiário com licenciatura recebe, até 400 podem acabar, por debaixo da mesa, nas mãos dos patrões que os contratam. Que roubo. Que selvajaria. Eis o capitalismo e o mercado no seu esplendor. Sem qualquer humanidade, sem qualquer ética. Os "empreendedores" a sacar ao máximo, a atropelar tudo e todos. Que podridão. Que vida reles. E depois os estagiários cheios de medo, sujeitos a trabalhar quase de borla, sem dignidade, cada um na sua, cada um na selva, incapazes de qualquer espírito solidário, incapazes de se unirem. Presas e predadores. Presas que também se abocanham umas às outras. Que mundo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

DEVIA COMEÇAR-SE A INVESTIR NO DEPORTO NAS ESCOLAS EM PORTUGAL

Devia começar-se a investir no deporto nas escolas em Portugal
Terminaram mais uns Jogos Olímpicos, Rio 2016, da nossa frustração e descontentamento. Mas, efectivamente qual é o português que não gostava de ver a sua bandeira ser hasteada e poder ao mesmo tempo ser ouvida a "A Portuguesa", nestes 31º Jogos Olímpicos do Rio2016. Fosse qual fosse a modalidade ou qual o atleta a dar-nos esta grande alegria que seria a conquista de uma "medalhinha". Pois, infelizmente nada disto aconteceu, para frustração não só do nosso povo, como de decerto para os próprios atletas, que decerto tudo fizeram para alcançarem tamanha glória não só para eles, como para o próprio País, e que todos nós estávamos ansioso por ver tal façanha…que se tem vindo a repetir de jogos para jogos.


Mas o País, isto é, o erário público, que somos todos nós, não deixámos de gastar 17,7 milhões de euros com a preparação de uma centena de atletas, que vieram de mãos vazias, execpção feita à nossa judoca Telma Monteiro, que salvou "a honra do convento" trazendo na sua bagagem a medalha de bronze do nosso contentamento. Mas muito pouco para a aspirações de êxito da maior parte dos atletas que compuseram a comitiva Olímpica. Contudo, se pensarmos um pouco, a maior dos nossos atletas de algumas modalidades suportam muitas vezes a sua preparação do seu próprio bolso e muitas vezes prejudicando a sua própria vida profissional e muita das até familiares. Ser atleta de alto rendimento neste País do faz de conta, é mesmo uma questão de carolice, amor ao desporto e daí tirarem "dividendos" pessoais.



Como não há uma política séria do desporto em Portugal, não seria importante, começar logo, que já ontem, a serem investidas as verbas que agora foram gastas, em vão, nas escolas a preparar os nossos jovens, para daqui a umas próximas décadas, haver gente capaz de saber honrar a nosso País e a nossa bandeira, não quero afirmar que estes que estiveram presentes no Rio2016, não souberem honrar o País, nada disso, e os jovens de hoje saberem justificar o dinheiro gasto com as preparações?



Continuamos a não passar de um país de terceiro mundo...infelizmente… até no desporto.


(Texto-opinião, publicado na edição online, secção "Escrevem os Leitores" do Jornal  RECORD de 22 de Agosto de 2016)
(Texto-opinião, publicado na edição da revista SÁBADO de 25 de Agosto de 2016)
(Texto-opinião (resumido), publicado na edição da revista VISÃO de 25 de Agosto de 
  2016)
(Texto-opinião, publicado na edição Nrº. 46015 do Diário de Notícias da Madeira de 28 de        Agosto de 2016)

MÁRIO DA SILVA JESUS

MINISTROS NÃO SABEM O QUE FAZER COM ADOLESCENTES TEMPERAMENTAIS






Uma reunião do conselho de ministros no bar da praia dos tomates, para decidirem se vão mandar prender os meninos do embaixador (cabisbaixos e pedindo-lhe desculpas claro, e dando tempo suficiente para que eles se ponham ao fresco...)
Parece que já o fizeram... no Iraque podem sem constrangimentos de nenhuma espécie, desfigurar e desmembrar pessoas, que todos gostam muito.
Como se pode ver pela fotografia junta (gentilmente cedida pelo CM), o assunto gerou tanta discussão e controvérsia (na medida a tomar) que eles ainda se encontram reunidos , ao fim de três dias.
Está para qualquer momento no próximo mês ou dois,uma tomada de posição enérgica e clara do governo da nação.


A MULTIDÃO NAS PRAIAS

Se eu fosse um desses escritores ou poetas que ganham prémios ou vão às conferências...não sou. Fiz asneiras. Desalinhei. Desejo ardentemente as gajas. Agora até quase nem cravo. Como Bukowski, acho que o terrível não é a morte, "mas a vida que se leva ou não se leva até morrermos. As pessoas não honram as próprias vidas, mijam-lhes em cima". Estão demasiado concentradas no dinheiro e na família. "Engolem Deus sem pensar, engolem a pátria sem pensar". Deixam que os outros pensem por si, têm "os cérebros entupidos de algodão".
Sim, eu deixei-me disso. Ainda agora olho as multidões na praia da Póvoa. As pessoas juntam-se em manada. Não têm pensamento próprio. Não têm vontade própria. Teriam de ser únicas, solitárias, como Stirner, como Nietzsche. Em vez disso, disputam os lugares no metro e na vida. No resto do tempo, passam a vida a pastar, a ver passar navios. Não se elevam, não evoluem. E depois tu só podes ter estas conversas com algumas pessoas. Os detentores do poder estão ocupados a manter o poder mas, na verdade, só uma ínfima parte deles leu Marcuse, Chomsky ou Guy Debord. Têm os seus propagandistas, os seus psiquiatras, os seus sociólogos, esses conhecem, mas quem me garante que também não passam de um bando de frustrados. A seguir tens os escravos, os tais que trabalham e pastam, com quem é impossível manter uma conversa elevada. Daí que, neste momento, contes com com poucos revolucionários e equiparados.

O Gesto não é tudo

O gesto não é tudo

 
Joaquim A. Moura
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São coisas como estas que fazem com que alguns de nós gostemos mais do que vem de fora do que do produto de casa. De acordo com o que foi publicitado durante os incêndios devastadores na ilha da Madeira, apareceu bem a tempo de fazer página de jornal, Cristiano Ronaldo, o craque, a prometer doar uma quantia nunca especificada, que tanto pode vir a ser uns trocos como qualquer coisa que se sinta e veja, para ajuda à ilha aonde nasceu pé rapado, e comeu o primeiro pão amargo. Logo a campanha nos media surgiu a favor deste samaritano, se ergueu e encheu de elogios. O objectivo primeiro estava lançado e alcançado. O marketing funcionou.
No entanto passados que são muitos dias quentes, a promessa da oferta caiu no arrefecimento e mais nada se soube e se disse acerca de quanto seria a verba a doar pelo craque, dono e senhor de “latas de luxo” importadas e brilhantes que ocupam aceleradamente a sua garagem/museu. Entretanto a gente continua a ler, e depara com um gesto altruísta, de atitude benemérita imensa, e que certamente não foi propalado em jeito de propaganda rasca, e ficou a saber de que a actriz Amber Heard, vai doar, e especificou quanto, 6.1 milhões de euros, com origem num acordo de divórcio com Johnny Depp.
Hoje, passado que está o tempo de brasas, e a ilha das flores que virou das cinzas, os bombeiros desesperados,  e as pessoas sofredoras e tristes, que certamente estão necessitadas de toda a ajuda, chegue ela de onde chegar mas que lhes chegue, que benefício têm tirado da promessa do jogador merengue, que veste de alguma bazófia aconselhada para manter os níveis de propaganda, se até agora tudo não passa de um gesto que pretende mostrar solidariedade com origem nos pés, e que se revela lenta ou mesmo tardia, que levanta dúvidas até? Se a promessa de Amber Heard é uma manifestação de solidariedade objectiva, pois já definiu a quem doar a verba milionária, tais como, instituições que defendem e preservam os direitos e liberdades dos cidadãos, e ainda uma metade para um hospital pediátrico, compare-se com a atitude balofa, inexistente por tão demorada de Ronaldo, e concluem, por que razão alguns de nós gostemos mais do que vem de fora, do que é nacional. Raça do caraças!
 

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ATÉ 22 DE AGOSTO DE 1422, PORTUGAL UTILIZAVA O CALENDÁRIO DA CHAMADA ERA DE CÉSAR

Resultado de imagem para 1422 - A era de Cristo é adoptada em Portugal    Até 22 de Agosto de 1422, Portugal utilizava o calendário da chamada era de César, que contava os anos tendo em conta o calendário Juliano cujo ano zero é 38 a.C. Este calendário foi substituído, naquela data, pelo da era de Cristo, através de Carta Régia de D. João I.Resultado de imagem para calendário da era de césar

Até 22 de Agosto de 1422, Portugal utilizava o calendário da chamada era de César, que contava os anos tendo em conta o calendário Juliano cujo ano zero é 38 a.C. Este calendário foi substituído, naquela data, pela da era de Cristo através da Carta Régia de D. João I.

domingo, 21 de agosto de 2016

ANGOLA INDIGESTA



Angola sempre “mexeu” muito com Portugal. Durante séculos, foi um maná para uma minoria lusa e o opróbrio para o seu povo. Primeiro, foi a escravatura oficial,depois a chibata até à descolonização. Esta, custou 3.455 mortos ao povo de cá, mais milhares de estropiados, e muitos mais mortos e estropiados ao de lá. Depois, a guerra fratricida. As perspetivas de uma vida digna que com o seu fim se abriram para aquele povo, tardam em concretizar-se. Os vencedores, o atual Poder, desiludiu. Das imensas potencialidades daquele vasto território, quase só o petróleo e os diamantes foram explorados, e o seu produto não beneficiou todos. Muito longe disso! Como se sabe, boa parte deste país, é comprado por esse produto. Mas, como se costuma dizer, ainda podia ou pode ser pior. Portanto, por isso, e com perspetivas diferentes, é que foram todos (com exceção do BE que nunca perde o ensejo de navegar oportunisticamente a crista da onda) ao congresso do MPLA.
Angola, continua um fruto extremamente apetecível para todos. Tarda é em amadurecer. E assim, torna-se indigesto para alguns.
Francisco Ramalho

Corroios, 21 de Agosto de 2016


Os deuses do Olimpo

Os deuses do Olimpo reencarnaram em muitos atletas, que em terras de Vera Cruz alcançaram feitos só ao alcance de poucos.
Dos nossos lusitanos atletas, só Telma Monteiro – mais uma vez – teve o toque olímpico; os restantes cumpriram o seu papel, sem terem sido elevados aos céus da glória.
A nível futebolístico, o penta campeão Brasil conseguiu o título que perseguia há mais de um século.
Assim, a Língua de Camões é falada ao mais alto nível futebolístico, porque Portugal é campeão europeu e o Brasil sagrou-se campeão olímpico.

José Amaral

Democracia sui generis

José Eduardo dos Santos, líder máximo de uma democracia sui generis, afirmou, após ter sido investido pela ‘última vez’ como presidente da República Popular de Angola, que ele e todo o seu staff foram eleitos para servir o povo e não servirem-se dos lugares que ocupam (mas onde já ouvimos isto?)
Portanto, é por isso que o povo angolano vive na maior prosperidade jamais vista, tendo até uma ‘filha do povo’ sido considerada a mulher mais rica de África, em contraste com todos os membros do Governo que vivem uma vida cada vez mais pobretana.
Ó hipocrisias das hipocrisias!
Fossem verdadeiras tais palavras. Todavia, a verdade dos factos é bem o contrário do que solenemente se afirma um pouco (muito) por todo o mundo.

José Amaral


A MULTIDÃO QUE EMPURRA

Porquê o seguir sozinho? Porquê o só comunicar com a família, com amigos e conhecidos, porquê o fechar-se no grupo? Porquê a multidão que se empurra, que se acotovela para conseguir lugar no metro, porquê a corrida, ignorando o parceiro do lado? Porque não o diálogo com o desconhecido na praça pública? Porque não Sócrates? Porque não a fraternidade? Porque não a liberdade? Porque não a festa?