domingo, 16 de outubro de 2022

Malagradecidos

 

Tem havido um enorme frenesim porque o “venerando chefe de Estado”, como antigamente era referido o que fazia de presidente, terá dito coisas pouco católicas, ele que se reivindica de ser um fervoroso deles, mas eu sempre me divirto com a diarreia verbal desse bom homem, que não gosta de deixar ninguém sem resposta, sem o seu retratinho no telemóvel, e eu penso que faz muito bem.

 

Tivemos por muito tempo, “uns longos vinte anos”, parafraseando Mário Soares, uma múmia nos mais altos cargos do Estado que, sempre que tartamudeava alguma coisa, deixava muita gente com urticária, e se tentava sorrir, não conseguia melhor que um esgar de meter medo.

 

Agora que temos um presidente cá bem dos nossos, muita conversa e pouca obra, português de “gema”, com origem nas terras de Basto, que vai a todas e “enrola” todos com aquele seu ar bonacheirão, só quem tenha muito mau feitio, quem não saiba ser agradecido, se atreve a criticá-lo por ser o que é...

 

Amândio G. Martins

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