domingo, 23 de julho de 2017

Macedónia de respigos

Começando de trás para a frente, tal como sempre o leio, respigo três coisas do PÚBLICO de hoje. Que nada têm a ver umas com as outras, mas todas elas merecendo comentário.
A primeira, o "anunciado" novo acrónimo do PSD, pela "pena" de Vicente Jorge Silva. Será PPP (Partido Populista Português). Já é o terceiro e espero que substitua com rigor o "PSD Dr. Jekill" deste "PPP Mr. Hyde". Acabava com a "bipolaridade" e chamávamos aos "bois pelos nomes".
A segunda vem através do lúcido homem da Igreja que dá pelo nome de Frei Bento Domingues. E denuncia um "decreto" do Vaticano, ou melhor, do Cardeal Sarah. Que exige que que a hóstia seja feita de trigo, cereal que desencadeia e mantem a Doença Celíaca pela existência de glúten. Ou, quando muito, que este... exista em pequena quantidade! "Santa" ignorância científica ou, caso não o seja,... dolo puro!
Finalmente a notícia duma epidemia de cólera no Iémen, mas, mais que isso, a fotografia que a ilustra. Nela vê-se uma criança que, além de mal nutrida , está gravemente desidratada. Aqueles "olhos no occipital" não enganam! Mais uma situação da "revolta dos micróbios". Quem viu, como eu  na guerra colonial, casos de cólera em que a diarreia faz perder "toda" a água corporal debaixo dos nossso olhos, nunca mais esquece!

Fernando Cardoso Rodrigues
Direita desesperada

A Direita política no nosso país perdeu a vergonha e o respeito por si própria e por toda a gente. Houve há pouco mais de um mês uma tragédia que afectou muita gente, que se viu sem os seus bens e, ainda mais dramático, sem muitos dos seus entes queridos.
Perante tamanha catástrofe ninguém, com algum pudor e vergonha na cara, teria coragem de usar as carências daquela gente para procurar colher dividendos; mas o que temos visto, da parte daqueles políticos, é verdadeiramente indecoroso.
Na verdade, o que aquelas pessoas que ficaram sem nada mais precisam, neste momento, não é do espectáculo degradante que Passos e Cristas andam por aí a dar, mas de informação credível de que vão ter os seus problemas bem resolvidos.
Só que, para que não haja atropelos de regras e direitos, é preciso tempo; não é com um mês decorrido após o trágico acontecimento que se pode exigir que esteja tudo resolvido, até porque o dinheiro já destinado para esse fim não pode ser entregue de qualquer forma, como se de panfletos de propaganda política se tratasse…


Amândio G. Martins

Ferro Rodrigues, cale-se!


João Miguel Tavares (JMT) é um dos cronistas da minha preferência. Jovem e veemente, ultrapassa, às vezes, o bom senso. Com a Europa a braços com diatribes como as da Polónia e outros países comunitários, mais Turquia e Venezuela, puxar a título (Público de 20/7) que o PS precisa de uma aula de separação de poderes é extravagante. Aceitarei que Ferro Rodrigues (FR) talvez não devesse referir-se ao Ministério Público como fez no caso Galpgate, mas inferir-se daí que estamos em risco de sobreposição de poderes é, no mínimo, alarmista, e ninguém quererá que FR seja penalizado nos seus direitos, designadamente de expressão, só porque ocupa tão alto cargo. Sabemos que JMT continua contrariado com a solidez do actual Governo, coisa que não previu nem desejou, e não consegue deslastrar aquela profunda saudade de Passos Coelho, embora o vá invectivando, certamente para disfarçar. Sem pôr em causa a acutilante inteligência de JMT, penso que a paixão, por vezes, lhe perturba a razão.
Nota: Enviei este texto ao Público, tendo vindo rejeitado (caixa de correio cheia!!!), mas, naturalmente, tentarei mais tarde. Por lealdade, também o enviei para o endereço electrónico de João Miguel Tavares. Caso haja alguma reacção de qualquer dos lados, dela(s) aqui darei conta.

A 23 de Julho de 1920 - Nascimento de Amália Rodrigues

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A 23 de Julho de 1920, nasce, em Lisboa, Amália da Piedade Rodrigues, foi uma enorme fadista, cantora e actriz portuguesa, a expressão máxima do fado, acalmada como a voz de Portugal e uma das brilhantes cantoras do século XX. O seu assento de nascimento dá-a como nascida às cinco horas de 23 de Julho de 1920, na Rua Martim Moniz, na freguesia lisboeta da Pena. A fadista pretendia, no entanto, que o seu aniversário natalício fosse celebrado a 1 de Julho, data em que teria efectivamente nascido.
Faleceu a 6 de Outubro de 1999, está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.

sábado, 22 de julho de 2017

O PM perante a conduta da Altice (PT/TVI)

Há dias, o senhor Primeiro-Ministro, António Costa, verberou a acção da Altice/PT, pelos métodos não aconselháveis e ilegais em relação ao mundo laboral, que em Portugal ficou às suas ordens.
Assim, tocado de raspão, um representante da referida multinacional para a TVI veio às pantalhas televisivas para censurar tal comportamento do PM.
O que mais me surpreendeu foi o dito representante da Altice/TVI ter ao lado um clérigo, que civilmente ostentava o cabeção eclesiástico, como se a TVI ainda fosse pertença da Igreja, ou a representasse televisivamente nas boas acções espirituais e temporais.
Todavia, tal ‘angélico quadro’ contrasta com a apresentação de programas tipo ‘casa dos segredos’, que não passam de ‘casas de passe’ dos tempos modernos, às escancaras de qualquer telespectador, a que o povo chama, e bem, estarmos perante um verdadeiro ’putedo franciscano’,

José Amaral

Afinal, Salazar era um homem de bom senso

Ao tomar conhecimento que o actual Governo, alegando um "procedimento de excepção para situações de excepções" impediu declarações dos comandantes de bombeiros, lembrei-me daqueles que pagaram com a prisão, com o desterro no Tarrafal, o exílio, torturas e com a própria vida durante a ditadura Salazarista lutando pela liberdade de expressão. Desconheço os motivos que levaram o ditador a coarctar essa liberdade, no entanto, e como a vida nos ensina, tudo tem um começo e a expressão "situação de excepção" dá para tudo. O que virá a seguir? E já agora, imaginemos que esta perigosa ideia tinha sido dum Governo de Passos Coelho? Que diria a oposição? É que,  pelo que tenho lido, os "geringoncistas" que apoiam o actual governo, acham ser uma questão de bom senso - evitam-se assim boatos que até levam à morte. E lá me lembrei novamente dos cegos e para não me repetir, vou citar desta vez Saramago – Penso que estamos cegos, Cegos que vêem, cegos que, vendo, não vêem. Jorge Morais
 
Publicada no jornal PÚBLICO de 22.07.2017
 
Nota:
Como comprovativo que não descrimino ninguém, e podem gargalhar-se à vontade, hoje até citei uma pessoa de esquerda, o Nobel José Saramago – saneador de 34 camaradas jornalistas do DN.                                

 
 
                          Ilustração do leitor Paulo Pereira


Página em branco

Apela para mim a folha branca
A desafiar-me imaculada
Esperando que vai ser bem tratada
E eu com muito fraca  esperança…

Não custa nada ser pessoa franca
Pois a branca folha envorgonhada
Se tiver de se mostrar conspurcada
É por mim que o mundo lhe desanca.

Sem qualquer vontade de ser anormal
Quando já se aproxima o final
Acontece perder-se o juízo…

Mas eu só queria deixar um sinal
Que a fazer o bem vencemos o mal
Fazendo da Terra um paraíso!

Amândio G. Martins


Quadro de Honra: as melhores alunas do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho


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O Diário Popular de 22 de Julho de 1961, publica os nomes das alunas do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho mais distinguidas durante o 3.º período do ano escolar.
Até 1974, era hábito cada liceu ter um Quadro de Honra onde eram afixados os nomes dos melhores alunos do 1º ao 7º ano (5º ao 11º ano de escolaridade na nomenclatura actual). Os vários jornais que se publicavam nas cidades e vilas do nosso País faziam eco desta distinção, inserindo, de forma destacada, os nomes dos estudantes homenageados. 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Festivais/concertos de Verão e incêndios

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e atividades ao ar livre

Há dois acontecimentos da época de Verão que me deixam entontecido, tendo em conta a antítese que neles encontro.
Os incêndios, ou fogos, ou as eufemísticas ignições, são verdadeiros atentados contra a Natureza e que se repercutem na vida e na morte não anunciada do Homem.
Sobre os festivais musicais de Verão, verifico que é a juventude que mais os frequenta.
E fico estupefacto com o atroz sofrimento que tais jovens fazem para obter o almejado bilhete para a entrada em tais recintos.
São horas, de noite e de dia, nas filas para obter o papelinho mágico, arrostando com todo o tipo de intempérie, mas com uma alegria contagiante, tal como fazem nos seus lares, ajudando os pais ou avós nos mais leves serviços domésticos.
Verifico também que têm dinheiro suficiente para tantos e diários festivais, como apuro que são portadores de telemóveis que são autênticas máquina de fotografar e de filmar, onde não falta a potente lanterna para acompanhar a cadência festivaleira.
Também fico atónito com esses jovens que sabem todos os segredos da língua de Shakespeare, trauteando as letras em inglês tal como os grandes poliglotas que tratam qualquer língua ‘por YOU’.
Todavia, verifica-se que no seu dia-a-dia maltratam a sua própria Língua, usando soezes palavrões que fariam corar Camões de vergonha.
Finalizo, dizendo que muitos destes delírios de Verão ficam enterrados na areia movediça da nossa depauperada desgraça colectiva.
Portanto, toca a ‘bombar’ ao som do ‘despacito’, que amanhã também é dia.
JA

Visita do Papa

Descomplexado, politicamente independente e de direito, livre, tomo a liberdade de publicar esta imagem que acabo de receber. Estou certo que todos aqueles que sejam simpatizantes do partido do "bebé", por serem por norma pessoas com Fair Play e com poder de encaixe, não se sentirão ofendidos e vão dar-lhe pela certa seguimento, ou pelo menos gozar com ela. Prometo, que se receber mais destes artigos, logo que não sejam ofensivos, terei muito gosto em dá-los a conhecer.
 
 

Falar e escrever (bem) português

Curiosidade
Caros amigos, já estiveram presentes onde convivas celebravam algo das suas/vossas vidas, em que alguém, a dado momento, diz ‘vamos partir o bolo!’, que consiste, como é óbvio, em ‘tirar a primeira fatia, ou coisa assim’.
No caso presente, que adequado verbo se pode substituir a ‘PARTIR’ o bolo?
Será ENCETAR, ENCERTAR, ou ENXERTAR?
Nota prévia: NÃO use o dicionário para se certificar, e, no espaço para ‘comentar’, ESCREVA o verbo que achar o correcto, certo?
JA
  1. A imagem pode conter: comida

MISTÉRIOS DE TANCOS

O ministro da Defesa Nacional, anunciou ao país e ao mundo, que o paiol de Tancos vai ser desativado. O material bélico ali depositado, vai ser transferido para paióis mais seguros de outras unidades de qualquer dos 3 ramos das Forças Aramadas. Entretanto, as polícias judiciárias, civil e militar, incansavelmente, aplicam toda a sua perícia , para desvendarem os mistérios do famigerado assalto. Para tirarem a limpo, a que hora ou horas, qual o dia ou dias, que aconteceu o mesmo. E quem foi o sentinelas ou sentinelas, que nessa ocasião, estavam de guarda ao paiol. Assim como, quem era o sargento da guarda e o oficial de serviço nesse dia ou dias. O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, como se sabe, também já tranquilizou toda a gente, afirmando que o material roubado, estava obsoleto, pouco mais serviria, que para espantar pardais.
Portanto, perante esta guerra de Tancos, como já alguém lhe chamou, digam lá se a do Raul Solnado lhe chega aos calcanhares? O Raul, com a sua, fez e ainda faz rir muita gente. Será que o dr. Azeredo Lopes e o general Pina Monteiro, pretenderão competir com o grande ator? Mais um mistério a somar a todos os outros!
Francisco Ramalho

Corroios, 21 de Julho de 2017

Nota- Quem diz que não vê ninguém de esquerda, criticar este Governo, ou a discordar das suas medidas, que abra a pestana! 
Matrona pindérica

Diz-se a “União Europeia”
Mas é coisa diferente;
Não é mais que oligarquia
Para impor burocracia
De poucos a muita gente.

São políticas de treta
De uma clique enfadonha;
Economia que mata
Como até diz o Papa
E uma pouca vergonha.

E não nos pode defender
Como já nos prometera;
Sem discernir o que fazer
Com quem a pretende abater
Palra muito e não lidera…

Caricata Babilónia
Não entende o nosso valor;
Perante a sua acrimónia
Deixemos a cerimónia
Não peguemos mais no andor!


Amândio G. Martins

Nascimento do actor e encenador português João Perry


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A 21 de Julho de 1940, nasce em Lisboa, João Rui Morais Sarmento Paquete, actor e encenador português que adoptou o nome artístico de João Perry. Era oriundo de uma família ligada ao teatro. Estreou-se, em 1953, no Teatro Nacional, na peça Rapaziadas. Trabalhou ao lado de Vasco Santana na peça Três Rapazes e Uma Rapariga (1953). Fez comédia e Revista em vários teatros lisboetas. Entre as peças em que participou, destacam-se Romeu e Julieta (1961-1962), Joana de Lorena (1964-1965). O Homem que fazia Chover (1966) e Passa por mim no Rossio (1991), desempenhando, nesta última, uma brilhante recriação de Almada Negreiros. Em 1977, abandona o Teatro Nacional D. Maria II, passando a exercer as funções de actor/encenador no Teatro Aberto. Entre inúmeros filmes em que participou, destacam-se Crónica dos Bons Malandros (1981-1982). Um Adeus Português (1985) e Vale Abraão (1993). Iniciou, em 1982, a sua participação em telenovelas, com Vila Faia, a que se seguiram Banqueira do Povo (1993), Paz dos Anjos (1994) e muitas outras, com destaque para Sedução (2010), um dos seus últimos trabalhos. Recebeu o Prémio da Imprensa 1969 (Teatro), o Prémio Nova Gente 1984 (Melhor Actor de Teatro do Ano), Sete de Ouro 1985 (Melhor Actor de Teatro do Ano), Prémio Nova Gente 1984 (Melhor Actor de Cinema), Sete de Ouro 1986 (Melhor Actor de Cinema) e o Globo de Ouro de 2001, na categoria de Teatro, como melhor actor e intérprete na peça A Visita.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A centralização estrangula a nação

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Existem imensos organismos de cobertura nacional que estão localizados apenas na aglutinadora Lisboa e, alguns resquícios, na cidade do Porto.
Todavia, todos os políticos hipocritamente afirmam querer combater a galopante desertificação do interior do país.
Assim, sem mais delongas, apenas faço duas perguntas:
1 – Onde está instalado o controlador do tráfego do túnel do Marão?
Resposta: em Lisboa.
2 – Onde está localizado o quartel-general da Protecção Civil?
Resposta: em Lisboa.
Sugestão: e por que não estão estes dois organismos localizados, por exemplo, em Bigorne?
Finalizando, pergunto aos nossos ‘cidadãos do mundo’: onde fica Bigorne?
José Amaral