quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Em continuado curto-circuito

Resultado de imagem para fotografia da sede do Novo Banco

Quando um acumulador eléctrico está em curto-circuito, por mais que se lhe dê ‘mama’, nunca fica carregado.
Com estas palavras remetemos os caros leitores para o que acabamos de saber: - o Novo Banco precisa de mais uma ‘mama’ de cerca de 730 milhões de euros.
Assim, perguntamos: - para quê manter um banco que nasceu falido e vai acabar falido?
Será muito mais rentável aplicar-lhe ‘eutanásia financeira’ e distribuir o sobrante pela restante banca, do que manter este nado vivo em completo e dependente estado vegetativo.
José Amaral 

A PRAXE FASCISTA

A agressão de dois alunos de Ciências Biomédicas da Universidade da Beira Interior (UBI), algures na serra da Estrela, veio revelar a existência, há pelo menos 11 anos, de um ritual exercido por uma "irmandade" que vai muito além dos limites do código definido pela universidade. De acordo com uma estudante da Faculdade de Ciências da Saúde, o grupo é constituído por actuais e antigos alunos de Ciências Biomédicas. "Obrigam os caloiros a despir-se e batem-lhes até com pás da construção civil quando não respondem certo às perguntas que lhes fazem", conta a estudante.
Que barbaridade. Ao abrigo da praxe, praticam-se actos criminosos e nazis. Mas é preciso dizer que a própria praxe, e nós sempre nos batemos contra ela, é em si mesma uma estupidez e algo de extremamente reaccionário. Desde logo porque se estabelece uma divisão classista entre "veteranos", "doutores" e "caloiros", como se uns tivessem mais direitos do que os outros, como se uns estivessem às ordens dos outros. A pretexto de uma pretensa integração, os "caloiros" são obrigados a brincadeiras ridículas ou então a autênticos atropelos à dignidade humana, como já se viu, só porque entram na Faculdade numa posição de fragilidade. Essa lógica da manada, do rebanho leva a que esses mesmos "caloiros", muitas vezes, no ano seguinte, praxem os novos estudantes do 1º ano. No fundo, está aqui presente uma grande mesquinhez.

Lideranças falhadas...


Não recordo o autor da frase mas ela encaixa na perfeição naquilo que se vai vivendo na Catalunha: “Do que da história se aprende é que nada se aprende da história”. E sabendo que não têm qualquer hipótese de sucesso, antes correm o sério risco de ser responsabilizados por um banho de sangue, uns quantos cretinos insistem  em fazer crer que são os revolucionários “escolhidos” e reclamam a “ República da Catalunha”.

Dão com “os burros na água” mas garantem presença permanente no espaço mediático; mas, como “quem tem cu tem medo”, o primeiro responsável pela aventura de há um ano, à cautela, pirou-se para o estrangeiro, de onde manda constantemente os seus bitaites, enquanto se vai refastelando com banquetes de lagosta, deixando as “segundas figuras” malhar com os costados “en la cárcel”.

Quanto ao Quim que o substituíu, é ”cada cavadela cada minhoca” e até já tem contra si os sinistros CDR – Comités de Defesa da República”, bandidagem que já não se limita a exigir a República,  querem a “sua” República e já  assobiam o triste do Torra, exigindo que se demita; e não é para menos, pois o imbecil, enquanto exige aos “Mossos d´Esquadra”, por quem é principal responsável, a tudo fazer para manter a ordem, instiga os CDR a provocar desacatos, colocando a polícia autonómica numa situação insustentável.

Entretanto, aproveitando os holofotes que o focavam no lançamento de um livro, Aznar não perdeu oportunidade para recordar a rebelião de 1934, comparando-a com o que se vive agora, o que é visto como mais um dos disparates da Direita, já que aquela tentativa de independência provocou milhares de mortos e deu a Franco força para pôr a ferro e fogo Espanha inteira, estando longe de se prever que possa acontecer agora coisa semelhante...


Amândio G. Martins

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A surpresa de Tancos

Resultado de imagem para imagens do programa prós e contras

Foi o acima epigrafado título o tema do programa televisivo ‘prós e contras’ de 1/10, o qual nos remeteu para o assunto muitíssimo grave que alegadamente aconteceu, mas que talvez não ocorreu, pese embora a gravidade havida para a segurança militar nacional, interna e externamente.
Houve dois tipos de especialistas na matéria que dissertaram: - concidadãos civis e concidadãos militares.
Foram eles: o major-general Carlos Branco, o major-general Rudolfo Begonha, Ângelo Correia, Luciano Alvarez, António Ventinhas, John Wolf, André Lamas Leite, Felipe Pathé Duarte.
Consensualmente, falou-se de ‘desresponsabilizade nacional’, de que ‘houve uma encenação’, que o actual ministro da Defesa é o ‘pior desde o 25 de Abril’, mencionou-se da ‘incapacidade do Exército em guardar armamento à sua guarda’, falou-se também de um ‘silêncio ensurdecedor’.
Também foi ventilado de que ‘o Ministério Público não deveria ter excluído a PJ Militar logo à partida’, bem como foi referido ‘qual terá sido o real objectivo do roubo’, com também se disse que ‘houve violação de segurança militar’, chegando-se ao ponto de ter sido dito que ‘o Exército pode ter nas suas fileiras células terroristas’.
Brincou-se jocosamente com ‘a avozinha da Chamusca’, e falou-se muito a sério do ‘desprezo das funções soberanas de Estado’ por parte dos governos que têm estado à frente da administração de Portugal.
José Amaral 

O BRASIL À BEIRA DO ABISMO




Com Lula o Brasil projetou-se na cena internacional como potência regional e ganhou o respeito do mundo. Dilma, deu-lhe seguimento, mas a grande burguesia local, as multinacionais e a corrupção endémica, qual polvo que estendeu os tentáculos até à área político-ideológica dos dois governantes citados, acabaram por ser fatal para os três: Lula, Dilma Rouussef e Brasil. Agora, o neo-fascista Bolsonaro, mesmo que não ganhe as eleições, só o facto de ter a aceitação que tem, já é muito mau. Se as ganhar, é uma desgraça para o Brasil, para a América Latina, para o mundo.
Quem esfrega as mãos é Trump, a minoria que nunca se conformou em deixar de sugar o Brasil tranquilamente, e todos os reacionários. O povo que foi convencido a ver em Bolsonaro o salvador da pátria, depressa se aperceberá do logro em que caiu. As consequências da convulsão em que entrará o gigante sul americano, são imprevisíveis. Mas, decerto, altamente negativas para a região e até para o mundo.
Francisco Ramalho
Corroios, 2 de Outubro de 2018



Desprezar o zurro do burro...


Preocupações com “bagatelas” como alterações climáticas nunca foi assunto que entrasse nos planos das grandes petrolíferas; todavia, apesar das enormidades saídas da boca de Trump em tão sensível questão, aquelas empresas parece que estão finalmente a perceber quais as suas responsabilidades e pretendem fazer parte da solução, minimizando os seus estragos no ambiente, sabendo-se que tudo que produzem é altamente poluente.

Sabe-se bem que, numa economia estruturada na dependência dos combustíveis fósseis, nunca será do dia para a noite que tudo se modificará, mas já é muito bom saber que os avisos de cientistas e activistas ambientais estão a conseguir sensibilizar os decisores políticos um pouco por todo o lado, deixando aquele brutamontes a falar só...


Amândio G. Martins

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Decidits i ferms



- Num país aqui ao lado, a escassos quilómetros, que para lá chegar escusado é atravessar tanto mar, há um povo com uma língua, uma cultura, um hino e uma bandeira próprias e antigas, que a cada dia se levanta firme, por cada noite que em Portugal se adormece anestesiado por vários meios. Os homens que daqui partiram para terras de Espanha, para lutarem ao lado dos que morreram pela Liberdade, em tempos de franquismo e de falangismo, parece não existirem mais. O amorfismo está instalado neste rectângulo encostado, que faz o todo ibérico, que nos acrescenta apenas, indiferença, e nos afasta da solidariedade que um povo precisa e merece e até lhes devemos. A Catalunha, é já aqui, e não no fim do mundo, por quem nos compadecemos sem fazer ondas, por dá cá aquela migalha. Jovens e velhos catalães, homens e mulheres, lutam por uma causa justa e sangrenta de séculos, e nós assobiamos para o lado como que incomodados por algum desconforto provocado por mau vizinho, que se manifesta enchendo "carrers i avingudes" dolorosas. Na guerra civil por terras de moinhos fantasiosos e de fuzilamentos cegos mas reais, portugueses houve que partiram para morrerem ao lado dos irmãos "rojos" e contra as amarras castelhanas, com o nobre intuito de derrotarem o fascismo. Nos dias de hoje, em Portugal, constata-se um escuro apagão, quer nos média, quer nos meios de mobilização, que nos torna a todos, paralíticos e idiotas. Sete milhões e meio de catalães, que sacrificam presos políticos "decidits i ferms", estão atirados à sorte pela sua autodeterminação, sem poderem contar com o auxílio do povo mais próximo de um dos lados da separação fronteiriça. "Que povo. Mas que povo é este"?
Área de anexos

Donal Trump: Porque não te calas!

O presidente dos EUA, o
país mais poderoso do
mundo, fez na ONU um
errático discurso anedótico.
Auto-lisonjeou-se, provocando
censuradas gargalhadas pela
arrogância ridícula. Adiantou
uma trampalhada monstruosa:
Faz da Venezuela um país pária,
dizendo que pode substituir
militarmente Maduro na presidência.
Voltarão as veias abertas da
América latina, pelo imperialismo
norte-americano?!

          Vítor Colaço Santos 

Duas visões

Hoje, o blogue traz uma coisa curiosas: duas visões. A do Amândio Martins, estatística  e relativamente "não estamos mal". A do José Amaral, casuística e pessimista. Portugal, como estás realmente?

Fernando Cardoso Rodrigues

Perversidades


Cristas disse que preferia uma descida do IRS ao anunciado aumento salarial para a função pública.

Serei muito perverso em pensar que, caso tivesse sido anunciada a descida do IRS, ela diria que preferia um aumento salarial?

Vindima criminosa

Resultado de imagem para imagem de vindima criminosa

Ao lermos os títulos maiores dos jornais diários e ao ouvirmos os telejornais verificamos quão criminoso está a ficar o nosso país, quando até há bem pouco tempo era considerado de ‘brandos costumes’.
Assim, a situação está a ficar tão sufocante, que a própria liberdade se sente manietada por quem, em nome dessa grande conquista da liberdade, dela faz mau uso, numa continuada e delituosa libertinagem sem qualquer tipo de contenção.
No que toca ao assalto de Tancos, diz-se que a ‘descoberta das armas foi uma grande mentira’.
Sobre a morte do triatleta Luís Grilo consta que os ‘amantes queriam corpo devorado por javalis’.
Entretanto, outra desnaturada concidadã ‘fez compras em nome da tia que assassinou’, passando com o carro por cima do corpo.
Mais soubemos que outro fora da lei ‘usou a sogra e um sem-abrigo em fraude de milhões’.
Também tomamos conhecimento de mais uma fuga VIP às ‘esventradas’ malhas da justiça portuguesa do antigo presidente do Benfica Vale Azevedo, sem que ninguém perceba de onde lhe vem a enorme fonte de rendimentos que lhe permite, para além de uma vida faustosa, viagens de jacto entre Lisboa e Londres, sem que ninguém lhe consiga pôr um travão, ou lhe seque tal filão a favor do erário que tanto tem prejudicado.
Novamente as praxes académicas continuam a dar que falar pelos maus motivos, desconforto moral e social, com agressões à mistura, num vexame reprovável e nada saudável para a vivência democrática de quem um dia possa chegar a muitas escadas do poder.
Resumindo, parece-nos, para nosso mal, que o crime em Portugal está a compensar, e de que maneira!
Basta atentarmos para os ‘nossos’ super ladrões de colarinho branco, cada vez mais encardido, e digam-nos, com franqueza, quantos deles já foram presos?
José Amaral 
Ao lermos os títulos maiores dos jornais diários e ao ouvirmos os telejornais verificamos quão criminoso está a ficar o nosso país, quando até há bem pouco tempo era considerado de ‘brandos costumes’.
Assim, a situação está a ficar tão sufocante, que a própria liberdade se sente manietada por quem, em nome dessa grande conquista da liberdade, dela faz mau uso, numa continuada e delituosa libertinagem sem qualquer tipo de contenção.
No que toca ao assalto de Tancos, diz-se que a ‘descoberta das armas foi uma grande mentira’.
Sobre a morte do triatleta Luís Grilo consta que os ‘amantes queriam corpo devorado por javalis’.
Entretanto, outra desnaturada concidadã ‘fez compras em nome da tia que assassinou’, passando com o carro por cima do corpo.
Mais soubemos que outro fora da lei ‘usou a sogra e um sem-abrigo em fraude milhões’.
Também tomamos conhecimento de mais uma fuga VIP às ‘esventradas’ malhas da justiça portuguesa do antigo presidente do Benfica Vale Azevedo, sem que ninguém perceba de onde lhe vem a enorme fonte de rendimentos que lhe permite, para além de uma vida faustosa, viagens de jacto entre Lisboa e Londres, sem que ninguém lhe consiga pôr um travão, ou lhe seque tal filão a favor do erário que tanto tem prejudicado.
Novamente as praxes académicas continuam a dar que falar pelos maus motivos, desconforto moral e social, com agressões à mistura, num vexame reprovável e nada saudável para a vivência democrática de quem um dia possa chegar a muitas escadas do poder.
Resumindo, parece-nos, para nosso mal, que o crime em Portugal está a compensar, e de que maneira!
Basta atentarmos para os ‘nossos’ super ladrões de colarinho branco, cada vez mais encardido, e digam-nos, com franqueza, quantos deles já foram presos?
José Amaral 

Propaganda: respigos cruzados

1- De "XXI Lições para o Século XXI" (Yuval N. Harari).
   "Uma mentira dita uma vez continua a ser uma mentira, mas uma mentira mil vezes repetida torna-se uma verdade" ( Joseph Goebbels, ministro de Hitler)

   " A mais brilhante das  técnica propagandísticas não dará qualquer fruto a menos que se tenha sempre em mente um princípio fundamental - ela deve limitar-se a algmas ideias e repeti-las vezes sem conta" ( Adolf Hitler)

   " A Gelga Marzikova menina de sete anos, reproduzida em milhões de cartazes abraçando Estaline como símbolo da "Infância Soviética Feliz",rapidamente lhe foi mudado o nome e a idade para Mamlakat Nakhangova  com treze anos, após lhe terem matado os pais como contra-revolucionários"

2- De Rui Tavares ( PÚBLICO de 1/10/2018)
    "... A memória do "Milagre de Tancos"  sobreviveu, mas mais como exemplo dos enganos de propaganda do que de real capacidade de preparação ou organizção militar portuguesa..." ( nota minha: referência à ida de jovens portugueses para a carnificina da batalha de La Lys e não para a "barracada" das armas nos dias de hoje...)

3- De Abraham Lincoln
    "Pode-se enganar algumas pessoas durante muito tempo e muitas pessoas durante algum, mas não é possível enganar todos durante todo o tempo"

4-"Extrema direita na Áustria: devemos ficar preocupados?" ( Sofia Serra da Silva em PÚBLICO também de hoje.

Nota final: esperemos que Lincoln tenha razão, senão o item 4 tem toda a razão de ser, pois os "expert" citados,uns autênticos, outros "orfãos" de pai e mãe vão-se conluiando.

Fernando Cardoso Rodrigues

O LADO PERVERSO DO HOMEM

Mesmo muito antes do capitalismo os homens já eram tendencialmente malévolos e perversos, como relata Eurípedes. Não vou dizer que o homem é naturalmente mau mas, sem dúvida, a partir do momento em que se formaram as primeiras estruturas de poder com o nascimento das cidades, com o poder concentrado nas mãos de reis, sacerdotes e faraós que imperam os jogos de influência, a intriga, a inveja, o egoísmo, a ganância, a vileza. Claro que sempre existiram grandes homens e grandes mulheres, exemplos de santidade, de simplicidade, de rectidão, de sabedoria. Claro que houve épocas da História em que o poder esteve na rua e em que a Revolução quase se concretizou. Claro que o amor ainda existe. No entanto, e ainda mais nestes dias de chacais sem escrúpulos, de cabrões adoradores do poder e do deus-dinheiro, o ser humano não escapa ao seu carácter mesquinho, merceeiro e vendilhão.

 PÚBLICO 01 Outubro 2018



Uma violação nunca é uma ilicitude simples



Estamos a tomar conhecimento, demasiado quotidianamente, de gravíssimos actos de cariz sexual praticados contra mulheres no nosso país, e que não têm resultado de modo algum em penas justas e que se coadunem com um país livre, democrático, igualitário e não machista, como devemos ser.

Mais parece um país misógino e machista, onde só 37% dos condenados por crimes sexuais cumprem pena de prisão, números estes que são do Ministério da Justiça e dizem respeito às decisões tomadas pelos tribunais de primeira instância em 2016, sendo os dados mais recentes.

Nos casos de coacção sexual — um crime que difere da violação, por não implicar actos de penetração — em que a pena máxima é de oito anos de cadeia (na violação o máximo é dez anos) as condenações a prisão efectiva são tão residuais que estão protegidas pelo segredo estatístico.

Há a certeza, contudo, que das 32 condenações por este crime em 2016 (incluindo as tentativas e os casos agravados) 23 foram penas de prisão suspensa. Isto é inacreditável.

As sentenças por crimes sexuais sobre mulheres são de uma benevolência que não se coaduna de modo algum com um tempo de igualdade entre sexos, de não prepotência de uns/umas sobre outros/ outras, de procedimentos democráticos, num país europeu.



Augusto Küttner de Magalhães,

Porto

Nunca estamos satisfeitos...


Tirando aqueles cumprimentos de carácter profissional, que obedecem a regras estereotipadas, sobretudo enquanto não se estabelece confiança mútua, a forma como grande parte dos portugueses se cumprimenta deve ser única no mundo; na verdade, é difícil ouvir alguém responder, quando interpelado: “Então, como vai isso? –Bem, obrigado,  você também?” De facto, o que normalmente se ouve é: “ mais ou menos; vamos andando; assim assim”.

Escreve Carlos Brito no “Dinheiro Vivo” que, de acordo com o Banco Mundial, Portugal teve em 2017 o 36º maior PIB per capita entre 200 países; que, segundo a OMS, temos o 12º melhor SNS do mundo, somos o 19º país com maior esperança de vida à nascença e temos uma baixa taxa de mortalidade infantil; somos o 4º país mais pacífico do mundo; ocupamos o 10º lugar no ranking das democracias e a 41ª posição no índice de desenvolvimento humano.

Apesar de tudo isto, em termos de felicidade percebida ou declarada, situamo-nos na 77ª  posição e somos o país da OCDE cuja população se revela menos satisfeita com a vida que tem, coisa que dá para perceber quando observamos as imagens que nos chegam da rua, com gente sempre a olhar para baixo, “macambúzia”.

 Como a insatisfação é uma característica do ser humano, não me parece que seja necessariamente um defeito, desde que se manifeste numa procura permanente de aperfeiçoamento e não na lamúria como forma de estar na vida, no comprar demasiadas coisas que não são necessárias, passando por isso a viver a crédito, o que significa  transferir para terceiros a gestão da vida...


Amândio G. Martins