quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A "diseuse", o fadista e um "mea culpa"

De  morte de Germana Tânger já sabia, da de António Pelarigo, não. Da homenagem aos dois falou-me hoje o excelente jornalista que é Nuno Pacheco, num artigo do PÚBLICO.
Da primeira pouco mais tenho a dizer (nem de propósito, este verbo!), a não ser que dela retenho a imagem  e gosto de a ouvir e ver na RTP, há muitos anos, a dizer poemas ( pelos vistos ela detestava a palavra "declamar") ou, como insistia Fernanda Castro, a "acrescentar poesia à poesia". Com João Vilaret, faziam a nossa felicidade. Num aparte, relevo o francesismo do "diseuse", que ela preferia, e de que também  gosto pois há palavras que somente o francês "diz" com ênfase. Veja-se o "Je t´aime" comparado com o "átono" "I love you" ou o "migalhado" "Ich liebe dich" ou mesmo o "Amo-te" sem  grande "empenho" fonético"...
A "mea culpa" vai para com António Pelarigo, fadista de que desconhecia a existência ( há coisas que, talvez porque o meu gosto e "coração" vão inteirinhos para Aldina Duarte, mesmo assim não me perdoo...), até ao passado dia 17 em que o ouvi, num vídeo ( com uma fotografia lindíssima ) do Facebook, cantar "Quem me quiser". Que maravilha! Compartilhei e vou-o ouvindo todos os dias. Sei agora que morreu no mesmo dia de Madalena Iglésias, a quem teci loas, ficando ele (voz muito similar a Carlos Ramos) sem, ao menos, um "boa viagem". Aqui fica agora, a destempo mas sinceramente.

Fernando Cardoso Rodrigues

3 comentários:

  1. Se aprecia o timbre de voz de Carlos Ramos, precisa ouvir António dos Santos a cantar "Minha alma de amor sedenta", de António Castanheira e Cassiano Barreto.

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    1. Ao António dos Santos já conhecia. Fui agora ao YouTube "reouvi-lo" no fado que me aconselhou e gostei muito. É uma voz mais "langorosa" mas muito bonita. "Brigado"!

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