segunda-feira, 14 de maio de 2018

"Operação Fizzente"

Operação Manuel Fizzente”

13 MAI 2018 / 02:00 H.
    Se ainda restava algum português com dúvidas sobre a verdadeira dimensão de Portugal, mesmo que tenha por hábito ver o boletim meteorológico na TVEspanha e o espaço que o país ocupa naquele mapa peninsular, de sol, chuva e trovoada, o caso do angolano Manuel Vicente, e a tomada de decisão do Tribunal da Relação, que envolve aquele ex-governante e os suspeitos apontados na Operação Fizz que decorre ou mudou de rumo, na sua investigação na Justiça portuguesa, vem pôr a descoberto o tamanho real que temos, pela posição que tomamos, quando sobre os nossos governantes, cai o granizo e sopram os ventos da dependência e da pressão, obrigando-os a claudicarem, e a dobrarem-se, ajoelharem-se até, aos pés do mais forte. E podem desenhar, elaborar, as mais díspares versões, despachos, justificações, declarações, para torcerem a frio e a quente, a pena e martelo, na forja ou com maçarico, de toga e beca, tanga e borsalino ou panamá, a realidade dos factos, que não transmitem aos portugueses d´aquém e d´além mundo, senão a imagem de um país subserviente, demissionário, de cócoras e à mercê de interesses estranhos e humilhantes. Só um português distraído e que está abaixo do Bojador é que se espanta com o envio do Processo do Vicente, para Angola, satisfazendo a “ordem de cumprimento” que de lá veio, para ali ser arquivado após amnistia conveniente, e fazer parte do museu etnológico da Justiça daquele país de compadres abastados, que nem colonos exploradores. O único espanto que podem ter os lusitanos, é o que resulta apenas da demora da decisão. Tanto tempo a armar em forte no Palacete da Soberania fanfarrona, para sucumbir mais à frente na ameaçadora selva africana, capaz de nos fazer mudar de cor, quando vistos ao espelho!

     
      
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