Encontrei um perfume de poesia no teu olhar.
Sem saber como defini-lo
estendi-lhe o sorriso e bebi-o,
lentamente,
em silêncio,
como ritual sagrado.
Saboreei cada trago
com a dolência da paixão imprevista.
Deixei-me levar pelo arrepio da eternidade do momento.
Encontrei um perfume de poesia no teu olhar.
Vieste sem aviso mas com a força de uma maré viva
e eu recebi-te com a ternura de uma onda a beijar a areia.
Sem saber como te responder,
vesti-me de lua
coloquei nos cabelos pétalas de orvalho
e dei-me ao teu olhar em oferenda.
Depois anoiteceu…
e a noite é cúmplice de amantes inquietos.
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