sábado, 15 de junho de 2024

Homo homini lupus

 

LEI DA SELVA

 

Para os que no mundo gozam a vida

Pagam os que são gozados por ela

Que nem sabem se terão a parcela

Onde lhes seja feita a despedida

 

Um mundo que permite ao fratricida

Que a justiça não ponha numa cela

Permitindo-lhe a vida paralela

Com a da gente boa confundida.

 

Há muita injustiça pelo mundo

Quem nada tem sofre a do que tem tudo

Que quando parece bom é fingido;

 

Enriquece a roubar a pobre gente

A quem vai massacrar constantemente

Seguro que nunca vai ser punido...

 

Amândio G. Martins

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

 

O MUNDO ESTÁ UM NOJO. E PERIGOSÍSSIMO!


As duas guerras em curso, a da Palestina e da Ucrânia, revelam à saciedade, a hipocrisia e a moral dos senhores da guerra.

A da Palestina, é muito mais que uma guerra. É um massacre, um genocídio, uma imensa vergonha.

E os que a apoiam e os que não a condenam, são os mesmos que também apoiaram o golpe de 2014 na Ucrânia e que depois se seguiu “grupos paramilitares neonazis a incendiar casas, torturar e chacinar ucranianos pró-russos”. Acabei de citar Alfredo Barroso. Sabem quem é? É um dos fundadores do Partido Socialista. Uma das vozes que as televisões quase omitem, ou omitem mesmo. Mas há mais! Homens com informação e até experiência no terreno, devido a cargos internacionais que desempenharam , sobretudo mandatados pela ONU, como os generais, Raul Cunha, Carlos Branco, Agostinho Costa. Ou ainda, o já citado Alfredo Barroso, Carlos Matos Gomes, Viriato Soromenho Marques, Miguel Sousa Tavares e outros.

Mas em relação aos antecedentes da intervenção da Rússia, acrescentar que só na região russófona do Donbass, o atual poder em Kiev, já tinha provocado 15 mil mortos. E contrariando as promessas, a NATO avançou para leste e os Acordos de Minsk não foram cumpridos.

E o ponto da situação é mais que conhecido: muitos milhões e armas e mais armas e o incentivo para que a guerra se intensifique e com objetivos de maior alcance.

De conversações para a paz, apenas quase só aqui o PCP/CDU, e lá fora, Lula da Silva e o Papa, falam. Bastava que se cumprissem os Acordos de Minsk para que o povo do Donbass pudesse decidir, em referendo, do seu destino.

A insistência na solução, através das armas, estando em confronto 4 potências nucleares, será exagerado pensar-se onde isto poderá desembocar? Os 50 milhões de mortos da Segunda Guerra Mundial, teriam alguma comparação?

Muito mais havia a dizer sobre o lamentável estado deste mundo, mas só mais este exemplo:

Sobretudo, devido à desilusão com as políticas do centrão (partidos ditos socialistas, social-democratas e democratas-cristãos), a extrema-direita avança. Mas vejam o resultado dela na Argentina. Mais de 50% da população, já vive abaixo do limiar da pobreza. E agora, fome e porrada.

Mas à saída!

Como sempre, está nas mãos do povo. Dos povos.

Francisco Ramalho





A moralidade do meu avô e a imoralidade dos deputados


O meu avô sabia ler, escrever e contar, não tinha nenhum diploma, mas tinha um princípio; não permita que na sua presença se falasse mal de quem não estava presente , e que não se podia defender.
Ora segundo o sr. presidente da assembleia da república os deputados que são na sua maioria. drs este princípio não se aplica.
È precisamente o contrário
os deputados podem dizer as alarvidades que quiserem sobre quem não está na sala,
mas não podem dizer o mesmo sobre quem está presente.
Ficamos também a saber que eu posso ser processado se falar depreciativamente de um deputado.
Já ele ao ao abrigo da liberdade de expressão pode dizer o que quiser.
A liberdade de expressão não é para todos
Moral da História; Um semi analfabeto do século XIX tinha mais princípios do que um dr.do século XXI.
Diz o PRA que sim, pode dizer alarvidades.
Então se pode , não deve. digo eu.

Quintino Silva

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Mal combinados

 

PÁSSAROS A VOAR

 

Diz que tem uma mulher fantástica

Mas que se ela não tivesse nascido

Também ele não teria sofrido

Aquela irritante úlcera gástrica.

 

Incapaz de uma decisão drástica

Se alguma vez chega a estar decidido

Bem depressa ela o torna amolecido

Tão elástica que é na ginástica...

 

Tivesse essa mulher nascido homem

As contrariedades que o consomem

Pensa ele que não existiriam;

 

Teria casado com outra mulher

Com quem a vida seria só prazer

E os dois nunca se aborreceriam...

 

Amândio G. Martins

quarta-feira, 12 de junho de 2024

 

FRANÇOISE HARDY


Estava na Marinha e fui a França, eu e mais 4 ou 5 camaradas, já não me lembro bem. Até porque nunca liguei muito a números e datas. Fomos completar a guarnição da fragata Comandante João Belo. Passámos um mês em beleza na cidade de Lorient. Aqui ainda não havia centros comerciais, lá já. Era Outono, estava frio, mas lá dentro estava quentinho. Gostámos da comida e disputámos diversos jogos de futebol com equipas da Marinha Francesa. Íamos aos navios deles, e eles ao nosso. Comíamos juntos. Convivíamos. Mas o que mais gostámos, foi das francesas. Lindas e doces. Íamos para os bailes . Uma maravilha! Já lá não havia o conservadorismo de então, daqui, que também se esfumou.

Bem, mas sabem porque é que vim para aqui com esta conversa!? É que na altura, e por bastante mais tempo, Françoise Hardy, com a sua voz muito feminina, insinuante, e o seu ar irreverente, era uma das grandes estrelas da pop. Ontem partiu. Que descanse em paz!

O tempo não perdoa… Por isso, temos de aproveitar ainda, o melhor que podermos.

Francisco Ramalho


terça-feira, 11 de junho de 2024

O menos mau das eleiçoes

 

O melhor das nossas eleições para o Parlamento Europeu foi, na minha óptica, para além de a "Adireita" as não ter ganho, não se terem confirmado as expectativas dos neonazis, cujo cabeça de lista, que tinha dito que seria mau um resultado abaixo de 18%, só pôde comemorar cerca de metade, e que bom ver o líder com cara de tacho por saber que, daqui para a frente, embora diga o contrário, como lhe compete, vai ser sempre a descer até à insignificância; isto porque, para lá de há muito ter ultrapassado os limites da decência, esgota a cada dia que passa a paciência de quem o ouve.

 

Ao contrário de cá, em Espanha ganhou a Direita tradicional, pois o PP ficou 2 deputados acima do PSOE, o que não foi mau de todo para este partido, se for tido em conta que as luminárias do comentário político à direita lhe prognosticavam uma hecatombe, não por estar a governar mal, antes pelo contrário, por “rábia” de verem a Esquerda governar bem, com resultados positivos assinalados em todos os indicadores internacionais, razão por que o seu argumentário se tem centrado à volta das cedências de Sánchez aos independentistas catalães e na pretensa corrupção em negócios que envolverão a empresária Begoña Gomez, mulher do chefe do governo.

 

Aos neonazis de Vox surgiu nestas eleições um competidor ainda mais à sua direita, tendo conseguido três deputados; com a sigla “SALF-Se acabó la fiesta”, este novo partido tem como líder um sujeito de nome Luis Pérez Fernández, abreviado para Alvise Pérez, vários vezes condenado por injúrias e falsidades contra políticos de esquerda, sendo a base do seu argumentário a imigração, contra a qual exige a deportação massiva...

 

Amândio G. Martins

domingo, 9 de junho de 2024

E que tal se fôssemos sinceros?

 

É-nos dito que, ao fornecer armamento à Ucrânia, estamos a defender a democracia contra quem a ameaça, a Rússia, que já cometeu barbaridades amplamente relatadas. Não sei se é legítimo comparar os horrores que vimos em Bucha e Mariupol com os de Rafah. Naqueles, os agredidos tiveram o respaldo do Ocidente, traduzido em fornecimento do que há de melhor na indústria da guerra. Já os palestinianos, ainda que não possuindo apenas as pedras da Intifada, de pouco mais dispõem do que do apoio moral das democracias ocidentais, que é bom de sentir, mas não mata a fome nem ganha guerras.

A geopolítica, por definição, é hipócrita. Refugia-se em explicações dirigidas à indolente aceitação popular, mas enreda-se nos próprios argumentos, ora justificando, ora condenando, os mesmíssimos factos. Seria bom que a coerência imperasse na comunicação “oficial” que nos chega, sem se esconderem as verdadeiras causas que se defendem. No caso, as democracias “liberais”, mas também os interesses económicos nelas instalados, como os da indústria armamentista, sobre a qual Eisenhower, premonitoriamente, expôs as suas enormes reservas. E ele sabia do que falava, como agora, parece-me, está bem à vista de quem quer ver.


Público - 10.06.2024

sexta-feira, 7 de junho de 2024

 

AS COMEMORAÇÕES DO DIA D SEM A RÚSSIA


Quem não souber nada de história e ouvir falar agora nas comemorações do desembarque dos aliados na Normandia sem a presença da Rússia, que não foi convidada, pensará que este país, então União Soviética, não teve nada a ver com o maior conflito, até agora…, da história da humanidade. 50 milhões de mortos. Uma decisão que retrata bem a estatura dos líderes atuais da Europa e dos seus mentores do outro lado do Atlântico.

Dos 50 milhões de mortos, mais de metade, foram da então União Soviética. 80% das baixas infligidas aos alemães, foi obra do Exército Vermelho. Foi lá que se verificaram as maiores batalhas de sempre, como a de Leninegrado ou a de Kursk.

Com isto, estamos a desvalorizar a operação militar que ficou conhecida como o DIA D e que libertou a França? A minimizar os que lá perderam a vida? De maneira nenhuma! Honra e glória a todos os que tombaram na luta contra a besta nazi! Militares e civis da Resistência de todas as nacionalidades!

Agora quem está a desvalorizar e a faltar ao respeito pelo país que mais sofreu com a Segunda Guerra Mundial, mas também o mais decisivo pela derrota do nazi-fascismo, pela libertação da humanidade, foi a União Soviética, de novo Rússia, que não foi sequer convidada para estar presente na importante efeméride.

O DIA D, foi o golpe de misericórdia nas hordas hitlerianas. Mas antes, já as Forças Armadas Soviéticas, as tinham golpeado de morte.

Portanto, esta atitude inqualificável, está ao nível do seu comportamento perante o vergonhoso genocídio em curso na Palestina. Em que uns até apoiam, os EUA, e os outros, a UE, não condena como devia. Por isso, uns e outros, mais os primeiros, são coniventes com aqueles monstruosos e cobardes crimes. A última grande façanha, foi o bombardeamento de mais uma escola.

Os mesmos que omitem todos os antecedentes da guerra na Ucrânia, incluindo os 15 mil mortos russófonos no Donbass antes da intervenção russa. Os que a continuam a alimentar e intensificar com os  potencias perigos para toda a Europa e não só. Ou os que aqui quase silenciam homens tão experientes, informados e contra a guerra, como os generais Raul Cunha, Carlos Branco, Agostinho Costa. Ou ainda, Carlos Matos Gomes, Viriato Soromenho Marques, Miguel Sousa Tavares, Alfredo Barroso (fundador do PS), entre outros.

A terminar, a propósito de Domingo, lembrar quem mais se bate contra a guerra, pela paz e por uma UE pacífica e bem mais dos interesses dos trabalhadores e dos povos, a CDU.

Francisco Ramalho





quinta-feira, 6 de junho de 2024

DE COMENTADORES INDEPENDENTES ESTÁ O INFERNO CHEIO...

 


O aparecimento de Sebastião Bugalho como candidato da AD ao Parlamento Europeu confirmou que por uma questão de transparência, das TV.s e restantes órgãos de comunicação social, devem ser catalogados os seus comentadores como membros, apoiantes, ou simpatizantes de determinado partido ou área política. 

No anterior governo PS, Pedro Adão e Silva, também deixou o seu estatuto de comentador, para assumir o cargo de Ministro da Cultura. No actual governo/AD, a sua secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Isabel Xavier, também era comentadora da RTP, nomeadamente em questões internacionais. 

Além de lugares de candidatos e membros do governo, também existem nomeações para organismos públicos, como o caso recente de Ricardo Arroja, nomeado para presidir à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Alguns comentadores estarão sobejamente identificados pelos cargos partidários, governamentais e outros que assumiram. Mas mesmo para esses, é útil a indicação da área política da sua simpatia ou em que se situam, considerando que os telespectadores, ouvintes e leitores não estão todos ao mesmo nível de recepção da informação/comentário, seja pela idade ou pela formação e interesse no acompanhamento da situação política.

Normalmente ao estatuto de comentador ou politólogo é associada a característica de independência para tentar reforçar a credibilidade. Mas de comentadores independentes está o inferno cheio…

Esta eleição é para o Parlamento Europeu

Dizem-nos até à exaustão, que estas eleições para o Parlamento Europeu(PE) e não - Eleições europeias, como se tem abusado nesta incorrecta designação, como sendo as mais importantes.... Curioso, cada eleição é sempre mais importante que a anterior(!). Este reiterado aviso, também tem que ver com a verificada escalada abstencionista, de eleição para eleição. Será porquê? Nunca ouvi nenhum deputado dar uma explicação justa... Quem são os futuros sortudos parlamentares europeus?, que vão ganhar cerca de 40 000 euros (com todas as benesses incluídas), por mês! A assimetria destes chorudos ordenados são um atentado aos insuficientes e magros salários pagos em Portugal ao comum trabalhador. Quem é que tem vontade de votar face a esta gritante disparidade salarial? O exemplo tem de vir do PE, através duma práxis, que não ofenda aqueles a quem lhes sobra mês, lhes falta a sopa para o prato e pior, nem equacionem se vão à farmácia ou ao supermercado... O PE, dominado pelo PPE (PSD e CDS), tem restringido a nossa soberania a valores mínimos. Diríamos irrisórios. Nunca sentimos, como Portugueses comuns, que o PE dimanasse alguma vez quaisquer medidas a nosso favor - de facto! É um ornamento luxuoso, com vencimentos pornográficos e destinado a dar cobertura, com ares de democracia, aos grandes negócios! O PE serve as economias pujantes, Portugal periférico e economicamente débil tem ficado ostensivamente para trás.... Os ditos europeístas, PSD,CDS e PS, acerca nada dizem. Pelo exposto, a abstenção voltará a dar a resposta adequada.... Com maioria absoluta!

quarta-feira, 5 de junho de 2024

A Humanidade tem de vencer outras guerras...

Temos de tudo fazer para que o Planeta Terra seja preservado, cuidado e perpetuado para que nós, filhos, netos, bisnetos e por aí adiante, possam(os) fruir e tudo fazer(mos) para que a Vida seja uma aprendizagem construtiva permanente. Com criatividade na felicidade! Se cada um de nós fizer a sua parte é um avanço... Não precisamos de belicismos e menos ainda de consequentes guerras. Ninguém as ganha!... A Humanidade já tem que chegue e em farta demasia inimigos comuns: a miséria levada ao extremo, nos sem-tecto, classificados como paupérrimos; a pobreza, que não pede por dignidade ou vergonha, tendo direito a recorrer a apoios sociais, cada vez menos abundantes... A escassez económica: é revelada pela ignorância, pela fome, não só de pão, mas também de formação, de instrução; na doença é mais sentida e menos assistida. E, sobretudo, pelos baixos(íssimos) salários! O proletariado trabalhador é o que tudo faz, o que menos ganha e o que menos tem....Esta inqualificável situação um dia, dure o que durar - irá acabar!! A Humanidade tem uma tarefa hercúlea para resistir à falta de um pedaço de chão para semear comestíveis, resistir à falta de água, de electricidade. A prolongada falta de ganha-pão é quase tão problemática, quanto é a, não só mas também, latente e premonitória agressividade climática/ambiental provocada, significativamente, pelo capitalismo desenfreado que nos mata! São estes os dilemas/inimigos que temos de combater para, juntos, vencermos estas guerras!...

terça-feira, 4 de junho de 2024

O sermão dos morangos


A natureza, além de nos dar de comer,também nos dá momentos de prazer e de reflexão.
Há quatro anos, por curiosidade, plantei,  doze pés de morangos, mas quando começaram a dar fruto vi que não ficavam maduros todos ao mesmo tempo, hoje era um amanhã outro.
Era uma chatice, porque andava por aqui um gaio que acordava primeiro que eu e não me dava hipótese..
No segundo ano verifiquei que eles já se tinham multiplicado e o gaio já me deixava alguns, e quem primeiro fosse à horta podia comer ,mas não dava para trazer.
Agora já me deixei de me preocupar com o gaio, porque andei três semanas a colher neles; chegou para ele, para mim e até para alguns amigos.
A princípio pareceu-me uma chatice eles não aparecerem todos ao mesmo tempo, mas agora vejo que se assim fosse a maior parte acabava por se perder.
comecei depois a observar, e vi que o mesmo acontecia com outros frutos carnosos. Além de não ficarem maduros todos ao mesmo tempo dentro da mesma espécie, também as vária s espécies aparecem em tempos diferentes ao longo do ano, o que até em termos de dieta faz automaticamente a diversificação.
Já os frutos secos, assim como os cereais que se conservam todo o ano, podem ser colhidos todos no mesmo dia,
pois ficam maduros todos ao mesmo tempo.
Comecei a pensar que se os produtos que se conservam são colhidos de uma vez e os que não se conservam são-no ao longo do ano,isto foi bem organizado. 
Quem será o autor desta maravilha?.
Para ver se arranjava resposta a esta questão, fui falar com um teólogo que me fez um sermão sobre o milagre da criação.
Mas eu quis uma segunda opinião e fui falar com um biólogo, que me fez uma dissertação sobre a teoria da evolução 
Depois de alguma meditação, achei melhor falar com um filósofo a ver se saia desta confusão.
Assim  me disse o homem:« Eu que só sei que nada sei», apenas te direi: Desfruta do que a natureza te dá, mas deixa ficar tudo como está .
Se começas a mexer deitas tudo a perder.

Quintino Silva

LUTAR COM CORAGEM PELA PAZ


 Em 2024, defender as crianças, é lutar com coragem pela PAZ, dizer não à guerradizer não à corrida aos armamentos, dizer não à politica de confrontação que só causa sofrimento e desgraças. É necessário acabar com a guerra na Ucrâniaé necessário acabar com os crimes levados a cabo por Israel na Palestina, com um cessar fogo permanente e o imediato acesso da ajuda humanitária.

(vou colocar a mensagem, embora com alguns dias de atraso, devido a dificuldades na publicação, entretanto resolvidas)

"Working in progress"

 

PERSISTÊNCIA

 

Quem nunca desiste de partir pedra

Tende a ficar melhor a cada dia

Porque essa será sempre a melhor via

Para quem quer ser mais útil na Terra.

 

Se o que não tem o que quer desespera

E não muda a sua filosofia

Vai sempre faltar-lhe um fiável guia

Para refazer tudo quando erra.

 

Que se a gente andar muito confundida

Na pressa de encontrar uma saída

Não distingue o certo do que é errado;

 

Quando é dificil encontrar um rumo

Mais necessário se torna o aprumo

Para ver o sonho realizado.

 

Amândio G. Martins

 

 

 

segunda-feira, 3 de junho de 2024

 

SOBRE AS EUROPEIAS


Não sei se já reparam nas guerras do alecrim e manjerona, entre os dois alternantes crónicos representados agora pelo betinho Bugalho e pela fogosa Temido. Depois do passa culpas sobre os problemas no Serviço Nacional de Saúde, na habitação, no descontrolo da legalização dos imigrantes com a liquidação do SEF, no Ensino, noutros problemas de âmbito nacional, agora acusam-se também mutuamente sobre o ascenso da extrema direita.

Claro que todos sabemos que as culpas são mais ou menos equitativas e da responsabilidade do PS e do principal partido da AD, o PSD.

Propostas sobre uma União Europeia dos trabalhadores e dos povos, zero! Uma política agrícola comum (PAC), que beneficie bem mais os países de menor dimensão e os pequenos e médios agricultores, nada! Propostas para que os salários e as reformas dos trabalhadores portugueses se equiparem pelo menos progressivamente aos da maioria dos seus congéneres da UE, nem vê-las! Que o Banco Central Europeu não continue com uma política cega de aumento das taxas de juro, nada dizem!

E, os dois, mas não só..., em vez de exigirem a paz e não a guerra, limitam-se a alinhar na intoxicação da comunicação social dominante com os omnipresentes comentadores e analistas que omitem todos os antecedentes da guerra que já dura há mais de dez anos e não há dois. A mesma CS que quase silencia homens com conhecimentos e bem mais imparcialidade, como Carlos Matos Gomes, os generais, Raul Cunha, Carlos Branco, Agostinho Costa, ou Viriato Soromenho Marques, Alfredo Barroso. Aproveito para citar este último, fundador do PS: “Estranho o “apoio inabalável” a um “herói da democracia” de extrema-direita, neoliberal, acusado de corrupção e de proteger oligarcas e neonazis homofóbicos e russofóbicos (…) Foi o golpe de Estado na Praça Maidan, em 2014, que deu luz verde aos grupos paramilitares neonazis para incendiar casas, torturar e chacinar ucranianos pró-russos, numa guerra que já dura há dez anos, desde 2014”.

Portanto, uma guerra que a não ser travada pela diplomacia, a única forma pela qual deve ser travada, que tem em confronto quatro potências nucleares; Reino Unido, França, EUA e Rússia, não poderá ter consequências apocalípticas?

Finalmente, quem mais se tem batido e continuará a bater pelas propostas acima referidas e pela paz, que os eurodeputados da CDU?

Preciso é, evidentemente, serem eleitos!

Francisco Ramalho