quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Mais João Miguel Tavares


A propósito da nomeação de João Miguel Tavares (JMT)  para coordenar as comemorações do próximo 10 de Junho, já tomámos aqui (diversas) posições. Aí vai mais uma.
Não sei se o famoso articulista tomou (sem ofensa) o freio nos dentes e se entusiasmou com a notoriedade que lhe deram e a publicidade que lhe tem sido feita, passando a considerar legítima toda e qualquer opinião, na condição de vir de si próprio. Deve estar mais ou menos seguro quanto a uma possível “destituição” do novel cargo, porque, penso eu, nunca tal aconteceu. Mas, com crónicas como a que publicou hoje no Público, não sei se não deveria pensar duas vezes. Bem sabemos que Marcelo é um bonacheirão que nunca faria figuras tristes, mas…
Não é que o “nosso” JMT, para desenvolver a sua profundíssima tese, se socorre do não menos valoroso “filósofo” Camilo Lourenço? E para quê? Para provar que, em Portugal, não há racismo, porque o militar mais condecorado da nossa História (esqueceu-se de dizer por quê e por quem) é um negro, Marcelino da Mata de seu nome, de quem os mais velhos se recordarão, sobretudo os que passaram pela Guiné.
Acenar com Marcelino da Mata para, parafraseando o seu “mentor”, concluir que “Portugal não é um país racista”, faz-me lembrar Marcello Caetano que, para provar que Portugal não tinha censura, dava o exemplo da existência do “Comércio do Funchal” (o do Vicente Jorge Silva, lembram-se?).
Sobre os “crimes de guerra” do Marcelino, passou como gato sobre brasas, porque não os conhece, nem tem forma de saber. Mas, c’os diabos, isso é um pequeno detalhe, não compensa o trabalho, não importa. Caiu-me fundo foi o pungente apelo de JMT: dêem voz ao homem. Mas, por favor, afastem-no das armas, digo eu, porque, mesmo aos 78 anos, nunca se sabe...

Outra Comissão para lamentar a CGD



Mais uma Comissão Par(a)lamentar de Inquérito
na AR, para apurar os credores favoritos na Caixa
Geral dos Depósitos, se perfila para produzir palavras
inconsequentes. Várias Comissões já determinaram
políticas. Urge responsabilizar criminalmente. Mas isso…
Há muita cumplicidade, já que as clientelas do CDS-PSD-PS,
rodaram nas administrações da CGD. A péssima gestão
criminosa e fraudulenta fez do dinheiro do
contribuinte - um poço sem fundo. Inqualificável! Teve de
haver muita conivência para tanto crime ( dinheiro concedido
sem garantias,…) prescrever. Quantas empresas com bons
projectos não tiveram financiamento porque o dinheiro
foi desviado?…
   A Comissão Europeia deve pressionar o governo português
para ajudar a responsabilizar judicialmente os gestores da CGD.
As dividas e os créditos malparados devem ser liquidados.
   A quem não paga as mensalidades dos créditos concedidos,
os seus bens são penhorados, mas estas malfeitorias continuam
impunes! Tanto lesa-património não se resolve com auditorias,
ao invés, pune-se nos tribunais. Dizemos bem alto: tratou-se
dum rombo e de um Roubo!!

Vítor Colaço Santos

“Taxi vs. VTC – lucha sin cuartel”


É mesmo muito triste ver oficiais do mesmo ofício digladiaram-se pelo posto de trabalho, transformando as principais cidades num inferno para todos os cidadãos; e o que vem acontecendo em Espanha, há já demasiado tempo, é daquelas cenas que chocam qualquer um, porque dão a imagem de homens dispostos a tudo para consegirem o que pretendem, “por las buenas o por las malas”, como gritam constantemente.

As novas ofertas de transporte na área tradicional do taxi vem pondo em “pé de guerra” os que se habituaram ao “rame-rame” de sempre, sem se prepararem para novos tempos e nova concorrência que, oferecendo melhor serviço, lhes “rouba” clientes, muito naturalmente; mas ao vê-los exercer violência contra homens como eles, que apenas procuram ganhar o sustento para as famílias, só cria mais anticorpos para a sua causa.

De facto, é inadmissível o que se tem visto, bloqueando e partindo os carros das plataformas, agredindo motoristas e, pasme-se, até passageiros, arrancando-os violentamente dos seus lugares nas viaturas, nem poupando deficientes em cadeira de rodas, como se viu em Madrid...


Amândio G. Martins

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

ÍLHAVO, imagens íntimas

Ílhavo situa-se a sul no distrito de Aveiro, com 76 quilómetros quadrados, numa grande planície no litoral, integrando a Ria de Aveiro. É um município com cera de 36 mil habitantes, com uma história antiga de cerca de nove séculos, sempre ligada ao mar. O seu Museu Marítimo (https://limaosocial.wordpress.com/2014/09/29/museu-maritimo-de-ilhavo/), salienta a história da pesca do bacalhau; a Fábrica Vista Alegre, com o seu museu, regista a evolução da cerâmica de qualidade e artística nos últimos duzentos anos; o  Farol da Costa Nova é uma referência nos areais e praias; e na gastronomia, o bacalhau assume um papel destacado. As fotos são de realce mais íntimo e não muito inseridas nos roteiros turísticos (fotos de casa em bairro de pescadores, um braço de ria e paul com sua vegetação específica).

PREOCUPANTE

O Conselho Superior da Magistratura recusou arquivar o processo disciplinar contra o "neto Do moura".
Preocupante. Não por as forças do Progresso terem vencido as forças do Obscurantismo, mas porque a diferença foi  por uma "unha negra".
É preocupante sabermos que uma grande parte de tão importante instituição, ainda vive na Idade das Trevas.
Em pleno século XXI, quando o homem já prepara a ida a Marte; quando inúmeros conceitos baseados no medo e na ignorância, já foram desmontados pela ciência, ainda há tantas pessoas colocadas em cargos decisivos, que concordam que a mulher adúltera deve ser apedrejada até à morte.

José Valdigem

Pois pudera!

Maduro diz que poderá aceitar novas eleições para a Assembleia Nacional mas nunca para Presidente da República. Que novidade! Com a facilidade com que criou uma Assembleia Constituinte ( sem estar á vista qualquer formação, ou mesmo revisão, constitucional)  e como domina o Supremo Tribunal de Justiça! Mas há que convir que é um passo em frente. Mesmo?

Fernando Cardoso Rodrigues

Se calhar vai dar mais trabalho...


São poucos os municípios que, pelo que se diz no JN, estão dispostos  a receber todas as competências que a descentralização pretendida implica, não faltando desculpas para a pouca vontade revelada, parecendo que só lhes dá jeito receber o que der menos trabalho e menos “chatices” com os eleitores, como será o caso do estacionamento e das multas.

“É interessante verificar – escreve o jornal  - que as competências menos pretendidas são a fiscalização do estacionamento, que inclui a emissão e processamento de multas, e a gestão de estradas nacionais, mas aceitam sem reservas o património vazio do Estado, até porque muitos tentam há vários anos tomar posse dele”.

E não será complicado entender que, se vão ter mais responsabilidades, isso precisa de ser acompanhado do respectivo envelope financeiro, dando a postura de muitos autarcas a entender que estão a fazer-se “caros” para “abichar” o mais possível; como quer que seja, digo eu, terão de ser muito mais disciplinados na forma como entregam e a quem entregam as obras que ficarão à sua responsabilidade, com menos compadrio, menos “ajustes directos”, que é onde sempre surgem as maiores dúvidas...


Amândio G. Martins

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Maduro não é Chávez


A eleição democrática de Hugo Chávez, em 1998, como expressão da vontade popular de combate à pobreza, à corrupção e à austeridade neoliberal vigentes com Carlos Andrés Pérez e Rafael Caldera, levou-me a acalentar alguma esperança na transformação social do país. Chávez morreu em 2013 e sucedeu-lhe Nicolás Maduro, ocupando a presidência interinamente, por cerca de um mês, até às eleições em que, sem contestação válida, derrotou Henrique Capriles por uma escassa diferença de 1,5 pontos percentuais, a contrastar fortemente com a vantagem de mais de 10 pontos que Chávez tinha imposto, no ano anterior, ao mesmo adversário.
Esta sucessão de “normalidades” coincidiu no tempo com a extrema degradação das condições económicas do país, por força do “afunilamento” da economia, centrada na exploração do petróleo. As dificuldades crescentes levaram, nas eleições legislativas de 2015, à derrota de Maduro, peremptoriamente reconhecida por ele "em nome da ética".
Para contornar as dificuldades de governação que a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, lhe criava, Maduro “desenhou” uma Assembleia Constituinte que, em 2017, se auto-atribuiu poderes superiores a todas as instituições do país.
A partir daqui, a “história” é conhecida. Pelas irregularidades cometidas nas eleições de 2018,  os resultados não foram reconhecidos por grande parte da comunidade internacional. E a obstinação de Maduro em recusar eleições sem mácula de qualquer pecado mais não é do que a assunção da sua própria ilegitimidade como Presidente da República.

Atacar "por conta"

Nunca me esqueci desta expressão: "por conta". Das ""tranches" que muito profissionais liberais pagavam ao fisco , antes de ganhar o dinheiro, financiando o Estado. Por conta. Nunca gostei dela. e continuo a não gostar. Agora por razões que nada têm a ver com "pilim" mas com ética comportamental detestável.
Vem isto a propósito de algo que venho sentindo amiúde e já me tocou mais marcadamente no PÚBLICO de domingo passado com textos tão diferentes como o de Vicente Jorge Silva (Da Jamaica à Caixa, dois Portugais) e António Barreto ( Uma sensação estranha). Enquanto o primeiro disseca com lucidez os factos (sim!) que o título já sugeria e retira conclusões, o segundo insinua insidiosamente sobre a Justiça, numa pura especulação de catarse interior.
E a coisa não ficou por aqui. Hoje, no mesmo jornal, vem uma carta do Sr. Ezequiel Neves ( " O nosso Estado é um Estado laico") em que diz pensar ( é um "pensador") que o Presidente da República foi às Jornadas da Juventude, no Panamá, "à nossa conta" (sic). Mas como admite que isso possa não corresponder à verdade factual, vai dizendo que, apesar de crer que é como suspeita ( é também um "crente"),.. "pede já as suas deculpas ao cidadão católico Marcelo Rebelo de Sousa" (sic). Mas as "desculpas" eram ceder demais, não é? E diz,logo de seguida que "estando ele ( o escriba) certo, seria de boa educação ( do PR ) agradecer-nos publicamente o facto ( o "facto" em que o escriba "crê"..) de nós todos lhe termos oferecido ( involuntariamente) a dita viagem (sic).
Por conta, sempre por conta! Pensa, crê e pimba.... escreve e.... o jornal publica!

Fernando Cardoso Rodrigues

"Palavra do Senhor"!

- Movido pelo anúncio papal desde o Panamá, sobre o destino da próxima "summit" da juventude e mola folclórico e turística do catolicismo, movido pela Fé que o faz correr de chama em chama e de altar em altar, Marcelo de Sousa, actual presidente da República portuguesa, que até parecia esgotado do cargo que ocupa, resolveu virar o dito, que não foi promessa nunca mas tabu apenas, e transmitir ao povo lusitano e da Rainha Santa, que se recandidataria a novo mandato presidencial, e até dá por adquirido a vitória, tal a sua fé. Ao que parece também, tal decisão se fica a dever ao desejo e oportunidade de se sentar na cadeira junto ao Papa, seja o actual ou o próximo, que assentará arraial agitado em Lisboa, e não pela vontade suprema de continuar a servir o povo português necessitado, que o "selfa" por toda a parte, ajuntamentos, rios e mares incluídos. Este presidente assim abençoado, é mesmo omnipresente ou faz por o ser. Não é rei celeste ou santo Condestável, só por puro inferno terreno!*

*-(pbcd.inDTK.31.01- "Palavra de Deus")
*-(in JN.31.01-trcd.)

Subir na vida a pulso...


...É conversa que se ouve com frequência a sujeitos muito ricos, que se gabam de ter criado a sua fortuna à custa de muito trabalho e sacrifícios de toda a ordem, a partir do nada; e uma vez ouvi contar a um deles uma dessas histórias “para boi dormir”: “O começo da minha vida foi muito difícil, de emprego em emprego, mal pago, despedido só por pedir ao patrão mais dinheiro; até que um dia, à procura de mais um emprego, encontrei na rua uma maçã que me apeteceu comer, tanta fome tinha”.

“Mas ponderei melhor, decidi vender aquela maçã e com o dinheiro dela comprei duas, que também vendi e com o dinheiro feito comprei quatro; quando já ia na oitava maçã, soube da morte de um tio muito rico, sendo eu o único herdeiro; e assim fui prosperando cada vez mais até ao que sou hoje, mas nunca esquecendo que parti do nada e subi a pulso, coisa que está ao alcance de qualquer um que queira trabalhar”.

Uma história parecida é contada numa nova biografia de Calouste Gulbenkian, da autoria de Jonathan Conlin, que o JN entrevistou. Diz este biógrafo do “senhor cinco por cento” que não passa de mito o que sempre se disse do multimilionário, que também teria subido a pulso na vida. Nascido na antiga Constantinopla, era o mais velho de três irmãos; e, à morte do pai, recebeu de herança os seus negócios, na altura com um valor equivalente a 80 milhões de libras, fortuna que ele teve o mérito de ampliar com outros negócios, nomeadamente na área dos petróleos...


Amândio G. Martins




segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Grosseiro erro de casting


O comentador político estipendiado do óbvio, 
o retrógrado João Miguel Tavares, foi escolhido 
pelo PR, para presidir às comemorações do Dia 
de Portugal, em 10 de junho. Já fez algo de relevante? 
Nada! Não tem perfil nem historial. O Dia de Portugal 
e de Camões é uma data demasiado querida para ser 
presidida por um ’ignaro’ nesta matéria, em tão importante
marco. Foi escolhido porque pertence à área política
de Marcelo, a direita. Portugal e Camões mereciam
melhor e merecem respeito - que não houve!
Luís Vaz de Camões já deu 7 voltas à tumba.
Por este andar vamos ver Manuel Goucha e Cristina
Ferreira, a serem convidados, para presidirem
ao próximo 10 de Junho… Também são 'populares', 
conforme também foi designado o supra-citado por
quem o elegeu. 

                                     Vítor Colaço Santos 

VENEZUELA, AFINAL EM QUE É QUE FICAMOS?




Estiveram representados oficialmente na tomada de posse de Nicolás Maduro, 38 países e 16 organizações internacionais. Entre as quais, a ONU e diversas das suas agências, a União Africana e a Liga Árabe.
Quem é que sabia isto?
Há uma coisa que se chama contraditório. Sem o qual, a informação é coxa. Para não dizer tendenciosa ou mentirosa.
Esteve lá também um deputado português do Parlamento Europeu.
Tal como as representações presentes que praticamente têm sido sonegadas, já algum dos principais media o ouviu? E a principal organização portuguesa vocacionada para estes assuntos o Conselho Portugês Para a Paz e Cooperação? Ou o PCP que tem a posição sobre esta matéria que se sabe? Ouvem-nos? Não! Mas enchem a boca com "a falta de credibilidade" e focam até à exaustão as dificuldades por que passa aquele país, mas sem fazerem uma única referência aos embargos, às sabotagens a todos os boicotes internos e sobretudo externos com destaque para o poderoso vizinho do norte e seus aliados e vassalos.
Com tudo isto, não estamos aqui a afirmar que Hugo Chavéz e sobretudo agora Maduro, tenham tomado todas as medidas corretas e justas. Nada disso! Mas são os que têm um historial imenso de ingerências, guerras, apoio a ditaduras e golpes sanguinários como o que assassinou o legítimo presidente do Chile e milhares de patriotas, que as vão tomar? Ou seja, que é isso que pretendem?
Ou todo este frenesim não será porque se trata do país com as maiores reservas de petróleo do mundo?
Façam o contraditório! Informem as pessoas! Não sejam hipócritas!
Francisco Ramalho
Corroios, 28 de Janeiro de 2018

Saque na Caixa Geral dos nossos Depósitos


Na Caixa Geral dos nossos Depósitos houve perdas avultadas por empréstimos sem garantias(!). bJá orça em 1 200 milhões de euros, por enquanto… Os figurões envolvidos têm nome, basta ler o livro, ‘A vida e a morte dos nossos bancos’, editora Contraponto, de Helena Garrido. Pelas somas colossais atribuídas, parte delas sem retorno, porque já prescritas, os gestores mandantes ainda se fizeram auto-premiar com elevadas maquias(!). Ultrapassaram-se linhas vermelhas com total despudor. Quem concedeu os empréstimos? Quem os determinou? Quem são os administradores auto-contemplados? Ficam impunes?
   O governador do Banco de Portugal regula o quê? O saque à CGD é já um caso de polícia! O supervisor do BP, Carlos Costa, na sua incompetência defendeu que a resolução dos empréstimos seria resolvido no seio do sector financeiro(!). As significativas perdas também aconteceram em 2005 e 2006 e Carlos Costa fez parte da administração… Esta permanência tem que ver com a sua passividade, deixando correr o marfim?…
   A Joe Berardo, foi-lhe dado crédito em largas dezenas de milhões de euros para comprar ações do BCP, dando como garantia essas mesmas ações(!). Inaceitável. O governador não soube? Tinha obrigação de saber e agir. Nada fez…
   A PGR investiga desde 2016. Alguém foi ouvido? Há conclusões? Injectámos milhares de milhões de euros nos bancos e temos direito a saber tudo. O desrespeito e desprezo para com o contribuinte (leia-se tanso fiscal), merece ser classificado com o pior adjectivo.
   As avultadas cifras serão ressarcidas? A justiça será exercida? Só vendo…

                                                                      Vítor Colaço Santos 

A Taça da Liga- (final)



Taça da Liga

27 JAN 2019 / 19:37 H.






    Lamento informar os adeptos e simpatizantes do FCPorto, de que o SCPortugal, venceu a final da Taça da Liga que se realizou em Braga no Estádio da Pedreira, apesar de os leões estarem sujeitos a ver a equipa toda a ir parar à enfermaria se o jogo tivesse uma duração maior.
    Os azuis e brancos que se adiantaram no marcador após uma má defesa do guarda redes leonino, sofreram o empate através de uma penalidade cometida, e que Bas Dost concretizou, repondo a justiça até final.
    Com o jogo a ser decidido nos penaltis, O SCPortugal foi mais competente, e sentenciou o FCPorto à pena, de ter que ficar com o Museu, que tanto orgulho lhe dá, a continuar com o lugar vazio e destinado à Taça, que lhe falta. Taça que era dada como quase certa ir lá parar. Pinto da Costa e Sérgio Conceição vão ter de batalhar com igual agressividade, por mais um ano para a ganhar, ou mandar fazer uma réplica que ocupe o espaço reservado. Vitória justa dos sportinguistas, que levantam pela 2ª vez o “caneco” que era mal apreciado e pouco desejado. Até eu que sou benfiquista apoiei neste jogo os lagartos, que assim se tornaram, “Campeões de Inverno”, contra hacker´s, ventos e marés;


    Alienação absurda!...


    Prezo-me de poder dizer que nunca me deixei alienar por coisa nenhuma, nem mesmo por futebol, que é o que está sempre “mais à mão” no nosso país; havia na casa onde primeiro morei em Lisboa um catraio que andava sempre a dizer “não há pai pró Benfica”, o que me levou a “macaqueá-lo” numa conversa entre rapazes meus conterrâneos, todos sportinguistas, provocando no Gaspar, um tipo excepcional, a seguinte reacção: “Quê?! Se voltas a dizer isso levasmo-te já para a terra”!


    E a partir daí fiquei “sportinguista”, embora raramente fosse com eles “à bola”, não só porque nunca tive para isso grande apetência como me dava mais gozo ir ao Parque Mayer ver as revistas, de que ainda lembro nomes como Humberto Madeira, José Viana, Eugénio Salvador, Ribeirinho, Spina, Camilo de Oliveira, entre tantos outros e muitas senhoras também de nomeada, que “estrelavam” sempre aquele tipo de espectáculo teatral, que envolvia muita gente e cantores convidados para cada peça.

    Daí que nunca tenha entendido o fanatismo pelo futebol, ao ponto de transtornar até gente com altas qualificações académicas, que perde completamente a noção do triste papel que faz; e haver gente nos meios de comunicação, como aquele “jornalista” do Benfica, Valdemar Duarte que, segundo percebi, até tem carteira profissional, a proferir as barbaridades que há pouco li no JN, deve ser por sentir necessidade de satisfazer aqueles “doentes”.

    Este exemplar de “jornalista” foi visto, na “Benfica TV”, na transmissão do Porto-Benfica, a proferir estas pérolas da sua tribo: “Chega a corja do Futebol Clube do Porto; como é que há gente que ainda acredita nesta corja e bandidagem; eu sei bem o que é esta gentalha”. E, referindo-se aos jogadores: “Digo só os números porque até tenho dificuldade em chamá-los pelo nome, porque são bandidos; o mafioso do Luís Gonçalves mete nojo; dizer que é um cão é uma ofensa à raça canina”. E cabe aqui perguntar se um sujeito deste calibre pode ter carteira profissional de jornalista...


    Amândio G. Martins


    domingo, 27 de janeiro de 2019

    Uma arma de defesa para a policia


    Embora a policia tenha no seu seio elementos que até estão "mortinhos" que haja confusão para "treinar" acredito que a maioria pugna apenas e só para fazer cumprir a lei.
    A policia precisa de se defender destes elementos, mas também dos desordeiros, da opinião pública, de alguns políticos e até de juízes como aquele que condenou o guarda Hermano..
    Quando vemos um filme sobre cargas policiais, normalmente não vemos o filme do inicio, porque o "realizador"  não chegou a tempo ou o mais provável é que só filme aquelas cenas correspondentes ao seu objectivo.
    A meu ver a policia precisa de destacar um dos seus elementos que em vez de levar um bastão leve uma câmara de filmar, para podermos ver o inicio do filme, e aí podermos ajuizar.
    Nós os cidadãos em geral, os juízes e a Catarina Martins, para que não meta mais o pé na argola.

    Quintino Silva

    Quem? João Miguel Tavares?



    Embora deplorando a ideologia que adoptou e defende acerrimamente, admiro a verve de João Miguel Tavares. Mas nunca o nomearia para presidir à comissão das comemorações do Dia de Portugal. E não é por sectarismo, é porque há muitos que são muito melhor do que ele. Mesmo na direita.

    “Esgota a paciência a um santo”...


    António Costa pode fazer muito melhor nos confrontos com D. Cristas; mas, de cada vez que vai ao Parlamento, permite que a senhora lhe ganhe naquela retórica trafulha, perdendo com facilidade as estribeiras, que é precisamente para isso que ela leva para lá as questões mais polémicas da actualidade, pegando nelas da forma mais demagógica e fazendo-se de vítima se ele demonstra não estar para aturá-la.

    E parece-me que, sabendo ela qual o seu ponto fraco, não é com desabafos como o que vai em título que sa safa, pois  vai redobrar de provocações, agora que a legislatura vai caminhando para o fim e a luta para o desalojar vai recrudescer, com os actuais parceiros de esquerda a fazerem pela vida e a não quererem saír em sua defesa, se é que alguma vez estiveram para isso...


    Amândio G. Martins

    Bolsonaro, Maduro e Guaidó


    Anda por aí, na política portuguesa, um aspirante a Pessoa Importante (mas só I.P., não V.I.P.) a dizer que “não é o Bolsonaro português”. Bem sei o que ele quer, é que apareça algum incauto a contrariá-lo e a dizer “ai és, és”. Não serei eu, que nem sequer escrevo o nome dele, a fazer-lhe a vontade. Coitado.
    Do outro lado do Atlântico, vemos um Maduro a averbar o apoio de Xi Jinping, Putín e Erdogán. Por sua vez, Guaidó conta com o apoio de Trump e Bolsonaro. Felizmente, não sou o diabo para ter de escolher entre os dois. Que venham eleições limpas, muito rapidamente.

    sábado, 26 de janeiro de 2019

    OS MENINOS E MENINAS SEM NOME




    A Espanha seguiu emocionada a demorada e complexa tentativa de salvar o menino que caiu no furo de prospeção e ficou consternada com o triste desfecho. A Espanha, até Portugal e com certeza, grande parte da Europa. O caso do menino sírio que foi encontrado morto numa praia da Turquia, ainda teve maior repercussão, porque vale mesmo mais uma imagem que mil palavras. A foto do seu corpinho inanimado foi projetada globalmente e a consternação foi universal.
    O primeiro caso, deveu-se a lamentáveis descuidos. O facto do furo estar destapado e a negligência de quem cuidava da criança. A segunda tragédia, como se sabe, teve origem bem diferente. O infeliz Alan, fugia com a família dos horrores da guerra.
    Só durante o espaço temporário entre a morte dos dois, quantos meninos e meninas não morreram devido ao efeito direto ou indireto da guerra, da subnutrição, de doenças até curáveis e de outras brutalidades? Milhares!
    Na tentativa para se salvar o pequenino Julen, não se olhou a meios. E ainda bem! E para evitar a morte de Alan, dos outros milhares de meninos e meninas e adultos vítimas da barbárie, o que é que se fez? Zero! Esses, nem sequer sabemos o nome de um único. Esses,não passam de números. De estatísticas.
    A credível organização OXFAM, divulgou recentemente o seu relatório anual. E que diz esse relatório? Diz que o capitalismo está cada vez mais predador; os ricos estão cada vez mais ricos (tiveram um aumento de 13% e o seu número também aumentou) e os pobres cada vez mais pobres.
    Números impressionantes! Apenas um exemplo: 1% da população é detentora de 80% da riqueza mundial.
    Já o nosso grande Almeida Garrett dizia: “ E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?”
    Portanto, o grande humanista, volta a estar cada vez mais atual. Acrescentaremos apenas que o capitalismo, para além de todas essas ignomínias, é o principal fautor da guerra. De meninos e meninas e adultos mortos sem nome.
    Francisco Ramalho
    Corroios, 26 de Janeiro de 2019


    Porque não mais uns tantos VAR?

    Na análise dos jogos de futebol aparecia sempre a avaliação das "três equipas": as dos clubes que se enfrentavam e a da arbitragem. As duas primeiras com onze jogadores cada uma e a última com três. O futebol "evoluiu" (!) e lá veio o 4º árbitro e de seguida ( em alguns jogos) dois árbitros de cabeceira. E já vamos em seis. Mas como a "ciência futebolística" se tornou "complexa", pimba, apareceu o VAR. Sete portanto. Ah, hoje, no Porto-Sporting da final da Taça da Liga, ganho pelo segundo, o VAR desdobrou-se em dois. E vão oito. Porque não juntar mais três pois assim falaríamos verdadeiramente em "três equipas" já que a de arbitragem ficaria em pé de igualdade com as outras duas? E, já agora, um "banquito" para alguns suplentes....

    Fernando Cardoso Rodrigues

    MITOS E O ESPLENDOR DO CAPITALISMO




    Um dos mitos que os beneficiários do capitalismo e os seus agentes políticos (PS, PSD e CDS), puseram desde há muito a circular, é que o Estado é mau gestor. Vai daí, toca a privatizar tudo o que desse lucro. Foi a banca, seguros, telecomunicações, cimentos, CTT, etc. E ainda por cima, o grosso da coluna, foi parar a mãos estrangeiras. Agora, confirma-se quem é que gere bem! Grandes empresas como a Telecom ou os CTT, vê-se o estado em que estão! Então quanta à banca, nem se fala! Desde 2008, o Estado, ou seja, os contribuintes, já lá enterraram 19,5 mil milhões e não se fica por aqui. Por exemplo, os gestores do Novo Banco, ex BES, reclamam mais 600 milhões. Os atuais principais acionistas, os americanos do fundo Lone Star, conforme o acordo leonino que conseguiram, não põem lá um cêntimo. É só sacar lucros. Em relação ao que resta do sector público, a jóia da coroa, a Caixa Geral de Depósitos, também como se constata e irá doer no bolso dos do costume, tem sido um fartar vilanagem. Milhões e milhões em crédito mal parado e, com exceção do Vara, veremos se não ficará tudo em águas de bacalhau.
    Este, é apenas um breve resumo no plano nacional. No plano internacional, a OXFAM acaba de publicar o seu relatório anual e revela-nos o capitalismo em todo o seu esplendor; os ricos estão cada vez mais ricos ( aumentaram as suas fortunas em 13%) e os pobres cada vez mais pobres. Números impressionantes. Por exemplo, 80% da riqueza mundial estás nas mãos de 1% da população. Não só aumentou o montante das fortunas, como o numero dos multimilionários. E aumentou a pobreza, evidentemente.
    É claro que esta gente sabe bem que justo, seria uma economia baseada em 3 pilares; o público, o privado e o cooperativo e onde o Estado detivesse e gerisse (bem) alguns sectores vitais e estratégicos. Mas depois, e os lucros?
    Mas o povo, os eleitores, sabem que também no plano partidário quem é que, desde há muito, apresenta esta e outras propostas diferentes das da tal gente, e que está disposto a bater-se por elas.
    A tal gente, a tal gentalha, que anda agora muito preocupada com a Venezuela. Têm imensa pena do seu povo. Tanta, como a que tiveram e têm do do Iraque, da Líbia, da Síria, de todos. E então querem para lá um governo bom. O seu governo. Hipócritas! Cheira-lhes a petróleo!
    Francisco Ramalho
    Corroios, 25 de Janeiro de 2019

    Europa: também assino

    O PÚBLICO traz hoje um manifesto - A Europa está a arder. O manifesto dos patriotas europeus - assinado por trinta figuras relevantes da cultura europeia de que destaco, por mera escolha de afinidade pessoal, Fernando Savater e Ian McEwan, que merece ser subscrito por todos os portugueses que também se abriguem no salientado no título: patriotas europeus. É o que faço. Porquê? Porque, como a "caixa" do jornal parafraseia, "...o que está em jogo hoje em dia é uma nova batalha pela civilização" (sic). Disse e assino.

    Nota: enviado agora mesmo ( 26/1/2018 às 13 horas), ao PÚBLICO.

    Fernando Cardoso Rodrigues

    Um "supônhamos"!

    - Vamos fazer um "supônhamos", ou seja uma suposição de pernas para o ar, de um facto . Então, "supônhamos" que o "special one, uáne úane", chegava ao Manchester United, e substituía o actual treinador, Ole Solskjaer, por este estar a fazer uma vergonha de resultados com risco de mandar o clube histórico para o fundo da tabela classificativa e deixá-lo de fora das competições maiores, e começava a ganhar todos os jogos que ia orientando e ganhando sem parar? Quantas capas nos jornais e elogios dos comentadores faziam ao Mourinho, quantos special one´s, lhe chamavam, e quantas vezes repetiam que ele é o "melhor do mundo" e não só da treta com arrogância e alguma vaidade à mistura, e tudo bem pago? Estou à espera que façam justiça ao Ole Gunnar Solskjaer, que depois de pegar na equipa que Mourinho deixou de rastos, a puxou para cima, colocando-a em lugar de poder participar nas provas dos Campeonatos da Europa, e a jogar um bom futebol, como não se tinha ainda visto, quando por lá esteve o sadino pedante, mas muito querido por alguns de cá. Até do SLBenfica, vejam só!*

    -(DNmadª26.01)

    Filho de peixe peixinho é...


    Um sujeito de nome Flávio Bolsonaro, senador da república brasileira e primogénito daquele outro que faz de presidente do país é apontado por ligações ao líder de uma organização criminosa do Rio de Janeiro, que terá assassinado a vereadora Marielle Franco, e por ter lavado dinheiro em imóveis.

    O papá, homem probo, como todos sabem, foi taxativo: “Se por acaso ele errou e isso for provado – mas é de crer que não vá ser provado... -  lamento como pai, mas ele terá de pagar o preço por esses erros, que não podemos aceitar”; já estando a ser investigado pela movimentação “atípica”de 1,2 milhões de reais numa conta do antigo motorista, Flávio terá de explicar uma série de 48 outros depósitos suspeitos.

    Entretanto, segundo o JN, o pai presidente deixou “pendurados” os jornalistas numa conferência de imprensa em Davos, onde não deixariam de lhe fazer perguntas incómodas acerca do filho, e que um acessor justificou pela ”abordagem antiprofissional da imprensa”, tal qual faria  “mestre” Trump, cujos ensinamentos esta gente aprende rápido...


    Amândio G. Martins

    sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

    Apoios!!!!

    - quem são os primeiros a dar o passo em frente para apoiar o incentivador de matança em Caracas, e protegido e pau mandado dos interesses fascizantes, e que desaparece em seguida, deixando o povo convocado a manifestarem-se por ele nas ruas, sujeito a morrer, para depois se culpar as forças oficiais e legais? vejamos:- Trump, à cabeça. Seguem-se os cabeçudos, Bolsonaro, Aznar, e o "nosso" Marcelo que se junta ao actual MNE e ex-ministro da Educ. que já foi corrido em Bragança numa visita com manif à porta, e ali apelidado pela noite dentro, e em coro, de fascista, quando detinha tal pasta (!). Tudo bons rapazes, que só pensam no povo e no seu bem-estar. Está tudo dito, ou é preciso um desenho?


    VENEZUELA

    MADURO CAINDO DE MADURO
    CARTOON PUBLICADO HOJE (25/01/2019) NO JORNAL “O POPULAR” DE GOIÂNIA-GOIÁS-BRASIL, DE AUTORIA DO GENIAL CARTUNISTA, JORGE BRAGA.

    "A luta continua"

    Os comandantes das Regiões Estratégicas de Defesa Integral (REDI) venezuelana declararam hoje “lealdade absoluta” a Nicolás Maduro como Presidente constitucional da Venezuela.
    A Venezuela tem 23 Estados e um Distrito Capital, agrupados em REDIs.
    “Ratificamos o nosso irrestrito apego à Constituição e às leis da República Bolivariana da Venezuela (RBV). Condenamos categoricamente todo o tipo de ato ilegal, adverso à vontade do povo soberano e a qualquer acto que atente contra a estabilidade da nação e consequentemente da pátria, provocado pela estrema direita”, disse o comandante da REDI de Los Llanos". Declararam alto e com firmeza, os Comandantes das Regiões Estratégicas de Defesa Integral (REDI), da Venezuela. Enquanto isto, o nosso presidente da República, Marcelo, e o governo através do MNE, Santos Silva, declaram apoio aberto aos golpistas empurrados pelos trumpistas yanques do capitalismo assassino, que pretendem tomar o poder na praça, disfarçados de libertadores e de salvadores de um povo envolto em dificuldades e sob a pressão dos boicotes e chantagens diversas. Não é só o rei Maradona, nem os chefes militares venezuelanos e alguns países lúcidos, que apoiam Nicolás Maduro. Eu também, e não preciso de muita coragem para o fazer. Basta-me ser responsável e consciente do que pretendem os interessados em explorar o petróleo de Caracas e outras riquezas e belezas. Outros países manifestam a sua solidariedade, porque nem todos se deixam arrastar e embalar por discursos por megafone, contra revolucionários, e mobilizadores para a morte da multidão arrebanhada, animados pelos que pretendem tomar o poder à socapa da legalidade. Bem pode o P.R. Marcelo andar de escola em escola a lavar o cérebro dos alunos e enfileirá-los contra o presidente bolivariano, que a Venezuela prosseguirá o seu caminho, tomando sempre renovadas qualidades, que se deseja sejam implementadas, logo que afastados todos os empecilhos que os têm atormentado, tal como os governantes europeus subjugados, o têm sido. Que esses, sim, são do "caraças"!*

    *(hoje 25.01 in DN.madª)
    *(DTK.28.01)
                                                      

    Socialismo do sec.XXI...


    Na primeira metade do sec.XX sentiu-se uma onda de esperança que abria novos caminhos a milhões de trabalhadores e intelectuais que acreditaram num mundo mais justo e livre; mas depressa essa esperança foi traída por uma casta de burocratas-robôs que espezinhavam quem quer que lhes lembrasse que não foi nada daquilo que lhes haviam prometido e tanto sonharam.

    De facto, nada daquilo a que se viam obrigados tinha a ver com socialismo, mas os seus coveiros garantiam que embora o caminho para lá chegar fosse difícil, esse dia haveria de chegar para todos; entretanto, as músicas entusiasmantes e a propaganda iam fazendo novos aderentes um pouco por todo o lado, ao mesmo tempo que os mais inteligentes já tinham percebido que tudo não passava de uma farsa e iam desistindo, desmascarando os aldrabões e abrindo os olhos aos que ainda não tinham percebido o que realmente se passava.

    Milhões pagaram com a vida, de morte rápida ou apodrecendo nas masmorras e nos campos de concentração. Todavia, apesar de tudo que se conhece, ressurgem de vez em quando uns aldrabões com a mesma lengalenga, mas nada mais proporcionam aos seus povos que insegurança e miséria, como é bem patente para todo o mundo na Venezuela, onde 80% da população passa fome de tudo e já se morre nas ruas por não querer nada daquilo.

    O espantalho que se diz presidente legítimo, juntou agora uns quantos como ele, de farda e toga, todos bens nutridos, para “garantizar” que são os legítimos lideres daquele povo; imaginemos agora aquele Trump que, tendo um importante órgão de soberania que lhe não é favorável, promove a “eleição” de uma outra “Câmara” paralela só para aprovar tudo o que ele quiser e declara  ilegal a única que é realmente legítima; apesar de o homem ser muito bruto e não lhe faltasse vontade para tanto, sabemos que isso nunca lhe será possível.

    Mas foi possível a Maduro fazê-lo e, sem corar de vergonha, que ele nem sabe o que é, com o conluio de juízes fantoches, declara ilegal aquele que é, aos olhos de todo o mundo democrático, a verdadeira Assembleia Nacional daquele país!...


    Amândio G. Martins



    A revolta de Assis


    Raras vezes concordo com o pensamento de Francisco Assis, o que não me impede de lhe reconhecer sempre sólida erudição. O artigo “O valor da revolta”, publicado no passado dia 24, no PÚBLICO, concitou a minha absoluta concordância porque trata de um daqueles acontecimentos que despertam a premência de intervirmos, mas que, por falta de informação total, receamos não abordar com isenção e acerto. Os acontecimentos no bairro Jamaica arrancaram ao autor um autêntico “grito de alma”, bem consubstanciado nos detalhes que sublinha. A serenidade e sobriedade que entreviu na intervenção de uma jovem de origem africana, a exaltação do valor sublime do respeito pela dignidade humana, a inevitabilidade e moralidade da compreensível revolta, os avisos quanto a perigos visíveis em determinadas paragens da extrema-direita, as certeiras acusações a órgãos de informação que empobrecem o espaço público com o recurso a doses inacreditáveis de debate de acontecimentos desportivos, a recomendação aos responsáveis políticos de que o momento actual exige que se tenha “muito juízo”, tudo mereceu o inteligente reparo de Assis. E não esqueceu a tomada de partido de Joana Mortágua, a quem exprime solidariedade política e pessoal, pela parte mais fraca, lembrando que, por vezes, este é um critério legítimo de nos posicionarmos na vida.
    P.S.: Penso que o PÚBLICO errou no lead, imputando à PSP uma referência que Assis pretenderia atribuir a Joana Mortágua.

    quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

    CONSEGUIREMOS EXERCER A AUTORIDAE DO ESTADO NAS RUAS DAS CIDADES?


    A pretexto de um alegado uso desproporcional de força num bairro periférico de Lisboa, dezenas de carros de inocentes cidadãos cumpridores da lei têm sido incendiados e reduzidos a cinzas, num inacreditável e cobarde exercício de violência gratuita. Uma esquadra da polícia foi atacada com vários “coktails molotov”, como se estivéssemos na em guerrilha urbana! Se a força policial exagerou, existem tribunais e leis aliás mais diligentes a processar e prender agentes da autoridade do que os autores de vandalismos e crimes. Que eu saiba, houve mais feridos do lado dos agentes, que do lado dos locais que se envolveram atirando pedras aos primeiros. Neste País a jurisprudência dos tribunais está mais atenta aos direitos dos arguidos de crimes em geral, que à defesa dos direitos das vítimas, a maior parte das vezes cidadãos cumpridores e inocentes. Não vi nem ouvi o PM e o ministro da Administração Interna dizer uma só palavra de conforto aos agentes que diariamente arriscam as suas vidas em troco dum salário miserável. E recordo que das centenas de outros ministros destes 45 anos de “democracia”, poucos foram os que enalteceram e defenderam as forças policiais ou paramilitares. Pelo contrário, logo que há qualquer alegado excesso ou erro destas, em vez de esperarem o julgamento das Inspeções Superiores ou dos tribunais, lestamente ameaçam com procedimentos disciplinares e outras acções desprestigiantes para os agentes da Lei. A continuar assim, um dia a população dirá basta, e estará criado o clima para um qualquer líder demagogo e populista ser eleito pelo povo. E depois não venham clamar por “fascismos”, têm é que agora ouvir o povo e prestigiar os agentes da Lei.



    Melhor Estado, melhor cidadania


    O Estado, por omissão e demissão, promove a ignorância. Assim, o dever e
    direito de cidadania ficam limitados. Coartados, até.
       Aproximam-se actos eleitorais e a classe política, num frenesim, apela ao
    voto em massa. Durante os mandatos no Parlamento, nenhum deputado
    teve relação alguma no nosso concelho, nas três últimas legislaturas, para
    não ir mais longe. Afigura-se-nos que assim é no resto do país. Se assumissem
    um modelo de profissionalismo na sua actividade, a política tinha mais dignidade
    aos nossos olhos! Seria também uma forma de afastar populismos indesejáveis.
    Há muito que o caciquismo e o clientelismo está a derrotar a meritocracia. Não
    venham depois chorar lágrimas de crocodilo pela elevada abstenção.
       Enquanto a AR estiver capturada por interesses particulares e pelos negócios - o
    nosso afastamento na participação política aumenta. Os deputados advogados
    que se servem das suas posições para legislar a favor dos seus escritórios, topo
    de gama, continuam… Estes figurões fazem a ponte entre o poder político e o poder
    económico, com competente mediação.
       Servir a causa pública é das mais nobres actividades para a elevação e progresso
    da sociedade. Servir mesmo, desinteressadamente!

                                Vítor Colaço Santos 

    Gente que nos custou caro...


    A sem-cerimónia como tantos “banqueiros” dispuseram de elevados montantes que lhes não pertenciam, sem cuidar minimamente de garantias, baseados apenas no “amiguismo” e, sabe-se lá, já conscientes de que aquele dinheiro era como “alma que cai no inferno”; e os pruridos que depois verificamos em revelar os nomes dos caloteiros é mesmo um caso de estudo na nossa sociedade.

    Com o título “E não lhes vai acontecer nada?”, diz Pedro Ivo de Carvalho, Director-adjunto do JN: “Podemos optar pela resposta cautelosa: muito dificilmente; ou podemos meter uma mão no fogo por um desfecho mais condizente com a letargia lusitana  quando chega a hora de todos pagarmos os banquetes de uns quantos: não vai acontecer nada aos gestores, supervisores e decisores políticos que, ao longo de 15 anos permitiram que a CGD se transformasse na Caixa Geral de Empréstimos para Amigos”.

    E acrescenta que se terem escondido os números pornográficos foi para nos poupar a vergonha, obrigado mas dispensávamos tanto zelo com o segredo; em quase meia centena de créditos de risco perderam o rasto a quase metade...


    Amândio G. Martins

    quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

    Em defesa da fuga em frente


    - Uma das formas de apoiarmos o crime e quem o comete, é juntarmos-nos a ele, branqueando-o, distorcendo-o, ou recorrendo a nomes com casos idênticos, como que a dizer-nos que é uma prática corrente a prevaricação que leva a tribunal e a julgamento o faltoso no caso em questão. Assim fazem alguns jornais, que para esvaziarem de importância e guardarem as costas do incriminado, colocam em pé de página, outros envolvidos em coisa semelhante, para que os leitores e curiosos mal informados, possam juntar ao coro, as suas vozes, propalando aos ventos - "estão a ver, não é só ele que entra a prestar contas ao fisco e à justiça". Dizem os especialistas em saúde que rir faz bem, e por isso é que entramos a sorrir e a rir num tribunal, mesmo que saibamos que a conta vai-nos sair cara, e com nervoso miudinho disfarçado. Mas é uma forma de transmitir ao povo que espreita, que somos os maiores da cantadeira, e podemos gozar à fartazana até com a Autoridade. A aumentar a este privilégio gabam-se - "tenho medalhas e condecorações que defendem o peito, que exibo com garbo por feitos que nem um general". Os média, entram na equipa, e em pé de página recuperam  nomes de famosos do ofício e do calvário dourado, para banalizarem de importância o feito acontecido e transformarem tais casos em actos normais, e assim se tornam cúmplices de crime, julgando-se seguros, mas só até "ruírem como altos muros". Que é serem votados ao abandono, ridículo, desaparecimento das bancas, como já vai acontecendo!

                                         

    Peditórios selvagens...


    Encontram-se por todo o lado a explorar os sentimentos e a generosidade das pessoas, mas dá para desconfiar daquelas mulheres; já as encontrei em supermercados, de latinha na mão, pedindo auxílio para crianças com cancro; agora, que tenho tido necessidade de visitar no hospital de Viana pessoa de família, lá estão elas, junto da máquina de pagamento do parque de estacionamento adjacente à ULSAM.

    E não me parece normal que se faça aquilo diariamente, como tem sido o caso, para uma causa que já tem uma organização credível para o mesmo efeito, cujo peditório é devidamente anunciado e as pessoas que se apresentam para recolher as dádivas da população de boa vontade não oferecem qualquer dúvida.

    Já tenho contribuído com alguma coisa para estes peditórios pouco convincentes, quando me apanham com dinheiro na mão, mas fico sempre na dúvida se estarei a ser enganado, pelo que não seria descabido que as autoridades, ou a própria “Liga Portuguesa Contra o Cancro, esclarecessem se aquilo não será coisa de oportunistas sem escrúpulos...


    Amândio G. Martins

    terça-feira, 22 de janeiro de 2019

    Lei de Bases da Saúde instrumento do SNS


    É na ordem de muitos, muitos milhões
    de euros o que o Orçamento do Estado
    transfere para os privados da saúde(!).
    Verbas pertencentes ao SNS. É contraditório e
    até obsceno que em cada 10 euros, 4 vão para
    a medicina privada! O Estado está a pagar para
    serviços que priorizam em primeiro lugar o lucro… 
    A saúde, afigura-se-nos que, não pode estar sujeita
    a leis mercantilistas. É para tratar e curar. Ponto. 
    A nova Lei de Bases da Saúde tem de ser o instrumento do SNS.
    Assim tivesse acontecido e não estaria num estado 
    depauperado para atender pobres… A direita radical,
    PSD-CDS votou contra  o SNS em 1979. Ao aprovar
    a Lei de Bases em 1990 abriu canais para drenar
    centenas de milhões de euros do SNS para os privados!
    Foram relevantes em ‘’competência’’… 
    As insuficiências no SNS: de força de trabalho, de instalações,
    de material médico e por aí fora, devem-se a cativações
    e à ausência de robustez. As greves também estão
    relacionadas… A medicina privada usa e abusa de
    exames, tratamentos, análises, etc., bastas vezes sem
    necessidade. Sei do que falo. A nova Lei de Bases da
    Saúde irá ser votada na AR. O BE, o PCP e o PEV honrarão
    António Arnaut, João Semedo e outros(as). Que fará o PS?

                     Vítor Colaço Santos 

    CTT são meio caminho andado… às arrecuas

    Os ideais que inspiraram a construção da Comunidade Europeia, hoje já União, foram ditados por um pensamento superior da organização humana. Passadas umas décadas, no entanto, aí estão bem visíveis os sinais de que o capital não brinca em serviço. Não é que o interesse das populações do interior do nosso país é pura e simplesmente atirado às malvas porque ninguém, nem sequer o Governo legítimo e soberano (?), pode accionar a reversão de uma privatização “inteligentemente” feita às escondidas pelo executivo liderado por Passos Coelho? Falo dos CTT, esse serviço que já foi de excelência, e que, “para melhoria da gestão” - o chavão do costume - foi dado de bandeja à iniciativa privada, num processo negocial altamente armadilhado, como agora se vê. O negócio must go on, a justiça social que espere.

    O novo paradigma das greves

    Até há pouco tempo havia dois partidos PSD e CDS que abominavam as greves.
    De cada vez que havia uma logo chovia um coro de criticas sobre os sindicalistas  que segundo 
    eles eram afectos ao PCP e o que se pretendia era desestabilizar o regime democrático.
    Agora surgem na cena das greves enfermeiros, médicos, juízes etc e os mesmos partidos, já não dizem cobras e lagartos sobre as greves.
    Será porque se converteram ou contam com as greves para apear o governo?...
    Quintino Silva

    Informação contabilística relativa ao ano de 2018

    AO LONGO DO ANO DE 2018, FORAM PUBLICADOS 1911 TEXTOS-OPINIÃO DOS
          COLABORADORES DO BLOGUE "A VOZ DA GIRAFA", ASSIM DISTRIBUÍDOS:
    NOMESTOTAISNOMESTOTAIS
    Amândio G. Martins ……………………..369Transporte ……………………………….1874
    José Bernardo Amaral …………………..317Vivaldo Jorge de Araújo ………….5
    Mário Jesus ……………………………………231Ana Santos ………………………………4
    Fernando Cardoso Rodrigues ……….184Jorge Gameiro …………………………4
    Joaquim A. Moura …………………………136Mário Bravo ……………………………..4
    Vitor Colaço Santos ………………………124António Barbosa ………………………3
    José Rodrigues ……………………………..108Rolando Silva …………………………..3
    António Pedro Ribeiro …………………98Tomaz Albuquerque ………………..3
    Francisco Ramalho ………………………..75Álvaro Ferreira de Melo ………….2
    Ernesto Silva …………………………………49Jorge Morais …………………………….2
    Dinis Evangelista …………………………..38Maria do Céu Mota …………………..2
    José Valdigem ………………………………32Angélica de Carvalho ………………1
    Quintino Silva ………………………………29João Pereira Baptista ………………1
    Manuel Alentejano ………………………24José Guilherme Monteiro …………1
    Maria Clotilde Moreira …………………23Manuel José Martins ……………….1
    Augusto Kuttner Magalhães ………..19Orivaldo Jorge de Araújo ………..1
    Graça Costa …………………………………..10
    Carlos Eduardo Cruz Luna ……………..8
    A Transportar ………………………………..1874Total ………………………………………....1911
      
    NOTA - Este trabalho é da autoria do colaborador Mário Jesus.
                  A ele o nosso muito obrigado.