terça-feira, 30 de setembro de 2014

Respigos de leitura

A Europa unida está cada vez mais desunida.
A Catalunha quer emancipar-se.
A Espanha nunca foi una.
E Portugal é só um povo?
António Costa deu um pontapé no charco; só se espera que no próximo futuro o putrefacto charco deixe de exalar tantas pestilências.
‘Sem imigrantes as uvas ficavam nas videiras’ era o título de primeira página de um jornal de notícias de grande expansão nacional.
Então, não há mão-de-obra nacional disponível, ou já não existe gente válida no interior do país, ou ainda, muitos ‘encanudados ao alto’ não poderão ‘sujar’ as mãos sazonalmente, ou é sempre melhor o ócio e a preguiça instituída, em vez de se fazer, pelo menos, ´fisioterapia natural’?
Ouro olímpico em Matemática para mais dois jovens lusitanos, que não usam somente as suas ‘ocas cabecinhas’ para jogos de nada se construir, para além de nada se fazer, quando, afinal, tudo é possível e de válido quando a mente é ocupada em se ir mais longe e saber-se mais do que antes se sabia.
Pela primeira vez, pois há sempre uma primeira vez. Portugal sagrou-se Campeão Europeu de Ténis de Mesa, precisamente contra a poderosa e hexacampeã, a Alemanha.
Foram estes os meus respigos de leitura.

Texto publicado, quase na íntegra, no METRO de 2/10

José Amaral

Os políticos ( jornal “i” 29.09.2014)


Os políticos ( jornal “i” 29.09.2014)

Lamentavelmente, neste tempo em que o nosso País regrediu, voltou à pobreza depois de termos, tantos, achado que éramos muito ricos, destapam-se podres que dinheiros fáceis, encobriam.

Como o dinheiro entrava sem qualquer esforço, era de imediato gasto onde mais jeito desse, deu para que, quem foi mandando em cada ocasião dar um aspecto de normalidade e riqueza contínuas.

Os cargos políticos desde Governações, Autarquias e todas as Oposições – sem excepções – eram muito bem remuneradas e tinham pagamentos de despesas várias e mordomias acrescidas, até automóveis para todo o uso, dado que a política podia-se-lhes acabar e tinham que ter que aproveitar. O que também implicou reformas bem abonadas, com pouco tempo de exercido efectivo da função.

E, como apesar de pública e publicadamente, todos que não fossem do mesmo partido politico tinham que parecer sempre zangados e desentendidos, fora da visibilidade lá se entediam, lá se conversavam.

E, como o País é um pouco como uma aldeia, todos se conhecem, ou conhecem alguém que outro conhece, e os interesses de uns beneficiavam outros e no fundo todos se entendiam, como facilmente agora se vai tudo descobrindo. Mas em simultâneo a inveja esteve sempre muito latente, e agora na pobreza vem mais ao de cima.

E, a política de um lado e de outro, passou a profissão, e todos se foram “por lá” eternizado, ou conseguindo lugares “cá fora” que se não estivessem lá antes, nunca conseguiram, e, foi um tempo de luxos para quem nestes meios conseguiu viver.

Agora, que o País voltou ao seu estatuto de “não rico”, não tendo conseguido como deveria ter, construído uma economia sólida e sustentável, com futuro, e com uma dívida que cresce a cada dia que passa, dado que nada é feito de facto para que assim não tenha que forçosamente acontecer, agora destampa-se os podres de outros tempos.

Como o presente e o futuro dos políticos já não é a delícia que foi, já não dá tanto, já não dá espaço para todos, andam-se a descobrir carecas – a tal inveja – e de repente, raro é o que por lá passou ou ainda por lá ande, que se tenha portado como se esperava devesse tê-lo feito.

E temos hoje o país a desfazer-se ainda mais, um desanimo geral, uma falta de esperança generalizada, nada de positivo acontece, nem sem ser por milagre ou salvação aparecem figurantes que melhor trabalho nos possam fazer, deixando emigrar todos, todos estes que já por cá passaram durante estes anos e não deram conta do recado, bem pelo contrário, parece que sem excepções!

A. Küttner de Magalhães

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

UM POUCO MAIS DE SENSATEZ


Mau seria não haver restaurantes de luxo pois é sinal que há clientes com posses para os frequentar. Por outro lado, é inegável que atravessamos uma crise de tal forma grave que as próprias instituições de caridade não conseguem satisfazer as necessidades. Por isso mesmo, e sem querer ser demagogo, discordo do artigo de Manuel Serrão na última revista NM fazendo a apologia dum restaurante onde o preço médio por pessoa praticado é de cerca de 80 euros. Não discuto se é caro ou barato mas tenho a certeza que é ofensivo para quem está desempregado ou aufira um baixo ordenado. Ora o autor termina o artigo a aconselhar termos coragem para lá ir, embora leve tempo para sentir o que a vida tem de melhor. Estará já a contar com o próximo aumento do ordenado mínimo? Jorge Morais

Marinho e Pinto, o Tudo em Um


Há uns tempos, comecei a receber com uma certa frequência mensagens de correio electrónico com frases bombásticas de Marinho e Pinto (M&P), umas a agradar à esquerda, outras à direita. Ora eu que sempre vi neste demagogo uma personagem populista, arrogante e cego pelo poder, lamentava que os meus amigos não reparassem que aquilo mais tarde ou mais cedo daria mau resultado. Não estranhei portanto que M&P tivesse conseguido enganar mais de 230 mil eleitores nestas últimas eleições para o PE socorrendo-se da boleia de um partido moderado com que todos simpatizam e que lhe serviu para os fins em vista, atraiçoando-o de seguida. Indivíduo muito distraído, desconhecia o ordenado e restantes mordomias que ia auferir e agora, usando frases trapalhonas e sem nexo, acha que os deputados nacionais ganham pouco e que os europeus ganham muito mas não abdica do seu pois é pobrezinho e tem a filha a estudar no estrangeiro, recebia cerca de 4.800 líquidos como bastonário o que é pouco para quem viva em Lisboa, o Presidente da República e os Juizes também ganham pouco, etc. Tudo isto após andar anos a criticar os políticos, lança agora a confusão para poder alegar....eu não disse.?...Com o intuito de agradar a mais um sector, M&P diz ser contra a adopção por casais do mesmo sexo. Noutra ocasião, chega a citar uma frase "reacionária" que pensava ser de Margaret Thatcher embora tivesse sido de John Major. Autentico vendedor de "bacalhau a pataco" do tempo da implantação da República, escolhe precisamente o dia 5 de Outubro para dar o pontapé de saída à criação do seu partido. Na mouche. Conhecem o detergente das máquinas de lavar louça? Isso mesmo, TUDO EM UM. Tal qual como M&P. Jorge Morais

A direita revolucionária

Sabem por que razão a tão aguardada e propagandeada reforma do mapa judiciário, a primeira grande reforma estrutural do novo Portugal, redundou numa enorme tragédia? Pela mesma razão que os nossos tribunais e restantes serviços públicos funcionam mal e vão continuar a funcionar mal. Ou seja, foi feita por portugueses e à portuguesa que é, como diz, feita às três pancadas por gente incompetente, irresponsável e inconsciente. Aliás, é preciso ser muito inconsciente para avançar com uma reforma judiciária desta dimensão, com a mobilidade de mais de 3 milhões de processos, que não tinha nada para dar certo: as instalações não estavam construídas, os funcionários estavam em falta, o sistema informático não tinha capacidade de resposta, para além de ter todos os operadores judiciários e o país político mobilizados contra esta reforma.
As grandes reformas sempre se fizeram por pequenos passos. O bom é inimigo do óptimo. Mas a direita portuguesa não é reformista é revolucionária, muito fruto do facto de as suas elites provirem da extrema-esquerda. Por isso, quando ouvimos os líderes da opinião da neo-direita portuguesa defenderem reformas estruturais, o que eles verdadeiramente defendem são revoluções estruturais, com a destruição e substituição de sistemas, organizações e instituições que consideram obsoletos e verdadeiros entraves à construção do Homem Novo Português e do Portugal Novo.
Acontece que o nosso problema não é estrutural é cultural. Os sobreiros não dão laranjas. É possível melhorar a qualidade da cortiça, tomar medidas para combater as pragas do sobreiro, reflorestar… mas há uma coisa que podem ter a certeza: os sobreiros não dão laranjas. E a ministra da Justiça quis que os sobreiros dessem laranjas. Não dão.
E não sei, neste momento, o que é mais gritante se os danos e as lesões profundos e irreparáveis nos direitos dos cidadãos, em particular, e na justiça, em geral, se o silêncio dos líderes de opinião da neo-direita revolucionária que embandeiraram em arco com implementação contra tudo e contra todos da primeira grande revolução estrutural do Portugal Novo.   
Os custos desta irresponsabilidade revolucionária vão ter consequências bastante graves quer no Orçamento de Estado (as despesas vão começar a brotar de todo o lado e de onde menos se espera), quer nos bolsos dos contribuintes e nos direitos dos cidadãos (para compensar as inevitáveis derrapagens orçamentais), quer na qualidade e celeridade da justiça (o bloqueamento do sistema vai gerar um efeito de bola de neve). Ficou tudo pior e mais caro. E vão ser necessários anos para reparar esta irresponsabilidade. Razão tinha Poiares Maduro quando disse que este era o governo mais esquerdista que Portugal já teve. Não tenho quaisquer dúvidas.

domingo, 28 de setembro de 2014

PARABÉNS, GANHOU!




Parabéns Senhor António Costa, ganhou!

Esperamos há tanto tempo por uma vitória! A vitória da auto-estima colectiva.

Esperançados, mas impotentes, ansiamos a realização da maviosa esperança, a última a morrer, mas que por capricho nunca se realiza.

O senhor não é o primeiro. Uma longa lista de candidatos potenciais, muito potenciais à resolução das expectativas ficaram pelo caminho, vai para centenas de anos, de dias, dos minutos de todo o tempo em que andamos nisto, em que a nossa dignidade não se realiza .

Não temos tréguas neste País falacioso.

Mesmo assim palpitamos sempre que os novos candidatos que a história da nossa história nos põe no prato do dia, nos saciem das expectativas que alimentam e de que nos alimentamos pensando que nos estamos a alimentar convenientemente.

Que não são muitas, nem demasiado caras: honestidade, decência, empenho, coragem, independência, SOLIDARIEDADE.

E cá estamos de novo, despertos e fascinados, acreditando que é desta.

Merecemos que o seja, a não ser assim, cumpre-se o fado da desgraçadinha.

Horrível fado: coitadinho, mesquinho, pequeníssimo, aviltante, aldrabão, portuguesinho.

Quebre esse feitiço Senhor Costa, não se inscreva nos manuais da memória como mais uma  estrondosa desilusão!

E se precisar de uma mão, estamos roídos por nos dispormos - somos pessoas voluntariosas e de boa índole.




PORTUGAL CAMPEÃO DA EUROPA DE TÉNIS DE MESA



Justa e merecida homenagem á selecção nacional de Portugal de Ténis de Mesa, que se sagrou pela primeira vez na história desta modalidade, campeã da Europa por equipas, na final disputada hoje no Meio Arena em Lisboa, ao bater a sua congénere da Alemanha por 3-1, sob uma forte assistência de milhares de espectadores, que no final vibraram com tal feito de uma das modalidades mais pobres e mais desprezadas pelos alto responsáveis pelo nosso desporto, que fizerem levantar bem alto no pódio a nossa bandeira de Portugal. Atletas puramente amadores e exemplo a ser seguido por todos aqueles desportistas, em especial os intérpretes do “chuto da bola”, que ganham milhões e que não representam condignamente as cores de Portugal.
Equipa nacional portuguesa composta por João Monteiro, Tiago Apolónia e Marcos Freitas, orientados pelo técnico Pedro Rufino, que com esta histórica vitória a nível internacional a todos os níveis notável, quebraram assim uma hegemonia germânica, de seis títulos consecutivos.
Destaque para toda a equipa nacional que está de parabéns por tão grande feito internacional, mas em especial, para o madeirense Marco Freitas, nascido no Funchal a 8 de Abril de 1988, e segundo a Federação Internacional de Ténis de Mesa, ele é o 13º. Melhor mesa-tenista do mundo e o melhor português da história desta modalidade. Este atleta olímpico madeirense, entre muitos título já alcançados no seu já vasto currículo, tinha ganho recentemente mais propriamente no dia 31 de Agosto de 2014, o seu primeiro título da carreira, numa etapa do circuito mundial de ténis-de-mesa, batendo na final do Open da República Checa, o germânico Patrick Naum por 4-3, na cidade de Olomouc. 

(Texto-opinião publicado na edição Nrª. 45325 do Diário de Notícias da Madeira de
  06 de Outubro de 2014)

Mário da Silva Jesus

MANIFESTO DA MANIFESTAÇÃO



Nós, os nossos,  os que são Portugal, manifestam-se todos os dias.

Manifestam-se e revoltam-se para as suas entranhas, porque são gente boa, recatada, não atira para a rua as migalhas da toalha da mesa do jantar.

Mas não há dúvida que todos os dias se revoltam. Entreportas, quando assistem impotentes ao rol de aldrabices nos jornais televisivos, descarregam as azias da bílis no mercado da fruta, no café do bairro, no jardim onde jogam à “sueca”.

 Sempre em banho maria.

Outros em grupos tímidos, e quando se tomam coragem, encostam-se à porta dos ministérios e nos locais duvidosos por onde passam os ministros e presidentes medrosos, protegidos pelos rottweiler cuja ração pagamos dos nossos bolsos.

E tímidos mas corajosos entoam os seus cânticos de intervenção, sons que são abafados pelo tráfego rodoviário.

Se todas essas formas de manifestação – num único dia que fosse – se encontrassem umas com as outras, todas ao mesmo tempo e no mesmo local, num ajuntamento de toda a gente, massivo, avassalador, decisivo, conseguiam um ruído tão intenso e ensurdecer, que paralisaria a escumalha dos falsificadores de palavras e sonhos e dos carteiristas impunes.

E a seguir, o que aconteceria?

“Seria o grande vazio”, dizem alguns. “Quem temos para substituir a escumalha?”, interrogam-se  outros. “Não! A nova alternativa socialista é a solução! As coisas podem mudar!”, sussurram  uns tantos. Alguns poucos e dementes afirmariam a pés juntos, quase rezando: ” não Senhor, as coisas já estão a melhorar, eles fizeram um bom trabalho, e como veem já estão a dar dinheiro ao povo”.

Palavras, palavras, e inanição.

Esse acontecimento decisivo não vai ser possível. Todas essas manifestações quotidianas de desconforto não passam de um não fazer nada melancólico, uma ausência de vontade de nada, queixumes fatalistas inconsequentes.

Somos assim, a deitar compulsivamente pirolitos para a cara. Não há volta nem reviravolta nesta história.

Os verdadeiramente dispensáveis partem-se a rir à tripa forra, com a facilidade com que nos deixamos governar.

Quando alguém é violentado, espera-se que no mínimo se debata, mais não seja pela dor que a penetração causa.

Mas parece ser que esta gente gosta de ser violada, seja porque se identifica com o violador, seja porque não lhe doí, seja porque é simplesmente assim: simples, no que de mais triste faz a significação desta palavra.


Será uma forma enviesada de prazer? 

Novas contra o indefeso calimero e 63 quilómetros de fronteira de ninguém

Quando o ciclo terreno já está no outono e eu completamente mergulhado no outono da vida, dou comigo a cogitar nas muitas notícias que me vão chegando e às quais tento dar algum tratamento positivo com o devido distanciamento, ou sobre elas me interrogando.
Assim, no que respeita às novas que vieram a lume, em que o PM terá feito ‘voluntariado’ anos a fio sem que ninguém, quiçá ele mesmo, soubesse de tal elevado ‘filantropismo’, eis que tudo veio ‘às luzes da ribalta’ através da ‘maledicência’ de uma ‘reles’ denúncia anónima, a qual, ‘maldosamente’ fez estridente eco na ainda não amordaçada comunicação social, a qual tem ‘denegrido’ tão indefeso calimero.
Também tomei conhecimento do que já sabia, de que a fronteira terrestre que Portugal tem com o único país que a coabita – Espanha – tem pelo menos 63 quilómetros sem se saber ao certo qual a linha exacta que a divide, sendo lamentável que os nossos últimos Governos da República nada tenham feito para que os marcos fronteiriços voltem aos seus seculares lugares, uma vez que oficialmente o território de Olivença é parte integrante da pátria lusitana, só que na prática e ultraje português está sob a alçada e directrizes espanholas.


José Amaral

sábado, 27 de setembro de 2014

Participemos

Não me venham dizer que "trabalho e pago os meus impostos"! O tigre que caça o javali está, de certa forma, a trabalhar; e o javali que foça raízes está a trabalhar; e nós trabalhamos, antes do mais, para ganhar a vida. Certamente há algum parasitismo, a criticar e a erradicar, mas trabalhar é um facto da vida, não merece especial crédito. Quanto aos impostos, esses são... impostos! Se fossem uma contribuição voluntária, com quanto contribuiríamos? Com alguma coisa? Muito provavelmente, mas quase de certeza seria bem menos do que o imposto que nos é imposto. Mais uma vez, haverá uns malandros que se esquivam, mas sendo o imposto imposto, pagar também não merece especial crédito.


J.F.Kennedy, disurso de investidura, 1960
(cc-by-nd U.S. Embassy The Hague, flickr.com)
Deveremos, sempre e todos, ter o direito de opinar e de protestar. Mas quem tenha por principal crédito um simples "trabalho e pago os meus impostos", tem o menor dos créditos. Para créditos extra, há que participar, há que fazer. Não temos todos de ser primeiros-ministros, ou secretários de estado, há muito mais por onde participar. Por onde dar o nosso tempo, esforço, empenho. Participemos no clube de futebol "cá da terra", na associação de cultura e recreio, nos escuteiros, nos bombeiros voluntários, na banda de música, na comissão de festas, na associação de pais, no... onde dê gosto e pareça útil. Participemos!

Participemos para lá do pagar a nossa quota anual. Atrevamo-nos a fazer parte dos orgãos dirigentes. Rapidamente descobriremos que é bem mais difícil "governar" do que pensamos, bem mais do que protestar. Pior, descobrimos que políticos agarrados ao poder estão onde menos se espera. Eles não são só os Passos, ou os Sócrates, ou outros supostos predestinados. Eles, os intriguistas, são aqueles em que confiamos, eles, os mentirosos, são os nossos amigos. Ou eram... Esses estão perdidos, nada há aí a perder, mas afrontá-los ainda tem os seus riscos. Lutar pode resultar em perder aqueles que acreditam nas mentiras e caem nas intrigas. Resultar em perder um pouco da fé no mundo...

Mesmo perdendo algumas lutas, mesmo com a fé abalada, mesmo sem objetivos grandiosos, e, como humanos que somos, sempre com o cuidado de não nos tornarmos um d'eles... mesmo assim acreditemos num mundo melhor. E se queremos um mundo melhor, há que continuar a ir além do "trabalho e pago os meus impostos". Como famosamente disse Kennedy, há que perguntar não o que o nosso país pode fazer por nós, mas o que podemos nós fazer pelo nosso país. Há que não cuidar das feridas, mais que o essencial para as sarar, superar os receios de novos revezes e... participar!

Não nos limitemos a exigir um mundo melhor. Participemos na sua construção.

Estamos nos primeiros dias do Outono



Estamos nos primeiros dias do Outono. É o tempo das vindimas e de quase todas as colheitas.
Subitamente, as nuvens acastelaram-se e os ainda quentes raios de Sol desapareceram.
Vêem-se os primeiros relâmpagos e logo ouve-se o ribombar dos trovões.
E, de uma quietude estabelecida, logo a chuva aparece com grossas pingas, e o vento começa a soprar, tudo agitando por onde passa.
E, assim, sendo interrompido na minha tarefa de limpar um pequeno terreno de arbustos inestéticos e desnecessários, eis-me, agora, sentado num velho sofá, tendo o meu companheiro Brilhante ao lado, o meu gato preferido entre outros – a Nina e a Tucha, a pensar no passado e nas trovoadas da minha infância, comparando tudo com as tempestades de hoje, na quietude de todas as nossas agitadas vidas.


José Amaral

Situação socioeconómica em Portugal

Situação socioeconómica em Portugal
Um observatório considerou que o limiar de pobreza para Portugal é de 409,00€/mês, só que existem muitos cidadãos a viver com pensões de reforma inferiores a 250,00/mês. Cerca de 25% dos portugueses vivem abaixo do limiar de pobreza, ou seja, cerca de 2.500.000. O Governo comprometeu-se em princípios de 2014 aumentar às pensões abaixo de 250,00€/mês em cerca de 3,00€/mês com efeitos retroativos a Janeiro de 2014, que saiba nem aumentou, ainda, a essas pensões de reforma, nem fez o acerto para os meses anteriores. Para 2015 o governo diz que vai ter que fazer cortes nos apoios sociais, como é que viverão essas pessoas abaixo do limiar de pobreza? Será que vivem? o banqueiro Fernando Ulrich diz com certeza que sim…

ENERGIA FONTE CRIADORA

ENERGIA FONTE CRIADORA

NÓS SOMOS DEUS A VIVER UMA EXPERIÊNCIA HUMANA TUDO QUE SEJA DITO EM VEZ DISSO É REDUTOR.
SEMPRE ESTIVEMOS PRESENTES COMO ENERGIA UNIVERSAL, ENERGIA CRIADORA, DESDE SEMPRE.
O TEMPO É UMA FICÇÃO, COMO ENERGIA SEMPRE EXISTIMOS E INCORPORAMOS NESTE CORPO QUE TAMBÉM É ENERGIA.
SE MUITAS PESSOAS NÃO TÊM A NOÇÃO DISSO É PORQUE ESTÃO DESALINHADOS COM A ENERGIA FONTE CRIADORA A QUE PERTENCEM.
O DESALINHAMENTO DA ENERGIA, FONTE CRIADORA DE TUDO, É A ORIGEM DE TODOS OS PROBLEMAS (DOENÇAS, PENSAMENTOS NEGATIVOS, NOÇÃO DE FALTA).


Os ministros não pedem desculpa demitem-se

Os ministros não pedem desculpa demitem-se
Este governo deve ser o campeão das desculpas. Primeiro, foi a ministra da justiça, Paula Teixeira da Cruz, que pelo facto da base informática do ministério da justiça (Citius) não estar a funcionar devidamente pede desculpa, mas porque é que a ministra insistiu no dia 1 de Setembro como entrada do programa em pleno, quando todos viam que o prazo era curto. Depois, foi a vez de pedir desculpa o ministro da educação, Nuno Crato, quando os próprios matemáticos viram logo que a formula para a graduação dos professores e futura colocação estava mal calculada, misturava números absolutos com percentagens e não vamos ficar por aqui… e como os ministros não saem do governo demitem-se os secretários de estado, os diretores gerais, etc. quando é que erros tão grosseiros irão acabar?

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

passos coelho e as suspeitas políticas

Segui razoavelmente o debate quinzenal no Parlamento. O assunto, como não podia ter deixado de ser, rondou as suspeitas que recaem sobre Passos Coelho aquando da sua passagem pela Tecnoforma ou - o que vai dar mais ou menos ao mesmo, embora a retórica política do primeiro-ministro e compagnons de route nos queiram intuir do contrário - do Centro Português para a Cooperação, uma ONG umbilicalmente ligada à empresa que tinha como lema a "inovação, a excelência, o compromisso" (Tecnoforma). Devo dizer que o argumentário do primeiro-ministro, natural e antecipadamente visto e revisto pela sua equipa, não me convenceu. É que ficamos, afinal, sem saber, quanto e com que periodicidade é que Passos Coelho recebeu das chamadas despesas de representação, as quais não me parecem ter, geográfica e substancialmente, extravasado, se tivermos em conta as vezes que foram reiteradas, pelo próprio, as cidades de Bruxelas e Porto e também, isoladamente, Cabo Verde.

Invasão fiscal

AL CAPONE FOI PRESO POR EVASÃO FISCAL.

ESTE GOVERNO DEVIA SER DEMITIDO POR INVASÃO FISCAL

'Tenho todo o tempo do mundo' ou 'devagar, que tenho pressa!'



‘Tenho todo o tempo do mundo’
Que canta o Rui Veloso
Faz-me cogitar, meditabundo,
Versejar tão engenhoso.

Pode soar bem ao ouvido
E com métrica perfeita
Para mim não tem sentido
Essa contagem imperfeita.

O Tempo não se agarra
Ele foge constantemente
Não é como a cigarra
Cantando se está contente.

O paradoxo, regressa,
Que o homem inventou:
‘Devagar, que tenho pressa!’
Mas o Tempo não parou.


José Amaral

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

subida do salário mínimo: sempre é melhor que nada

É dos argumentos mais repugnantes que ouço para justificar o aumento em 18 euros do salário mínimo, o que equivale a cerca de 50 cêntimos diários: sempre é melhor que nada. A questão, não se prende, obviamente, com o "sempre é melhor que nada", mas antes com a dignidade das pessoas que recebem o salário mínimo. Já o escrevi e hoje tive oportunidade de ouvir, num fórum televisivo, um pedreiro usar o mesmo argumentário: pago 300 euros de renda de casa, 70 de eletricidade e gás, vinte de água, [não sei quanto] de passe social... gostava de ver o sr. primeiro-ministro governar-se com o salário mínimo.
Ou seja: não se pode gizar o valor do salário mínimo a régua e esquadro. Este tem de dar para viver com dignidade. É um dos pontos estruturantes de um país que se deseja civilizado.
Ainda a este propósito, a triste coincidência de andarmos a discutir uns eventuais 150 mil euros que o sr. Passos Coelho não se recorda de ter recebido, nos idos anos 90, pelo trabalho prestado na Tecnoforma. Não tenho dúvidas que o pedreiro que ouvi na televisão se recorda dos 150 euros que eventualmente tenha recebido por um trabalhinho de há quinze anos atrás. Somos ou não somos um país de desagradáveis assimetrias?

A todos os companheiros de jornada e de infortúnio


O aumento do ordenado mínimo nacional mensal passará, em 1/10, de 485 euros para a capicua de 505 euros, pelo que o ‘rombo’ na nossa Economia vai ser ‘insuportável’: dizem quem nos engana diariamente.
E, após tantos elogios de tal astronómico aumento para quem tanto faz e tão pouco ganha, fiz uma busca às muitas centenas de missivas electrónicas que recebo e, parei numa delas recebida há precisamente dois meses, em 25/7, a qual merece, agora, por antítese, o meu seguinte reparo:
Tomei conhecimento que as pensões dos políticos e de outras elites a si adstritas duplicam aos 60 anos, pelo que daqui se conclui que quando são eles a fazer as leis para si mesmos e as aprovam, o ROUBO é legalizado e a INJUSTIÇA é mais que justa.
No entanto, antes que vomite tudo o que me vai nas entranhas, remeto-Vos para https://www.youtube.com/watch?v=187ksT-IJGA, para, assim, verem e ouvirem com os vossos próprios olhos e ouvidos, quem é que nos rouba, pelo que, por mais que produzamos, eles tudo nos roubarão.

José Amaral

Até o JN ...

Como Portugal está a atravessar uma onda grevista, devido à má e muito desleixada governação, tudo pode acontecer.
Até o JN de hoje, dia 25/9, omitiu o exíguo espaço que ainda dá aos leitores, os quais, não engolindo tudo que lhes enfiam pela goela abaixo, acham por bem deitar cá para fora o que lhes vai na alma.
Eu, por mim, fiquei muito triste pela ‘greve’ que o JN decretou unilateralmente, deixando os leitores a ‘ver navios’ num dia de intenso nevoeiro.
E por esta pequena prosa de desagrado me fico.


José Amaral

OÃN MISSA!

Pedro Passos Coelho continua a não surpreender. O seu Governo tem-se caracterizado por, entre outros aspectos menos positivos, definição e concretização de medidas da frente para trás, em ordem inversa, começando pelo telhado do edifício, em vez de o iniciar pelas fundações.

Agora, há poucos dias, apresentou a intenção de replicar os vistos gold nos "Territórios de Baixa Densidade", atribuindo-os a quem investir e criar emprego no interior do país. Parece-me boa ideia. Muito boa ideia. Ou seria, não fosse ter, até aqui, encerrado, nestes "Territórios", escolas, tribunais, centros de saúde, repartições públicas e aumentado exponencialmente os custos de deslocação, quer pelas distâncias que passaram a ser necessárias percorrer no dia-a-dia, quer pelo fim das SCUT's, muitas delas ainda sem uma alternativa rodoviária digna desse nome. 

Mais uma vez, as pessoas são preteridas em detrimento do poder económico dos empresários. Estes criarão as suas empresas, algumas empresas, subsidiadas pelos recursos dos contribuintes (investimentos mais baratos) e concederão emprego precário, aceite por quem não tem outra alternativa (nem sequer capacidade de emigrar). Quem se submeterá a um emprego nestas condições, onde tenha que percorrer 30 quilómetros para deixar o filho na escola, outros tantos para o ir buscar; 50 quilómetros,  caso precise de uma consulta num centro de saúde, ou ainda mais, se tiver que ir a um hospital? Apenas aquelas pessoas cujo agregado familiar é constituído por um ou dois elementos. Será esta uma medida coordenada com outras, tais como a ansiada política de natalidade? Não saberá o Governo que fechar serviços e, passado algum tempo, reabri-los custa muito mais do que ter criado incentivos logo à partida para o aumento populacional nestas áreas? 

Eu sou, há muito, favorável à existência de incentivos a quem pretenda fixar-se no interior. Tanto a pessoas como a empresários. Não há pessoas sem empresas nem há empresas que subsistam sem pessoas. Mas é necessário que existam condições prévias, ao nível de infra-estruturas, para ambos os grupos, para que essa fixação e essa atractividade sejam possíveis e concretizáveis. 

Não é por se aumentar, hoje, o número de especializações em pediatria e se reduzir o número de geriatras que iremos inverter a nossa pirâmide etária (qual pirâmide?!). É com a expectativa real de existência de creches e escolas nas proximidades. É com urgências médicas a serem tratadas urgentemente. 

Tal como fez desde o início do mandato, reduzindo salários e pensões em vez de atacar, realmente, os imensos gastos públicos supérfluos, tal como o guião de reforma do Estado foi apresentado apenas na segunda metade da legislatura e está ainda por definir, não passando de frases avulsas, toda a política do actual Governo se tem assemelhado mais a um caranguejo do que a um coelho. Por isso, deixarei um apelo numa forma que seja, pelos seus elementos, entendido: OÃN MISSA! 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

« p i s t o l e i r o s »



No comentário semanal para que está contratado na RTP 1, o ex-primeiro ministro do PS, eng. José Sócrates, a propósito das referências na comunicação social, da sua eventual ligação ao processo «face oculta» através de Armando Vara, classificou de «pistoleiros» os que jornalisticamente o envolviam nas teias do referido processo, cujo desfecho na primeira instância judicial sentenciou a condenação de todos que estavam constituídos arguidos.
O dr. Filipe Menezes do PSD (ex-presidente da câmara de V.N.Gaia) e o dr. Passos Coelho do PSD (actual primeiro-ministro), talvez também pensem em classificar de «pistoleiros», os que mais recente e jornalisticamente os envolveram, em alegadas ilegalidades, desde corrupção, enriquecimento ilícito, fuga a impostos e não cumprimento de deveres de deputado.
As várias definições para «pistoleiro» abrangem, ente outras, «os que cometem crimes políticos, atacando a tiro os adversários em época de perturbação social» e «pessoa contratada para assassinar em troca de dinheiro». «Pistoleiro» é igualmente um personagem habitual de «coboiadas» ou «filmes de faroeste», mais classicamente denominados de «westerns».
Os «pistoleiros» poderão pois, agir contratados ou, porque pertencendo a determinada família partidária, pretendam atacar adversários políticos.
O que se constata também, é que os «pistoleiros» de ambas as famílias (PS/PSD), jornalisticamente falando, sempre se aliam para defender, atacar e silenciar, todos os que ousam pôr em causa as políticas comuns de direita que ambas as famílias praticam, e cujos resultados estão na origem da degradação da situação económica e social de Portugal nas últimas dezenas de anos.


A TAP não anda ... voa! ---- ou ---- A TAP não anda boa!

Na segunda metade do século XX, talvez na década de 60, havia um slogan de grande impacto entre os amantes dos comboios, lançado pela CP, que era o seguinte: A CP não anda … Voa!
E, esta frase promocional devia-se ao sucesso da viagem ultrarrápida, para a época, do Comboio Foguete, entre São Bento, no Porto, e Santa Apolónia, em Lisboa.
Todavia, como os nortenhos, mormente os tripeiros, são conhecidos, quando falam, por trocar a letra vê por bê, então, o slogan de tanto sucesso e impacto visual era assim pronunciado: A Cê Pê não anda boa!
Hoje em dia, tal frase com igual sotaque nortenho, poderá ser aplicado à ou aos TAP pelas últimas negativas prestações aéreas, em que muitos dos seus aviões têm sofrido de muitas e estranhas maleitas a que não estávamos habituados.
Só pior fez Ícaro, que, ao fugir do labirinto da ilha de Creta, com asas coladas com cera, esta se derreteu com os quentes raios de sol, precipitando no mar tal imprudente homem-pássaro.
Assim, só esperamos que os projectos ‘ambiciosos’ da administração dos TAP e do Governo da República, em acelerar a privatização da referida empresa aérea, não venham também a soçobrar em um qualquer mar da nossa lamentação colectiva, fazendo jus ao antigo slogan de sucesso, mas com pronúncia do Norte – A TAP não anda boa!

José Amaral


Há aqui muita coisa mal contada e convém não perder de vista o quadro geral. A quem interessa todo este processo?

Para quê a palhaçada do "bom começo", da borboleta, e tanta coisa destinada a criar confiança num banco, se este tinha morte anunciada? Vítor Bento encabeçou um processo de crescimento ou foi apenas uma marionete para inglês ver? Ou será para espanhol ver?...
Diz Marques Mendes que é muito feio o que o Governo está a fazer, deixando Carlos Costa gerir sozinho o processo do BES. Carlos Costa está longe de estar sozinho. O facto de o Governo não aparecer está longe de significar que não está ativo.
A quem interessa Stock da Cunha, neste momento? É coincidência que venha do Santander, um dos potenciais interessados no Novo Banco?! Ainda vamos ver o Goldman Sachs entrar na corrida...

(DN, 23-9-2014)

Ministério do Analfabetismo e da Incompetência


                O Ministério da Educação e Ciência deveria chamar-se Ministério do Analfabetismo e da Incompetência.
                Do analfabetismo, pela política anti-educativa que o ministro Nuno Crato tem vindo a fomentar: encerramento de escolas, redução drástica de funcionários e de professores, aumento do número de alunos por turma, falta de apoio a alunos com necessidades educativas especiais e corte de verbas nas escolas, nas universidades e para a investigação científica.
                Da incompetência, devido a erros crassos, ou melhor, erros cratos, no concurso chamado de Bolsa de Contratação  de Escolas, devido a um erro matemático  (aconselho vivamente acções de formação de  Matemática para os responsáveis), que colocou professores com menor classificação profissional à frente de professores com mais classificação. A solução(?) apresentada pelo sr. ministro mantém tudo na mesma: quem já está colocado permanece nas escolas, mas vai-se reformular o concurso.
                Ó sr. ministro, onde está a lógica desta sua afirmação?  Só na sua cabeça!
                Relativamente ao encerramento de escolas, nomeadamente no interior do país, para quem tem os filhos na capital a serem transportados à escola em carros do Estado, pagos por todos nós, é insensível ao facto das crianças das aldeias com escolas terem agora que se levantar 2 horas mais cedo para percorrem 50 km de autocarro para irem para outra escola, correndo o risco de serem vítimas de acidentes nas estradas com geada e neve no inverno. E para que servirão as escolas fechadas? Que desperdício de dinheiro dos contribuintes!  
                Com esta política de destruição do ensino e da investigação científica em Portugal, o sr. ministro e o seu incompetente governo estão a contribuir intencionalmente para o aumento do analfabetismo e do retrocesso científico, cultural e social do país.
                “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Emanuel Kant

 
Manuel Coimbra

Não pagamos uma dívida odiosa e ilegítima!


 


                       "À luz da lei internacional, dívida odiosa é uma teoria legal que sustenta que a dívida nacional incorrida por um regime político, com propósitos que não servem os interesses de uma nação, não deve ser compulsória. Portanto, segundo esta doutrina tais dívidas são consideradas como dívidas pessoais de um regime que nelas incorreu e não dívidas do Estado. Em alguns aspectos, este conceito é análogo à invalidez de um contrato assinado sob coerção.

                       A doutrina foi formalizada em 1927 num tratado de Alexander Sack, um jurista russo especializado em finanças públicas, professor de direito internacional na Universidade de São Petersburgo e, depois de 1921, em universidades da Europa e dos Estados Unidos." Há países (Equador) que recorreram com sucesso a esta figura jurídica para não pagarem dívidas públicas ilegítimas, nomeadamente os EUA nos casos de Cuba, após a Guerra Hispano-Americana, e do Iraque.

                       A dívida pública portuguesa é uma dívida odiosa e ilegítima porque foi contraída através da corrupção dos nossos governantes que propiciaram negócios ruinosos com empresas e bancos privados, depauperando as finanças do Estado, sem conhecimento e aprovação dos Portugueses. Um exemplo de corrupção, além dos negócios ruinosos com as PPP e a nacionalização dos bancos privados BPN e BES, que faliram por práticas fraudulentas, é o negócio dos submarinos durante o governo de Durão Barroso, sendo Ministro da Defesa Paulo Portas: adquirimos 2 submarinos à Alemanha por 1.000 milhões de euros, enquanto que a Grécia comprou 6 pelo mesmo valor, e a França, que perdeu o concurso (?), os vendia por 95 milhões de euros.

                       Assim sendo, à luz do direito internacional e da Convenção de Viena, o povo português não é obrigado a pagar a dívida. Devemos é exigir uma auditoria independente que deverá avaliar qual o valor da dívida e como foi contraída. E não devemos aceitar a ideia de que a dívida pública é de responsabilidade colectiva.

                       Já existe um grupo técnico, formado por professores de economia da Universidade de Coimbra e outros conceituados economistas e advogados, que pretende realizar uma auditoria cidadã à dívida pública (aceder a auditoriacidada.info). Exijamos imediatamente essa auditoria, por todos os meios ao nosso dispor, apoiando este grupo a ter acesso às contas do Estado. Ou há auditoria, ou não pagamos!

                       "É imoral pagar uma dívida imora!". (ver documentário Debitocracia)

 

 Manuel Coimbra

Obscenos e podres

A nossa governança não é obscena pela mentira, pela baixa matreirice, por os bolsos das calças se porem a jeito às moedas, pela arbitrariedade e escolha de amigos, pela incompetência, pela gritante incompetência, pela soberba, pela maldade.

Por tudo isso a nossa governança é podre e não obscena.

É obscena, porque meia dúzia de miúdos da única escola secundária das Artes em Lisboa que não têm professores para começar as suas aulas, têm a coragem de se manifestar em frente ao Ministério da Educação, e ninguém os recebeu.

Ninguém  quer saber deles para nada.


Artes?

....

No momento desta pequena e ruidosa manifestação tomava café ao lado do Ministério  e o empregado, em conversa com clientes no balcão, fez um comentário que me explicou o ponto a que chegámos da nossa vida em democracia: “quando fazem mais barulho deve ser porque marcaram golo”. Riram-se todos muito.

Sai do café e juntei-me  ao ruído dos putos. Fartámo-nos de marcar golos, numa baliza sem guarda redes.

A nossa governança só é obscena e só está podre porque deixamos, e nesta nossa pequenez, alguns ainda têm a mania que são engraçados.


GOODBYE SEGURO

GOODBYE SEGURO
Ontem, ao assistir ao debate entre o Costa e o Seguro, abri os olhos para a luz, para a esperança do fim da eterna ligação dos negócios à política ou vice-versa. Como se sabe há ladrões e prisões em todo o mundo. Todavia, o que se pode analisar é o seu grau; a sua percentagem em cada país e o lugar que cada país ocupa nessa matéria e quais as medidas que tem sido aplicadas para reduzir ou acabar com o crime contra os gatunos políticos e contra a corrupção.
Isto de dizer que há políticos negociantes é como dizer que na Igreja não há pecadores! Lembro aqui os pedófilos. Claro que em tudo há de tudo!
Mas, dizia eu, que ao ver o Seguro, infantilmente, atacar o Costa por ter apoiantes corruptos, querendo ao mesmo tempo que tal mancha do criminoso manchasse o apoiado! Foi mais uma infantilidade do Seguro em ir por ali, pois que, por extensão, leva à conclusão que entre os seus apoiantes não há políticos negociantes! Sim senhor! Santidade pura com o Seguro; com um governo de puros; de impolutos! Se fosse assim, se eu acreditasse em tal infantilidade eu até votaria Seguro, pois que teria a garantia de que Presidentes de Câmara, Ministros, Secretários, Diretores, Chefes de Gabinetes, etc, formariam um exército de impolutos na governação.
Sabes Seguro? Tu, assim na política não vais longe, embora te reconheça algum mérito para missionário da Obra das Boas Intenções. Goodbye e faz por continuar sério, mas não garantas a seriedade dos teus, senão lá terás de ir, como Egas Moniz, com a corda ao pescoço. Espero bem, que o Costa em ganhando, te evite esse (em) baraço!
Assina um eleitor, que nunca votará em ti, para que conserves esses sonhos de pureza política. Dorme bem e bons sonhos.
Silvino Figueiredo
Gondomar

a salsicha de passos

À parte da insólita expressão "salsicha educativa" proferida por Passos Coelho na cerimónia de abertura do ano letivo no Conselho Nacional de Educação, todo o discurso do primeiro-ministro é perfeitamente enquadrável num ignóbil teor proto-reacionário. Na sua cabeça, prevalece e cimenta-se a ideia de que antigamente é que era e que as várias reformas educativas ao longo destes anos (leia-se, pós-25 de abril) mais não trouxeram do que  a deterioração da qualidade do ensino. Está, pois, muito enganado o senhor primeiro-ministro. Bastaria, simplesmente, olharmos para o número de jovens que estudam para concluir o contrário, ou seja, a massificação traz (ou pode trazer) também qualidade. O que a abertura da escola a todos não pode assegurar é ministros competentes. E, infelizmente, o que de mais visível estes três penosos anos trouxeram à educação foi precisamente uma postura negativista sobre um avanço civilizacional que a escola pública representa ao possibilitar um alargamento de um leque de entradas educativas, independentemente das variáveis financeiras e etárias de cada cidadão. Obviamente, para pessoas como Passos Coelho, a escola pública deve situar-se a milhas deste desígnio de formação integral.