sábado, 28 de janeiro de 2017

URGÊNCIA

Digam-me como conter a urgência ?

O que fazer quando sinto a pele rebentar de emoções,
e as palavras a borboletarem-me na  cabeça,
incessantes,
intensas,
frenéticas ?

Digam-me como conter a urgência de ternura ?

Como pedir,  sem pedir
lábios carnudos e sedentos de beijos,
carícias, lamentos,
paixão,
a emoção do dar e receber
que antes de ser já se sente?

Digam-se, como viver sem sentir?
Porque não sei e não quero,
ser espectro errante sem alma
imagem de gente, 
mas não pessoa.

Digam-me como conter a urgência de amar
para que eu a acorrente
e o mar não a leve com a maré.



©Graça Costa
imagem da web


2 comentários:

  1. E a belíssima e prenhe série dos seus poemas continua... Obrigado, durma bem!

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  2. são imensos, fruto de uma longa viagem por dentro de mim que persiste em não terminar. Enquanto as palavras me escorrerem dos dedos, vou fazendo o caminho. Obrigada pelo comentário Fernando.

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