quinta-feira, 24 de maio de 2018


O mundo em maus lençóis...


Após declarar que os EE UU rompiam o acordo nuclear com o Irão, Trump muda abruptamente de tema. Mike Pompeo, Secretário de Estado, partiu para a Coreia do Norte para, segundo disse, preparar o encontro do seu presidente com o ditador Kim Jong Un.

O jornalista Brian Bennett, em artigo na Time, refere ter ouvido o ex-ministro da Defesa israelista, Ehud Barak, a quem perguntou se achava que Trump tinha feito a coisa certa, ao que Barak respondeu que o acordo com o Irão não era um bom acordo, mas uma vez assinado, não devia ser quebrado porque, sem regras, o mundo entra num período de incerteza.

Especialistas no controle de armas nucleares afirmam que Trump criou um problema onde não havia problema; um analista político iraniano, conservador, diz que o rompimento dá ao Irão legitimidade para reassumir o seu programa nuclear...


Amândio G. Martins

A Europa no "Labirinto da Saudade"

Sou europeu convicto. E cada vez o sou mais, pese embora muito do que vai acontecendo nas estruturas institucionais da União Europeia (UE). Ou talvez por isso.mesmo. E sou-o porque a minha mundividência será sempre debruçada sobre espaços alargados, onde existem seres humanos que são "todos iguais" na sua essencialidade. Mal por mal, prefiro ver o mundo duma maneira não atomizada, tribalizada. Antes espalhar o olhar sobre muitos, que confiná-lo ao "lagar do meu quintal". Porque, necessariamente, tornar-me-ei mesquinho nesse confinamento.
Vem isto a propósito do que ouvi, ontem, no filme-documentário "Labirinto da Saudade", baseado em Eduardo Lourenço e naquela obra que escreveu. Disse ele, a páginas tantas: "se não formos europeus seremos colónias das nossas antigas colónias". E, mais à frente, o que retive foi a pergunta de um entrevistador a EL: "fazem sentido "nacionalismos e quejandos" num cosmos onde somos uma partícula ínfima?". Sei bem que a família, sendo um pequeno espaço, é fundamental, mas "extrapolá-la" para  a sociedade sem leitura mais abrangente desta, é cada vez mais um risco em que as múltiplas "verdades" são tidas como paradigmas convictos.
Termino como comecei. Mesmo que a UE, através da sua Comissão diga a Portugal que tem que gastar  menos em Saúde, e sabendo nós que o SNS está a definhar, a luta deve ser em alterar a visão daquela ( e a nossa, claro...). Bem como, nessa luta, impedir que os populistas ( e fascistas) da Áustria, Hungria, Polónia, obtenham as "benesses" económicas que querem, enquanto corroem a Europa por dentro com ideário e doutrina que se aproximam da Alemanha nazi. Por tudo isto... sou europeu convicto.

Fernando Cardoso Rodrigues

O Labirinto da Saudade

(imagem do Google)
Em boa hora, a RTP1, passou nas suas pantalhas televisivas o filme-documentário ‘O Labirinto da Saudade’ (e seus traumas), do realizador Miguel Gonçalves Mendes, baseado na obra homónima do filósofo, ensaísta e pensador Eduardo Lourenço.
Sendo que o principal actor-narrador é o próprio Eduardo Lourenço que, em 23/5, fez 95 anos prenhes de erudito saber, ele assim desabafou, após ter visto a obra cinematográfica: - ‘nunca imaginei na minha vida ser actor de mim próprio’.
Parabéns, pois, ao actor e ao realizador.
Se o grande e saudoso Prof. Agostinho da Silva tivesse tido em vida algo semelhante, os seus gatos seriam, certamente, os seus mais directos e fiéis coautores.
Resumindo: somos, no essencial, um corpo com raízes mergulhados num tempo milenar.

José Amaral


A 24 DE MAIO DE 1543, MORRE NICOLAU COPÉRNICO

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A 24 de Maio de 1543, morre, em Frauenburgo, Prússia Real, Nicolau Copérnico, foi um astrónomo e matemático polonês. Contrariando a teoria geocêntrica, que considerava a Terra como o centro do Sistema Solar, introduz a teoria heliocêntrica que considera o Sol como o centro.
Foi também cónego da Igreja Católica, governador e administrador, jurista e médico.
Nasceu a 19 de Novembro de 1473, em Torun Polónia.


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Morreu Philip Roth

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(imagem do Google)

Morreu Philip Milton Roth aos 85 anos de idade, sendo considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do séc. XX.
Se Philip Roth pode ser apodado como o defensor da verdade nas suas obras, verdade seja dita que sempre existiu e existe quem defenda a ‘sua’ verdade como ele a defendeu, pese embora o monólogo íntimo que consigo sempre manteve.

José Amaral

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com o rabelo e a festa;
Hoje, desse Portugal,
pouco disso já resta.

JA

Primeiro desenho animado falado de Mickey Mouse


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A 23 de Maio de 1929 é lançado o primeiro desenho animado falado de Mickey Mouse, The Karnival Kid.


Coelho e a Justiça

                                                                   Coelho a patas com a Justiça!


- O frontal deputado e assumido entusiasta político madeirense, José Manuel Coelho, homem leal e corajoso parlamentar, foi condenado a ano e meio de prisão em sua casa, para que não teime no tempo e no espaço, em afrontar o poder estabelecido na sua ilha, por divulgar, entre outras acusações, fotografias ilícitas, de uma juíza, Joana Dias. A Liberdade, ainda não está a passar pela Madeira, mas há homens que nascem ali que desafiam aqueles que querem impor as suas leis e eliminar as suas publicações, mais satíricas ou mais expressivas. A pergunta que se faz, lido parte do que se sentenciou, é, se as fotografias da Joana são verdadeiras ou são forjadas? Se só são graves por dizerem respeito a uma magistrada, que não gosta de ser retratada e disseminada aonde foi? Se fossem tais fotos de Cris Ronaldo a entrar e a rasgar o véu, já bem roto, da Meghan Markl, e a fazer-lhe um golo, do género, quebra-costas ou de bicicleta, o crime seria maior e mais grave, ou seria apenas um fait-divers da imprensa cor de rosa, e a sua importância era zero, e não constituiria difamação com direito a prisão, ou pena, de dez voltas ao relvado no domicílio dela? O tribunal que se pronuncie, pois há razões cómicas, que só a perseguição ridícula conhece!

Ganhar é preciso


Tocado pela avidez de dinheiro e de poder dos tempos correntes, o desporto competitivo, maxime futebol, transformou o jogo leal, límpido e aberto num caldo pútrido em que a lúdica medição de forças passou para segundo plano, suplantada que foi pela conquista das benesses e prebendas associadas. 

Com sentidos díspares, desde Pompeu a Caetano Veloso, e passando por Fernando Pessoa, proclamou-se que “viver não é preciso”. O importante é vencer o “inimigo” e arrebanhar o respectivo prémio. O adversário, agora inimigo, não é o complemento do jogo, é apenas o “insecto” a esmagar, a sua existência só serve para satisfazer o nosso ego triunfante. Estes “ganhadores”, incapazes de compreender que sem adversários não há vitória, tão pequeninos na sua “grandeza”, não se dão conta de que, como escreveu Vítor Hugo, n’Os Miseráveis, “não há nada tão estúpido como vencer; a verdadeira glória consiste em convencer”. Coitados, não convencem ninguém.

Júlio Pomar, o Mestre Pintor luminoso

A Cultura ficou empobrecida pelo desaparecimento físico do Mestre pintor, Júlio Pomar. Também foi desenhista, escultor, ceramista, letrista para canção, escritor e poeta. Dizia que era tão atraente a escrita como a pintura. Um multifacetado à frente no seu tempo. Nasceu em Lisboa, em 1926. Iniciou estudos de arte, na Escola de Artes Decorativas António Arroio.
Fez da arte uma forma de luta antifascista e democrática. Amante da liberdade e interventor social, acabaria preso pelos carrascos da PIDE.
   Vendeu o seu primeiro quadro a Almada Negreiros, há décadas, por 3 cêntimos (6 escudos). Tem muita obra, destacando-se o notável ‘’O almoço do trolha’’, que o aproxima do
neo-realismo. Os seus quadros estão espalhados por vários museus, no mundo.
   Dizia que o milagre da vida era querer disfrutá-la e saber ser feliz! A vida de Pomar foi cheia de sorrisos. O neurocirurgião, João Lobo Antunes, disse: ‘’Em cada quadro do Júlio há uma gargalhada!’’ O olhar do artista ao pintar Mário Soares, inicia umnovo e original caminho
para a representação pictórica dos Presidentes da República.
   Um dia, no final da Calçada do Combro (Lisboa), onde se situa o seu Atelier-Museu Júlio Pomar (a visitar), encontrei-o e saudei-o: ‘’Viva!, estou-lhe muito grato, Mestre Júlio Pomar, pela sua talentosa e luminosa pintura’’. «Quem é você?». ‘’Sou um aprendiz de pintor e frequentei a Escola António Arroio’’. «Então pinte, que é sempre um regresso ao futuro!». Simples, cortês e de sorriso sociável.
   Portugal tem de preservar a sua memória e proporcionar-lhe uma homenagem em conformidade com a grandeza da sua alma.
   Não morreste/porque luminosa obra deixaste./Ao Mestre Pintor/Júlio Pomar, com amor/ Glória Eterna!

          Vítor Colaço Santos

Tabacanásia

- Está provado ou se julga saber, que o carvão dos cigarros faz a vida negra aos consumidores. Activos e passivos que engolem bolas de fumo sugadas e atiradas ao ar pelos fumadores, têm efeitos nefastos na saúde, e mandam-nos mais cedo, diz a ciência médica, para tratamento aflito ou despacham-nos para a cova, com algum floreado a revestir os caixões. Atrás seguem os chegados e amigos, em número de acordo com a importância da vítima. Mas em Vale de Salgueiro, que os estranhos àqueles "cigarreiros" querem chamar-lhe Vale do Cegueiro, a população não vê com maus olhos, que a tradição de dar umas passas num cigarro, seja tradição assim tão maléfica quanto querem fazer crer, a velhos e a novos, até de tenra idade. Avós e pais da criançada, não quer acabar com os festejos do Dia de Reis, e animam a que se faça fumo e se acenda "o seu cigarro no do outro", sem que isso traduza, ser escola de vício e menos uma espécie de Casal Ventoso. Justificam com argumentos lógicos, exemplificando com outras manifestações da vontade popular, mais prejudiciais. A Festa obedece a ritual. Tem povo, baile, gaiteiros, alegria e orgulho. Não querem sequer ouvir falar de acabar com tal Dia, aonde as crianças fumam cigarros autorizados pelos pais e pelo passado, que chegou sem se saber aonde nasceu, e se fez tradição, polémica hoje. Os velhos, que já foram novos e passaram por tal ritual, estão aí limpos, cheios de saúde e sem hábito de fumar. São testemunhas vivas, que ficaram vacinados contra o vício temido pela ciência, que agora diz uma coisa e depois dirá outra, como já aconteceu em tempos com os benefícios e malefícios do azeite e do vinho. A verdade é uma coisa que às vezes demora a chegar, mas aparece. Ali, naquele povoado, o hábito não faz o monge. Os que não foram apanhados pelo ritual do cigarro e pela mancha no pulmão, provam que qualquer pessoa só pratica e dá continuidade a este ou àquele "crime" se não tiver vontade para o contrariar. Há velhos que fumam desde crianças e andam aí, e outros que se conheciam, já finaram, sem que alguma vez metessem um cigarro à boca, nem outra palha a arder. Polémica esta dedução, não é? É só fumaça, entre amigos e compinchas, num dia do resto das suas vidas, ao som da "Murinheira"!*

-*(o autor deste gatafunho, é fumador passivo)

Morte assistida: o PCP vota contra!

Soube há momentos, através de um "flash" que o DN (Diário de Notícias) me envia: o PCP (Partido Comunista Português) vai votar contra a despenalização da morte assistida (eutanásia e suicídio assitido). Em bloco como é sua imagem de marca. O assunto é polémico e o PSD, ao contrário e muito bem, dá liberdade de voto aos seus deputados. Não deixa de ser "enternecedor", segundo a notícia, usar os cuidados paliativos como alternativa e não como necessários mas sem invalidarem a lei. Tal e qual como aqueles que sempre acusa, sem distinção, em todas as circunstâncias.

Fernando Cardoso Rodrigues

Philip Roth

Morreu Philip Roth. O único "Nobel" que nunca foi "nobelizado". Esta semana foi uma "vindima"! Arnaut, Pomar e, agora, Roth. Guardo dele grandes momentos de solidão intelectual, a sós com os seus livros. Detestei o "Complexo de Portnoy", gostei de todos os outros e, destes, relevo o tocante "Animal Moribundo". Até o filme dele extraído, com outro nome, protagonizado por Anthony Hopkins e Penelope Cruz, retratava bem o que Philip Roth escreveu. Boa viagem!

Fernando Cardoso Rodrigues

Inadmissível traição


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Foi com desmesurada estupefacção que tomei conhecimento - através da revista Febase, da Federação do Sector Financeiro, no seu nº 83, de Maio 2018 – da traição da Comissão de Trabalhadores do Millennium BCP que, conluiada com a administração, defende que aquela instituição bancária só deva proporcionar aumentos salariais aos bancários no activo, numa atitude altamente lesiva para com todos os reformados, que não vêem qualquer aumento há décadas, e que tal divisão salarial nunca acontecera.
Entretanto, tais traidores, deverão, com toda a certeza, estarem de acordo que a administração do referido banco faça aprovar em assembleia geral uma proposta para o pagamento extraordinário de 4.920,236 euros para o fundo de pensões exclusivo dos membros da Comissão Executiva do banco, para além da subida em 81,7% do valor das remunerações da Comissão Executiva face a 2016, tendo-se em conta que o total bruto das remunerações com a Administração atingiu 3,779 milhões de euros em 2017.
Assim se vê por que razão a Banca se afunda, para que depois o Estado – que somos todos nós, os contribuintes – a aprovisione, para depois dar chorudos vencimentos às administrações e outros amigalhaços, enquanto os trabalhadores são espoliados dos seus mais elementares direitos contratuais e sendo vítimas de todo o tipo de assédio.

José Amaral

Mais um que parte

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Júlio Pomar, pintor e autor de multifacetada obra plástica, foi-se de vez nas asas do vento, ficando no pensamento de todos nós, e nas diversas obras-primas que nos legou.
Desde os frescos estampados no Cinema Batalha, no tempo em que a Pide andava no seu encalço, até à Estação Alto dos Moinhos em que ‘convive’ com Fernando Pessoa, Bocage e Luís de Camões, ainda temos ‘o cão que comia chuva’, por si soberbamente ilustrado por gotículas da sua genialidade.
Júlio Pomar: - até um dia destes.

José Amaral