segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Só queria ser mosca

Em plena campanha presidencial dos EUA, foi divulgada uma conversa em que um vulgar cidadão, o empresário Trump teve em off no ano 2005 tendo-se ficado a saber como assediava mulheres casadas, isto no caso de não se tratar de gabarolice. Mas como havia todo o interesse assustar o eleitorado feminino, logo a candidata Hillary aproveitou a situação esquecendo-se o que fez Bill, não propriamente um vulgar cidadão mas logo o homem mais poderoso do mundo, que em plena Sala Oval abusou da sua estagiária Mónica. Pois esta situação também serviu para que por cá, os media, os analistas, os políticos, etc defendessem tal divulgação em nome da liberdade de expressão pois só assim é que as pessoas podiam saber em quem votavam. Só que passado tão pouco tempo, os mesmos apressaram-se a criticar a divulgação duma conversa que o ministro Santos Silva foi apanhado a fazer comparando o êxito da negociação na concertação social, a uma “feira de gado”. Esta lamentável cena passou-se mesmo antes do jantar de Natal dos socialistas começar, portanto ainda sem os efeitos do Deus Baco. Confesso que é em alturas como esta que lamento não ser mosca para sem darem por mim, e já com os néctares a fazer-lhes efeito, poder ouvir os desabafos desta gente com responsabilidades e ficar a saber o conceito que de nós fazem. Jorge Morais
 
DN-M 03.01.2017

 
 

 

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