quinta-feira, 3 de agosto de 2017

REVOLUCIONÁRIO

Agora acusam-me de ser revolucionário. É o maior elogio que me poderiam fazer. Pelo menos, não ando para aí a brincar às casinhas nem a trabalhar para o papão. Pelo menos, não passo os dias a discutir futebol, nem mexericos, nem trabalho. Claro que sou revolucionário: anarquista-guevarista-nietzscheano. Não suporto mais a inércia da grande maioria destes gajos. Sempre a consumir, sempre atrás do dinheiro. A rir de coisas idiotas. A fazer de conta que se dão muito bem, de que são muito felizes. Estou farto. Sou revolucionário. Com todo o gosto. Até ao fim. No fundo, estes gajos aborrecem-me, enchem-me de tédio. Sempre sorridentes como se vivêssemos no paraíso. Merda. Vem aí a puta da revolução. A grande revolução. Vocês vão ver. O vosso sossego vai acabar. É o fim. "O fim das risadas e das doces mentiras".

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