quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Estacionamento no Município de Oeiras…


ou falta dele. Com muita frequência se houve reclamações da falta de estacionamento que continua a haver neste Município apesar de algumas resoluções pontuais que ajudam momentaneamente mas que depressa se tornam insuficientes.
Na verdade estas terras de Oeiras têm crescido em construções sempre apelativas à crescente procura por desdobramento de famílias que também foram crescendo e por acolhimento de muitas famílias que têm saído da capital, mas  a maior parte das vezes sem se ter acautelado o número de carros que cada um vai tendo. Realmente hoje é impensável que a oferta de habitação não disponha também de garagem.
Acontece é que o número de estacionamentos por fogo em garagem de cada prédio não responde ao número de habitante que cada casa comporta. Hoje um casal com dois filhos adultos precisa de quatro estacionamentos e normalmente o espaço de estacionamento prevê, no máximo, dois carros. O resto terá de parar o seu veiculo nas imediações do local  de residência muitas vezes bastante distante.
Também, no inicio desta expansão, nas construções de baixa densidade – algumas zonas de apenas r/c e terceiro andar – o espaço reservado a garagem de uma por condómino foram convertidas em arrumos, escritórios e oficinas pois as larguezas em redor asseguravam um fácil estacionamento e não havia ainda a facilidade que depois aconteceu de aquisição do “nosso” automóvel. Nestes casos não tem havido por parte das entidades oficiais nenhuma atitude que provoque a reversão destes espaços para o seu fim inicial de estacionamento.
Tudo tem mudado: grandes construções, possibilidade de cada um ter o seu carro mas o espaço não cresce e o número de silos e parques de estacionamento tardam a dar respostas às necessidades. A Autarquia de Oeiras tem estado a informar de algumas melhorias que estão em projecto mas também tardam as concretizações. Anuncia-se também que estará em curso a disponibilidade de parques junto de áreas de transportes públicos para facilitar o acesso aos transportes colectivos e evitar os congestionamentos de trânsito em muitas horas do dia. E surge também alguma discussão se estes parques devem ser pagos ou facilitados a quem dispõe de passe sendo a manutenção e fiscalização destas áreas suportadas por taxa já incluída no passe.
Há muitos aspectos que têm de ser enquadrados e resolvidos com muita urgência pelo que o Município de Oeiras, se quer continuar a afirmar que é o primeiro, terá de muito em breve apresentar resoluções exemplares. Para isso, além de dar prioridade aos seus departamentos para estudarem o assunto, deverá atender às muitas sugestões que Munícipes sabedores têm ido adicionando pois muitas dessas sugestões são fruto de vivências quotidianas.

Maria Clotilde Moreira

Jornal Costa do Sol - 06.11.2019

O CONTROLO E A VIGILÂNCIA DO GOOGLE E DO FACEBOOK

O controlo, a vigilância dos donos da Google, do Facebook, da televisão. A conivência com os governos. As pessoas não têm noção. Trabalham. Deslocam-se. Consomem. Só uma pequena parte de nós somos dionisíacos, abandonamos o jogo. De resto, é a lei do poder, do dinheiro, do sacrifício. Simpatia, quando há, mas desconfiança. Simpatia mas policiamento. Relações de mexericos, de boatos, de interesse. Vai-se perdendo a noção da dádiva, do amor, do desprendimento. Tudo se vai tornando mecânico, tecnológico. Tudo vai morrendo

Um projecto de lei pertinente

O Partido Comunista Português (PCP) entregou já na Assembleia da República um projcto de lei muito importante. Quer este que as viaturas, os electrodomésticos e os dispositivos electrónicos, tenham uma garantia de dez anos. Ou seja que a " obsolescência programada", em que as técnicas de concepção dos equipamentos imperam, seja proscrita. Num tempo do "usa pouco tempo e deita fora", isto parece utópico, mas que merece todos os encómios, lá isso merece, sem tergiversações!

Fernando Cardoso Rodrigues

Estranho critério...


Sempre conheci no país este vício: Se determinado ramo de negócio “está a dar”, assiste-se a uma corrida para isso, sem qualquer estudo de sustentabilidade; e o resultado deste procedimento não se faz esperar, com investimento perdido e uma desilusão que perdura por muito tempo, às vezes para sempre.

Se num determinado local alguém com “faro” descobre que ali faz falta determinado comércio e decide  meter ombros à coisa, quando começa a funcionar e a clientela aparece, dá nas vistas que a ideia foi feliz; mas é raro que não apareceça um idiota que, verificando que aquilo dá dinheiro, abre lá perto com o mesmo ramo ou muito semelhante, às vezes bem próximo, e a clientela que sustentava a primera loja passa a ser dividida por duas, mas não sendo suficiente para aguentar o negócio.

Lê-se no JN que o “alojamento local” atingiu o limite, o que não é nada de espantar, pelas razões acima apresentadas; todavia, há aqui um lado bom desta repentina tendência, como terem-se recuperado muitas casas em ruína, que davam mau aspecto a vilas e cidades, embora o lado perverso tenha sido correr com as pessoas carentes que as habitaram toda a vida, obrigadas a deixar o seu ambiente de sempre, para outro onde não têm pontos de referência...




Amândio G. Martins

terça-feira, 5 de novembro de 2019

SALVE 5 DE NOVEMBRO - O DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL


Portugal passou a comemorar a língua pátria em 10 de junho de 1981, em homenagem ao 4º centenário do falecimento de Luís Vaz de Camões, o imortal compositor do grande poema épico “Os Lusíadas”; já a comunidade dos países de língua portuguesa (Cabo Verde – 2009) fixou a  data comemorativa em 5 de maio, enquanto o Brasil, somente em 12/06/2016, através da Lei nº 11.310, veio consagrar 5 de novembro como o dia de reverência à língua portuguesa, lembrando o nascimento de seu maior cultor, o eminente jurista Rui Barbosa.
Embora sempre favorável a uma reforma simplificadora, em plena harmonia com setores intelectuais de Portugal, o grande Rui combateu veementemente as correntes que defendiam a transformação do idioma num dialeto brasileiro, com máxima liberdade, o que ele chamava de “surrão amplo, em que coubessem todas as escórias da preguiça e do mau gosto, desde que criadas para o agrado dos que ignoram a sua língua”.
No afã de justificar suas observações para o aprimoramento da redação do Código Civil de 1916, contestadas pelo ilustre professor Ernesto Carneiro Ribeiro, escreveu a famosa “REPLICA”, que se tornou um repositório de grande erudição linguística: era o lúcido discípulo, em debate com o respeitável mestre visando ao objetivo de atingir um nível de aperfeiçoamento do estatuto substantivo civil brasileiro.
O atual Código Civil, de 2002, adotou em grande parte, a redação do anterior, mas, em alguns setores, não ficou bem redigido (art. 1829) e criou uma alteração de mau gosto e até antieufônico ao admitir o usucapião como palavra feminina (a usucapião). Com todo o respeito a quem entenda diferente e até mesmo ao que está escrito na legislação civil portuguesa, não vejo razão plausível para aceitar o argumento de que a palavra deva ser feminina só porque em Latim teria sido, muito discutivelmente, deste gênero, ademais é de se levar em conta que, na transmudação etimológica, a manutenção do gênero do vocábulo não é obrigatória. O ilustre gramático Silveira Bueno a considera masculina, já os dicionários de Aurélio Buarque e de Antônio Houaiss a registram como de duplo gênero.
Importante salientar que, na formação latina do vocábulo, a base foi o substantivo “usu” no caso ablativo, acompanhado da forma verbal “capio”, daí o nome usucapio (“conquista pelo uso”), cujo acusativo usocapionem resultou em usucapião na língua portuguesa. Tudo indica que o feminino (a usucapião) se refira à ação processual, e não à palavra propriamente dita designadora do instituto jurídico. Não se pode, pois, confundir a ação de usucapião com direito de usucapião. Adotou-se o masculino na tese por mim defendida e aprovada sobre o usucapião, no 1º congresso do Ministério Público do Estado de Goiás realizado em setembro de 1976.

            No seu famoso discurso como paraninfo em colação de grau de bacharéis em Direito (ORAÇÃO AOS MOÇOS), Rui esbanja o seu talento oratório, numa apoteótica demonstração de cultura jurídica e linguística, em que não faltou a simplicidade do uso de certas comparações exemplificadoras e até irônicas, ao dizer, numa crítica ao funcionamento da justiça, que “os processos andam nos tribunais como o bicho preguiça no mato e penam nas mãos dos juízes como almas no purgatório”.
            Ele poderia ter dito também que precisa haver clareza nos arrazoados advocatícios, postulações do Ministério Público, despachos e decisões judiciárias, até mesmo, se preciso for, com uso de expressões repetitivas nem sempre maculadoras do estilo, para evitar dúvidas, já que, segundo Antoine de Saint- Exupéry, autor do livro “O Pequeno Príncipe”, “a linguagem é a fonte dos mal-entendidos”.
            Lembro-me de um processo criminal que tratava de um caso de sedução – um delito do passado que, mesmo nos antigos tempos, não se ajustava bem à realidade social. Ao prestar depoimento, uma jovem menor de 18 anos, disse que acreditando nas promessas de casamento, se entregou ao namorado, em relações sexuais, porque gostava dele e tinha muita confiança nele. Ao transcrever suas palavras, no termo das declarações, colocou o escrivão que, “em virtude de promessas de casamento do acusado, com ele a depoente manteve relação sexual, porque gostava e confia muito nele”.
            Intervindo como agente do Ministério Público, solicitei fosse alterado o registro para evitar ambiguidade a comprometer o sentido real do que foi dito e a bem da correção linguística, porque os verbos gostar e confiar tem regimes diferentes quanto à preposição diante de seus objetos. Então ficou assim escrito: “Manteve relações com o acusado, porque gostava dele e nele confiava muito.” Na redação anterior, poder-se-ia entender que o gostar seria da relação sexual; aliás, um bom gosto, desde que de acordo com as leis naturais, sem abusos extravagantes, e assim se torna um estimulo atenuante dos percalços conjugais: “uma isca de prazer para que haja cumprimento de dever”, na opinião do sábio filósofo cristão Huberto Rohden, de quem tive a honra de ser aluno.
            Conforme escrevi em artigos anteriores, muita modificação simplificadora precisa acontecer para facilitar o aprendizado de nossa língua tão cheia de complexidade, cujo número de falantes se estima em mais de 260 milhões. Seria bom acabar com o “ç” cedilhado; “s” com som de “z”, “ch” com som de “x” e outras coisas mais.
            Aprendi analise sintática com o saudoso professor Hermenegildo Marques Veloso, português de Figueira da Foz que, jovem ainda, veio para o Brasil. Mais tarde após minha experiência de magistério no tradicional Lyceu de Goiânia tornei-me autor de um modesto livro sobre o assunto sempre considerando que analise sintática é meio e não fim para o bom entendimento dos textos.
            Seu objetivo deve limitar-se ao mais essencial, visando, principalmente, às noções de concordância verbal e de pontuação, através de reconhecimento de sujeito da oração e das funções complementares, como sempre também me ensinaram os professores Baltazar dos Reis, Carlos de Campos e Gilberto Mendonça Teles, sendo este um grande poeta e exímio filólogo premiado com bolsa de estudo em Portugal, onde permaneceu por mais de um ano, e é, sem dúvida, a maior expressão das letras do Estado de Goiás, com várias obras publicadas, entre as quais  “A Poesia em Goiás”, “Camões e a Poesia Brasileira “ e Carlos Drumond de Andrade—Estilística de Repetição”.
            Já vi questiúncula discutível e polêmica de análise sintática prejudicar candidatos ao ingresso nos cursos superiores, nos chamados exames vestibulares, tal como aconteceu, em fevereiro de 1958, na Faculdade de Direito sediada na rua 20 de Goiânia, mais tarde integrada na Universidade Federal de Goiás.
            Como era grande o número de concorrentes, cerca de 200 para apenas 80 vagas, foi temerariamente rigorosa a banca examinadora composta pelos professores Romeu Pires de Campos Barros e Zechi Abrão, ao escolher um longo texto do escritor Raul Pompeia, cuja análise, sobretudo quanto à oração principal do período, foi bastante valorizada na atribuição de pontos.
Eis o texto:
            “Obedecendo à dolorosa imposição das circunstâncias que forçavam a um enérgico procedimento para com os príncipes do ex-Império, o governo teve necessidade de isolar o paço da cidade, vedando qualquer comunicação do interior com a vida da capital”.
             A oração principal do extenso período poderia ser: “O governo teve necessidade de isolar o paço da cidade”. Em face da existência de uma locução verbal, o núcleo do predicado poderia ser “teve necessidade de isolar”, e “paço da cidade” constituiria o objeto direto, tendo “paço” como núcleo e “da cidade”, como adjunto adnominal. Mas também, a principal poderia ser apenas “o governo teve necessidade” e, neste caso, “teve” funcionaria como predicado verbal, e “necessidade” como objeto direto. A oração seguinte “de isolar o paço da cidade” ficaria analisada como uma subordinada substantiva completivo - nominal reduzida de infinito, ou seja, uma oração integrante complementar da palavra “necessidade”, equivalendo a “que fosse isolado o paço da cidade “ou a um simples substantivo, o isolamento.
            O desdobramento do infinitivo “isolar” em outra oração seria muito mais lógico, até porque a análise sintática é também chamada de análise lógica, e com este entendimento, a palavra “necessidade”, ao invés de ficar sem análise integrando a expressão verbal, seria analisada como o legitimo objeto direto do verbo.
            Infelizmente, não foi aceita como válida está correta opção e um grande número de examinandos foi prejudicado, inclusive eu, que, na época, ainda não era um professor de língua portuguesa; mas, modéstia à parte, meu conhecimento sobre análise sintática não era inferior à dos examinadores; teria sido capaz de enfrentá-los num debate, mas revisão não era permitida e a perda de pontos acabou prejudicando minha aprovação. Fiquei muito traumatizado. Outro exame vestibular só aconteceu no ano seguinte (1959) quando obtive o segundo lugar na classificação dos aprovados para o curso jurídico.
            Eis aqui minha sincera homenagem à Língua Portuguesa, em mais uma de suas datas comemorativas. Que seja sempre estudada, querida por todos nós, seu conhecimento exigido em qualquer concurso, mas com avaliação dentro dos limites do bom-senso, sem rigores exagerados, porque ela é muito difícil e ninguém a domina plenamente.
Seja ela sempre um elo de união entre nossa gente e a lusitana no encontro de almas nacionais na literatura, tal como demonstrou o inesquecível cantor português Roberto Leal (nome artístico de Antônio Joaquim Fernandes), que, recentemente partiu para o mundo espiritual, nos deixando a indelével marca da saudade—palavra exclusiva de nossa língua —em seus maravilhosos cânticos no fado, no vira, na chula e no samba, onde aparecem os belos versinhos de um refrão do fado “Brasil e Portugal”, de sua autoria juntamente com Silvio Brito.
O que amor uniu
não tem final;
Sou o Brasil,
              és Portugal.

Uma que anda a pedir um "cristel"...


O “camafeu” começou por fazer queixa do companheiro, tendo no julgamento ficado provado, com testemunhos de uma assistente social e da polícia, que foi insultada, ameaçada e agredida, do que resultou o indivíduo ser condenado a mais de cinco anos de prisão; mas como parece não saber o que anda a fazer no mundo, mesmo insultada e agredida decidiu perdoar-lhe e casar com ele, exigindo agora que lhe sejam autorizadas “visitas íntimas”, coisa que, no seu caso, não está prevista nos regulamentos.

Esta aventureira, dizendo agora que prestou falsas declarações, quis que o Supremo revisse a sentença, brincadeira que lhe não foi concedida e, por ter dito que mentiu por vingança, poderá responder num processo por falsidade de testemunho; e  segundo o advogado do marido preso, até era bom que fosse condenada, que assim o ilibaria a ele da condenação e invertiam-se os papéis, o que significa que, para esta gente, a Justiça é qualquer coisa que deve funcionar ao sabor das conveniências que cada um apresente a cada momento...


Amândio G. Martins

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

E o burro sou eu?

Snowden/Assange/Rui Pinto, a mesma luta. Presos ou exilados. São os criminosos.

O pobre explorado vota à direita.

A mulher (vítima) exige encontros íntimos com o marido agressor.

"Náguento mais". A minha cabeça deu um nó.

José Valdigem

“No me sale rentable trabajar”...


Dizia uma pessoa ligada ao turismo e à marca “España” que há três coisas que invariavelmente vêm à memória dos estrangeiros quando o tema é Espanha: Touros,  futebol e Barcelona, e nesta os carteiristas; é uma tal praga e os vigaristas exibem tal descaramento que, questionados pelos jornalistas que reportam a sua actividade delituosa, não mostram qualquer acanhamento em afirmar que viajam para ali com aquele propósito porque é um “trabalho” muito lucrativo.

As vítimas preferidas são africanos ricos e japoneses, sendo que cerca de metade destes que visitam Barcelona são “aliviados” dos bens que transportam, tendo depois que recorrer ao seu consulado para poder regressar ao país; questionado o cônsul, este justifica a elevada percentagem, comparada com outras nacionalidades, com o facto de os seus compatriotas andarem à vontade porque no Japão não têm um problema assim.

O que a mim me surpreende é que, sendo sempre os mesmos bandos, maioritariamente mulheres, que se alternam nos vários pontos de grande movimento, aqui como lá, que o policiamento à civil surpreende em flagrante porque os traz a todos debaixo de olho, não haja leis adequadas para tratar esta malandragem; assim, lá como aqui, passam umas horas na polícia e são de novo largados à vontade, porque não cumprem nenhuma das condições que lhes são impostas e nada lhes acontece, respondendo com a frase que vai em título, quando lhes sugerem que procurem um trabalho digno, e exibindo ostensivamente o dedo do meio quando desconfiam que estão a ser vigiados...


Amândio G. Martins

domingo, 3 de novembro de 2019


PÚBLICO    Domingo, 3 de Novembro de 2019             (AKM)



Infra-estruturas



Cada vez que se fala em construir um aeroporto, uma barragem, ou uma auto-estrada, temos “um coro” de pessoas e de grupos a tentar obstaculizar a construção do que esteja em vias de ser edificado.

Agora é a “saga” do aeroporto do Montijo, já foi a da barragem do Tua.

O Montijo serve, não serve, mata aves, estraga o local, dá muito jeito, é o melhor preço/ localização/qualidade, não é, devia ser mais ao lado, mais abaixo, mais à direita, mais à esquerda.

Esquecemo-nos de que não temos uns caminhos-de-ferro como deveríamos ter, destruímos o pouco que já tínhamos e nunca nestas últimas décadas quisemos optar a sério pelos comboios, e foi um grande erro.

Tal como não há uma aposta empenhada nos transportes urbanos públicos!



Augusto Küttner de Magalhães,

Porto

O diabo que entenda este laxismo...


Parte da indescritível bagunça que muitas escolas hoje enfrentam deve-se ao uso indescriminado dos telefones móveis nas salas de aula, fonte de todo o tipo de abusos por parte dos meninos; que gente responsável esteja contra a proibição do seu uso no horário das aulas é algo que, por maior boa vontade que possa ter, não consigo entender.

Estando mais que demonstrado que aqueles aparelhos são fonte de perturbação, pelos abusos e indisciplina que propiciam, é difícil entender que, segundo se lê no JN, partidos, pais e directores estejam contra a proibição; de facto, tal atitude é tanto mais estranha quanto já há exemplo de que a sua interdição está a dar bons resultados.

É dito no trabalho apresentado pelo JN que, em Lourosa, onde desde há quatro anos os aparelhos são depositados à entrada e só entregues no fim das aulas, os alunos voltaram a brincar e estão mais soltos: “Sabemos que nas horas que estão na escola não estão ligados às redes sociais e estamos mais tranquilos” – diz uma encarregada de educação. “Não há fotos dos alunos nas salas de aula nem chatices com os professores; foi muito bom a proibição” – diz uma aluna...


Amândio G. Martins



Vi um homem de saias

Vi um homem de saias
Vestir saias, eu não o faria. Como não faço muitíssimas coisas que outros, corriqueiramente, fazem, no exercício das suas liberdades individuais. Contra o que, aliás, nada tenho, uma vez que essas liberdades são deles e não vêm bulir com as minhas. Mas não deixei de achar um pouco estranho quando vi, na TV, um homem de saias. Ainda um pouco perplexo, lembrando-me do escândalo que, há meia dúzia de décadas, era as mulheres entrarem nas Igrejas vestidas de calças, e já com os óculos devidamente assestados para não haver lapsos ópticos, caí em mim: pois não era o Papa que eu estava a ver no Telejornal?

sábado, 2 de novembro de 2019


Uma boa ideia comprometida...


Perante um programa que incentiva a gente a usar transportes públicos, deixando em casa os privados que poluem e entopem tudo, os seus promotores estariam de parabéns se tivessem previsto e tomado medidas para que os meios ao dispor das populações pudessem responder à procura, o que agora se verifica não ter acontecido.

Como diz no JN Paula Ferreira, recorrer ao metro ou autocarros começa a ser um suplício, justamente porque ao desmedido aumento de passageiros não corresponderam os  equipamentos, que se mantiveram os mesmos; e se não forem supridas estas faltas em tempo útil, em quantidade e qualidade, questiona a jornalista acima referida quanto tempo irão as pessoas aguentar viagens demoradas e apertadas como sardinha em lata...


Amândio G. Martins

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Linguística



- A nossa riqueza verbal, ficou bem demonstrada após a flash-interview no final do jogo que opôs o C.S.Marítimo clube do Funchal na ilha da Madeira, onde se pode ouvir um português próprio do território, e o FCPorto,, cidade do norte onde também se ouve um linguajar típico de tripeiro, saído sabe-se lá, de que Acordo Ortográfico. Embora o resultado na partida fosse dividido, com uma dose de sorte para os portistas, o técnico dos azuis e brancos no final e diante de muitos microfones e câmaras indiscretas, a uma questão colocada por repórter desprevenido, respondeu com verdadeira falta dura, em flagrante fora-de-jogo, a merecer cartão vermelho e expulsão da sala de conferência. O léxico português, é fértil em permitir-nos dizer a mesma coisa que se quer, com palavras bem mais suaves e mais aromáticas. O mister, em vez de aplicar o palavrão empregue, podia ter dito algo como:- "estou-me mas tintas, estou-me a marimbar para isso, estou-me a borrifar...", etc, sem mostrar o lado baixo que o consome desde os bancos da escola, e a sua limitada capacidade para aprender e virar erudito ou simples académico especializado na arte de bem-saber-falar-português, para uma nação feita de gente adulta e de gente pequena e em idade infantil e sensível a tais figuras, que representam símbolos seguidos, embora por vezes pouco exemplares. Sérgio Conceição, não é um erudito em coisa alguma, mas tem obrigação de saber o relvado que pisa e o clube que lhe paga, para ele ter uma prestação mais saborosa e menos pastosa. Aposto que o FCP, clube tão polémico quanto importante, ficar-lhe-ia agradecido, mesmo tendo saído por baixo do Estádio dos Barreiros - sem mais sinónimos!*

-*(in DNmrª-03:11)

Vitima da promiscuidade.


Acerca do nascimento de um bebé com más formações, não ouvimos os arautos do costume desancar a ministra da saúde.
A explicação é simples: a mãe do bebé estava a ser seguida numa clínica privada que ficava do outro lado da rua do hospital publico onde trabalhava o tal Dr. cinco minutos.
Cinco minutos para o paciente do hospital, cinco para atravessar a rua, mais cinco para atender a paciente na clínica voltar ao hospital e receber o ordenado certo ao fim do mês?
E o bastonário em vez de andar armado em sindicalista, devia era cuidar destes assuntos. 
Isto é; meter os médicos na «ordem» e fazê-los cumprir o juramento de Hipócrates.

Quintino Silva


Jornalismo que promova a humanidade...


É sabido que grande parte dos donos das empresas de media espalhadas pelo mundo não investiu naquilo com preocupações sociais ou de luta pela verdade, mas como em qualquer outro negócio; de facto, ainda que, mentindo descaradamente, o possam negar, deve ser uma raridade os que não tentam pressionar jornalistas para o oposto do que é sua função, de que é exemplo escandaloso a Fox News, nos Estados Unidos.

Por isso, reputo notável o artigo que Marc Benioff escreveu no mais recente número da Time, da qual é actual proprietário – revista de grande informação e circulação mundial – no seu número com data de capa Nov. 4. 2019,  texto de que transcrevo alguns apontamentos.

“The very technologies and social-media platforms that were supposed to bring us together have been used to sow division and undermine our democracy. Power comes from “we the people”, yet public trust in institutions continues to decline. The free press that ensures transparency and accountability is under attack, here in the U.S. and around the world.

“More than ever, the truth matter. Facts matter. Values matter. We have a responsibility not simply to make a profit but to make the world a better place. (…)  This  include a free and vibrant press which help us understand our world and the stories of our fellow human beings”.

“A free press played a vital role during the public debate. When misinformation and false narratives began to surface, the press sought out the truth. (…)  That´s why my wife Lynne and I decided to become the owners of Time one year ago”.


Amândio G. Martins