quarta-feira, 13 de março de 2019

Código de honra e de valores precisam-se!



Como comprador, leitor e difusor do «meu» PÚBLICO, observo com desagrado que, de cada vez que muda a sua direcção, nesta publicação dita de referência, a linha editorial guina (ainda) mais para a destra…
   Miguel Esteves Cardoso (MEC), sem se desmanchar, porque esperto que nem um alho, usando a sua linguagem gastronómica, entronca nesta linha editorial en-direitada. Tem uma posição privilegiada na imprensa, pois é o único que assina diariamente uma coluna de opinião. A futilidade, o assunto pífio, os caprichos inócuos,… dominam as suas prosas. A intervenção social, não faz parte do seu raciocínio escrito. Em 11/3 do p.p., assinou:  «Não podemos roubar». O titulo prometia, mas… debalde. Depois de desfiar um conjunto de verdades de la palisse, escreveu: « (…) os políticos e os capitalistas arranjarão sempre maneira de trocar o poder por dinheiro e o dinheiro por poder. É irresistível. Nós, se lá estivéssemos, faríamos o mesmo. Roubar é humano.»(!). Caucionar o crime é grave. O bom julgador por si se julga… Ficamos a saber que MEC, caso fosse capitalista, seria ladrão e se fosse político encobria a ladroagem. Roubar é humano com uma única excepção: Uma mãe pobre tem o filho a gritar com fome, entra num supermercado e desvia um pão. Roubar não é humano. É desumano! Fica mal ao PÚBLICO fazer transparecer uma imagem de desonestidade e de subversão do código de valores!
   Nesta sociedade de esclavagismo encapotado, vai passando a noção de que vale tudo(!). Não, não vale! O código de honra e o código de valores é que devem ser ensinados, difundidos e materializados! Ser Lei. Desde o berço…

                                                Vítor Colaço Santos 

Apostila: Esta inopinadamente definida 'carta', como classificam as direcções dos jornais, por atestado de menoridade aos leitores que escrevem, irá avolumar o cesto dos papéis...
Esta nota breve não foi enviada ao PÚBLICO. 

2 comentários:

  1. O PÚBLICO está cheio de MECs. O MEC 'é' lana caprina... A questão é muito mais séria - é o PÚBLICO ser porta-voz de comportamentos que são a antítese duma sociedade que pretende ser civilizada, [que não esta!]. Escrevi em português - o que é que não percebeu? A ladroagem não pode ser objecto de propaganda! Como foi...! Repito: O que é que não percebeu? Ou pretende desculpabilizar o PÚBLICO?

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