segunda-feira, 15 de abril de 2019


Entre o medo e a esperança...


Se a ciência, servindo-se da “Inteligência Artificial”, concluír aquilo que muitos de nós suspeitamos acerca da infinidade de drogas sintetizadas para nos confundir, mais do que para nos minorar os males, ter-se-á dado um passo de gigante a favor da qualidade de vida na terra; se uma tal “revolução” poderá escapar ao boicote da “big pharma” é que nos deve merecer as maiores reservas.

De facto, apesar de ser  verdade que desenbolsam incomensuráveis somas em pesquisas para novos medicamentos, tendo em vista grandes negócios, mais do que o“bem-estar” da humanidade, quando alguma coisa há muito tempo anunciada como viável  consegue autorização legal de venda, não há dúvida de que o inicialmente investido é depois multiplicado por muitos.

Pelo que declara à revista “Fortune”, o cientista francês Daniel Cohen, através da sua ”Pharnext”, está determinado em demonstrar que, com o domíno do mapa genético, as cinquenta  mais relevantes drogas existentes serão suficientes para, combinadas entre si, curar todos os problemas de saúde que afligem o mundo. “In theory – diz ele – with repurposing you don´t need to design new drugs”; with 50 drugs, we can treat everything”...


Amândio G. Martins

2 comentários:

  1. O futuro promete ainda mais! Segundo a opinião de Noah Harari ( 21 lições para o século XXI) o conhecimento do genoma , combinado com a inteligência artificial, poderá, em teoria, criar “ super-humanos “ imortais , que não têm doenças ... e isso é muito mais assustador que o poderio das farmacêuticas...

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  2. Cohen e Harari têm visões distintas e quase antagónicas. Entre as duas.... há o tempo em que vivemos, o "nosso". O que me leva a atravessá-lo critica e atentamente, em vez de dizer ( como o refere o José Rodrigues no seu texto de hoje) como David Pontes que " o que é mesmo estúpido é estarmos a cavar a nossa fossa na lama" (sic) por não aceitarmos acefalamente aquilo a que também chama de "verdade" (sem aspas).

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