A vida no campo é bastante dura, como todas aquelas outras
profissões de trabalho braçal.
Portanto, todos aqueles que puderam fugir para outras
ocupações, puseram-se ‘ao fresco’, com sói dizer-se.
Mas, então, como fixar os que nasceram na ruralidade
territorial? Ultimamente todos quiseram ser ‘doutores’, começando os seus nomes
de baptismo ou de registo civil por Doutor, Engenheiro, Arquitecto, etc., em
vez de Trabalhador Rural, Carpinteiro, Soldador, Picheleiro, Sapateiro, etc., em
que estes últimos continuam a ser António, João, José, Francisco, etc.
Todavia, hoje em dia, ouvimos dizer que as urbes estão
pejadas de betão e que a vida no campo é que é boa.
Mas falam do coração essas pessoas que tanto amam a
Natureza? Claro que não! É só da boca p’ra fora!
Até muitíssimos daqueles que vivem no campo têm relutância
em meter as mãos na terra. Suja as unhas e faz doer as ‘cruzes’.
É pois com muita mágoa que vemos muitos terrenos com frutos
cobrindo o chão sem serem aproveitados, porque nos dizem que não dá rendimento
apanhá-los. Será?
E por que vão, depois, comprá-los a um espaço comercial,
vulgo supermercado?
Não fazem doer as ‘cruzes’ mas custam dinheiro.
É que pobreza não é só falta de dinheiro na carteira. É na
cabeça!
José Amaral
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