quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

"Conselho" aos jovens do SPD

Já por duas vezes, aqui e noutro local, apelei ao SPD (Partido Social Democrata) alemão para ser lúcido na sua mundividência, nacional mas, acima de tudo, cosmopolita, aceitando fazer parte dum coligação com a CDU no governo da Alemanha. Tal como esperava, o Sr. Martin Schultz, que partiu dum rejeição inicial a esta tese, "pensou melhor" e decidiu-se a aceitá-la, aparentemente com a concordância do partido. E até terá chegado a acordo prévio com Ângela Merckel.
Leio agora que ala jovem do SPD estará contra esta grande coligação e prepara-se para a contrariar. Que dizer a tudo isto? Pois que estes jovens começaram a "perder a memória", parece-me. Querem um governo onde entre a FdP, nazi? Na Áustria isso já se concretizou e é vê-los em reuniões com o Sr. Orban, húngaro (através do Sr. Kurz!) onde tudo são "abraços e beijinhos" (sempre desconfiei destes em quaisquer circunstâncias, mesmo nas mais banais). Mais, o dito grupo de Visegrado não é "flor que se cheire" e despe-se de ideologias ( tal como fez a China) se as suas conveniências o exigirem. Hoje as "alianças" são aparentemente "contra natura" e o "cimento" é o interesse de poder e controle. A seguir virá a "zanga das comadres" mas será tarde.
Caros jovens do SPD: não ponham dinamite no mundo! Vocês tiveram nacionalismo malévolo, tiveram Hitler, mas também tiveram Adenauer e Willy Brandt! Não contribuam para desdizer aquilo que o ditado assevera e assim "fazer com que a água do mesmo rio passe duas vezes no mesmo sítio"!

Fernando Cardoso Rodrigues

7 comentários:

  1. Parece-me que os jovens estão a defender o SPD e sobretudo o seu futuro e a contrariar que continue a encher o caudal da direita e extrema-direita.

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    1. Tenho uma perspectiva totalmente diferente. Será melhor deixar a CDU (estranha sigla...) coligar-se com a extrema direita, como na Áustria? Não consigo meter no "mesmo saco" a direita e a extrema direita alemãs, como o Ernesto Silva me parece fazer. Não sou apologista do quanto pior melhor, como infiro (abusivamente?) do seu comentário.Ou para si a extrema direita não é o grande perigo, mesmo em coligação? Mas, claro, eu sou um europeísta...

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    2. Não sei se a CDU irá correr o risco de se juntar com a extrema direita... Mas o que tem levado à acentuada quebra eleitoral dos sociais-democratas (SPD) na Alemanha e na Europa tem sido o «bloco central» com a direita e a sua política. Claro que não existe qualquer apologia de quanto pior melhor, mas a preocupação de barrar o caminho à direita e extrema-direita, como o PS empurrado acabou por fazer por cá, travando também a diminuição da sua influência eleitoral.

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    3. Se a CDU não "correr o risco" de se juntar à extrema direita, isso tem um significado. Porquê então insiste, logo abaixo, em juntá-las, tal com já tinha feito no primeiro comentário? E fico muito feliz por ouvi-lo escrever que "o PS português travou o caminho às "ditas". Mesmo "empurrado, como você diz, foi a prova provada que sem social-democracia as coisas não andam e, muito menos, bem. Termino: o meu problema, neste momento do mundo, é mesmo a extrema direita (estou a falar de política e não de loucos).

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    4. Barrando o caminho à direita, barra-se também à extrema direita.

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    5. Numa sociedade democrática não se "salga" o caminho porque pode vir qualquer coisa no fim... E,no meu texto inicial, não foi por acaso que trouxe à colação Adenauer e W. Brandt. Ou acha que o primeiro tinha algo a ver com o "Adolfo"? Aliás a palavra "barrar" causa-me "prurido" pois o que há a fazer é usar outra linguagem e fazer coisas diferentes, como tem sido o caso da nossa "geringonça".

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  2. Infelizmente não é estranho, ver algumas reacções alemãs, quando se deixaram dominar e tanto seguiram o austríaco Hitler!!!


    Mas ....estragam mais a Europa do que já está. e a Alemanha, não é nada, sem a Europa!!!

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