quinta-feira, 27 de julho de 2017

A 27 de Julho de 1970, morre o ditador António de Oliveira Salazar

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A 27 de Julho de 1970, morre, em Lisboa, o ditador António de Oliveira Salazar, foi um estadista nacionalista português que, além de chefiar diversos ministérios, foi presidente do Conselho de Ministros e professor catedrático de Economia Política. Foi Ministro das Finanças entre 1928 a 1932 e dirigiu os destinos de Portugal como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968, altura em que, por ter caído de uma cadeira e haver ficado inutilizado para o desempenho de tarefas governativas é substituído por Marcelo Caetano.
Curiosamente, no dia em que o povo tem conhecimento da sua morte, realiza-se o Exame Nacional de Português. O Texto a analisar é a cena IV do Acto III de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. Telmo, o fiel escudeiro de D. João de Portugal, quando este aparece vestido de Romeiro diz “Meu Deus, meu Deus, levai o velho que já não presta para nada, levai-o, por quem sois!” Claro está que o meio estudantil conotou ironicamente esta passagem textual com a morte de Salazar.

Nasceu a 28 de Abril de 1889, no Vimieiro, no Distrito de Viseu.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

O fogo não pegou


A direita incendiária queria mais mortos, como se tivessem sido poucos. Muniu-se da acendalha, a lista das vítimas mortais, e riscou o fósforo. Depressa verificou que o combustível e a opinião pública comburente não estavam muito colaborantes. Ainda assim, insistiu. Armou-se em forte e marcou prazos. Afinal, a lista não lhe fez a vontade e, derrotada e apagada, proclamou que o assunto está encerrado.

Não é só o Governo que encerra assuntos.

Cristalino como água

Marcelo Rebelo de Sousa, na capa do jornal i de hoje: "Em ditadura, há 50 anos, eu lembro-me, era possível haver tragédias e nunca ninguém perceber bem quais eram os contornos porque não havia MP autónomo, juízes independentes ou comunicação social livre. Em democracia há tudo isso, e é uma riqueza. Essa é a diferença do Estado Democrático".

A funerária e seus cangalheiros

A alegada funerária e seus cangalheiros políticos pró dantesco incêndio de Pedrógão Grande, na pessoa do seu líder parlamentar Hugo Soares, já podem facturar o que bem entenderem, porque, oficialmente, através da PGR – Procuradoria-Geral da República – já têm a almejada lista das vítimas mortais.
Assim, só espero que não venham novamente ‘malhar em ferro frio’, pois seria ‘pior a emenda do que o soneto’.

José Amaral

Portugal em chamas

No campo e na política, Portugal arde a todo vapor. E o povo rural, o que ainda resta, é visto através das pantalhas televisivas tal como formigas tontas fugindo da morte certa, a qual, armada de tridente ardente, tudo lambe e devora em labaredas criminosas, as quais, todos os anos, renascem das cinzas.
Depois, os arautos da desgraça dizem-nos que tudo se deve à sempre falta de prevenção, enquanto outros afirmam que escasseiam os meios que evitem tais tragédias.
Todavia, todos os anos Portugal arde aos poucos e inexoravelmente caminhará para o seu fim, pois a culpa não é essencialmente do calor excessivo, nem dos ventos fortes, nem da falta de limpeza dos matos, mas, outrossim da mão criminosa dos luciferes que campeiam a monte, semeando a dor e o luto, sem que alguém os castigue tão duramente, como eles fazem impunemente a este ardido país em chamas, a caminho das cinzas da nossa desgraça colectiva, sem eira nem beira, onde as posses cada vez são mais escassas.

José Amaral

Explosivas

As garotas já são, fogo, quando se apresentam com decotes generosos e num passo algo gingão e sensual. Apresentam porém alguns perigos. De gangas, bem ajustadas ao corpo, elas quando desfilam à frente dos nossos arregalados olhos, parecem não permitir que ali caiba mais alguma coisa. Engano nosso. Por debaixo daquele aperto, ainda há espaço para transportar explosivos. Dizem, que tudo vai nas partes íntimas até aos estádios de futebol, para satisfazer os íntimos dos companheiros de claque clubista. E o que são partes íntimas? Coisas da alma ou de paixões nascidas do braseiro escondido que nem paiol para tal arsenal? Não. Tudo está descoberto. São zonas boas, mas de acesso difícil porque sinuoso, que só com autorização ou consentimento se lá chega. Lugar apetecido mas perigoso. Já reflectiram no acidente que pode acontecer, quando um homem mais atrevido ousar meter, não um golo, mas um simples espreitar com a cabeça curiosa ao rubro, que nem fósforo, para dentro de tais partes? Temos estouro com certeza. E também já ponderaram sobre os perigos que correm as “mulas” se acaso se der a desgraça de friccionarem as pernas, uma contra a outra, no seu passo justo, quase atrevido? Temos estouro com certeza, com danos imponderados e efeitos colaterais. É melhor nem pensar em tal coisa. Partes íntimas hoje em garotas e em estádios, são elementos que compõem claques rascas, e são artefactos de fazer de qualquer espectáculo, um ruído violento, criminoso, e com efeitos animalescos de luz, cor e fumo. Petardos são precisos, dizem eles. E elas, acedendo aos pedidos, dizem, mirando o corpo: pernas acima e peito abaixo, para que vos quero? Porém as polícias estão agora atentas, e retiram-lhes as peças excessivas, que se escondem por entre as gorduras!

Benvindo-Welcome

Haverá razões que não descortino
Daquela casa exibir um cartaz
A dizer ao mundo o que lá se faz
Encimado pelo nome “Benvindo”.

Se “Benvindo” fosse o dono daquilo
“Benvindo´s bar” talvez fosse eficaz
“Benvindo-welcome” é pouco capaz
Se pretende mostrar algum “estilo”…

Mas se o que pretende é casticismo
O que mais parece é imobilismo
E ali assim a coisa  contrasta.

Tanto que  depois de ser alertado
Que aquilo assim está errado
Disse “para quem é bacalhau basta”!...

Amândio G. Martins





Pagamos por venderem o nosso dinheiro

A banca, em 2015, cobrou mais de 3 mil milhões de euros de comissões de manutenção! Entre
2007 e 2016 aumentaram-nas 74%!
A única forma para milhões de portugueses receberem as suas pensões/reformas, assim o sistema impôs, é através dos bancos… Imagina-se, por si só, quantos milhões de euros embolsaram a vender o nosso dinheiro?… Agora, a Caixa Geral de (os nossos) Depósitos cobrará
comissões de manutenção a milhões de concidadãos. (Isentos só quem tenha a partir de 65 anos e receba até 835 euros). Clientes com pensões pequenas ou de invalidez e pré-reforma
também passam a pagar! Isto também é um contributo para o resgate à CGD pelas imparidades,
sem culpados(!). O Estado apela à poupança, o banco do Estado retira-a.
Oiço uma pobre avó, com netos a cargo, tendo uma reforma miserável de 200 euros, dizer que lhe irão cobrar 60 euros anuais… É desumanidade? É tirar o pão às crianças? É!! Há uns anos, os bancos davam-nos umas migalhas por termos o dinheiro depositado que utilizavam para o
vender, embolsando fabulosas cifras. Com a informatização, os clientes dos bancos vão fazendo parte do trabalho qua a estes competia,  sendo inqualificável ainda sermos nós a pagar por trabalhar a favor dos bancos! As comissões devem ser só por serviços prestados. Ponto.
Esta iniciativa da CGD, não por acaso, é pela calada das férias por excelência, em Agosto, onde «tudo» pára.
A CGD sendo um banco do Estado, (injectámos-lhe vários mil milhões), comporta-se como um banco privado. Devia funcionar como exemplo referencial. Estas comissões são extorsões.
Mexem-me na carteira, impunemente, sem autorização…!

Vítor Colaço Santos 



terça-feira, 25 de julho de 2017

Que violência? A propósito duma entrevista

O último número da revista LER traz uma entrevista com Rodrigo Guedes de Carvalho (RGC), a propósito do seu derradeiro livro: O Pianista de Hotel (Ed. D. Quixote). Para além das habituais considerações sobre a sua feitura e os perfis das personagens, relevo o que o também "pivot" da SIC diz sobre eufemismos e afins. No que aos primeiros concerne, manifesta a sua repulsa pelos mesmos e exemplifica com o clássico "fogo" que acha que devia ser sempre um sonoro "foda-se". Quanto aos "afins", defende que se deve banir o "violência doméstica" substituindo-o pelo "violência contra as mulheres" pois o primeiro é demasiado "querido" (sic). Confessa ainda que fez voluntariado na APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima)..
Aonde quero chegar? Sabendo bem  que, no lar, as mulheres são muito mais agredidas que os homens, mas também sabendo que a igualdade de género é uma reivindicação contemporânea, que existe violência sobre homens, que os casais homossexuais não serão todos pacíficos e que a própria lei tende, em determinadas situações, a eliminar as palavras " paternal e maternal" substituindo-a pela única !parental", pergunto-me porque razão prefere RGC o "contra as mulheres" ao "doméstica"?  Quando muito "violência no casal", ou não?

Fernando Cardoso Rodrigues

Palmas ao Dr. Bagão Félix

O artigo de Bagão Félix - "A solidão da economia" - no PÚBLICO de hoje, trouxe-me aqui. Se há coisa que nele ( no caso, homem e artigo) aprecio é a inteligência associada à cultura. Habitualmente com uma pitada de auto-ironia e sempre com discurso densificado, erudito mas sem "floreados" bacocos e/ou sem "chavões" pseudo-irónicos.
Desta vez, foi  quase uma releitura já que, há dois ou três anos, na Ordem dos Médicos do Porto, e após uma excelente palestra por parte dele, mantivemos um diálogo sobre se a Economia é ou não uma ciência, no qual ele me respondeu, quase "ipsis verbis", com o que escreveu hoje no jornal.
Dizia-lhe eu que, sendo pediatra, não compreendia como hoje só se fala de "crescimento" e não de "desenvolvimento", já que, na minha ciência, distinguíamos muito bem um do outro. Para mim, o primeiro é paramétrico e exprime-se objectivamente ( exs: o perímetro craniano cresceu x centímetros, ou o peso diminuiu x gramas) enquanto o segundo é funcional ( exs: caminhou aos dois anos ou opôs o polegar aos nove meses). E a "confusão" faz-me "espécie" porque leva, "num mundo finito o crescer infinitamente", a uma uma formatação errada do pensamento social de (quase) todos nós. Logo recebi o "troco" com cordialidade e saber por parte do ilustre economista, como já disse. Tudo terminou "com palmas" que terão sido todas para o homem que, felizmente, pensa ( e assim termina o artigo) que o "TINA" tem sempre alternativas. Ponto comum a nós os dois. O tal "primado das pessoas" (sic) que ele escreve eu só me limito a concordar.
No fundo, um "microcosmos" dum "tandem" que chegou a funcionar bastante bem politicamente. Isto antes do pensamento liberal de Adam Smith ser adulterado para "capitalismo financeiro neoliberal" rapace e este andar de braço dado com um comunismo "à moda chinesa" ou "oligárquica russa". Onde medram todo o tipo de "estranhezas".

Fernando Cardoso Rodrigues

País de fenómenos

Desde que um trambiqueiro qualquer inventou suicídios para tornar as coisas ainda mais negras, alimentando a política suja do seu Partido, que depois se viu obrigado a desmentir, a Direita não tem descansado à procura de cadáveres.
E tendo os corpos das vítimas da grande tragédia sido recolhidos e transportados para as morgues onde foram autopsiados, identificados, tornado público o seu número e feito os funerais, como entender que haja agora afirmações no sentido de que as vítimas são mais numerosas e o Governo as quer esconder?! Ou será que ainda haverá esqueletos calcinados dispersos pelas matas ardidas e as respectivas famílias não deram pela sua falta…
Desnorteados por não conseguirem argumentos válidos que os ajudem a negar os resultados positivos alcançados pelo país desde que a subespécie de governantes que apoiaram foi corrida, aos “merdafones” da Direita servem os argumentos mais rascas.
Assim, qualquer traque que uma figura preponderante da Esquerda largue já os enche de júbilo; ora é o Ferro que não podia ter dito “aquilo”, o Santos Silva que só diz sandices mas que anda calado com o que se passa na Venezuela, enfim, querem poder ter a guela escancarada para todo o tipo de inanidades, ao mesmo tempo que gostariam de tapar a boca das pessoas de quem não gostam…
Pela aceitação impensada de viagens pagas para ir ver jogos de futebol, o país perdeu vários Secretários de Estado, dois deles de elevada craveira, como os das Finanças e Indústria, e concordo inteiramente com o que disse Ferro Rodrigues, por só ao fim de um ano serem constituídos arguidos, até muito depois de terem devolvido os valores de que teriam beneficiado.
Santos Silva é um competente ministro dos Estrangeiros, competência que o obriga a não dizer disparates acerca da Venezuela, sabendo bem que, se o fizesse, só agravaria a situação da multidão de compatriotas que lá vivem.

Amândio G. Martins


Inauguração oficial do Aeródromo da Ilha de Santa Maria

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A 25 de Julho de 1945, é oficialmente inaugurado o Aeródromo da ilha de Santa Maria, nos Açores. Custou ao país 75 000 contos (375 000 euros). Na altura foi considerado um dos maiores do Mundo. 
Encruzilhadas

Perigoso tabuleiro
Aventureiro destino;
Jogas tudo sem receio
Pagas para ver primeiro
Sem medir o desatino…

Tão linda e temerária
Dando pérolas aos porcos;
Pára de ser perdulária
Larga vida tão precária
Foge dos caminhos tortos!

Ou hás-de ter de lamentar
Esse teu comportamento;
Quando alguém te for lembrar
Se tiveres de educar
Que não és um bom exemplo…

Gaivotas desnorteadas
Bem pouca gente suporta;
Às lixeiras destapadas
Vão as aves tresmalhadas
Do mundo que não dá conta.


Amândio G. Martins

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Paiol do exército






MINISTRO, OU SINDICALISTA?


Quando pensávamos que nesta nossa já provecta idade já tínhamos visto tudo, eis que o ministro dos Estrangeiros, nos conseguiu surpreender. Em recente entrevista a uma TV, declarou “Se fosse trabalhador da PT se calhar também estava a fazer greve” (fim citação).
Em primeiro lugar, a PT não responde directamente na área tutelada pelo ministro. Mas muito pior do que isso, é que o ministro tem que governar, ninguém lhe paga para afirmar opiniões pessoais ou estados de alma. E ao substituir-se á CGTP, está a dar um péssimo sinal aos investidores estrangeiros, como a Alice (dona da PT), que investiram muito e outros que estudam ainda fazê-lo. Os assuntos do sector privado numa economia de mercado livre tratam-se nos reguladores independentes. Só numa economia centralizada e autoritária, como na Coreia do Norte, Cuba ou Venezuela, o governo manda e intervém no sector privado a seu bel prazer. E o que é preocupante na nossa sociedade, é que comentadores e jornalistas, ninguém fez o mínimo reparo. Se Santos Silva quer ser sindicalista, e eu até acho que tem jeitinho, faça favor, mas saia antes do governo.


Política da carraça e da cigarra

Uma Lei da Física diz-nos que ‘o calor dilata alguns corpos’. Contudo, eu acrescento que o calor também dilata exponencialmente os disparates verbais da oposição, que agora temos sempre a tentar emperrar a ‘geringonça’, que tão ‘carinhosamente’ apelidam o governo de António Costa, escorado pelos partidos mais à esquerda, mormente o BE e o PCP.
Então, não é que os dois líderes opositores que estão em constante afronto com o actual executivo querem agora a todo o custo saber oficialmente se foram 64 ou 65 as vítimas dos dantescos incêndios que devastaram Pedrógão?
As estatísticas para a obtenção de votos para 1 de Outubro aconselham, mesmo friamente, que é preciso bom senso, temperança e respeito por todos aqueles que partiram antes da hora aprazada, questionando-se mercantilmente, se morreram queimados, asfixiados, ou atropelados.
Tal como carraças, ou mesmo cigarras, tanto AC – Assunção Cristas -, como PPC - Pedro Passos Coelho -, não deixam de ser impertinentes, produzindo um ruído estridente e cada vez mais monótono, que já não há ouvidos que aguentem tanto despautério em tão curto tempo.

nota: texto publicado pelo DESTAK de 25/7

José Amaral
Uma estória linda de se ler

O escritor e jornalista Rui Cardoso Martins mantém no JN uma coluna dominical muito interessante, que consiste em relatar ao seu estilo aquilo que presencia em julgamentos os mais diversos.
No texto do último domingo -  23.07 -  o réu, de nome Carlos, perguntado pela juíza o que fazia na vida, respondeu “polivalente”.
-         Isso é o quê? Desde astronauta a juíz, procurador?
-         Pedreiro, canalizador, tectos falsos, isso.
Este Carlos, que casou com uma cigana linda de cortar a respiração, era acusado por ela de violência doméstica e ele confirma que, quando ela lhe atirou à cara que o traía há nove anos, lhe deu umas chapadas nas costas com um bocado de força.
Mas a parte mais surpreendente deste episódio surge com o depoimento dos pais da “traidora”, sogros de Carlos.
-Vou ser sincera – diz a mãe -  porque tenho de pedir desculpa ao meu genro. Uma mãe e um pai sempre encobrem o que um filho ou filha fazem, mas eu descobri que ela andava com outro rapaz e disse-lhe: “O teu marido é muito bom para ti, trata bem os filhos, andas sempre bem vestida e arranjada, pára com isso”. Mas a vida do cigano está muito moderna e tenho outra filha que já foi casada duas vezes…
Entra o pai da rapariga e diz que nunca viu o genro Carlos ser mau com a filha e os netos, afirmando que a filha os enganou a todos. Este julgamento fez-se sem a presença da queixosa e o Carlos foi absolvido.
E eu aprendi mais um bocadinho com o carácter destes pais ciganos, que não hesitaram em defender em tribunal o genro, não cigano, contra a própria filha cujo comportamento eles também condenaram…

Amândio G. Martins


A 24 de Julho de 1945 - Estreia, no Teatro Variedades, a comédia musical Chuva de Filhos

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Com direcção e encenação de Vasco Santana, estreia a 24 de Julho de 1945, no Teatro Variedades, a comédia musical Chuva de Filhos. Do elenco fazem parte Mirita Casimiro, Vasco Santana, Álvaro Pereira, Eunice Muñoz e Barroso Lopes.
A publicidade que é feita de manhã no Diário de Notícias dá pouco destaque à intervenção de Eunice Munõz . No entanto, de acordo com o site do Museu Nacional do Teatro e Dança, nesse dia a actriz prestou provas finais no Conservatório, obtendo a classificação de 18 valores e o seu nome já surge nos cartazes, à noite, com o mesmo destaque dos consagrados Vasco Santana e Mirita Casimiro.

domingo, 23 de julho de 2017

Macedónia de respigos

Começando de trás para a frente, tal como sempre o leio, respigo três coisas do PÚBLICO de hoje. Que nada têm a ver umas com as outras, mas todas elas merecendo comentário.
A primeira, o "anunciado" novo acrónimo do PSD, pela "pena" de Vicente Jorge Silva. Será PPP (Partido Populista Português). Já é o terceiro e espero que substitua com rigor o "PSD Dr. Jekill" deste "PPP Mr. Hyde". Acabava com a "bipolaridade" e chamávamos aos "bois pelos nomes".
A segunda vem através do lúcido homem da Igreja que dá pelo nome de Frei Bento Domingues. E denuncia um "decreto" do Vaticano, ou melhor, do Cardeal Sarah. Que exige que que a hóstia seja feita de trigo, cereal que desencadeia e mantem a Doença Celíaca pela existência de glúten. Ou, quando muito, que este... exista em pequena quantidade! "Santa" ignorância científica ou, caso não o seja,... dolo puro!
Finalmente a notícia duma epidemia de cólera no Iémen, mas, mais que isso, a fotografia que a ilustra. Nela vê-se uma criança que, além de mal nutrida , está gravemente desidratada. Aqueles "olhos no occipital" não enganam! Mais uma situação da "revolta dos micróbios". Quem viu, como eu  na guerra colonial, casos de cólera em que a diarreia faz perder "toda" a água corporal debaixo dos nossso olhos, nunca mais esquece!

Fernando Cardoso Rodrigues
Direita desesperada

A Direita política no nosso país perdeu a vergonha e o respeito por si própria e por toda a gente. Houve há pouco mais de um mês uma tragédia que afectou muita gente, que se viu sem os seus bens e, ainda mais dramático, sem muitos dos seus entes queridos.
Perante tamanha catástrofe ninguém, com algum pudor e vergonha na cara, teria coragem de usar as carências daquela gente para procurar colher dividendos; mas o que temos visto, da parte daqueles políticos, é verdadeiramente indecoroso.
Na verdade, o que aquelas pessoas que ficaram sem nada mais precisam, neste momento, não é do espectáculo degradante que Passos e Cristas andam por aí a dar, mas de informação credível de que vão ter os seus problemas bem resolvidos.
Só que, para que não haja atropelos de regras e direitos, é preciso tempo; não é com um mês decorrido após o trágico acontecimento que se pode exigir que esteja tudo resolvido, até porque o dinheiro já destinado para esse fim não pode ser entregue de qualquer forma, como se de panfletos de propaganda política se tratasse…


Amândio G. Martins

Ferro Rodrigues, cale-se!


João Miguel Tavares (JMT) é um dos cronistas da minha preferência. Jovem e veemente, ultrapassa, às vezes, o bom senso. Com a Europa a braços com diatribes como as da Polónia e outros países comunitários, mais Turquia e Venezuela, puxar a título (Público de 20/7) que o PS precisa de uma aula de separação de poderes é extravagante. Aceitarei que Ferro Rodrigues (FR) talvez não devesse referir-se ao Ministério Público como fez no caso Galpgate, mas inferir-se daí que estamos em risco de sobreposição de poderes é, no mínimo, alarmista, e ninguém quererá que FR seja penalizado nos seus direitos, designadamente de expressão, só porque ocupa tão alto cargo. Sabemos que JMT continua contrariado com a solidez do actual Governo, coisa que não previu nem desejou, e não consegue deslastrar aquela profunda saudade de Passos Coelho, embora o vá invectivando, certamente para disfarçar. Sem pôr em causa a acutilante inteligência de JMT, penso que a paixão, por vezes, lhe perturba a razão.
Nota: Enviei este texto ao Público, tendo vindo rejeitado (caixa de correio cheia!!!), mas, naturalmente, tentarei mais tarde. Por lealdade, também o enviei para o endereço electrónico de João Miguel Tavares. Caso haja alguma reacção de qualquer dos lados, dela(s) aqui darei conta.

A 23 de Julho de 1920 - Nascimento de Amália Rodrigues

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A 23 de Julho de 1920, nasce, em Lisboa, Amália da Piedade Rodrigues, foi uma enorme fadista, cantora e actriz portuguesa, a expressão máxima do fado, acalmada como a voz de Portugal e uma das brilhantes cantoras do século XX. O seu assento de nascimento dá-a como nascida às cinco horas de 23 de Julho de 1920, na Rua Martim Moniz, na freguesia lisboeta da Pena. A fadista pretendia, no entanto, que o seu aniversário natalício fosse celebrado a 1 de Julho, data em que teria efectivamente nascido.
Faleceu a 6 de Outubro de 1999, está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.

sábado, 22 de julho de 2017

O PM perante a conduta da Altice (PT/TVI)

Há dias, o senhor Primeiro-Ministro, António Costa, verberou a acção da Altice/PT, pelos métodos não aconselháveis e ilegais em relação ao mundo laboral, que em Portugal ficou às suas ordens.
Assim, tocado de raspão, um representante da referida multinacional para a TVI veio às pantalhas televisivas para censurar tal comportamento do PM.
O que mais me surpreendeu foi o dito representante da Altice/TVI ter ao lado um clérigo, que civilmente ostentava o cabeção eclesiástico, como se a TVI ainda fosse pertença da Igreja, ou a representasse televisivamente nas boas acções espirituais e temporais.
Todavia, tal ‘angélico quadro’ contrasta com a apresentação de programas tipo ‘casa dos segredos’, que não passam de ‘casas de passe’ dos tempos modernos, às escancaras de qualquer telespectador, a que o povo chama, e bem, estarmos perante um verdadeiro ’putedo franciscano’,

José Amaral

Afinal, Salazar era um homem de bom senso

Ao tomar conhecimento que o actual Governo, alegando um "procedimento de excepção para situações de excepções" impediu declarações dos comandantes de bombeiros, lembrei-me daqueles que pagaram com a prisão, com o desterro no Tarrafal, o exílio, torturas e com a própria vida durante a ditadura Salazarista lutando pela liberdade de expressão. Desconheço os motivos que levaram o ditador a coarctar essa liberdade, no entanto, e como a vida nos ensina, tudo tem um começo e a expressão "situação de excepção" dá para tudo. O que virá a seguir? E já agora, imaginemos que esta perigosa ideia tinha sido dum Governo de Passos Coelho? Que diria a oposição? É que,  pelo que tenho lido, os "geringoncistas" que apoiam o actual governo, acham ser uma questão de bom senso - evitam-se assim boatos que até levam à morte. E lá me lembrei novamente dos cegos e para não me repetir, vou citar desta vez Saramago – Penso que estamos cegos, Cegos que vêem, cegos que, vendo, não vêem. Jorge Morais
 
Publicada no jornal PÚBLICO de 22.07.2017
 
Nota:
Como comprovativo que não descrimino ninguém, e podem gargalhar-se à vontade, hoje até citei uma pessoa de esquerda, o Nobel José Saramago – saneador de 34 camaradas jornalistas do DN.                                

 
 
                          Ilustração do leitor Paulo Pereira


Página em branco

Apela para mim a folha branca
A desafiar-me imaculada
Esperando que vai ser bem tratada
E eu com muito fraca  esperança…

Não custa nada ser pessoa franca
Pois a branca folha envorgonhada
Se tiver de se mostrar conspurcada
É por mim que o mundo lhe desanca.

Sem qualquer vontade de ser anormal
Quando já se aproxima o final
Acontece perder-se o juízo…

Mas eu só queria deixar um sinal
Que a fazer o bem vencemos o mal
Fazendo da Terra um paraíso!

Amândio G. Martins


Quadro de Honra: as melhores alunas do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho


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O Diário Popular de 22 de Julho de 1961, publica os nomes das alunas do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho mais distinguidas durante o 3.º período do ano escolar.
Até 1974, era hábito cada liceu ter um Quadro de Honra onde eram afixados os nomes dos melhores alunos do 1º ao 7º ano (5º ao 11º ano de escolaridade na nomenclatura actual). Os vários jornais que se publicavam nas cidades e vilas do nosso País faziam eco desta distinção, inserindo, de forma destacada, os nomes dos estudantes homenageados.