domingo, 18 de fevereiro de 2018

A 18 de Fevereiro de 1965, Salazar profere o discurso "Erros e fracassos da era política"



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A 18 de Fevereiro de 1965, Salazar profere o discurso “Erros e Fracassos da era política” na tomada de posse da nova Comissão Executiva da União Nacional.

Este discurso sintetiza a ideologia que presidiu aos destinos de Portugal durante quatro décadas. O Portal da História transcreve-o, acompanhado de um preâmbulo com um esclarecedor enquadramento histórico de autoria de Manuel Amaral.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Futebol


O futebol é um jogo extraordinário. Baseado em regras simples, dá forma a um conceito que toda a gente entende. Onze jogadores defrontam outros tantos com dois intuitos: meter um pedaço de couro (?) esférico e insuflado dentro de uma gaiola e evitar que os adversários façam o mesmo na gaiola contrária. Depois, há as faltas às determinações da lei e as respectivas punições, com graduação “geográfica”: umas vezes, são um pontapé livre com oposição ostensiva, outras vezes, se a falta foi cometida em determinada zona do terreno, será um pontapé livre também, mas sem qualquer oposição, excepto a do guarda-redes.

Com o tempo, as regras foram-se adaptando segundo os critérios dos peritos (consta que alguns deles nunca jogaram o jogo), mas, como num fenómeno de “pescadinha de rabo na boca”, a crescente melhoria no desempenho dos jogadores motivou maior interesse dos espectadores e apoiantes, e este interesse acrescido levou a que os grupos de jogadores, entretanto organizados em clubes, se fossem aprimorando na execução, ao ponto de se profissionalizarem e contratarem “pensadores da bola” para arquitectarem esquemas inteligentes capazes de, num período de hora e meia, conseguirem a meter a bola na gaiola adversária mais vezes do que os opositores na sua.

Comecei por dizer que o futebol é um jogo extraordinário. Repito, ciente da satisfação que me é dada quando vejo duas equipas lado a lado, ou frente a frente, lealmente e de acordo com as regras, a disputarem os encontros que, antes do mais, deviam ser uma festa. Porquê? Porque os objectivos são os mesmos, ambas estão ali para darem o seu melhor, num denodo e sacrifício às vezes medonhos, não contando com a sorte ou com o azar, que, invariavelmente como na vida, sempre aparecem. Também deveria ser uma festa porque encontrar um rival na luta é o que se deveria pretender antes de tudo. Lutar contra agentes inofensivos não dá glória. Há quem confunda os agentes da ordem, os árbitros, com elementos determinantes para os resultados finais. É certo que, às vezes, são mesmo, mas, isto é como nos tribunais: não se pode discutir com base em critérios racionais.

O nível de sofisticação que o futebol alcançou é verdadeiramente notável. Nunca se viu o primor técnico que tantos jogadores exibem hoje em dia – não só os Ronaldos e os Messis -, nunca se percebeu, como hoje, que a disposição táctica das equipas no campo tem tanta importância, nem se sonhou alguma vez que as capacidades de liderança de alguns são tão importantes para introduzir a bola na baliza adversária.

O futebol galvaniza as atenções, pode-se dizer, do mundo inteiro. Só tenho pena de que muita e muita gente olhe o futebol como uma coisa que “já” não é um jogo. Bem sabemos que as partidarites, na política, na religião, nas ideias em geral, e, é claro, no futebol, envenenam as relações humanas. Destorcem o que de belo existe no confronto puro, desinteressado e leal de ideias, de preferências ou de interesses. Essas gentes são as que jogam “contra” outros, mas estão enganados, jogam “com” outros. Também costumam chamar “inimigos” aos outros que são, apenas, “adversários”.

Bruno de Carvalho obteve hoje uma grande vitória. Uma das primeiras coisas que fez, enquanto afagava os “louros”, foi “intimar” os comentadores afectos ao Sporting a abandonarem os programas em que intervêm. Outra foi convidar os sportinguistas a não consumirem jornais ou programas televisivos. Ele lá sabe. O exemplo não é bom, mas, se está a querer acabar com os hediondos e intermináveis programas que nos infernizam a vida, por mim, esteja à vontade.

Bruno de Carvalho não é o primeiro a fazer proclamações descabeladas. Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira já o fizeram. Palpita-me até que os três, bem como os seus sucessores, o farão muitas vezes mais.

Não é só na América que existem Trump’s. Uma coisa peço aos quatro: não venham escrever aqui n’ A VOZ DA GIRAFA.

O AMOR É A SOLUÇÃO

Nestes dias de repouso, tenho lido sobre homens de sabedoria como Jesus, Leonardo Da Vinci ou Platão. Tal tem-me ajudado a acalmar, a olhar para as coisas não com ódio ou raiva mas com a curiosidade e o espanto das mesas partilhadas e do amor à sabedoria. Vinha seguindo um caminho de narcisismo a mais, a ponto de me auto-considerar um deus. Devo ser mais humilde e maravilhar-me com as pequenas coisas das pessoas boas. Claro que muito neste mundo é cruel mas há pessoas que me dizem que nos devemos amar uns aos outros, como a Mariana. O amor está no nosso íntimo, como pregava Jesus. O amor está no bem pelo bem, como preconizavam Sócrates e Platão. O amor é a solução.

O Hospital de todos os males

O CHTS – Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, vulgo hospital padre Américo, revela-se dolorosamente, como um Centro de Agravamento da Saúde de quem tem o infeliz azar de lá ir procurar reparação para os seus males. A designação de Centro Hospitalar é excessiva, se não abusiva. Deparamo-nos ao fim de quatro dias e quatro noites, após aqui sermos internados nas Urgências, que estamos instalados nas piores condições que se podem perspectivar. Concluímos mais cedo que tarde, que nos sequestraram e amarraram numa estrumeira assistida com vigilância imprescindível, voluntariosa, inexcedível, abnegada, que faz o que pode, que assegura os paliativos requeridos com profissionalismo, mas que não consegue disfarçar as insuficiências aberrantes ali estampadas. São vítimas também, estes funcionários que desempenham as tarefas para as quais é necessário paciência, estofo especial e muito humano, nestas instalações e por falta delas. É abusiva a sua designação de Centro Hospitalar. Tal Unidade de prestação de cuidados médicos, faz concorrência a qualquer circo bestial, com muita macacada a monte, cada qual fazendo o seu número, que a ninguém conforta. À medida que os dias e as noites passam, tomamos consciência do grau assassino, criminoso, das condições a que somos submetidos. Poder-se-ia chamar a tal Complexo com nome de padre benfeitor e “polémico” – Hospício de Transtorno. Ainda catacumbas de tortura, até, casa de segredos, aonde médicos e enfermeiros percorrem  empunhando o processo individual clínico, atrás do Zé Maria, da Maria Zé, do Belmiro, da Amélia, etc. Do doente que tem pulseira amarela ou laranja, mas que está sabe-se lá onde. Pensamos, sem provas, que aqui esteve internado Dante Alighieri, e aqui recolheu matéria e conhecimento que lhe permitiu criar a sua Obra - O Inferno. E também por cá tenha estado, Bosch, onde capturou todos os fantasmas que povoam a suas telas. É impossível ao cidadão comum, banal, felizmente afastado do cenário macabro que aqui tem lugar, por dentro de portas e cortinados, aperceber-se do grau de tortura que sofrem os que mantêm a mente sã, misturados por entre uma população de doentes afectados e infectados de todos os males inimagináveis, que pegam todos ao mesmo estado ao fim de pouco tempo. As “estórias terríficas” são tantas, que contadas com o génio de Gorky, ninguém as aceita credíveis. Só filmadas por um Kubrick ou Millos Formam, nos dariam um retrato irrefutável, sobre a “mecânica deste ninho de cucos”. A tortura sobre os doentes profundos misturados com os pacientes ligeiros, que aguardam neste depósito feito área de arrumos improvisada, vagas, nos pisos superiores da especialidade médica para onde serão chamados quando surgir a oportunidade, nunca previsível, equivale às “ofensas” produzidas em Dachau, Treblinka, Colditz, ou até mesmo Auschwitz, dos horrores, praticadas sobre aqueles que a História de má memória regista. Parece exagero e injusta esta comparação, pois aqui a mínima refeição, toalhas, banho, são fornecidos, e os gases libertados são intestinais, e disto ninguém morre e nada há a dizer. Mas estamos no século XXI, de um Portugal moderno e das gabarolices, e por certo algo se devia ter aprendido. Mas neste depósito, aonde os doentes são retidos precariamente, e sujeitos aos gritos, aos roncos, aos urros, entre zombis uivantes, esqueletos móveis em fralda que protestam vivamente, mulheres e homens desnudados e de cu à mostra, seres desesperados que berram de dia e ressonam à noite enquanto se borram todos e conspurcam lugares de higiene, cuja limpeza será reposta pelos serviços com a prontidão adequada, é verdade, e os devolvem reutilizáveis para outros, os demais pacientes, que mantêm as suas capacidades mentais e psíquicas sem mazelas diagnosticadas, são apanhados neste turbilhão de sofrimento e assim se igualam no desespero ao fim do breve tempo em que aqui “estagiam” forçadamente – nas Urgências. A juntar a tudo isto e ao que muito mais não se consegue relatar, temos a algazarra feita por ruídos parasitas, num lugar aonde é suposto, ser de saúde e sossego, e não covil de desalmados. Qualidades difíceis de atingir ou são negadas. As noites são de apelos sucessivos, em busca de cura imediata ou satisfatória. A desordem e a anormalidade extravasa o tolerável. Ao chinfrim concertado que percorre aquela “Urgência” a que urge tratá-la quanto antes, juntam-se os sons repetidos e acumulados dos telemóveis, que abrem no ar o quim barreiros, o zé cabra ou outro tonho do mesmo tom, mais o último êxito do rancho folclórico que actuou no arraial da srºdos remédios e da srª dos aflitos. Não bastando tal balbúrdia e esterco festivaleiro, juntam-se-lhe os próprios agentes de serviço em funções, que durante a noite engrossam a algazarra, com tagarelices fúteis do seu quotidiano, num volume de decibéis dispensáveis. Repetimos, que os assistentes operacionais são fantásticos. Prestáveis e com rigor, como se lhes exige. Porém o pecado tem lugar. Não há perfeição e ninguém a reclama. Mas há com certeza gestores, administradores, governantes, que são responsáveis por não cuidarem de assentarem arraial em tal vespeiro, e nele suportarem o mesmo, ao vivo, e sofrerem na pele e na carne, o que os pacientes ali transtornados vítimas do mal que aqui os trouxe, para aprenderem a realizarem investimento capaz de eliminar a precariedade desumana que a todos consome. Há muita incompetência e desleixo nos nomeados para cargos de Direcção de Centros Hospitalares, como é o caso do CHTS – hospital padre Américo, mas que acumulam chorudos rendimentos e riqueza salarial à custa destas estruturas e destes passivos doentes. Estruturas que são autênticos laboratórios de produção e de distribuição de vírus, que se transmitem dos que deles padecem, para os que nelas entraram mais saudáveis do que saem, ou que por lá permanecem por mais tempo do que o previsto por esta causa estúpida e que afectam gravemente o próprio espaço e o equipamento que podia ser libertado mais rapidamente. Se as instalações são exíguas, se o equipamento é obsoleto, se o capital humano é insuficiente, factores que ressaltam à vista e são alvo de queixa por quem aqui trabalha, cabe às Autoridades(!) supra apontadas, resolverem, anulando despesismos injustificados, e gerirem melhor os soberbos recursos injectados e reivindicados repetidamente, mas sem controlo, e que só beneficiam privilégios e privilegiados. A desorientação, a desorganização, o alheamento do que por aqui grassa e intoxica, é evidente, e não é a exigência de internet, inexistente, que permitisse trabalhar e enviar esta reclamação e denúncia via e-mail para o Ministério da Tutela, à semelhança de hospitais congéneres, que está na base de todos os males deste manicómio, a que alguns teimam designar – Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa – que apenas devia constar num rancking das piores estruturas dos cuidados de saúde pública, e ele próprio a merecer ser internado nos cuidados intensivos sob severa e apertada fiscalização. Um Hospital, administrado por quem se fecha em aposentos sem paredes de vidro, de onde nada vê e menos sabe, só pode por tal estadia, sofrer de cegueira e de ignorância agravada. Os casos mais macabros ficam de reserva para serem descritos e divulgados por altura de outro carnaval, já que esta crónica vai longa. Mas não se pode deixar de apontar algumas falhas anedóticas ouvidas pelos corredores e salas dos acamados, saídas das bocas dos auxiliares, tais como a falta de pão, de creme de banho, compressas e esponjas no limite, e da sopa ao jantar, que acabou antes de chegar aos últimos. “É preciso fazer o que ainda não foi feito”. E esta denúncia/reclamação, serve esse desejo e não o sonho. É necessário ter-se uma saúde de ferro que não enferruje, quando sujeita a tanta água que corre por aqueles labirínticos corredores, que se prolongam desde a Administração fechada em gabinete de luxo e perfumado, até à porta por onde sairá o utente, curado ou não, sem curiosa vontade de olhar para trás, aonde permanecerão os dramas e tragédias naquele palco de angústia, e aonde o passearam de maca, de arrasto em arrasto, sem poiso à vista. Assim foram os meus quatro primeiros dias e noites, até que subi ao 8º piso, e uma quase acalmia teve lugar a meu lado, mas impróprio de acordo com a doença manifestada e que ali me internou, e mesmo assim longe da especialidade médica indicada, por falta de vaga. Termino parafraseando ou adaptando Blas Otero à situação surreal vivida em onze longos dias – “ o CHTS morrerá se não o ofendermos. É preciso possuí-lo e humilhá-lo em público. Depois logo se verá o que fazer com ele, antes que ele acabe connosco”!





Ficou a recordação...


Não era nada atrevido
A tocar o teu segredo
Mas fiquei desinibido
Quando me foi permitido
E deixamos de ter medo...

Abria-se mundo novo
Com maior desenvoltura
Não nos impediu o povo
Nem quem mais fazia estorvo
E vivemos a ternura.

A nossa verde aventura
Não durou por muito tempo
Venceu-nos a vida dura
Mas os tempos de doçura
Ficaram no pensamento.

Pensamos anos mais tarde
No nosso esconderijo
Só que a ansiedade
Foi maior que a saudade
E fez-nos “ganhar” juízo!


Amândio G. Martins


A 17 DE FEVEREIRO DE 1673, MORRE O COMEDIÓGRAFO MOLIÈRE

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A 17 de Fevereiro de 1673, morre, na Rue de Richeleu, Paris, França,  o comediógrafo francês Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, foi um dramaturgo francês, além de actor e encenador considerado um dos mestres da comédia satírica. Entre a sua vasta obra teatral destaco Le Malade Imaginaire.
Nasceu a 15 de Janeiro de 1622, na Rue Saint-Honoré, Paris, França.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

PELA BOCA MORRE O PEIXE?

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Velho provérbio popular entre muitos, mas este "pela boca morre o peixe" foi o que escolhi e que está à medida e assenta na perfeição àquele que é, ainda hoje, o 47.º presidente do Sporting CP, senhor Bruno Miguel de Azevedo Gaspar de Carvalho, nascido em Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique, a 8 de Fevereiro de 1972, empresário.
A sua continuação e decisão de poder continuar a dirigir os destinos do Sporting CP, como presidente, está pendente da Assembleia Geral, que se irá realizar amanhã dia 17. E caso na eventualidade de porventura se verificar a sua não continuação como presidente, quem perde é o Sporting CP, pois o senhor Bruno de Carvalho é um Homem inteligente e trabalhador. Somente, como qualquer ser humano, também tem um defeito, que 'estraga' quase sempre tudo de bom que também faz… não falará em demasia?
Eleito a 23 de Março de 2013 para dirigir e comandar os destinos de uma maiores instituições desportivas e o mais ecléctico clube em Portugal, o Sporting Clube de Portugal, foi reeleito a 4 de Março de 2017, cumprindo assim o seu segundo mandato, com 86,13% dos votos, contra o outro candidato senhor Pedro Madeira Rodrigues, que só teve 9,49%, numas eleições com um recorde de 18.755 votantes.
Foi sem dúvidas o timoneiro que o Sporting CP estava a necessitar, pois com o seu trabalho e muita dedicação, fez o clube de Alvalade voltar a ser o verdadeiro Sporting CP, que todos os sportinguistas tanto desejavam e já há muitos anos. E a verdade é que conseguiram, com um presidente à altura da viragem e dos pergaminhos de décadas que o Sporting CP teve sempre o privilégio de ter alcançado.
Apenas 'quiçá' tivesse pecado em muito em ter vindo para a 'ribalta'. Isto aconteceu mais propriamente no seu segundo mandato, após se ter começado a zangar com todos e com tudo, julgando ser ele o dono da verdade.
Não teria sido mais benéfico para o presidente senhor Bruno de Carvalho ser mais contido nas suas declarações e expor-se menos perante a comunicação social e seus adversários?
Tenho a certeza que sim. Mas vamos aguardar com toda a serenidade, que nestes actos é tão necessária, o que irá acontecer na Assembleia Geral, marcada para a amanhã dia 17, e ver qual será o futuro do senhor Bruno de Carvalho, se irá continuar a comandar os destinos do Sporting CP.
(Texto-opinião, publicado na edição online, secção "Escrevem os   Leitores"    do Jornal RECORD de 16 de Fevereiro de 2018)
Mário da Silva Jesus

SERÁ QUE AS PESSOAS NÃO QUEREM TRABALHAR? OU AS EMPRESAS PAGAM MAL?

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As pessoas não querem trabalhar, as empresas não conseguem contratar? Será que é mesmo assim apenas, e não é porque essas empresas, não querem pagar ordenados dignos aos trabalhadores, para os poder contratar? Talvez seja essa a questão, onde reside o problema, ou não. Sejamos todos honestos na abordagem deste problema.
Mas, como um comum e simplório cidadão, (e, não me vou alongar, e nem sequer quero entrar em grandes considerações porque decerto não valerá a pena), deste rectângulo bem plantado na ponta mais ocidental deste continente, chamado Europa, gostava de perguntar directamente ao Senhor Dr. Pedro Ferraz da Costa, licenciado em Finanças e presidente do Fórum para a Competitividade, que considera que a economia portuguesa está a ter um desempenho “fraquinho”. “ Poderíamos crescer acima de 4% se quiséssemos”…passei a citar palavras suas, e quanto a mim são palavras ofensivas para todos os trabalhadores portugueses. E, então porquê? Efectivamente, como o Senhor Dr. Pedro Ferraz da Costa, afirma que “há falta de mão-de-obra em muitos sectores há bastante tempo, e, mais adiante numa entrevista que concedeu ao jornal i, qualquer empresa que queira contratar pessoas não consegue, salientando o principal factor, porque as pessoas não querem trabalhar…”
Não quero ser um cidadão “politicamente” incorrecto, mas deixo no ar e seguinte pergunta ao Dr. Pedro Ferraz da Costa, com o salário mínimo em Portugal, a partir de Janeiro de 2018 de 589 euros, a ser praticado pelas entidades patronais, tendo a partir de Janeiro de 2018 sofrido o aumento de 23 euros, a minha pergunta vai no sentido de saber, se o Senhor Dr. Ferraz da Costa, é capaz de se governar ou sobreviver, e sustentar a sua casa com os tais 580 euros mensais. Acredito que não, como é lógico. E sabe perfeitamente, porque é que as pessoas não querem trabalhar e as empresas não conseguem contratar trabalhadores? Porque essas mesmas empresas que têm falta de mão-de-obra, não abrem os “cordões à bolsa”, e não queiram pagar ordenados dignos para os trabalhadores, que precisam contratar. Não acha senhor Dr. Pedro Ferraz da Costa. 

(Carta enviada ao Jornal Público em 16/02/2018, pelas 18h23)

Mário da Silva Jesus

Você quer trabalhar?


Se responder sim à pergunta, aviso-o já de que há grandes probabilidades de estar enganado ou de ser mentiroso. É o que lhe dirá Pedro Ferraz da Costa, conhecido por ser uma das pessoas que, em Portugal, mais trabalha e mais faz trabalhar. Para ele, o trabalho não é um meio, é um fim. Como tal, os patrões até deveriam pagar menos ainda, e nem sequer é risível supor que ele pensa que, ao proporcionar esse gozo aos seus trabalhadores, deveriam ser estes a pagar-lhe. É como andar num carrossel, a gente diverte-se, mas paga para isso. Ora, se o “patrãozinho” pensa que o homem foi feito para trabalhar, nada a estranhar se o obrigar a pagar para isso.

Salário? Para quê? Você ainda quer mais? Deixe-se de mentiras, você não quer é trabalhar.

Trajecto normal?...

O trajecto do novo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, foi, sucessivamente, "compagnon de route" de Nelson Mandela no ANC e na luta contra o "apartheid"/ sindicalista, multimilionário e, finalmente, Presidente da República. Não há aqui qualquer palavra a mais?... Tendo em conta que o presidente cessante, Jacob Zuma, foi praticamente "despedido" por envolvimento em corrupção num país que a tem às "toneladas", tem ainda um desemprego da ordem dos 30% e 90% da riqueza está nas mãos de 1/10 da população, a palavra "multimilionário" não soa um bom bocado mal?...É que, segundo as notícias, Ramaphosa vem para "limpar" a dita corrupção... Já sei que um muito rico pode ter ganho dinheiro legalmente e blá, blá, blá, mas deixem-me suspeitar um bocado, neste contexto acima descrito...

Fernando Cardoso Rodrigues

Quem paga a incúria do tempo

Parte I

Estamos no início do Ano de 2018 e num período pós-crise, onde as bolsas ainda estão vazias e os rendimentos são parcos. Sim, falo do aperto do cinto que deixou feridas no corpo deste país já com certa idade.

Com a desindustrialização, um desemprego que estava a níveis incomportáveis, só se podia dizer que, " O Estado tinha morto as galinhas todas e não tinha ovos para fazer omeletes". Sem galinhas o Estado estagnou a economia, causando danos na saúde, agricultura, floresta,pescas, indústria, de uma forma global a tudo que produzisse riqueza. Agora, neste novo tempo, começamos a ver algumas galinhas. O desemprego baixou radicalmente e com isso criado riqueza, dando ao Estado a possibilidade de fazer investimentos, os quais devem ser sustentáveis e duradouros.

Espero que, com esta alvorada a Nação não queira que o Estado faça logo grandes bolos, mas que saiba dosear os ingredientes para pequenos bolos e daí façam do cozinheiro um ser com experiência e preparo para o grande bolo.

Neste primeiro texto faço uma síntese da minha opinião e comentário sobre desenvolvimentos futuros. O que não foi feito, o que poderá ser feito e como deverá ser feito, para um futuro melhor.

Sexta-feira depois das  cinzas


Do livro de Isaías- Is 58, 1-9ª
Eis o que diz o senhor: “Clama em altos brados sem cessar, ergue a tua voz como trombeta. Faz ver ao meu povo as suas faltas e à casa de Jacob os seus pecados. Todos os dias me procuram e desejam conhecer os meus caminhos, como se fosse um povo que pratica a justiça, sem nunca ter abandonado a lei do seu Deus.

Pedem-Me sentenças justas, querem que Deus esteja perto de si e exclamam:  - De que nos serve jejuar, se não vos importais com isso ? De que nos serve fazer penitência, se não prestais atenção? – Porque nos dias de jejum correis para os vossos negócios e oprimis todos os vossos servos. Jejuais, sim, mas no meio de contendas e discussões.Não são jejuns como os que fazeis agora que farão ouvir no alto a vossa voz. Será este o jejum que Me agrada, no dia em que o homem se mortifica? Curvar a cabeça como um junco, deitar-se sobre saco e cinza?

O jejum que me agrada não será antes este: quebrar as cadeias injustas, desatar os laços da servidão, pôr em liberdade os oprimidos, destruír todos os jugos? Não será repartir o teu pão com o faminto, dar pousada aos pobres sem abrigo, levar roupa aos que não têm que vestir e não voltar as costas ao teu semelhante? Então a tua luz despontará como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar”.


Amândio G. Martins

O LM e os veteranos da guerra colonial

Resultado de imagem para imagem de comprimidos com a gravação LM do Laboratório Militar.
Quem não se lembra de tomar pastilhas e comprimidos – para o paludismo – e demais medicamentos, com a gravação das letras LM?
E qual o militar que, no Ultramar, emboscado no mato ou atolado na bolanha, não chamou pelo camarada ‘Pastilhas’ – o enfermeiro –, para o aliviar de alguma dor ou de outro qualquer sofrimento?
Falo, pois, do LMPQF – Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, que, ao comemorar o seu centenário de existência, vai ganhar uma nova valência. Trata-se de um Biobanco de Identificação Genética.
Criado a 16/2/1918, o LM até aqui chegou mais fortalecido, depois de ter ajudado centenas de milhares de soldados a ultrapassar alguns distúrbios de saúde, bem como prepará-los contra a agressividade das doenças tropicais.

José Amaral


Como o Oriente julga a Civilização Ocidental


“Para as nações orientais, desde o aparecimento dos europeus, a terra não respira já esta paz que era o espelho da sua felicidade. Se a consciência culpada de certas nações europeias evocou o espectro do “perigo amarelo”, não poderá a alma torturada da Ásia lamentar-se das realidades do “desastre branco”?

Pode parecer natural ao espírito dos Ocidentais contemplar,  com um sentimento de triunfo sem mácula, este mundo de hoje, no qual a “organização” fez da sociedade uma máquina imensa, provendo ela própria às suas necessidades...  E, todavia, a China, com a sua doce ironia, considera a “máquina” como um instrumento, não como um ideal.

O  Oriente venerável faz ainda a distinção entre os meios e o fim. O Ocidente é favorável ao progresso; mas para onde tende o progresso? Quando a organização material estiver completamente realizada, que fim, pergunta a Ásia, tereis vós atingido... A dimensão, só por si, não constiui a verdadeira grandeza, e a procura do luxo não conduz sempre a um refinamento.

Os indivíduos que cooperam na montagem da grande máquina da chamada civilização moderna tornam-se escravos dum hábito maquinal e são impiedosamente dominados pelo monstro que criaram. A despeito da famosa liberdade do Ocidente, a verdadeira individualidade é aí destruída, na competição pela riqueza; a felicidade e a alegria são aí sacrificadas ao insaciável desejo de possuír sempre mais. O Ocidente glorifica-se de se ter emancipado das superstições medievais; mas o que é este culto idólatra da riqueza que as substituíu”?

Okakura – Os Ideais do Oriente – Edições Payot.


Amândio G. Martins

A 16 DE FEVEREIRO DE 1986, MÁRIO SOARES VENCE AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

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A 16 de Fevereiro de 1986, Mário Soares vencem numa segunda volta as eleições presidenciais em Portugal, com 50,71% dos votos expressos.