segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O JOGO

Segundo Buda, o conquistar o mundo não corresponde à vontade soberana do homem. Essa vontade integral encontra-se onde o homem se supera a si mesmo, onde não se deixa aprisionar nem por si mesmo nem pelas tarefas do mundo. Ser livre, abandonar as leis do lar, da família, da sociedade, eis o caminho a seguir. De facto, é o homem que não entra no jogo, que atira a bola fora, que diz: "isto não passa da merda de um jogo, para que me hei-de andar a mata?!", que é livre e soberano. É aquele que cresce na criação e na sabedoria. Porque, efectivamente, desde a nascença que nos impõem um jogo com as suas regras absurdas: um jogo que nos encaminha para o dinheiro, para a conquista, para o mercado, para a competição, para a manha. Um jogo que nos impede de ser livres e crianças sábias. Um jogo que nos destrói e nos mata.

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