quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O sucedâneo

Resultado de imagem para imagem de bolsonaro

Por mais que os brasileiros julguem ter razão por tudo de mau que nos últimos tempos lhes tem tolhido a vida, tornando-a num inferno, mesmo assim, não devem arranjar uma justificação plausível para elegerem o truculento e desbocado Bolsonaro.
Basta recuarmos no tempo para avaliarmos o que foi o terror que Hitler lançou sobre a Terra.
Mesmo assim, ainda teve um ministro da propaganda – Joseph Goebbels – que foi dourando a pilula letal, enquanto este seu sucedâneo nem sequer usa eufemismos para levar avante os seus impiedosos e desumanos propósitos.
José Amaral

GUARDEMOS AS ÚLTIMAS LIBERDADES QUE NOS RESTAM

Como diz a minha amiga Isabel, temos que resistir a isto tudo: ao grande mercado e ao fascismo, sem nos perdermos. Temos que guardar as últimas liberdades que nos restam: de pensar, de ser, de gritar, de subir ao palco, de nos expressarmos. O problema não são apenas os grandes, os poderosos. Os pequenos, muitas vezes, são mesquinhos, merceeiros, trepam por cima dos outros. Ou então limitam-se a obedecer, paralisados pelo medo. Muitas vezes tornam-se fascistas, racistas ou apoiam candidatos fascistas por uma questão de insegurança, medo, ignorância. As relações pessoais tantas vezes são falsas, hipócritas. E a máquina quer-nos pôr doentes e culpabilizar-nos por isso. Tal como o cristianismo, o capitalismo inculca-nos a culpa, o sacrifício, a não-vida. Mas até parece que o grande rebanho tem gosto em lixar o parceiro do lado, em perpetuar a não-vida. Não se procura a vida livre, autêntica. Há cada vez mais pessoas sós, isoladas. Reina a esquizofrenia. Resistamos, Isabel. Resistamos, Goreti. Os partidos não nos compreendem. Guardemos a liberdade e o amor que nos restam.

Os “segredos” do caderno azul...


Em mais um calhamaço que, pelas ideias que lhe dão forma, não valerá o papel em que é escrito, o “homem de Boliqueime” destila mais umas quantas doses do seu  costumeiro veneno; e lembrar que também mantivemos um elemento destes por vinte anos no topo de duas importantes instituições portuguesas acaba por, de certa forma, fazer entender por que há tanto miserável a eleger Trumps, Bolsonaros e quejandos.

Sempre contraído, incapaz de mostrar um sorriso franco e natural – quando o tentava não se lhe via melhor que um esgar de peles arrepanhadas – a criatura não esconde os ciúmes de ter visto em António Costa uma postura de pessoa satisfeita e descontraída por ter conseguido o que qualquer líder partidário ambiciona, que é poder chefiar um governo.

E ver uma grotesca criatura que, já no estertor do seu mandato presidencial, dá inteira cobertura às vigarices do BES, induzindo tantos aforradores a enterrar lá as suas economias -  que aquilo era um banco sólido - dizer de António Costa que “empurra para a frente, como se tudo fossem meras trivialidades”, mostra mais uma vez a real dimensão da figura...


Amândio G. Martins

terça-feira, 23 de outubro de 2018

O FASCISMO DE BOLSONARO

"Pretalhada, vai tudo vocês para a ponta da praia. Vocês não terão mais vez em nossa pátria, porque eu vou cortar todas as mordomias de vocês. Vocês não terão mais ONG para saciar a fome de mortadela de vocês."
"Vagabundo, vai ter de trabalhar" e "vocês, pretalhada, verão um polícia civil e militar com retaguarda jurídica para fazer valer a lei no lombo de vocês."
"Estamos a avisar os bandidos dos movimentos dos trabalhadores rurais sem terra e sem tecto que as suas acções de ocupações de terras e de prédios serão tipificadas como terrorismo".
"Lula vai apodrecer na cadeia" e terá a "companhia" de Fernando Haddad, o candidato de esquerda. "Esses marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria".
Eis algumas das pérolas e ameaças de Jair Bolsonaro, o candidato fascista e muito provável próximo presidente do Brasil. Bolsonaro, além da boçalidade, representa o que há de mais deplorável na conduta humana: o racismo, o ódio, o desprezo pelas mulheres, a repressão militar e policial, a homofobia, a castração, a desumanidade. A crise capitalista de 2008, tal como a de 1929, está a trazer o renascimento da extrema-direita e dos fascismos. Os Trumps, os Bolsonaros, as Le Pens aproveitam-se do medo, da ignorância, da falência da democracia burguesa. Vivemos tempos terríveis. De atropelo à dignidade, de atropelos na arena do quotidiano, na fila, no emprego, na compra e venda. Temos que enfrentar a grande mercearia e o fascismo. Lutemos. Unamo-nos.

Auto-elogio

- Alguém devia explicar a Cristiano Ronaldo, que é um personagem muito ocupado pela vida difícil que leva e até que a patrocina, que há um proverbio português que sintetiza o erro em que ele é fértil, por inconsciência e alguma ignorância, que se deve por certo  a uma iliteracia, de que não é culpado. Regressado à boca de cena e em frente das câmaras de TV, para efeitos de acalmar as hostes e as hostilidades que à sua volta se ergueram, e a corresponder ao que lhe pedem os assessores e conselheiros, levantou a voz para dizer e até talvez para nos convencer, de que ele é um exemplo na vida para todos. Ora diz o proverbio que, "elogio em boca própria é vitupério". Se não bastasse esta lição de conduta, há uma frase latina que se lhe recomenda, e que nos alerta de que "Nemo iudex in causa sua", ou seja, ninguém pode ser juiz em causa sua. Estarão os publicitários e os que cuidam de limpar os escolhos da sua vida, os que giram à sua volta, interessados em explicar-lhe o que tais frases significam, e que a sua aparição foi desastrosa, e que devia ter mais cuidado para não ser apanhado em fora de bom senso, e que saber estar calado é por vezes ser-se génio e poeta maior?

Que Orçamento de Estado?



O programa televisivo ‘prós e contras’ desta semana teve lugar na Nova Scholl of Business and Economics, sita no Campus de Carcavelos, sendo palco de muitos e bons teóricos que dissertaram sobre o último OE.
O painel de oradores foi composto pelos professores Daniel Traça, Susana Peralta, Paulo Núncio, Sérgio Vasques, Ricardo Cabral e José Albuquerque Tavares.
Entretanto, alguns estudantes da acima referida escola, em que um deles fez ênfase por ter nascido com capitais privados, usaram também da palavra.
Houve quem tivesse dúvidas se este OE é o que o país precisa, apesar de ter havido uma grande vontade de alterar procedimentos económicos e conjunturais. Que a carga fiscal é muito elevada; que uma má economia pode alterar a paz localizada ou, se disseminada, pode ser uma perigosa via global; que o caso Brexit teve uma interrogação verbalizada de ‘se acontecer’.
Também se disse que o comércio é o motor da prosperidade e que a Itália se debate com uma grave crise económica, com prognóstico difícil de se descortinar dado o governo de coligação que também é uma incógnita conjuntural.
No que nos toca, falou-se mais uma vez na nossa pouca produtividade. Como assim, perguntamos nós? Disseram-nos que os trabalhadores portugueses trabalham muito, mas produzem pouco, e que tal diferência improdutiva está na organização e métodos das empresas nacionais e, consequentemente, dos seus gestores/patrões.
Mais se viu graficamente que a dívida externa está nos 117% do PIB, enquanto, por outro lado soubemos, fora do debate, que a dívida soberana de Portugal – que engloba Estado, empresas e famílias – anda acima dos 780 mil milhões de euros, o que é uma abissal loucura colectiva impagável.
Por fim, uma aluna, usando da palavra, e referindo-se à actual situação das reformas, fez alusão ao esquema Ponzi, que mais não é do que uma sofisticada operação fraudulenta de investimento tipo representação em pirâmide, que envolve o pagamento de rendimentos anormalmente altos, sem qualquer tipo de receita gerada por qualquer negócio real.

José Amaral


Da origem das desigualdades...


No discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, Jean Jacques Rousseau apresenta os diferentes tipos de desigualdade; pega nelas e procura determinar quais as “naturais” e as que podiam ser evitadas, já que no seu estado natural o homem era feliz, necessitava de pouco e não sabia o que era o bem e o mal.

À medida que os seres humanos socializam com outros iguais, a mente desenvolve-se e a razão começa a formar-se; mas a socialização leva os seres humanos  a compararem-se uns aos outros e à medida que as sociedades humanas se tornam mais complexas, coisas como propriedade privada e o trabalho são divididos entre as pessoas, o que gera pobres e a sua exploração; os pobres revoltam-se contra os ricos e estes inventam uma sociedade política que alega proporcionar a igualdade, coisa que nunca acontece.

Em “O Contrato Social” diz Rousseau que os homens nascem livres, mas por toda a parte estão agrilhoados porque a sociedade em que foram inseridos suprime a sua liberdade inerente; numa época de desigualdade, Rousseau deixou claro que o direito e o dever do governo era governar com o consentimento dos governados, o que lhe custou ter de fugir de França para não ser preso, por ter desagradado às classes possidentes...


Amândio G. Martins

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Brasil à beira dum novo fascismo!

O resultado das próximas eleições presidenciais
no Brasil, caso Jair Bolsonaro seja eleito, levará a
sociedade a ser dirigida por um ditador e a
retroceder globalmente! O colapso moral e a
falência da política democrática será realidade.
Bolsonaro representa tudo o que de pior tem uma
sociedade não democrática.
   O PT, a judicialização da política e o governo de
Michele Temer escancararam-lhe as portas…
   Defende, que haja em cada habitação uma arma, pois 
as questões resolvem-se à bala!, onde se contabilizaram
60 mil homicídios em 2017. Não tem uma ideia política,
não tem discurso e recusa, de forma arrogante, confrontar-se
com o seu opositor, Fernando Haddad. É um autoritário
cheio de vazio! Um fascismo de novo tipo será o futuro
regime do Brasil?!! Sendo este país imensamente rico
em recursos cairá, novamente, numa ainda maior desigualdade social…
   Pobre Brasil! 

    Vítor Colaço Santos 

A (má) descentralização já começou


O ‘Éter’ anda no ar. E no caso em apreço tal bolha gasosa centrou-se, agora, no Turismo do Porto, do Norte e arredores, enquanto muitos milhões voaram para parte incerta, devido às altas pressões de corrupção, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influências e recebimentos indevidos.
Ainda há dias eclodiu um tufão que deglutiu mais de dez milhões de euros em fundos comunitários lá para os lados da extinta AIM – Associação Industrial do Minho.
E, enquanto as abertas são poucas, a descentralização de maus costumes vai inundando o país, lançando cada vez mais um manto nebuloso de suspeições sobre instituições públicas, bem como as relações perigosas que estas vão mantendo com câmaras municipais e diversas empresas conluiadas.

José Amaral

O melindre da loucura colectiva



O poder instituído e sua fauna ululante que em volta dele vegeta consideraram inaceitável a divulgação da foto, aquando da detenção de três criminosos que estavam em fuga, e que têm semeado o terror sobre cidadãos mais idosos, roubando-os e ferindo-os com grande violência e gravidade.
‘Coitadinhos’ dos presos, que foram vítimas de vil exposição pública, o que foi considerado um atentado à sua condição humana, assim se pronunciaram políticos insensatos e outros faunos de igual jaez.
Logo, a advogada de tais ‘bons rapazes’ foi da opinião de se incriminar o Estado por tal devassa perante os seus ‘desvalidos‘ clientes.
Já agora perguntamos: - Que justiça é esta praticada em Portugal e em que ficamos? Ou as vítimas de tais bandidos devem ser fortemente penalizadas e os criminosos exaltados?

José Amaral

Até amanhã, se Deus quiser



Acabamos de saber da polémica instalada entre Dina Aguiar e Fernanda Câncio, em que esta última não sabia que a primeira, quando se despedia nas pantalhas televisas da RTP, dizia e diz ‘até amanhã, se Deus quiser’.
A ‘violada auricular’ Fernanda Câncio, não gostando nada de ‘assédio religioso’, assim se exprimiu nas redes sociais: - ‘portugal em directo, na rtpn, tem uma apresentadora que acha que pode despedir-se com um ‘até amanhã se deus quiser’. Isto é o quê, a tv da paróquia?’
Fernanda Câncio com tanta intelectualidade metida na sua ateia mente, arroga-se mais superiora do que aqueles que usam frases comezinhas de despedida no dia-a-dia, que não ferem ninguém, nem vítimas causam.

José Amaral

Meu trabalho publicado na revista DOMINGO do CM de 21/10 (II)


Texto alt automático indisponível.

Meu trabalho publicado na revista DOMINGO do CM, de 21/10

A imagem pode conter: José Bernardo Amaral

Conversas de rapazes...


...”Nessa noite, uma noite quente e propícia a um convívo tardio junto ao plátano, Felisberto partilhou as novidades, mas sem nunca confessar o encontro com Beatriz. Pegou num pauzinho e desenhou na terra uma planta da geografia vaginal, sem no entanto ter a certeza de a ranhura ser vertical ou horizontal.

Henrique arregalava os olhos ao ouvir falar de esperma, de vagina, de vulva, de clitóris; dava guinadas com o pescoço e ranhuzava que não percebia a necessidade de tanta nominação se o importante era fornicar. – “Não deves ter medo do conhecimento, são coisas que enriquecem a cultura do indivíduo” – disse Augusto, cuja sensibilidade paroquial estranhamente não parecia ofendida com o assunto.

Henrique é que não gostou de ser tratado  por “indivíduo”; achava a palavra tão hostil como “transeunte”ou “utente”. Mas Felisberto não deu tempo para confusões linguísticas porque começou a falar do orgasmo das mulheres: -"Arroios diz que a condição essencial para que uma mulher nunca nos largue é fazer com que tenha orgasmo, porque os homens vêm-se depressa e elas nem chegam a aquecer; o método dele é pensar nas guias do Fundo do Desemprego e o Vilhena diz o mesmo mas com as classificações do futebol. Mas a verdade é que as mulheres têm clitóris, as negras, por exemplo, têm-nos do tamanho de feijões”...

Nota – apontamento do livro anexo.


Amândio G. Martins

domingo, 21 de outubro de 2018

Que sanções à Arábia Saudita?

Que sanções à Arábia Saudita pelo assassínio do jornalista? As mesmas, que sem exigirem investigação, foram rápidos em anunciar para a Rússia, pelo alegado envenenamento de ex-espião?
Entretanto o chefe-mor do capitalismo, Trump, já deu o mote... em vez duma encomenda de 450 milhões de dólares de armas... terão talvez que passar a encomenda para 900 milhões...