sábado, 22 de setembro de 2018

Está doente e sem trabalho

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Tocou-nos imenso a entrevista dada ao actor António Cordeiro por Daniel Oliveira, no programa televisivo Alta Definição da SIC, em 22/9.
Este conceituado actor já há alguns tempos que se debate com falta de trabalho devido na uma doença difícil de diagnosticar, que lhe distorce a voz, dificulta os movimentos, chegando a ter de reaprender alguns dos mais elementares passos do seu quotidiano.

Apesar da medicina estar muito avançada e os meios auxiliares de diagnósticos muito mais infalíveis, todos tememos que tenha muita dificuldade para debelar a doença que em si se instalou.
‘Prá frente, que atrás vem gente’ – dito que o marcou no passado –, seja o lenitivo capaz para combater com eficácia o mal que o aflige, e que a todos nós entristece.
José Amaral 

MANIFESTO DO ARTISTA REVOLUCIONÁRIO E CRIADOR

O artista tem que ser revolucionário, interventivo, não pode ser o versejador da corte. A arte tem que provocar o pensamento, o espanto, a acção. Não faz sentido uma arte meramente reprodutora, recreativa, de entretenimento. O artista, o poeta tem de provocar, de dar a cara, de contestar a sociedade burguesa a toda a hora. Cabe-lhe transformar o mundo ou contribuir para a sua transformação. Por isso deve ser o criador de Nietzsche, aquele que faz da vida um experimento permanente, aquele que se passeia na corda-bamba do devir, aquele que canta e dança. Porque a arte é embriaguez e é dionisíaca, apela à hybris e à desmesura por oposição à castração, à poupança, à economia. Daí que o artista seja também um incendiário, aquele que insulta os deuses, os poderes e o dinheiro. Nesta época de caos o artista deve agudizar o caos para um dia chegarmos ao paraíso, à harmonia. O artista deve intervir sempre na polis, na vida pública. O artista é o Criador.

Rabo escondido com  gato de fora...


Que é inesgotável a capacidade desta  Direita meter nojo todos o sabemos mas, desta vez, foi mesmo escandalosa a falta de pudor; de facto, quando no início do ano foi colocada à ministra da Justiça a questão do Procurador-Geral da República, dado ser o último ano de mandato da actual titular, deu a ministra a resposta mais adequada, dizendo que o assunto seria tratado na altura própria mas que o mandato não era renovável.

Começou logo aí uma pressão brutal, com tudo quanto era papagaio da direita a meter os pés pelas mãos, dentro e fora do Parlamento, querendo, porque sim, comprometer o presidente da República e o Governo na recondução da actual senhora; mais recentemente, sobraram artigos de jornais cheios de certezas sobre a vontade do presidente querer a continuidade da tal Joana Vidal, afirmando mesmo que iria ser um sério teste ao bom entendimento entre Costa e Marcelo, enfim, a coisa ia ficar ao rubro.

Nomeada a substituta, afirma o presidente nunca ter emitido opinião sobre quem deveria ser e ouviu-se a substituída dizer que nunca lhe tinha sido posta a questão de continuar; por incrível que pareça, saltou da toca o “tecnofórmico” Coelho, agora “catedrático!”, acolitado pela sua ridícula ministra da Justiça, a lamentar que as inqualificáveis pressões que tentaram partidarizar e conspurcar o processo não tivessem logrado sucesso...


Amândio G. Martins

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Ryanair continua a rasgar a Lei laboral

A direcção da companhia aérea irlandesa, Ryanair, em Portugal, continua a intimidar as suas tripulações que fizeram greve e a ameaçar com despedimento quem se sindicalizar. Guilhotina
a Lei laboral. Os trabalhadores que paralisaram nos dias 25 e 26 de Julho, além de terem perdido os prémios de produtividade relativos àquele mês(!), foram marginalizados para efeitos de progressão na carreira. Os tripulantes de cabine de Portugal, Espanha, Bélgica, Holanda e Itália farão nova greve conjunta ainda este mês. Fazê-la é um acto de coragem!, e que o digam os trabalhadores portugueses, alvo de prepotentes retaliações fora da lei. A Ryanair rasga,
unilateralmente, o que está inscrito na Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 57º,
no ponto 1) É garantido o direito à greve. Esta gente trata mal quem lhes põe os aviões no ar,
devendo ser penalizada por incumprimentos grosseiros. Querem trabalhadores dóceis e mal pagos, também para praticar preços de baixo custo…
   O silêncio do ministro do Trabalho e dos patrões, Vieira da Silva, é ensurdecedor, já que nem se pronunciou nem agiu. E deve! Salazar considerava a greve um crime. O desgoverno, não se pronunciando sobre estas inqualificáveis injustiças e violadoras da nossa soberania laboral -
considera o quê?

                                                                                                       Vítor Colaço Santos 
 

DECISÃO PGR, "ASSÉPTICA", OU TALVEZ NÃO...



O inefável Rui Rio, esteve durante toda a "novela" da decisão do mandato da PGR sem ter uma palavra sequer de congratulação pelo trabalho feito. E agora, de repente, ao saber que a Dra. Marques Vidal não foi reconduzida, aparece a defender que deveria ter sido reconduzida. A nomeação do PR, foi uma daquelas que nos EUA se chama "win-win". Ou seja, tanto o governo venceu, porque "correu" com a PGR que conduziu vários processos em que os arguidos eram  do PS, como o PR conseguiu levar a sua avante, de um mandato único, como indica a Constituição. E acrescente-se, que não foi nomeado ninguém fora da PGR, o que Rui Rio (e com certeza também o PS), desejaria. Também Rio se enganou outra vez ao defender, contrariamente ao seu líder de bancada na AR, que não valeria a pena rever a Constituição só para proibir a renovação de mandatos na PGR. É que, precisamente ao contrário, é muito importante de um ponto de vista político, que a Constituição, tal como faz para o STJ, proíba expressamente a renovação do mandato de seis anos, o que actualmente não acontece. Por isso mesmo, a tal decisão "asséptica", antes referida, vai deixar na mente dos eleitores em geral (excepção feita para as elites) que a Dra. Marques Vidal foi corrida por ter ousado investigar e acusar os ricos e poderosos deste País, como nunca outro PGR na nossa História democrática ousou antes fazer. E isso é algo que o meu querido Presidente da República vai ter de velar, para que não tenhamos nenhum retrocesso na política penal seguida nos últimos seis anos.

A Nomeação G



- Agora é vê-los a chegarem-se à frente, e a esforçarem-se para aparecerem na foto de conjunto com a recente nomeada, e munidos de borracha, corrector, e papel mata-borrão a tentarem apagar tudo o que disseram e escreveram sobre a rendida Procuradora-Geral da República, e a fazerem concordar maquilhados discursos. Não por terem dito coisas negativas ou desagradáveis. Antes pelo contrário. Gemeram o mais que puderam a tecer-lhe elogios. Mas queriam-na na cadeira de sonho, e com a firmeza que apostavam ela ter na mão, o que há para levar por diante e até final. Asseveravam nela, na filha do Vidal-com-ar-de-ferro, e na sua continuidade, pois tal dava garantias que os grandes Processos a percorrer nos Tribunais, redundariam em incriminação forte e feia sobre pessoa bem definida, mais para obtenção de prazer e satisfação revanchista partidária, do que decorrente da exigência de Julgamento e de Sentença Superior séria e justa, aplicada. Porém a surpresa chegou com a nomeação de nova PGR. Da também mulher, Lucília Gago. Incansáveis, adoptam neo-posicionamentos e realinham-se, para marcar presença e manter notoriedade, jurando virgem fidelidade se necessário. No entanto, agitam consigo a criada áurea da substituída Procuradora-Geral, por expiação de mandato, saída de lógica leitura Constitucional, e pretendem da Gago que seja a Joana 2. Por mim aposto, que a avisada Lucília, saberá ser autónoma, independente, e fazer da Justiça, magistral vara igual para todos. É o que esperam dela os portugueses. Mas todos, repito!*

-*(pubcd.in "PÚBLICO".22.09-"(Lucília GagoII)"-txt .truncado)
-*(pbcd in DN.madª - 23.09- na íntegra)
- *(hoje 24.09 in Dtk-txt integral)
- *(Imediato- 28.09 - txtº.integral)

Dois pontos

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1 – Quem assim decidiu …
Quem assim decidiu não foi peco ou gago. Portanto, Joana Marques Vidal, já foi. E chega Lucília Gago à PGR – Procuradoria-Geral da República.
Todos esperamos que Lucília Gago saiba impôr os devidos castigos a toda a canalhada envolvida em corrupção, branqueamento de capitais, criminalidade económico-financeira, tal como o faria a sua impoluta antecessora, ou seja até mais célere e igualmente isenta perante tantos crimes a imputar a quem os cometeu, metendo nas prisões os prevaricadores e em liberdade quem o merecer.
2 – Acabamos de ler …
Acabamos de ler que ‘Portugal é o país da EU com mais incêndios, área ardida e vítimas’.
Por outro lado, dizem-nos que vivemos num autêntico paraíso, com um mar de rosas a beijar-nos constantemente.
Mas não! Vivemos mergulhados num verdadeiro inferno, onde o ranger de dentes é uma constatação diária.
José Amaral 

Imagem e desempenho...


No meu tempo de vida profissional activa ouvia-se muito – umas vezes a brincar e outras a sério -  que um grama de imagem valia por um quilo de desempenho, relativamente à forma como as pessoas se deveriam apresentar em serviço.

E, na verdade, funciona; ladrões bem vestidos e bem falantes que se apresentam nas aldeias mais recônditas do país a “informar” os idosos que são doutores da Segurança Social e estão ali para trocar as notas velhas de euro deles pelas novas que lhes levam têm tido mais sucesso do que se por lá aparecessem andrajosos com o mesmo propósito.

Para Nuno Melo também é válida aquela fórmula; realmente, as ideias que saem do bestunto que agasalha debaixo daquela “trunfa” podem não valer bosta nenhuma, mas com aquela figura luxuosamente “encadernada” não haverá patranha que não consiga impingir.

No seu habitual panfleto das quintas-feiras no JN, insurge-se contra António Costa pelo vestuário informal que usava quando desembarcou em Luanda; do fundamental da viagem, que era desbloquear situações importantes para os dois países, nem uma palavra porque tudo que corra bem ao Governo e ao país é, no actual cenário político,  uma grande“ chatice” para ele...


Amândio G. Martins

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Três em um para o fim-de-semana

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1 – Angola, agora, já vale a pena?
Não restam dúvidas que os maus políticos, actuando sempre em seara alheia, dão cabo de tudo.
Por isso, perguntamos: - agora, o que é Angola tem a mais para lhe darmos tanto crédito?
Resumindo, mentes destemperadas tomam o poder da coisa pública, da qual nunca deveriam ter mandato do povo para tal decidir.
2 – Que a união seja de facto
Prouvera que a providência ultra humana una o que agora se perfila: a união do povo irmão repartido pela Coreia do Norte e Coreia do Sul.
Que ‘trumpice’ alguma obste a tal união que se quer de facto e duradoura.
3 – Por que razão levou cartão vermelho?
Foi inacreditável o cartão vermelho que CR7 levou em Valência.
Será que o árbitro passou a ser daltónico ou teve um ataque de miopia?
José Amaral 

Empresas descaracterizadas

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De facto, para além da legalidade, não se compreende lá muito bem como é possível existirem empresas descaracterizadas a prestar serviços públicos, nomeadamente nos transportes terrestres.
Referimo-nos, tendo em atenção à continuada reclamação dos taxistas, às empresas Uber e Cabify.
Qualquer dia os meios aéreos terão no ar aviões que não se saberá de quem são os seus verdadeiros operadores.
José Amaral 

Que se passa na Saúde?

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O país não está tão bem como quem o quer vender a qualquer preço.
Qualquer dia enterram-se os doentes, para se dar guarida gourmet a quem nos procura.
Veja-se o que se está a passar, por exemplo, no Hospital Central de VNGaia/Espinho, com os continuados atrasos no tratamento de doentes oncológicos, bem como em outros casos degradantes, quer a nível laboral, quer no contexto hospitalar.
José Amaral 

Tão perto e tão longe...


Os pensionistas em Espanha estão na rua em luta pela melhoria das pensões que, tal como por cá, têm ficado muito para trás relativamente ao custo de vida, embora as de lá, tal como os salários, não se comparem com as dos portugueses; quando um ordenado mínimo  por lá já ronda a casa dos 1000€ e aqui pouco mais de metade, dá para perceber também a posição relativa no que às pensões diz respeito.

E esta luta ficou agora mais acesa porque um ex-ministro da economia, Carlos Solchaga, instado pelos jornalistas a falar do tema pensões despejou sobre os manifestantes um balde de água gelada, dizendo que “no tienen razón; los pensionistas no pagaron ni la mitad de lo que perciben”, referindo-se aos descontos ao longo da vida.

E esse é também o nosso problema; é que há muita gente a receber, pouco que seja, sem nunca ter contruibuído com um centavo e muitos outros que descontaram, muitas vezes em concerto com o patrão, muito menos do que o vencimento que auferiam impunha, não pensando que um dia – e é inexorável – chegamos a velhos e todo o apoio é necessário...


Amândio G. Martins



quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Mais um partido

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Hoje, oficialmente, nasceu mais um partido – o Aliança -, cujo pai biológico é Pedro Santana Lopes, após um divórcio com mais quarenta anos de existência.
Se a ‘geringonça’ uniu todas as esquerdas, agora poderemos ter uma ‘santa aliança’, que congregue toda a direita.
Assim teremos duas grandes vias: a da direita e a da esquerda, que confluirão numa rotunda onde o trânsito poderá ser caótico.
José Amaral 

JOVEM PINTORA QUE ME CHAMASTE ESTRELA

Queria tanto que voltasses, jovem pintora do V5. Queria beijar-te, amar-te, abraçar-te, jovem pintora que me chamaste estrela e alma. Fui estúpido. Não permaneci contigo, Fui procurar outras, jovem pintora que me chamaste estrela. Hoje, neste café de Matosinhos, custa-me beber a cerveja. Olho as miúdas lá fora. Sempre as miúdas. São a minha perdição, a minha vida. Mas eu fiquei realmente vidrado em ti, jovem pintora que me chamaste estrela. Ah, as miúdas são tão belas. Tão belas que o poeta se perde nelas. E canta. Não bebe mais cerveja. É veneno. Sabe mal. Enjoa. Jovem pintora que me chamaste estrela

E são isto juízes...


Uma coisa que nunca vou poder entender é como pode haver na magistratura gente assim de tão má qualidade como aquela que os diversos casos de grande indignidade tornados públicos vêm revelando.

Ficou célebre a frase daquele desembargador mediático, entretanto chamado a prestar contas dos seus actos pouco ortodoxos, quando disse num programa televisivo que os juízes são as pessoas menos confiáveis que há; de facto, a começar por si próprio, o homem demonstrou saber bem do que falava e louve-se-lhe a franqueza.

Este que agora é mais uma vez notícia pelos piores motivos-  e me parece completamente indigno de ser juíz - foi condenado por violência sobre a companheira, com a pena suspensa e uma indemnização à senhora; mas não se entende a “pena suspensa”, dado já ser reincidente, pois já tinha sido condenado por “falso testemunho” para prejudicar numa herança uma anterior mulher.

No caso agora julgado ficou provado que enviou à senhora indecorosas mensagens de telemóvel a chamar-lhe “porca, miserável e mentirosa”, que o dever dela era estar na cama para o atender e que se ia arrepender da queixa contra ele porque os juízes “mandam nesta merda toda”...


Amândio G. Martins