sábado, 15 de junho de 2024

Homo homini lupus

 

LEI DA SELVA

 

Para os que no mundo gozam a vida

Pagam os que são gozados por ela

Que nem sabem se terão a parcela

Onde lhes seja feita a despedida

 

Um mundo que permite ao fratricida

Que a justiça não ponha numa cela

Permitindo-lhe a vida paralela

Com a da gente boa confundida.

 

Há muita injustiça pelo mundo

Quem nada tem sofre a do que tem tudo

Que quando parece bom é fingido;

 

Enriquece a roubar a pobre gente

A quem vai massacrar constantemente

Seguro que nunca vai ser punido...

 

Amândio G. Martins

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

 

O MUNDO ESTÁ UM NOJO. E PERIGOSÍSSIMO!


As duas guerras em curso, a da Palestina e da Ucrânia, revelam à saciedade, a hipocrisia e a moral dos senhores da guerra.

A da Palestina, é muito mais que uma guerra. É um massacre, um genocídio, uma imensa vergonha.

E os que a apoiam e os que não a condenam, são os mesmos que também apoiaram o golpe de 2014 na Ucrânia e que depois se seguiu “grupos paramilitares neonazis a incendiar casas, torturar e chacinar ucranianos pró-russos”. Acabei de citar Alfredo Barroso. Sabem quem é? É um dos fundadores do Partido Socialista. Uma das vozes que as televisões quase omitem, ou omitem mesmo. Mas há mais! Homens com informação e até experiência no terreno, devido a cargos internacionais que desempenharam , sobretudo mandatados pela ONU, como os generais, Raul Cunha, Carlos Branco, Agostinho Costa. Ou ainda, o já citado Alfredo Barroso, Carlos Matos Gomes, Viriato Soromenho Marques, Miguel Sousa Tavares e outros.

Mas em relação aos antecedentes da intervenção da Rússia, acrescentar que só na região russófona do Donbass, o atual poder em Kiev, já tinha provocado 15 mil mortos. E contrariando as promessas, a NATO avançou para leste e os Acordos de Minsk não foram cumpridos.

E o ponto da situação é mais que conhecido: muitos milhões e armas e mais armas e o incentivo para que a guerra se intensifique e com objetivos de maior alcance.

De conversações para a paz, apenas quase só aqui o PCP/CDU, e lá fora, Lula da Silva e o Papa, falam. Bastava que se cumprissem os Acordos de Minsk para que o povo do Donbass pudesse decidir, em referendo, do seu destino.

A insistência na solução, através das armas, estando em confronto 4 potências nucleares, será exagerado pensar-se onde isto poderá desembocar? Os 50 milhões de mortos da Segunda Guerra Mundial, teriam alguma comparação?

Muito mais havia a dizer sobre o lamentável estado deste mundo, mas só mais este exemplo:

Sobretudo, devido à desilusão com as políticas do centrão (partidos ditos socialistas, social-democratas e democratas-cristãos), a extrema-direita avança. Mas vejam o resultado dela na Argentina. Mais de 50% da população, já vive abaixo do limiar da pobreza. E agora, fome e porrada.

Mas à saída!

Como sempre, está nas mãos do povo. Dos povos.

Francisco Ramalho





A moralidade do meu avô e a imoralidade dos deputados


O meu avô sabia ler, escrever e contar, não tinha nenhum diploma, mas tinha um princípio; não permita que na sua presença se falasse mal de quem não estava presente , e que não se podia defender.
Ora segundo o sr. presidente da assembleia da república os deputados que são na sua maioria. drs este princípio não se aplica.
È precisamente o contrário
os deputados podem dizer as alarvidades que quiserem sobre quem não está na sala,
mas não podem dizer o mesmo sobre quem está presente.
Ficamos também a saber que eu posso ser processado se falar depreciativamente de um deputado.
Já ele ao ao abrigo da liberdade de expressão pode dizer o que quiser.
A liberdade de expressão não é para todos
Moral da História; Um semi analfabeto do século XIX tinha mais princípios do que um dr.do século XXI.
Diz o PRA que sim, pode dizer alarvidades.
Então se pode , não deve. digo eu.

Quintino Silva

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Mal combinados

 

PÁSSAROS A VOAR

 

Diz que tem uma mulher fantástica

Mas que se ela não tivesse nascido

Também ele não teria sofrido

Aquela irritante úlcera gástrica.

 

Incapaz de uma decisão drástica

Se alguma vez chega a estar decidido

Bem depressa ela o torna amolecido

Tão elástica que é na ginástica...

 

Tivesse essa mulher nascido homem

As contrariedades que o consomem

Pensa ele que não existiriam;

 

Teria casado com outra mulher

Com quem a vida seria só prazer

E os dois nunca se aborreceriam...

 

Amândio G. Martins

quarta-feira, 12 de junho de 2024

 

FRANÇOISE HARDY


Estava na Marinha e fui a França, eu e mais 4 ou 5 camaradas, já não me lembro bem. Até porque nunca liguei muito a números e datas. Fomos completar a guarnição da fragata Comandante João Belo. Passámos um mês em beleza na cidade de Lorient. Aqui ainda não havia centros comerciais, lá já. Era Outono, estava frio, mas lá dentro estava quentinho. Gostámos da comida e disputámos diversos jogos de futebol com equipas da Marinha Francesa. Íamos aos navios deles, e eles ao nosso. Comíamos juntos. Convivíamos. Mas o que mais gostámos, foi das francesas. Lindas e doces. Íamos para os bailes . Uma maravilha! Já lá não havia o conservadorismo de então, daqui, que também se esfumou.

Bem, mas sabem porque é que vim para aqui com esta conversa!? É que na altura, e por bastante mais tempo, Françoise Hardy, com a sua voz muito feminina, insinuante, e o seu ar irreverente, era uma das grandes estrelas da pop. Ontem partiu. Que descanse em paz!

O tempo não perdoa… Por isso, temos de aproveitar ainda, o melhor que podermos.

Francisco Ramalho


terça-feira, 11 de junho de 2024

O menos mau das eleiçoes

 

O melhor das nossas eleições para o Parlamento Europeu foi, na minha óptica, para além de a "Adireita" as não ter ganho, não se terem confirmado as expectativas dos neonazis, cujo cabeça de lista, que tinha dito que seria mau um resultado abaixo de 18%, só pôde comemorar cerca de metade, e que bom ver o líder com cara de tacho por saber que, daqui para a frente, embora diga o contrário, como lhe compete, vai ser sempre a descer até à insignificância; isto porque, para lá de há muito ter ultrapassado os limites da decência, esgota a cada dia que passa a paciência de quem o ouve.

 

Ao contrário de cá, em Espanha ganhou a Direita tradicional, pois o PP ficou 2 deputados acima do PSOE, o que não foi mau de todo para este partido, se for tido em conta que as luminárias do comentário político à direita lhe prognosticavam uma hecatombe, não por estar a governar mal, antes pelo contrário, por “rábia” de verem a Esquerda governar bem, com resultados positivos assinalados em todos os indicadores internacionais, razão por que o seu argumentário se tem centrado à volta das cedências de Sánchez aos independentistas catalães e na pretensa corrupção em negócios que envolverão a empresária Begoña Gomez, mulher do chefe do governo.

 

Aos neonazis de Vox surgiu nestas eleições um competidor ainda mais à sua direita, tendo conseguido três deputados; com a sigla “SALF-Se acabó la fiesta”, este novo partido tem como líder um sujeito de nome Luis Pérez Fernández, abreviado para Alvise Pérez, vários vezes condenado por injúrias e falsidades contra políticos de esquerda, sendo a base do seu argumentário a imigração, contra a qual exige a deportação massiva...

 

Amândio G. Martins

domingo, 9 de junho de 2024

E que tal se fôssemos sinceros?

 

É-nos dito que, ao fornecer armamento à Ucrânia, estamos a defender a democracia contra quem a ameaça, a Rússia, que já cometeu barbaridades amplamente relatadas. Não sei se é legítimo comparar os horrores que vimos em Bucha e Mariupol com os de Rafah. Naqueles, os agredidos tiveram o respaldo do Ocidente, traduzido em fornecimento do que há de melhor na indústria da guerra. Já os palestinianos, ainda que não possuindo apenas as pedras da Intifada, de pouco mais dispõem do que do apoio moral das democracias ocidentais, que é bom de sentir, mas não mata a fome nem ganha guerras.

A geopolítica, por definição, é hipócrita. Refugia-se em explicações dirigidas à indolente aceitação popular, mas enreda-se nos próprios argumentos, ora justificando, ora condenando, os mesmíssimos factos. Seria bom que a coerência imperasse na comunicação “oficial” que nos chega, sem se esconderem as verdadeiras causas que se defendem. No caso, as democracias “liberais”, mas também os interesses económicos nelas instalados, como os da indústria armamentista, sobre a qual Eisenhower, premonitoriamente, expôs as suas enormes reservas. E ele sabia do que falava, como agora, parece-me, está bem à vista de quem quer ver.


Público - 10.06.2024

sexta-feira, 7 de junho de 2024

 

AS COMEMORAÇÕES DO DIA D SEM A RÚSSIA


Quem não souber nada de história e ouvir falar agora nas comemorações do desembarque dos aliados na Normandia sem a presença da Rússia, que não foi convidada, pensará que este país, então União Soviética, não teve nada a ver com o maior conflito, até agora…, da história da humanidade. 50 milhões de mortos. Uma decisão que retrata bem a estatura dos líderes atuais da Europa e dos seus mentores do outro lado do Atlântico.

Dos 50 milhões de mortos, mais de metade, foram da então União Soviética. 80% das baixas infligidas aos alemães, foi obra do Exército Vermelho. Foi lá que se verificaram as maiores batalhas de sempre, como a de Leninegrado ou a de Kursk.

Com isto, estamos a desvalorizar a operação militar que ficou conhecida como o DIA D e que libertou a França? A minimizar os que lá perderam a vida? De maneira nenhuma! Honra e glória a todos os que tombaram na luta contra a besta nazi! Militares e civis da Resistência de todas as nacionalidades!

Agora quem está a desvalorizar e a faltar ao respeito pelo país que mais sofreu com a Segunda Guerra Mundial, mas também o mais decisivo pela derrota do nazi-fascismo, pela libertação da humanidade, foi a União Soviética, de novo Rússia, que não foi sequer convidada para estar presente na importante efeméride.

O DIA D, foi o golpe de misericórdia nas hordas hitlerianas. Mas antes, já as Forças Armadas Soviéticas, as tinham golpeado de morte.

Portanto, esta atitude inqualificável, está ao nível do seu comportamento perante o vergonhoso genocídio em curso na Palestina. Em que uns até apoiam, os EUA, e os outros, a UE, não condena como devia. Por isso, uns e outros, mais os primeiros, são coniventes com aqueles monstruosos e cobardes crimes. A última grande façanha, foi o bombardeamento de mais uma escola.

Os mesmos que omitem todos os antecedentes da guerra na Ucrânia, incluindo os 15 mil mortos russófonos no Donbass antes da intervenção russa. Os que a continuam a alimentar e intensificar com os  potencias perigos para toda a Europa e não só. Ou os que aqui quase silenciam homens tão experientes, informados e contra a guerra, como os generais Raul Cunha, Carlos Branco, Agostinho Costa. Ou ainda, Carlos Matos Gomes, Viriato Soromenho Marques, Miguel Sousa Tavares, Alfredo Barroso (fundador do PS), entre outros.

A terminar, a propósito de Domingo, lembrar quem mais se bate contra a guerra, pela paz e por uma UE pacífica e bem mais dos interesses dos trabalhadores e dos povos, a CDU.

Francisco Ramalho





quinta-feira, 6 de junho de 2024

DE COMENTADORES INDEPENDENTES ESTÁ O INFERNO CHEIO...

 


O aparecimento de Sebastião Bugalho como candidato da AD ao Parlamento Europeu confirmou que por uma questão de transparência, das TV.s e restantes órgãos de comunicação social, devem ser catalogados os seus comentadores como membros, apoiantes, ou simpatizantes de determinado partido ou área política. 

No anterior governo PS, Pedro Adão e Silva, também deixou o seu estatuto de comentador, para assumir o cargo de Ministro da Cultura. No actual governo/AD, a sua secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Isabel Xavier, também era comentadora da RTP, nomeadamente em questões internacionais. 

Além de lugares de candidatos e membros do governo, também existem nomeações para organismos públicos, como o caso recente de Ricardo Arroja, nomeado para presidir à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Alguns comentadores estarão sobejamente identificados pelos cargos partidários, governamentais e outros que assumiram. Mas mesmo para esses, é útil a indicação da área política da sua simpatia ou em que se situam, considerando que os telespectadores, ouvintes e leitores não estão todos ao mesmo nível de recepção da informação/comentário, seja pela idade ou pela formação e interesse no acompanhamento da situação política.

Normalmente ao estatuto de comentador ou politólogo é associada a característica de independência para tentar reforçar a credibilidade. Mas de comentadores independentes está o inferno cheio…

Esta eleição é para o Parlamento Europeu

Dizem-nos até à exaustão, que estas eleições para o Parlamento Europeu(PE) e não - Eleições europeias, como se tem abusado nesta incorrecta designação, como sendo as mais importantes.... Curioso, cada eleição é sempre mais importante que a anterior(!). Este reiterado aviso, também tem que ver com a verificada escalada abstencionista, de eleição para eleição. Será porquê? Nunca ouvi nenhum deputado dar uma explicação justa... Quem são os futuros sortudos parlamentares europeus?, que vão ganhar cerca de 40 000 euros (com todas as benesses incluídas), por mês! A assimetria destes chorudos ordenados são um atentado aos insuficientes e magros salários pagos em Portugal ao comum trabalhador. Quem é que tem vontade de votar face a esta gritante disparidade salarial? O exemplo tem de vir do PE, através duma práxis, que não ofenda aqueles a quem lhes sobra mês, lhes falta a sopa para o prato e pior, nem equacionem se vão à farmácia ou ao supermercado... O PE, dominado pelo PPE (PSD e CDS), tem restringido a nossa soberania a valores mínimos. Diríamos irrisórios. Nunca sentimos, como Portugueses comuns, que o PE dimanasse alguma vez quaisquer medidas a nosso favor - de facto! É um ornamento luxuoso, com vencimentos pornográficos e destinado a dar cobertura, com ares de democracia, aos grandes negócios! O PE serve as economias pujantes, Portugal periférico e economicamente débil tem ficado ostensivamente para trás.... Os ditos europeístas, PSD,CDS e PS, acerca nada dizem. Pelo exposto, a abstenção voltará a dar a resposta adequada.... Com maioria absoluta!

quarta-feira, 5 de junho de 2024

A Humanidade tem de vencer outras guerras...

Temos de tudo fazer para que o Planeta Terra seja preservado, cuidado e perpetuado para que nós, filhos, netos, bisnetos e por aí adiante, possam(os) fruir e tudo fazer(mos) para que a Vida seja uma aprendizagem construtiva permanente. Com criatividade na felicidade! Se cada um de nós fizer a sua parte é um avanço... Não precisamos de belicismos e menos ainda de consequentes guerras. Ninguém as ganha!... A Humanidade já tem que chegue e em farta demasia inimigos comuns: a miséria levada ao extremo, nos sem-tecto, classificados como paupérrimos; a pobreza, que não pede por dignidade ou vergonha, tendo direito a recorrer a apoios sociais, cada vez menos abundantes... A escassez económica: é revelada pela ignorância, pela fome, não só de pão, mas também de formação, de instrução; na doença é mais sentida e menos assistida. E, sobretudo, pelos baixos(íssimos) salários! O proletariado trabalhador é o que tudo faz, o que menos ganha e o que menos tem....Esta inqualificável situação um dia, dure o que durar - irá acabar!! A Humanidade tem uma tarefa hercúlea para resistir à falta de um pedaço de chão para semear comestíveis, resistir à falta de água, de electricidade. A prolongada falta de ganha-pão é quase tão problemática, quanto é a, não só mas também, latente e premonitória agressividade climática/ambiental provocada, significativamente, pelo capitalismo desenfreado que nos mata! São estes os dilemas/inimigos que temos de combater para, juntos, vencermos estas guerras!...

terça-feira, 4 de junho de 2024

O sermão dos morangos


A natureza, além de nos dar de comer,também nos dá momentos de prazer e de reflexão.
Há quatro anos, por curiosidade, plantei,  doze pés de morangos, mas quando começaram a dar fruto vi que não ficavam maduros todos ao mesmo tempo, hoje era um amanhã outro.
Era uma chatice, porque andava por aqui um gaio que acordava primeiro que eu e não me dava hipótese..
No segundo ano verifiquei que eles já se tinham multiplicado e o gaio já me deixava alguns, e quem primeiro fosse à horta podia comer ,mas não dava para trazer.
Agora já me deixei de me preocupar com o gaio, porque andei três semanas a colher neles; chegou para ele, para mim e até para alguns amigos.
A princípio pareceu-me uma chatice eles não aparecerem todos ao mesmo tempo, mas agora vejo que se assim fosse a maior parte acabava por se perder.
comecei depois a observar, e vi que o mesmo acontecia com outros frutos carnosos. Além de não ficarem maduros todos ao mesmo tempo dentro da mesma espécie, também as vária s espécies aparecem em tempos diferentes ao longo do ano, o que até em termos de dieta faz automaticamente a diversificação.
Já os frutos secos, assim como os cereais que se conservam todo o ano, podem ser colhidos todos no mesmo dia,
pois ficam maduros todos ao mesmo tempo.
Comecei a pensar que se os produtos que se conservam são colhidos de uma vez e os que não se conservam são-no ao longo do ano,isto foi bem organizado. 
Quem será o autor desta maravilha?.
Para ver se arranjava resposta a esta questão, fui falar com um teólogo que me fez um sermão sobre o milagre da criação.
Mas eu quis uma segunda opinião e fui falar com um biólogo, que me fez uma dissertação sobre a teoria da evolução 
Depois de alguma meditação, achei melhor falar com um filósofo a ver se saia desta confusão.
Assim  me disse o homem:« Eu que só sei que nada sei», apenas te direi: Desfruta do que a natureza te dá, mas deixa ficar tudo como está .
Se começas a mexer deitas tudo a perder.

Quintino Silva

LUTAR COM CORAGEM PELA PAZ


 Em 2024, defender as crianças, é lutar com coragem pela PAZ, dizer não à guerradizer não à corrida aos armamentos, dizer não à politica de confrontação que só causa sofrimento e desgraças. É necessário acabar com a guerra na Ucrâniaé necessário acabar com os crimes levados a cabo por Israel na Palestina, com um cessar fogo permanente e o imediato acesso da ajuda humanitária.

(vou colocar a mensagem, embora com alguns dias de atraso, devido a dificuldades na publicação, entretanto resolvidas)

"Working in progress"

 

PERSISTÊNCIA

 

Quem nunca desiste de partir pedra

Tende a ficar melhor a cada dia

Porque essa será sempre a melhor via

Para quem quer ser mais útil na Terra.

 

Se o que não tem o que quer desespera

E não muda a sua filosofia

Vai sempre faltar-lhe um fiável guia

Para refazer tudo quando erra.

 

Que se a gente andar muito confundida

Na pressa de encontrar uma saída

Não distingue o certo do que é errado;

 

Quando é dificil encontrar um rumo

Mais necessário se torna o aprumo

Para ver o sonho realizado.

 

Amândio G. Martins

 

 

 

segunda-feira, 3 de junho de 2024

 

SOBRE AS EUROPEIAS


Não sei se já reparam nas guerras do alecrim e manjerona, entre os dois alternantes crónicos representados agora pelo betinho Bugalho e pela fogosa Temido. Depois do passa culpas sobre os problemas no Serviço Nacional de Saúde, na habitação, no descontrolo da legalização dos imigrantes com a liquidação do SEF, no Ensino, noutros problemas de âmbito nacional, agora acusam-se também mutuamente sobre o ascenso da extrema direita.

Claro que todos sabemos que as culpas são mais ou menos equitativas e da responsabilidade do PS e do principal partido da AD, o PSD.

Propostas sobre uma União Europeia dos trabalhadores e dos povos, zero! Uma política agrícola comum (PAC), que beneficie bem mais os países de menor dimensão e os pequenos e médios agricultores, nada! Propostas para que os salários e as reformas dos trabalhadores portugueses se equiparem pelo menos progressivamente aos da maioria dos seus congéneres da UE, nem vê-las! Que o Banco Central Europeu não continue com uma política cega de aumento das taxas de juro, nada dizem!

E, os dois, mas não só..., em vez de exigirem a paz e não a guerra, limitam-se a alinhar na intoxicação da comunicação social dominante com os omnipresentes comentadores e analistas que omitem todos os antecedentes da guerra que já dura há mais de dez anos e não há dois. A mesma CS que quase silencia homens com conhecimentos e bem mais imparcialidade, como Carlos Matos Gomes, os generais, Raul Cunha, Carlos Branco, Agostinho Costa, ou Viriato Soromenho Marques, Alfredo Barroso. Aproveito para citar este último, fundador do PS: “Estranho o “apoio inabalável” a um “herói da democracia” de extrema-direita, neoliberal, acusado de corrupção e de proteger oligarcas e neonazis homofóbicos e russofóbicos (…) Foi o golpe de Estado na Praça Maidan, em 2014, que deu luz verde aos grupos paramilitares neonazis para incendiar casas, torturar e chacinar ucranianos pró-russos, numa guerra que já dura há dez anos, desde 2014”.

Portanto, uma guerra que a não ser travada pela diplomacia, a única forma pela qual deve ser travada, que tem em confronto quatro potências nucleares; Reino Unido, França, EUA e Rússia, não poderá ter consequências apocalípticas?

Finalmente, quem mais se tem batido e continuará a bater pelas propostas acima referidas e pela paz, que os eurodeputados da CDU?

Preciso é, evidentemente, serem eleitos!

Francisco Ramalho




Special quê...

 

Aquele que a si próprio se intitulou de “especial”, para gáudio da comunicação social inglesa, e que de alguma forma, por algum tempo, foi justificando a “marca” autoatribuída, tanto abusou da sua arrogância que chegou a um ponto da carreira, sendo ainda muito novo, em que nenhum grande clube se interessa pelo seu pretenso carisma, acabando agora - talvez frustrado de andar por aí aos caídos, sem que nenhum clube de relevo nele reparasse -  por ter de aceitar treinar num campeonato onde me parece que só dificilmente cumprirá o contrato, que esta é que parece ser a sua verdadeira especialidade, já que da fortuna que terá ganho com o futebol, o grosso dela dever-se-á a despedimentos por incapacidade de atingir o que dele esperavam.

 

Que distância deste senhor para Carlo Ancelloti, na postura pública como nas reais vitórias alcançadas... E que gosto ouvi-lo falar, como há pouco numa televisão espanhola, na véspera do jogo das meias-finais, em que à questão de um “periodista”, se a fase final lhe não estaria a tirar o sono respondeu, com o bom humor de sempre, que nada lhe tirava o sono, que só dormia mal quando comia muito à noite, que às vezes acontecia e era um disparate.

 

A outro jornalista que o adulava, dizendo que com um capitão como ele, o Real só sabia ganhar, respondeu desta forma desarmante, realçando o presidente: “Solo hay un capitán, y es Florentino, los demás son marineros”...

 

Amândio G. Martins

 

 

sábado, 1 de junho de 2024

Aves de rapina

 

HUMORES

 

Poder ter o controlo dos humores

É qualidade dos grandes animais

Tanto daqueles mais irracionais

Como os que aparentam grandes senhores.

 

Podem até sofrer algumas dores

Mas não querem que o percebam os demais

Enquanto os pequenos não escondem os ais

Sempre afastados de quaisquer favores.

 

Ouvem que padecem de “comunismo”

Quando procuram fugir do abismo

Reclamando por serem explorados;

 

E sempre que se queixam da miséria

Respondem-lhes que se deixem de léria

E que se empenhem em ser mais poupados...

 

Amândio G. Martins

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Tacteando o caminho

 

VOLUNTARISMO

 

Tenho escrito algumas inanidades

Que só muito tarde reparei nelas

Onde já não poderia revê-las

Nem ter para elas imunidades.

 

E mesmo tendo oportunidades

Para que possa eu denunciá-las

Hão-de ficar para sempre as mazelas

A mostrar-me as vulnerabilidades.

 

Mas podendo aprender com o erro

Os que me são imputáveis não nego

Com a vontade de não os repetir;

 

Não se devendo esconder defeitos

Quer sejam ou não meros preconceitos

O caminho é tentar evoluir...

 

Amândio G. Martins

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 30 de maio de 2024

O SNS é das maiores conquistas de Abril

Há anos, que os médicos se fazem ouvir diariamente. Estão divididos sindicalmente e, um deles é uma correia de transmissão da direita extremada... São uma corporação com peso e influência. Estes que exercem no SNS não tem sido respeitados, reconhecidos,... daí, e também por tal, migrarem para a medicina privada. Os enfermeiros, classe complementar relevante da medicina, não têm tido o respaldo na informação, comparados com aqueles - nem de longe... Há ainda os assistentes operacionais e, ninguém fala deles. Mas existem, estão mal remunerados e o Sindicato (parece que) anda esquecido desta classe - os operários hospitalares. Se por quaisquer motivos não trabalharem, os hospitais fecham. Ponto! Na basa da pirâmide estão as funcionárias do conforto... ainda mal nasce o dia lavam e limpam os hospitais para que tudo esteja em condições. A sua invisibilidade é inversamente proporcional à primordial importância do seu labor. O seu trabalho braçal deve ser valorizado.

terça-feira, 28 de maio de 2024

Viva o Estado da Palestina!

Há décadas que leio e escrevo e, jamais assisti a tanta crueldade criminosa, a tanto vil assassinato, a tanta premeditada morte violenta com exacerbada atitude animalesca irracional! Limpar etnicamente os(as) Palestinianos(as) é o objectivo final deste executivo sionista, que quer matar o Hamas - por cada seu membro morto, com as armas sofisticadíssimas fornecidas pelos EUA, NATO, UE, são mortas quantas crianças? Quantas mulheres? Quantas pessoas antigas? Quantos desaparecidos. Quantos(as) Jornalistas? Quantos socorristas? - Oficialmente milhares. Em números reais serão muito, muitíssimo mais! A governança ultra direitista e fascista israelita tem as mãos impregnadas de sangue, a hierarquia dos EUA, da NATO, da UE - igualmente! Agora, até um campo de deslocados palestinos em Rafah, para onde os sionistas os recambiaram para «estarem a salvo», foram selvaticamente bombardeados de noite... já há mais de 60 mortos. Quantos feridos? E estropiados? Mentalmente insanos para o resto das suas vidas - mais que muitos! O ódio aos sionistas nem daqui a 100 anos estará diluído....Aliás, este é o tempo que a besta israelita esmaga os(as) Palestinianos(as) no seu próprio território! A Palestina vencerá! Quem tem medo morre todos os dias, quem não tem morre só um vez! Urge acabar com a carnificina. Viva o Estado da Palestina!

 

VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES


Neste mundo tão violento, incerto e perigoso em que se destacam as guerras e os genocídios como o que decorre na Palestina, principalmente na Faixa de Gaza, e em que as alterações climáticas provocadas pelos excessos humanos, a luta, os protestos, dos jovens, sobretudo dos estudantes, nos EUA, na Europa incluindo aqui os nossos, é um motivo de esperança por um mundo mais sustentável e pacífico.

Por exemplo, sabemos a importância que teve para o desfecho da guerra do Vietname, a luta dos estudantes universitários nos EUA. Ou aqui no nosso país, a sua contribuição para o derrube da ditadura fascista.

É verdade que a natural irreverência dos jovens, pode, por vezes, não assumir as formas mais corretas. Como o Maio de 68 em França ou os recentes protestos aqui em Portugal utilizando tinta em entradas de edifícios ou mesmo atingindo um ou outro responsável político. Mas, mesmo assim, desde que não atinjam proporções particularmente graves, o que nunca foi o caso, são preferíveis à inação. É o futuro deles e de todos nós que está em causa devido ao perigo das guerras em era nuclear, e à degradação do planeta que coloca em causa a vida de todas as espécies. Vegetais e animais.

O que se passa na Palestina com a destruição de um país onde nem hospitais e centros de refugiados são poupados, assim como de médicos, jornalistas, bombeiros, onde se matam mulheres, crianças e, claro, adultos, à fome ou por falta de assistência médica, quem é que pode ficar indiferente com tanta crueldade? E depois, não só os responsáveis diretos mas também o cinismo, a hipocrisia, de quem os apoia totalmente, os EUA. E a complacência da UE com exceção dos países que já anunciaram o reconhecimento do Estado Palestiniano. Uma forma concreta de censura a Israel. E os jovens estudantes e não só, aí estão a levantarem-se, a serem o catalisador da luta que deve ser mais geral perante tanta ignomínia.

Dizer também que os que apoiam, que não sancionam, os responsáveis diretos pelo massacre da Palestina e do seu povo, são os mesmos que apoiaram o golpe de 2014 na Ucrânia com a violência que se seguiu. A morte por incêndio ou à queima-roupa de sindicalistas e outros opositores, a promessa de contenção da NATO para leste não cumprida, os massacres no Donbass, o não cumprimento também dos Acordos de Minsk. Tudo motivando a intervenção da Rússia e a intensificação da guerra que continuam alimentar, em vez de procurarem o fim da mesma pela via diplomática e negociações. A única forma de lhe pôr fim. Não sendo assim, pela guerra, é o contínuo extermínio de ucranianos, russos e, potencialmente, de todos nós.

Quanto aos excessos que provocam as alterações climáticas com todo o imenso role de consequências associadas, estamos conversados. O tráfego automóvel é cada vez maior, assim como outros atentados como as monocultura intensivas, os danos ambientais causados também pelas guerras, etc.

Portanto, a luta, os protestos, dos estudantes e de outros jovens, é um bom exemplo.

Francisco Ramalho


Publicado hoje no jornal  O SETUBALENSE




segunda-feira, 27 de maio de 2024

 

A LIBERDADE É INDISPENSÁVEL À CRIAÇÃO


Caravaggio foi um pintor sublime. Um artista genial. A Igreja reconhecia-lhe esses méritos, mas discordava da forma como ele interpretava o Evangelho. Por exemplo, considerando uma heresia que os seus modelos fossem prostitutas, marginais, deserdados da sorte que ele considerava mais próximos de Cristo. Então avisou-o e ameaçou-o. E embora Caravaggio tivesse a proteção de uma poderosa família romana amante da sua arte, a Igreja era mais poderosa. Perseguiu-o. Montou-lhe uma cilada, apanhou-o e lançou-lhe um repto: ou ele passava a pintar segundo as suas regras, ou pura e simplesmente deixava de pintar.

Para qualquer grande artista, a criação, a arte, faz parte da sua vida. Caravaggio não abdicou dessa parte da sua. Não aceitou qualquer das imposições e a Igreja (Papa Paulo V) liquidou-o de imediato.

A Liberdade é indispensável à arte e à ciência. Durante séculos, a Igreja condicionou a primeira e travou a segunda. Protelou o desenvolvimento.

Francisco Ramalho


PS- Podíamos ainda “falar” da tristeza da Madeira que ficou ainda mais instável, a oposição foi varrida do Parlamento, ganharam os mesmos e os populismos. Incrível como é que o povo, os povos, agem contra eles próprios. É a democracia a funcionar, dizem os cínicos e os papagaios. Só não dizem que é a democracia condicionada. Condiciona, manipula e alimenta a ignorância.

Também podíamos referir que a caridade esteve em alta. A senhora Jonet está radiante. Ela e os donos disto tudo, evidentemente. O bétadine é ótimo para manter a chaga social.



Intolerável negligência

 

Há muita gente que, vivendo longe de um centro de assistência, se lhe acontece um acidente, de trabalho ou doença súbita, fica dependente da sorte, ou da gravidade do que lhe aconteceu, para aguentar viva até que lhe chegue o socorro, ou que cheguem com ela até ao lugar onde possa ser assistida; mas quando a pessoa chega a tempo à urgência de um hospital, com sinais evidentes da gravidade do seu estado, e é deixada a penar numa sala de espera até morrer, porque na triagem não lhe foi reconhecida a urgência em ser atendida, não pode haver subterfúgios para tão grave negligência.

 

Foi noticiado que um homem, ainda novo, foi levado para a Urgência do hospital de Viana do Castelo com sinais claros de que estava a sofrer um ataque cardíaco; todavia, a pessoa que estava de turno na triagem não soube fazer essa leitura e ter-lhe-á dado uma pulseira de não urgente, deixando o cidadão em agonia, até que morreu quatro horas depois na sala de espera; tendo sido prometido mais um daqueles “rigorosos” inquéritos, creio que não será preciso inquérito nenhum para sabermos que, se as coisas aconteceram como nos foi relatado, aquele profissional não tem a menor condição para desempenhar tão sérias funções...

 

Amândio G. Martins

domingo, 26 de maio de 2024

Ponham-se no lugar dele


Se eu calçasse os sapatos de Julian Assange, que poderia dizer da minha própria situação actual? Poderia admitir que o meu estilo pessoal é inchado de arrogância, vaidade ou narcisismo. Poderia concordar com alguns que me imputam métodos pouco deontológicos e até alguma criticável parcialidade nas minhas preferências entre o “mundo” a que pertenço, o Ocidente, e o dos “bárbaros” russo-chineses. Face a provas “irrefutáveis”, talvez devesse anuir às acusações de que as fontes de financiamento do WikiLeaks são duvidosas, incluindo algumas próximas do Kremlin. Com tantos actos de contrição, deveria concordar também com a privação de liberdade de que sofro há já 12 anos, com a espada da justiça americana à espera de que me extraditem para os EUA, onde o melhor que me pode acontecer é apanhar prisão perpétua? 

Num regime detestável como o que Putin vem impondo aos russos, tudo o que me fazem seria “banal”. “Aquilo” é uma autocracia, e nós, aqui no Ocidente, vivemos em democracia respeitadora dos direitos humanos. Por isso é que, aqui no Ocidente, as televisões nos “torturaram” com as iniquidades que os russos praticaram sobre Alexei Navalny (mas apoucaram as de que fui alvo). Por isso é que “eles” são uns facínoras.


Expresso - 31.05.2024 (truncado do último parágrafo) e com o título alterado para "No lugar de Assange".

quarta-feira, 22 de maio de 2024

? h a m a s ?

 


Os responsáveis do Hamas quando planearam o ataque a Israel de outubro de 2023, classificado como terrorista, provocando mortos e reféns, deviam ter analisado e previsto  qual iria ser a resposta violenta do governo de extrema-direita sionista de Israel e as suas consequências dramáticas para os palestinianos.

É discutível que os responsáveis do Hamas decidissem uma acção, que tem sido o pretexto para o governo de Israel prosseguir o actual genocídio contra os palestinianos, com todas as mortes e destruição em curso e sem eficiente oposição no terreno e a nível da comunidade internacional.

 Ou será que existiu algum erro estratégico ou encomenda para justificar toda a sanha assassina do governo de Israel e suas declarações inaceitáveis contra todas as decisões da ONU.

Segundo Avner Cohen, que era encarregado dos assuntos religiosos de Israel em Gaza, que afirmou o «Hamas para meu grande desgosto, é uma criação de Israel», justificando com o que considerou o estúpido erro de Israel no final dos anos 1970, com a sua indiferença e talvez apoio ao surgimento das designadas forças islâmicas, só porque se opunham à Organização de Libertação da Palestina (OLP).

O Hamas provocou e foi responsável, pelo pretexto para Israel romper em 2000 com o acordo de paz assinado em 1993 entre Arafat, da OLP e Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, do partido trabalhista, que seria assassinado em 1995. O acordo levou à criação da autoridade palestiniana e abria caminhos para a eventual resolução do diferendo e reconhecimento do Estado Palestiniano.

O ataque de outubro de 2023 do Hamas, não justifica e muito menos legitima a chacina dos últimos meses na Faixa de Gaza do governo de Israel, mas serve de pretexto para continuar da forma mais violenta a ofensiva das últimas sete décadas contra a constituição do Estado da Palestina.  

A isto se chegou

 

“QUOSQUE TANDEM, CATILINA”...

 

Tudo que é mau tem mais tempo de antena

Que o que mais gente quer ver realçado

Talvez por ser assim por muito lado

Por ser mais lucrativa a triste cena.

 

A tal situação que causa pena

Nada ganharemos por ter chegado

Abrindo a tudo que é desbragado

A porta grande que é estreita a pequena.

 

Aos piores de todos os portugueses

Aceitam os discursos mais soezes

Chamando-lhes liberdade de expressão;

 

Quem for ofendido vá aos tribunais

Onde os doutores advogados geniais

Prolongam a coisa até à prescrição...

 

Amândio G. Martins

 

 

terça-feira, 21 de maio de 2024

 

OS PORMENORES DO NOVO AEROPORTO DE LISBOA


Cinquenta anos e muitas hipóteses depois, o Governo acabado de tomar posse, anuncia a localização, a construção e os acessos rodoviários e ferroviários do Novo Aeroporto de Lisboa. Anuncia tudo isto relacionado com o futuro Aeroporto Luís de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete, mas com alguns “pormenores”. Nomeadamente, que o atual aeroporto Humberto Delgado, vai beneficiar de melhoramentos que incluem até a sua expansão.

Como se sabe, e só para nos referirmos aos últimos anos deste longo historial, a preferência do PS e do PSD, era o Montijo. E, vejam lá! Coincidência das coincidências, era essa também a da Aeroportos e Navegação Aérea (ANA). Ou seja, da multinacional francesa Vinci, que é quem comprou a ANA aquando da sua privatização feita de acordo com os partidos acima referidos, que beneficia a exploração do aeroporto de Lisboa durante 50 anos e tem opção na localização de qualquer outro a construir num raio de 75 quilómetros da nossa capital. Aliás, a opção na Base Aérea do Montijo que não passava de um apeadeiro aéreo com múltiplas e graves implicações ambientais, só não se concretizou, devido à contestação de praticamente todas as organizações de defesa do ambiente, das autarquias CDU da região e, sobretudo, devido ao veto que então tinham possibilidade de fazer, e que fizeram, os Municípios do Seixal e da Moita. Desistindo depois este último, por mudança política para o PS. Vindo depois a Comissão Técnica Independente concordar com a posição do Município seixalense e, nomeadamente, também com a do PCP.

Também o estudo do LNEC de 2008, concluiu que a melhor opção para a construção do novo aeroporto, era no Campo de Tiro de Alcochete.

Portanto, se agora a Vinci concorda com a opção anunciada pelo Governo, para além da expansão do Humberto Delgado que tem impactos negativos na saúde pública devido ao ruído e não só, mas que maximiza os seus lucros, ela lá saberá que, porventura, mais benefícios espera.

Conclusão, que Lisboa e o país, precisam de um novo aeroporto com condições de futuro como será o de Alcochete, ninguém duvida. Lamentável, é que quem mais beneficie com isso, seja um grupo estrangeiro.

E só mais este “pormenor”, como é sabido, os dois partidos citados que se alternam no poder mais a IL e o Chega, preconizam também a privatização da TAP. O seu presidente, Luís Rodrigues, nomeado pelo Governo anterior (mas podia ser por este), já veio dizer que o anuncio do novo aeroporto, potencia, e muito, as condições para a privatização da empresa.

O vendedor de banha da cobra, líder do novel partido de extrema direita, acusou o PR, Marcelo Rebelo de Sousa, de traição à Pátria, por este ter tido a dignidade de recordar os quinhentos anos que escravizámos e fizemos de mainatos os povos das ex. colónias, mas, claro, porque ao contrário do que diz, o seu partido faz parte do sistema e não põe em causa o patriotismo de quem aliena a ANA, a TAP e tantas outras empresas que deveriam ser do Estado, do povo.

Francisco Ramalho


Publicado hoje no jornal  O SETUBALENSE



segunda-feira, 20 de maio de 2024

Os mandriões


 Subliminarmente André Ventura chamou mandriões, não foi aos Turcos, foi aos portugueses.
Vendo as suas declarações a frio ao dizer que os mandriões turcos levam 5 anos, e nós levamos 10 nós somos mandriões ao quadrado.
Agora convinha que o "iluminado" dissesse onde está o problema.
Será no governo?!, será nos engenheiros?! Será nos operários?!.
Nos operários não é seguramente, porque em Portugal não temos gente para fazer aeroporto, o TGV mais uma ponte sobre o Tejo, e a habitação que está em falta.
Terão que vir de África ou talvez da Turquia.
Também é preciso saber donde vem o dinheiro.
Quando alguém (supostamente responsável) crítica um plano tem o dever  de dizer como faria melhor.

Quintino Silva

Cantando por aí mal afinado

 

FRANQUEZA

 

É-me difícil domar este vício

De expressar rimando o meu pensamento

Tão pouco controlável instrumento

Que não ajuda a pô-lo explícito.

 

Via-me na borda dum precipício

Prestes a escorregar lá para dentro

Acordando no limite do tempo

Quando já me sentia aflitíssimo.

 

Sinto-me a banalizar o que escrevo

Incapaz de lhe ver algum relevo

E não é da “síndrome do impostor”;

 

Mas para manter acesa a memória

Qualquer ninharia serve de estória...

Sem um avalista para o seu rigor.

 

Amândio G. Martins

 

domingo, 19 de maio de 2024

Politiquice

 

 

Há muito nos habituamos à dança de cadeiras, para além dos normais titulares dos cargos governativos, sempre que há mudança de governos, no que parece ser uma característica muito nossa, mais para satisfazer a esfomeada clientela partidária do que para dotar as instituições de pessoas mais qualificadas, e o que temos visto é verdadeiramente indecoroso; de facto, ver mulheres desqualificar e caluniar outras mulheres, profissionalmente competentes e pessoalmente impolutas, para justificar a demissão dos cargos que desempenham, não por não estarem a fazer bem o seu trabalho, mas simplesmente porque querem o lugar vago para lá colocarem alguém da sua simpatia pessoal e política, mostra bem como ainda estamos longe de ser um país democraticamente desenvolvido.

 

É verdade que não têm sido só mulheres a serem removidas pela baixa política deste   governo, porque também homens como o Director-Geral da polícia, com poucos meses no cargo, foi corrido para dar lugar a um seu igual, não porque tal fosse necessário, mas tão somente para mostrar que estão a fazer alguma coisa; no mais, à correcção democrática do governo anterior que, tendo tudo preparado para poder tomar a decisão da localização do novo aeroporto, a deixou para o governo seguinte, acabamos por ver este apresentar a coisa como uma demonstração da sua capacidade para governar, sem a menor referência aos que lhes deixaram o trabalho feito...

 

Amândio G. Martins

 

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Confrangedor

 

Depois de tanto ter manobrado na baixa política, para que um governo de maioria sólida caísse antes de cumprir o mandato, esta Direita agora no poder não consegue digerir que uma governação do partido Socialista tivesse deixado as contas públicas numa situação confortável, tudo fazendo para, mais do que desvalorizá-las à vista dos portugueses, desacreditá-las perante as autoridades europeias; e fazem-no tanto mais descaradamente quanto mais evidente se torna a sua incapacidade para cumprir as promessas eleitorais que os catapultaram para os gabinetes da governação.

 

Estafados pelo uso e abuso os argumentos das “bancarrotas”, palavrão que sempre lhes ia servindo para justificar e dar cobertura às enormidades que iam cometendo contra os mais fracos, que dos factos de origem externa que criaram situações difíceis para o país não lhes interessava nada falar, para chegarem ao poder tudo que diminuísse o opositor, independentemente de ser falso ou verdadeiro lhes dava jeito, desde que lhes facilitasse a argumentação da incapacidade dos socialistas para gerir equilibradamentre o país, que para o “salvar” só eles serão sempre chamados, por serem os únicos capacitados...

 

Amândio G. Martins

terça-feira, 14 de maio de 2024

 

UM EXEMPLO NO FUTEBOL


Raramente escrevo sobre futebol. Não é que não goste da modalidade. Como tantos, desde miúdo que comecei a praticá-lo. Primeiro, com bolas de trapos. Depois de borracha, e mais tarde, com bolas a sério.

No único clube federado que o fiz, foi no Coruchense. Mas apenas participando nos treinos dos principiantes. Para grande desgosto meu, não pude continuar. Trabalhava e morava longe e os meus pais não estavam nada para aí virados. Era o tempo em que os “homens nunca foram meninos”. Começava-se a trabalhar logo que se saía da Escola Primária. Depois, até para sair dessa dura vida e conhecer mundo, fui voluntário para a Marinha (a melhor coisa que fiz na vida. A pior, foi de lá ter saído) onde estive seis anos e oito meses. Claro que continuei a jogar nas equipas das diversas unidades por onde passei. Depois, mesmo a par da minha condição de trabalhador-estudante, alinhei em equipas de futebol de onze e de salão do Banco Espírito Santo da agência de Almada e da sede em Lisboa. E em diversas equipas populares aqui da minha zona. Era benfiquista. Ainda sou, mas já com pouco entusiasmo.

Era defesa direito. Às vezes, médio. Cheguei a ser acusado de sarrafeiro, mas ia sempre à bola e não ao homem... Uma vez, se calhar, as duas coisas. Num jogo entre a equipa da Escola de Máquinas e da Escola de Abastecimentos (escriturários) do Grupo nº1 de Escolas da Armada, grandes rivais, no campo do Vila-franquense, o meu camarada Ismael, extremo esquerdo,vinha lançado, fui ao corte com determinação, o Ismael espalhou-se, caiu mal, e para desânimo geral, partiu um braço. Mas, acalmados os ânimos, apesar do Ismael ficar braço ao peito, nada de rancores. Ficámos ainda mais amigos para toda a vida.

O futebol, assim como o desporto em geral, pode ser uma escola de virtudes, mas tornou-se um negócio chorudo para meia dúzia, motivo para protagonismos e fator de alienação de massas. Desde o tempo da ditadura.

Mas não foi apenas para dizer isto e ainda menos para contar a minha sofrível “carreira” futebolística, que decidi escrever hoje sobre o assunto. Foi para dizer que apesar de benfiquista, embora distante, o Sporting venceu este campeonato com todo o mérito. Parabéns aos meus amigos e a todos os simpatizantes leoninos. Principalmente ao seu treinador. Apesar de ainda relativamente jovem (39 anos), Rúben Amorim, é já um exemplo. Um grande senhor do futebol. Não só pela capacidade técnica, mas, sobretudo, pela sua postura social. Despretensioso, inteligente e afável. Ao contrário, por exemplo, dos seus colegas dos dois grandes rivais. Um, irascível e quezilento. O outro, frio e até nada cativante não só para os benfiquistas como para todos nós, portugueses. Está cá ao tempo que está, e nem uma palavra em português se digna pronunciar. E, apesar do plantel de que dispõe, acontecessem tristezas como a de Famalicão. Além de táticas duvidosas, não há ali incentivo de garra, tão necessário no futebol.

Portanto, parabéns ao Sporting! Parabéns a Rúben Amorim!

Francisco Ramalho


Publicado hoje no jornal "O SETUBALENSE"







segunda-feira, 13 de maio de 2024

Ainda, quem defendeu por fezada e acredita neste executivo crê no Pai Natal! (II)

Criticaram asperamente, apelidaram de profetas da desgraça e grosseiramente gritaram contra quem, no início da tomada de pose deste executivo, que esta gente depois do leilão feito - dando tudo a todos, durante a campanha eleitoral - eram mais do mesmo. Aqueles, por conveniência política e os que acreditaram por fezada na AD, (PPD/PSD e no CDS), creem no Pai Natal, sendo que o resultado está à vista: Em pouco mais de um mês atingiram o estado da desgraça. Até aqui, é de desgoverno que se trata: é desestabilizador; abruptamente saneador de políticos; deu uma imensa borla aos patrões em sede de IRC ''e'' migalhas, para quem trabalha, sobretudo, quem tem salários baixos. Embandeiraram em arco, com «a» benesse do Complemento Solidário para Idosos.... Um embuste, já que é uma esmola de pouco mais de 1 euro por dia(! Luís Montenegro, desvaloriza-nos e, pior, quer-nos fazer de tolos. Esta direita extremada(AD), até, em privado, nos rotula, sei do que escrevo - de gado... Respeitem-nos, este país não pode ser um mau carnaval. O ADN, (não confundir com o fascista, ADN), da AD é o nefasto medíocre ilusionismo demagógico!

Do grotesco populismo

 

MAL FORMADOS

 

O que há de pior na sociedade

Finalmente aparece sem máscara

Esquecidos da nossa Diáspora

Que foi crescendo por necessidade.

 

Com total ausência de dignidade

E simplista argumentação de tasca

Logra da mal formada populaça

Que lhe dê força à desumanidade.

 

Sem razão para haver desinformados

Grande parte são mesmo mal formados

Incapazes de usar o pensamento;

 

Vão engrossando a perigosa matilha

Que morde quem cá vem ganhar a vida

E ajudar ao nosso crescimento...

 

Amândio G. Martins

 

 

 

sábado, 11 de maio de 2024

Do pretenso valimento

 

IMPOSTURA

 

Há gente marcada por ignorante

Que mostra ter muito conhecimento

E quem quer que possa ficar atento

Confirma que o que sabe é relevante.

 

O inverso disto é o pedante

Em quem sempre sobra o descaramento

Para exibir pretenso valimento

Pondo-se ao lado de alguém  importante.

 

Na escrita e na fala repete os chavões

Marca de água de ignorantes sabichões

Para enganar o desprevenido;

 

Cultiva uma imagem falseada

E quando ela é desmascarada

Ainda ousa mostrar-se ofendido...

 

Amândio G. Martins

 

 

 

 

 

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Querem tudo a seu gosto

 

Quando a chamada crise do subprime obrigou as economias mais débeis a pedir ajuda, em Espanha esse apoio foi todo dirigido para a banca -  que, como por cá, vinha sendo vítima dos maiores desfalques praticados pelos seus quadros dirigentes -  sendo com essa ajuda a primeira a revelar equilíbrio, embora com custos elevadíssimos para as populações, porque daí começaram  ser lançados sobre elas todo o tipo de taxas por serviços que antes eram mais ou menos gratuitos, a mesma rapina que cá sofremos, não lhes bastando ter deixado de remunerar os depósitos das pequenas poupanças.

 

E agora, que mostra saúde e reporta, porque a lei a obriga, os lucros fabulosos que vem conseguindo, muito graças àqueles abusos com que penalizam os clientes, os mais poderosos tentam abocanhar os mais pequenos, com o argumento de que precisam de o fazer para ganhar escala internacional, se bem que há muito já tenham atingido essa dita escala, com os negócios em alta em vários países.

 

É o caso do famoso BBVA que, tendo tentado negociar em termos amigáveis com o  Sabadell a sua aquisição, vendo os responsáveis deste rejeitar a proposta, não se coibiram de anunciar agora uma Opa hostil, tentando aliciar os seus accionistas para a compra do maior número de acções que possam deter; todavia, esta operação parece votada ao fracasso porque, quer o Governo, quer o principal partido da oposição, quer as comunidades autónomas onde o referido banco é preponderante se opõem com todo o vigor, na defesa da concorrência e dos postos de trabalho, que seriam os primeiros a sofrer os efeitos da monobra...

 

Amândio G. Martins

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Despedir sem denegrir..


diz o dr. Montenegro que substituir pessoas nos cargos de topo deve ser feito sem dramas.
Estou de acordo, porém também deve ser feito sem denegrir a imagem dos substituídos.
A meu ver foi vergonhosa a entrevista da ministra do trabalho (sem contraditório).
Eu não sei se aDrª Ana Jorge é ou não competente para aquela função mas segundo dizem é uma médica respeitada que não precisa desse " tacho" para nada, antes pelo contrário.
Sr. Dr. Montenegro a não ser que essa seja uma estratégia de confrontação aconselhe os seus ministros a despedir quem tiver de ser despedido, mas com respeito
Ou será que Santana Lopes tem razão ?....

Quintino Silva

quarta-feira, 8 de maio de 2024

COMBINAÇÃO E CONSENSO?...

 


A Procuradora-Geral do Ministério Público não estava obrigada a publicar qualquer parágrafo sobre o ex- 1.º ministro António Costa no comunicado sobre a operação «influencer». António Costa não era obrigado a demitir-se. O Presidente da República não era obrigado a dissolver a Assembleia da República e a convocar eleições legislativas. Afinal parece ter existido combinação e um certo consenso consentido para abrir caminho a António Costa para eventuais responsabilidades na União Europeia e/ou provocar uma crise política e um processo eleitoral para dar oportunidade de vitória à direita…

Na Faixa de Gaza, em Rafa, operação de limpeza étnica em curso!

O sentimento de impotência face aos acontecimentos da guerra mortífera na Faixa de Gaza, com destaque na Cisjordânia e sobretudo em Rafa, onde a limpeza étnica já se iniciou, comovem-nos até às lágrimas e estas regarão a justeza da razão. Rafa ''será'' outro Vietname e, os palestinianos vencerão, demore o que demorar. Os líderes imperialistas americanos foram lá derrotados com estrondo, saindo com tantos, tantos estropiados, mentalmente insanos e vindos num caixão! O executivo de extremíssima direita fascista, de Israel, mandou os palestinos do norte descerem até Rafa, no sul, para se resguardarem, afinal, foi para os encurralarem e, aí usarem armas sofisticadas, vindas dos EUA e da subserviente, UE, com o chanceler alemão à cabeça, para continuarem com a máxima crueldade - o extermínio! Já não há quaisquer sítios seguros na Palestina(!) Só agora, Biden diz que: «cancelará novo envio de armas»...alguém crê? Escreve-se e fala-se nos meios de comunicação endireitados, que todo este acumular de assassinatos de crianças, mulheres e gente antiga - os mais indefesos, teve origem em 7 de Outubro último.... Esta imensurável falsificação histórica foi comungada pelo presidente da República, que teve a desfaçatez de dizer a uma delegação palestiniana: «vocês é que começaram».(!) Isto é, também, um pecado não remível nem que tivesse uma semana a rezar/expiar na sua igreja católica. Sonegou a Declaração Balfour, com mais de 100 anos, onde os sionistas usurparam e colonizaram roubando território palestiniano, com respaldo governamental. A posição do direitista, Marcelo, autoproclamando-se presidente de todos os portugueses, não é meu, deixou Portugal muito mal visto, sendo conivente com o agressor criminoso. Mais que inqualificável! Matar bebés em maternidades à fome porque as famintas mães estão depauperadas sem leite e todo o morticínio por drones e artilharia de ponta, pela falta de alimentos, pela sede, destruição de hospitais, boicote aos medicamentos e, por ai fora, resultou em 34.000 palestinianos mortos e muito mais do dobro de feridos, sendo números oficiais, não reais. Junte-se milhares de desaparecidos. Isto é um lento holocausto! Esta matança desenfreada, pelo governo de Netanyahu a desrespeitar todas as resoluções da ONU, de instâncias internacionais e do seu próprio povo, que reclama os seus reféns, paz e a sua rápida destituição é uma fuga para a frente daquele mais do que alegado corrupto/corruptor e que será sujeito a medidas judiciais.... A dualidade de critério de Biden, NATO, UE com o chanceler alemão à cabeça, face à guerra no Leste da Europa e à invadida Palestina e outros conflitos bélicos são já o embrião da III Guerra Mundial! Lutemos por um Mundo de paz: quem tem medo morre todos os dias, quem não tem morre só uma vez!

terça-feira, 7 de maio de 2024

 

SINAIS DE ESPERANÇA


Neste mundo onde o cinismo, a hipocrisia e a crueldade, atingiram níveis impensáveis com a carnificina em curso na Faixa de Gaza, onde as mortes registadas e as ainda não identificadas, debaixo de escombros ou noutras dramáticas situações, já atingiram cerca de 40 mil pessoas. A maioria, mulheres e crianças, com tantas provocadas por situações absolutamente horrorosas, como bebés que morrem mal acabam de nascer porque as mães, devido à fome, não têm leite para os amamentar ou outro tipo de alimento. Onde ainda crianças e adultos, morrem também literalmente à fome, à sede, ou por falta de assistência médica. Onde se destroem milhares de habitações e são encontradas valas comuns com centenas de cadáveres e onde tudo isto e muito mais, ao país responsável diretamente por estes monstruosos crimes, além de não ser sancionado, ainda é apoiado militar, política e diplomaticamente pelos EUA com a conivência, a subserviência, sobretudo da UE.

Neste mundo, onde continua a ser apoiada a guerra provocada na Ucrânia pelos mesmos responsáveis que apoiam o genocídio em Gaza. E na Cisjordânia! Através de milícias dos fazendeiros israelitas. Neste mundo, dizíamos, onde se mantém outras guerras. Destacámos estas, devido à total desumanidade da primeira e por serem talvez as mais perigosas para a paz mundial.

Neste mundo, onde, entre nós, felizmente, temos paz, mas temos também situações lamentáveis e preocupantes com injustiças que prevalecem. Com uma minoria, os principais acionistas de grupos económicos, a arrecadarem lucros astronómicos enquanto tantos trabalhadores e reformados apertam cada vez mais o cinto. Onde, sobretudo os que não podem recorrer à medicina privada, continuamos a ter uma assistência médica deficiente porque uma parte substancial do financiamento ao SNS vai para agentes da saúde privada. Neste país onde a desilusão e a descrença, desaguam na demagogia, no populismo, no racismo. Enfim, neste país e neste mundo tão perigoso, as grandiosas manifestações do 25 de Abril e do 1º de Maio, sobretudo a primeira com centenas de milhar de pessoas na Avenida da Liberdade, são motivos de esperança. Como também o são, os protestos em diversas universidades dos EUA.

Estas duas datas maiores, a primeira da nossa história recente que nos trouxe a liberdade, a democracia e o fim da guerra colonial, e a segunda, da história dos trabalhadores de todo o mundo.

Duas datas que são marcos históricos da caminhada dos povos rumo à justiça social e à paz.

Claro que essa caminhada continua a ter grandes escolhos. O capitalismo continua forte e dominante. Continua exercendo a sua ação exploradora, continua manipulando e condicionando os povos através da sua gigantesca máquina mediática, e recorrendo à guerra para tentar exercer o seu domínio global. Destacando-se o imperialismo norte-americano e os seus aliados/subordinados. Mas, os impérios, como é da história, depois da ascensão e do apogeu, é a queda. E este, não será exceção. Os indícios, provam-no.

Francisco Ramalho


Publicado hoje no jornal "O SETUBALENSE"

Das indecências do mundo

 

CÓPIAS ABUSIVAS

 

Quando o Sol desponta no firmamento

Apaga o brilho a milhões de astros

Que se escondem reverentes e castos

Ante a poderosa estrela portento.

 

Copiam na Terra o procedimento

Onde milhões sobrevivem de rastos

Para ter dos exploradores nefastos

Algumas migalhas para sustento.

 

E ter que suportar esta indecência

Humilhando-se ao trato de excelência

A quem tudo consegue à sua custa;

 

Leva a descrer na Justiça do mundo

Que aos que tudo controlam ao segundo

Não interessa a sociedade justa.

 

Amândio G. Martins

 

 

segunda-feira, 6 de maio de 2024

Uma pacovice urbana


A reação da presidente da câmara de Espinho às palavras de Marcelo, sugerindo que Espinho é um concelho rural revelam uma mentalidade tacanha e de sobranceria dos urbanos sobre os rurais.
A  Srª presidente, em vez de sentir melindrada devia sentir-se orgulhosa do ruralismo, assim de repente lembro-me do RURAL Miguel Torga, Aquilino Ribeiro Saramago etc. 
Também lhe quero lembrar que todos os dias os rurais estão na sua mesa.
Todos os dias os urbanos precisam dos rurais.
Já estamos no século XXI Srª presidente

Quintino Silva

O seu a seu dono. Correcção com pedido de desculpa

'«Acertar é que é própio do Homem, quando se erra, só falha quem faz, é dever pedir-se desculpa. A palavra desculpa, ainda não saiu do léxico gramatical'., de Al Fredo, poeta desconhecido No 3º comentário de homenagem ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, de Francisco Ramalho, corrijo, onde escrevo: «onde escrevi (...) e o prezado jornalista, José Rodrigues», devia estar escrito ''(...) e o prezado camarada jornalista''. Os jrnalistas não são colegas. São camaradas. O seu a seu sono. Ao visado: desculpe.

domingo, 5 de maio de 2024

Dos imponderáveis do campo

 

Mais um dia de chuva a cântaros, a juntar-se aos muitos que já levamos seguidos e que têm impedido a gente de proceder aos trabalhos que cabem nesta época; de facto, o que a mim agora mais me dói é nem poder aplicar ao batatal a “calda bordalesa” habitual, que nos anos anteriores tem sido suficiente para proteger a rama da batata, que nunca uso outros produtos mais contaminantes da saúde humana e ambiental, como o potentíssimo e mal cheiroso “veneno do escaravelho”.

 

Comprei dois sacos de trinta quilos de semente nova holandesa, que era a vez de pôr na terra batata de primeiro ano, porque vou alternando com batata de segundo ano, reservada da produção da primeira, e costuma produzir ainda melhor, talvez porque a gente costuma aqui, porque é muito grande, cortar a batata de primeiro ano em duas metades, conforme  a distribuição do grelo, passando depois por cinza a zona do corte, para que cicatrize e não apodreça antes de nascer, sobretudo quando há humidade excessiva, como este ano vem acontecendo desde que as lancei à terra, em meados de março; mas não falharam muitas, apesar disso, só que estão a precisar urgentemente de uma boa sulfatadela, coisa que este clima invernoso me tem impedido.

 

Não é muito agradável, mas parece estar tudo conforme aos velhos ditados populares: Em março chove cada dia seu pedaço; em abril, águas mil; no princípio ou no fim, abril é ruím; mau é por todo o abril ver o céu descobrir; maio me molhou, maio me enxugou; em maio comem-se as cerejas ao borralho, e por aí fora...

 

Amândio G. Martins