A recente reivindicação da CGTP de aumento do Salário Mínimo (SMN) para €
650, pode considerar-se irresponsável, pouco digna de um parceiro social sério
e empenhado em defender os interesses da Economia e dos próprios trabalhadores
na generalidade. É o problema da contratação colectiva virada para as grandes
empresas, fonte das maiores sindicalizações de trabalhadores. Concedo que
algumas grandes empresas, grandes superfícies comerciais, "call centers"
de operadoras das novas tecnologias abusam da aplicação do SMN, pois têm
grandes ofertas de mão de obra qualificada e fazem valer-se disso no
recrutamento. Mas esse não é o "campeonato" das PME, que são
largamente maioritárias na nossa Economia. Nessas um aumento de 12% no SMN
seria trágico, face à inflação prevista de 1,5% para 2019 (BdP) e ao
crescimento do PIB, também previsto crescer 1,5% em 2019. O aumento previsto
para 2019 em sede de Concertação Social, seria de 3,4% (para € 600), mais
conforme com as previsões antes referidas. Há aqui uma evidente gestão política
da CGTP-PCP, a querer recolher dividendos para maximizar o voto de eleitores na
esquerda em 2019. Este sindicalismo de massas que vem da revolução industrial
do século XIX e das teorias de Marx, está hoje completamente ultrapassado pelas
novas tecnologias. Os níveis de sindicalização baixaram por isso drásticamente
e os sindicatos para sobreviverem nas suas estruturas anquilosadas, têm de
estar sempre na rua a protestar e a gritar contra o capital, contra a reacção,
contra todos os patrões. No fundo, políticamente, os sindicatos de esquerda,
leia-se da CGTP lutam por uma nacionalizaçao da Economia, como Vasco Gonçalves
fez em 1975, e aniquilação de todo o patronato e iniciativa privada
significativa. No seu "mundo perfeito", os sindicatos aceitariam uma
iniciativa privada de pequenos negócios familiares, de restaurantes, cafés e
mercearias. Como Fidel Castro aceitou em Cuba, embora depois se tenha
arrependido mesmo assim. Claro que para estes sindicatos de esquerda, o governo
também teria de ser deles, da esquerda unida. Totalitária, acrescento eu, pelas
experiências até hoje vividas no mundo.
Uma análise-defesa do capitalismo puro e durinho...
ResponderEliminarNão posso concordar. O mundo não é a preto e branco, como pretendeu Salazar (embora numa conjuntura de guerra) e outros actuais ditadores e totalitários. O mundo tem matizes várias. Eu sou pela democracia-cristã. Sistema de mercado, sem monopólios nem tiranias do Estado omnipresente, mas com muitas preocupações sociais. Defesa dos direitos dos pobres e mais velhos. Isto será "capitalismo puro e durinho"? Só se ser contra certa esquerda e CGTP, dá direito a ser chamado de "fascista" e outros mimos dos que não gostam de ver as suas opiniões confrontadas civilizadamente...
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