segunda-feira, 7 de maio de 2018


Sempre a mesma lengalenga...


“Se nos compararmos com as economias mais desenvolvidas, é óbvio que os salários em Portugal são baixos”- diz o patrão dos patrões, António Saraiva, no caderno “Dinheiro Vivo”, do JN.

E acrescenta que os salários são baixos porque a produtividade é baixa; e é baixa porque as empresas estão insuficientemente apetrechadas em termos tecnológicos e também é baixa a qualificação dos recursos humanos.

Diz Saraiva que o salário mínimo aumentou 14,9% nos últimos três anos; e se tivesse aumentado de acordo com a inflacção estaria nos 537€, não nos 580€ em que está agora. E se para muitas empresas não é problema pagá-lo, pode pôr em causa a sobrevivência daquelas de mão de obra intensiva.

Mas isto de se penalizar a força de trabalho por questões que não são da sua responsabilidade; ou escudarem-se nas baixas qualificações, quando chegam a recusar gente justamente por excesso de qualificações, porque as empresas não estão dimensionadas para tirar partido dessa qualidade, parece-me uma cantiga com letra muito coxa...


Amândio G. Martins

3 comentários:

  1. O que o sr. Saraiva não diz e esconde é que se o salário mínimo fosse sempre actualizado, desde que foi criado em 1974, de acordo com a inflação e a produtividade seria em 2018 de 1268 euros.

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  2. Os colaboradores de topo ganham até acima da média da produtividade produzida; no entanto, os 'escravos' fazem o seu trabalho e, com mais ou menos produtividade, os salários são sempre de miséria.

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  3. Seria cómico, se não fosse trágico, a insistência destes patrões no "fado da desgraçadinha"...

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