terça-feira, 22 de outubro de 2019

70 anos da República Popular da China



Em 1 de Outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou em Pequim, na Praça de Tiananmen, a fundação da República Popular da China, após a luta heróica conduzida pelos comunistas chineses contra o regime reaccionário de Chiang Kai-shek e a ocupação japonesa.

A revolução chinesa constitui depois da revolução soviética, o maior acontecimento revolucionário do século XX. O Partido Comunista da China foi fundado em 1921 em Shangai, desenvolvendo a sua luta contra o feudalismo, o capitalismo, o imperialismo e por uma democracia nova.

A China herdeira duma civilização de mais de 5000 anos, tinha em 1949 cerca de 500 milhões de habitantes, tendo hoje perto de 1400 milhões, contando com mais de 50 grupos étnicos, grande diversidade geográfica e fazendo fronteira com numerosos países. O analfabetismo foi praticamente erradicado, quando em 1949 era de 80%. A esperança de vida em 1949 era de 35 anos, hoje é de 75 anos.

Mais de 700 milhões de chineses foram retirados da pobreza, e a própria ONU reconhece que a China contribuiu com mais de 70% para a redução da pobreza mundial.

A percentagem da sua mão-de-obra com ensino superior é de mais de 25%. Com elevado crescimento é a segunda economia mundial, embora a própria China se classifique como país em vias de desenvolvimento, com um poder de compra ainda baixo, com desigualdades entre as regiões costeiras muito industrializadas e urbanizadas e as regiões interiores, predominantemente rurais e com a pobreza abrangendo ainda cerca de 40 milhões de pessoas

O Partido Comunista da China aponta como objectivos: até 2021, «a construção duma sociedade medianamente próspera»; por volta de 2035, uma «sociedade socialista moderna»; e em 2049, «transformação da China num país socialista moderno, próspero, democrático, civilizado e harmonioso».

A ascensão da China no plano internacional conteve intenções hegemónicas e imperialistas dos Estados Unidos, e são um contributo para uma nova ordem económica e política internacional de paz e cooperação, com uma política de coexistência pacífica e respeitadora da carta das Nações Unidas.



Maduro & Guaidó

- Caríssimos blogueiros e opinadores, visionários e afins, não me sabem contar o que se passa na Venezuela, e se Nicolás Maduro já foi encarcerado pelos ianques, e/ou se o catraio Guaidó já tirou o fato e camisa "special" da Gucci ou Cerruti e coisa parecida, envergou o macaco cheio de dólares nos bolsos, e tomou o Poder tão ambicionado e tão apoiado aqui neste espaço, Terra, e não em Marte, mas pelo menos ali pela américa latina? É que foram tantos a exprimir o desejo da sua queda iminente, mas desde há muito que não oiço novas daquele país petrolífero e também muito desejado pelos amigos do alheio. Vá lá. Cavem umas noticiazinhas da nossa imprensa aonde buscavam alimento, e passem-nas aqui ao desesperado "tupamaro ocidental". Obrigado!

Recuperar o que já foi bom...


A notícia de que, em Londres, está a ser recuperado o hábito de distribuír ao domicilio o leite engarrafado em vidro, trouxe-.me à memória um tempo em que, rapaz ainda, vivia em Lisboa por minha conta e risco; é que, nesse tempo, também o leite era distribuído em garrafas de vidro pela cooperativa UCAL.

Saía para o trabalho e, pelo caminho, comprava três pães ainda quentinhos e uma garrafinha de leite UCAL; e nem precisava de barrar aquilo com manteiga, tão saborosos eram os pães que, em duas dentadas despachava um, empurrado com “beijinhos” na garrafa do leite.

E esta notícia é um sinal de que há esperança de recuperar formas de vida mais simples e saudáveis, não poluentes, interrogando-nos a cada momento se o que fazemos é o mais correcto; se os bons hábitos de vida forem sendo recuperados com a mesma facilidade como o foram os vícios inconscientes do desperdício, os alarmantes sinais de catástrofe iminente começarão a ser revertidos...


Amândio G. Martins

BARCELONA ARDE E ESTA GENTE PASTA!

Barcelona arde e a grande maioria desta gente pasta. Está tudo bem, está tudo na mesma e a revolução às portas. Coitados, não sabeis o que vos espera. Continuai na vossa vidinha. E Hong Kong, e Paris, e o Chile e os curdos dizimados e a Síria. Está tudo na maior, camaradas. É o apocalipse, o fim do mundo, as alterações climáticas. Tudo arde e vocês na mesma. Está tudo bem. É o que interessa.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019


Cada cavadela, zero minhocas...


“Campanha para as legislativas foi a última que fiz; não sei se me candidato ao FMI ou à Junta de Freguesia de Alguidares de Baixo”, terá dito o Lopes – Pedro Santana, um dos muitos incompreendidos e abandonados nas mais recentes eleições, coitado.

Realmente, desde que o “fizeram” primeiro-ministro, sem saber ler nem escrever, que a mediática figura nunca mais percebeu muito bem a terra que pisava e por onde caminhava, pois só assim se explica que, tendo tido preponderância no partido que o viu “nascer”, se tenha aventurado a maquinar um novo, por achar que lhe não davam o verdadeiro valor, como o ex-correlegionário Ventura, um pouco  mais “afortunado”.

Agora pelas becos escuros da vida, sonha com um qualquer espaço de comentarista numa TV, pirata que seja, para que não se esqueçam dele definitivamente, sem o que só não pedirá a Deus que o mate porque teme não estar à altura de lhe prestar contas do que tem andado a fazer no mundo...


Amândio G. Martins

domingo, 20 de outubro de 2019

ACORDAR!


Os filmes e as séries americanas imbecis que via na adolescência. Felizmente, livrei-me desse lixo. Com os Pink Floyd, com os Doors, com o "Apocalypse Now", com Marx, com Nietzsche, com os anarquistas. E hoje acabei "Margarita e o Mestre" de Bulgakov e estou a começar o "Nós" de Zamiatine. Progrido. Evoluo. As pessoas que conheci, que vou conhecendo, que me marcam. O Jesus do padre Mário. Não há dúvida, A semente já estava em mim. No entanto, eu fui à procura, ao contrário de outros. Agora quero transmitir ideias, ideais, práticas. Formar um movimento político e poético. A rebelião cresce. Barcelona está em fogo, o Chile revolta-se. Os jovens querem salvar o mundo. Apesar de tudo, há muita gente que acorda. Que rompe a corda.

Parvalhões há muitos seu palerma!

- Há por aqui uns blogueiros, que armados em espertos querem imitar os de La Moncloa, e insistem que os catalães devem por de molho a sua identidade e atirar para as calendas a sua Lengua materna, e obrigá-los a pensar e a estudar sob o domínio do castelhano. Aos galegos tentaram igual processo, e impuseram o mesmo, quando a sua lengua nai é o português. Estes aspirantes a poetas de gaveta, bem reformados e com tempo para construir blocos de cimento no cérebro, e erguer barreiras aos neurónios livres e independentes, pretensos escritores de "cianetos", perdão "sonetos", não estão atentos e não ouvem as declarações de velhos catalães de mais de 8 dezenas de anos em cima dos costados, que aguentaram fascistas, falangistas e franquistas, apoiados pelos nazis, e que hoje ainda lhes pesa e neles se entranhou, tais idosos querem a sua autodeterminação, no mínimo. A tv lusa bem tenta estrangular as suas opiniões e filtrá-las, de modo a fazê-las inexistentes. Outros, que nem com estetoscópio conseguem  ouvir, ver e interpretar uma radiografia ou ecografia, que mostre o rosto de um recém-nascido, que queira vir ao mundo com olhos para ver, e bem abertos, e cérebro para pensar, teimam em querer fazer passar as suas razões feitas através dos noticiários e não do seu pensamento autónomo. E é a partir deles que escrevem repetindo quase ípsis verbis, o que já foi dito e escrito por quem sabe e o faz melhor. Tudo isto apenas para serem publicados nas páginas dos diários frouxos e do sistema. Tudo bons rapazes, que comem bem, dormem melhor e vão até ao café confraternizar na paz dos anjos, saindo de lá iluminados para escrever parvoíces e contradições. Ou seja- contaminados pela peste "bourbónica" que ainda vai vitimando quem luta e pensa pela sua cabeça inteira!*

-*(in JN.25/10.c/título:Epidemia de peste "bourbónica")

Derrotados em toda a linha...


A clique irresponsável que constitui a “generalitat” da Catalunha saíu do caos de que foi principal instigadora ainda mais fragilizada perante o mundo; e o presidente daquilo, como primeiro responsável pela segurança de pessoas e bens, alijou completamente essa responsabilidade, transformando-se em mais um activista na desordem, não havendo para ele outro caminho que não seja a porta das traseiras, tal como para o seu vice, Pere Aragonès.

E nem um nem outro tiveram sequer a decência de condenar sem subterfúfios a violência, antes a incentivaram, com o Quim como mandante dos vândalos: “Vosotros, amigos de los CDR, apretad”, tinha dito pouco antes; conhecidos na Catalunha como grupos de desordeiros organizados, outra coisa não era de esperar que não fosse violência, demonstrando tamanha inteligência que a marcha de passeantes que entupiu as principas vias a caminho da capital passou para segundo plano, já que a principal marca que vai prevalecer perante o mundo é a violência destrutiva.

De louvar a contenção do Governo central que, apesar de estar fragilizado, soube resistir aos apelos agressivos das direitas para entrar em força, tendo sabido resistir ao que poderia transformar-se num banho de sangue, de que aqueles partidos e os extremistas demonstram constantemente ter sede; de facto, estes independentistas no Poder têm feito tudo para acirrar contra eles a má vontade geral e, a continuar assim, ainda vão ultrapassar em derrotas o “nosso” tenista João Sousa.

Andam há séculos a lutar pela independência, o que revela não serem assim tão valorosos como alguns “aluados” os querem pintar, até porque os verdadeiros catalães querem é que os deixem viver e trabalhar em paz e sentem orgulho em pertencer à grande nação espanhola, enquanto essas “vanguardas” aventureiras fazem tudo para criar má vontade contra elas, onde até nas coisas mais corriqueiras se destacam pela negativa, como aquela porta-voz da “Generalitat”,  chamada Meritxell Budó, que implica sempre com os jornalistas que a questionem em castelhano, negando-se a responder-lhes...


Amândio G. Martins

Escreveu uma catalã

Reacção à condenação dos políticos catalães

20 OUT 2019 / 02:00 H.
    A sentença do julgamento já foi pronunciada contra os dirigentes catalães que realizaram um referendo sobre a autodeterminação na Catalunha em 2017, desobedecendo ao sistema judicial espanhol. Esta sentença, longe de ser um fim em si mesma, deu um novo impulso ao movimento de independência com o Tsunami Democrático. O que é o Tsunami? É uma campanha popular maciça e anónima que, tendo em conta a repressão sofrida até agora por parte de Espanha, inova os métodos: não se sabe quem a dirige. Agora estou fora da Catalunha, nos EUA, mas pude acompanhar com orgulho a resposta transbordante - e por vezes transbordada - do meu povo. Uma nova amiga iraniana perguntou-me, surpreendida, como posso confiar no Tsunami se não sei quem está por trás. Pensando bem, tem toda a lógica do mundo, mas não preciso de saber os nomes das pessoas concretas que o dirigem para saber claramente que por trás dele está todo o meu povo com um desejo de liberdade e determinação pela bandeira. Um povo que tem criatividade, como por exemplo este novo movimento que vai aproveitar a tecnologia para poder organizar grandes mobilizações de desobediência e não-violência massivas. Que a água flua por todos os recantos até desmoronarmos o imobilismo espanhol.
    Joana Cortils

    sábado, 19 de outubro de 2019

    Falando de génios


    No seu “Diário” (PÚBLICO de hoje), Vasco Pulido Valente (V.P.V.) encontrou espaço para tecer alguns elogios a Trump e a Boris Johnson. Está, obviamente, no seu direito. A um, elogia a lucidez, se bem que coarctada à da “história”, queira isso dizer sabe-se lá o quê, ao outro, a coragem, melhor definida como falta de medo. Se qualquer um de nós, munido de iguais instrumentos de análise aos de V.P.V., se atrevesse a classificar este historiador só a partir destes elogios, poderia chegar a conclusões que, certamente, não passariam em qualquer crivo de bom-senso. Mas V.P.V. deve entender que dizer o contrário de todos os outros lhe fica sempre bem. E que lhe dá um toque de genialidade. Errar clamorosamente é, também, um seu direito.

    Reitores



    O reitor da Universidade de Coimbra, na altura em que no top das notícias estava a problemática da crise climática e ambiental, entrou no jogo e anunciou que nas cantinas da universidade vai deixar de se comer carne de vaca.

    O reitor da Universidade do Porto, em artigo de opinião no Jornal de Notícias, manifestou-se contrário a qualquer planificação na formação e cursos do ensino superior, que considera uma visão sovietizante, por sobrepor o interesse colectivo ao individual.

    No âmbito da carne de vaca, talvez a atenção do reitor de Coimbra se devesse centralizar em ajudar a contrariar os modelos de produção intensiva de carne e a muita que importamos, defendendo a nossa produção local e as raças autóctones para abastecer as cantinas e não privar os estudantes que gostem, de comer um bife.

    É discutível que o reitor do Porto defenda que na organização do ensino superior, não exista qualquer preocupação com áreas e actividades onde exista carência técnica especializada; e, também, na criação de condições para que licenciados e doutorados exerçam e concretizem os ensinamentos recebidos.  

    Ausente das intervenções dos reitores esteve a limitação de acesso ao ensino superior e as dificuldades que impedem tal, como as de ordem económica, onde se incluem os baixos salários das famílias, as propinas, as deslocalizações e alojamento de estudantes. Também a precariedade e outros os problemas que afectam a classe docente foram ignorados.

    THOMAS EDISON


    No dia de hoje, em 1931, os maiores jornais mundiais anunciavam em manchetes, o falecimento do grande inventor americano Thomas Edison, ocorrido no dia anterior aos 84 anos de idade.
    O conhecido mundialmente jornal português Diário de Notícias (DN), como era de se esperar, na sua edição do dia 19/10/1931, fazia coro desta manchete que chocou o mundo cientifico, noticiando:
    "Com a morte de Edison, a humanidade perde uma das suas maiores figuras e a ciência um dos seus mais valorosos cultores"
    Vamos nos reportar à verdadeira era dos grandes inventos, ressaltando a figura ímpar de Thomas Alva Edison, ou Thomas Edison como gostava de ser chamado, ele era descendente de canadenses de origem holandesa, apesar de seu enorme talento pessoal, enxergou que a produtividade nesta área seria maior se fosse formada uma equipe de inventores recambiados de todo o mundo, com isto pôde registrar, em seu nome,  uma quantidade muito grande de patentes (estima-se que  este número seja acima de 2.000), contudo, muito vaidoso (comum no ser humano) e por direitos autorais, não acostumava mencionar as pessoas que o ajudava, nos registros oficiais dos inventos.
    As suas contribuições para o desenvolvimento tecnológico e científico são muito extensas, vão desde o aprimoramento da lâmpada incandescente até o setor de construção civil, passando pelo ramo de empacotamento a vácuo de alimentos, em áreas como o cinema, gravação áudio e de baterias alcalinas.  
    Ele também, como todo ser humano, cometeu erros, o maior deles, foi de ter sido um fanático adepto de produção de corrente elétrica contínua (CC), da qual foi pioneiro na implantação deste sistema em setores da cidade de New York.  Por não aceitar o uso de corrente elétrica alternada (CA), ele entrou em uma desnecessária polêmica com o seu ex-colaborador, Nikola Tesla. Como consequência acabou perdendo, mais tarde, o controle acionário da empresa que ajudou a formar, a conhecida multinacional General Electric (GE).

    Ninguém "me"compreende...

    0 país é mau, os governantes( todos) são desprezíveis, os cidadãos ignorantes e, acima de tudo, as mulheres valem zero e só servem para nos desgracar ( peço desculpa mas não consigo encontrar a cedilha.... o que é grave...) O que vale é que existo "eu"... homem probo, único não fascista e, obviamente, lúcido.

    Fernando Cardoso Rodrigues

    "Que país, que país é este?"


    - Portugal é uma país que recorre à máscara que melhor e mais lhe convém para satisfazer compromissos. É um país "solidário com os anseios do povo catalão" e isso demonstra-o as "Feiras Medievais" que faz por todo o território, e vestidos e armados a rigor, para nos lembrar as nossas lutas com Castela, e claro, as vitórias alcançadas com tanto herói à frente delas. Anima-nos. Portugal não é um país que se recomende para viver defendido, e isso ficaria demonstrado se Carles Puigdemont, em vez de se refugiar na Bélgica, se se tivesse refugiado em terras "libertas" lusas - já teria sido extraditado para Espanha mal lhe fosse exigido e imposto pelos governantes e soberanos franquistas, aos nossos submissos governantes do modo de ser português. Envergonha-nos. "Visca Portugal, lliure i sobirano"... ajoelhado!*

    -+(hoje 21.10. no DN.mdrª)

    Como entender isto?...


    Ouvi há dias pela TV a directora-geral de saúde informar que já estavam disponíveis vacinas antigripe  suficientes para toda a gente que habitualmente a solicita, era só dirigirem-se aos respectivos Centros de Saúde; pois bem, ao da minha área, em Ponte de Lima, já fui duas vezes e dei com o nariz na porta.

    Quer dizer, a porta estava realmente aberta, mas vacina não havia; perguntei na recepção, se iria passar a mesma “via-sacra” do ano anterior, em que perdi a conta às vezes que lá fui em vão mas  não me souberam responder, aconselhando-me a ir passando por lá, que marcações não eram aceites.

    E não entendo que raio de gestão fazem os responsáveis pelos Centros de Saúde, para que esgotem as vacinas logo nos primeiros dias, tanto mais que, pelo historial, não deve ser difícil calcular a quantidade necessária;  de facto, a menos que não lhes mandem as dozes pedidas, que também não tem qualquer justificação, dado o que ouvi da Direcção-Geral, não se entende que façam os utentes caminhar para lá indefinidamente...

    Amândio G. Martins