quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Andar e desandar...


Ao longo da vida vamos cimentando referências e conceitos que, sem o levarmos em conta, vão sendo ultrapassados de várias formas; mas continuamos agarrados a eles como “vacas sagradas” intocáveis.

De facto se, numa conversa coloquial, alguém diz que somos dez milhões de portugueses, número que me parece ouvir desde que me conheço, toda a gente aceita sem contestação, sem precisar se tal númeo se ficou por aí, se nos conta a todos, ou só aos residentes no território nacional...

E à informação imprecisa de que, na diáspora, haverá cinco ou seis milhões de compatriotas, palpita-me que, desse número, muitos já pouco terão de lusitanos – segundas e terceiras gerações – para além do eventual passaporte, e outros tantos sê-lo-ão só pela metade.

Segundo o INE contam-se, actualmente, 10.3 milhões; todavia, se a situação não se inverter rapidamente, em 2080 estaremos reduzidos a 7.5 milhões, tal a falência demográfica que atravessamos, com notícias que mostram, só em 2017, 24.017 mortes acima dos nascimentos.



Amândio G. Martins

2 comentários:

  1. Agora só se "trabalha a seco"... Que fazer? Como imigrantes não se quer, desligam-se as televisões?... Mas lá vem a "camisinha" ou a pílula...
    Como curiosidade, e sem nada a ver com isto, lembrei-me duma expressão curiosa que era "engravidar em seco" que significava engravidar sem ter vindo a primeira menstruação após o parto anterior.

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  2. E por isso, no tempo em que as famílias tinham muitos filhos, o espaço entre eles era de um ano ou menos...

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