quarta-feira, 10 de maio de 2017

A greve dos médicos

Se todos os portugueses fizessem greve devido à sua continuada degradação social, então, o país estaria em greve quase total.
Todavia, se os médicos vão entrar em greve, que é um direito que lhes assiste, convenhamos que fazê-la nos dias 10 e 11, encaixa na perfeição na tolerância de ponto para o dia 12 – sexta-feira ‘santificada’ -, que o Governo impensadamente deu ao seu mundo laboral, devido à vinda peregrina a Fátima do Papa Francisco.
Assim, passando por entre pingos de chuva, os portugueses, a leste do paraíso, estão a começar a assistir a um ataque generalizado ao actual executivo por parte dos saudosistas de políticas opressoras e retrógradas de um passado muito recente, que forças conservadores querem novamente ressuscitar.

José Amaral

11 comentários:

  1. Os médicos já tinham marcado a data da greve antes do governo anunciar a tolerância de ponto do dia 12. O que se estranha é que o 1.º Ministro e o Presidente Marcelo, tão interventivo, se alheassem deste problema. O actual Ministro da Saúde, bem como anteriores, estão mais interessados em criar situações que encaminhem mais portugueses para os privados da saúde, do que em resolver problemas e melhorar o Serviço Nacional de Saúde. O Ministro Adalberto, não será muito apreciador dos direitos de quem trabalha nos serviços de saúde. Antes de ir para o governo e como presidente do conselho de administração dos serviços médicos-sociais do Sindicato dos Bancários do Sul, decidiu promover a caducidade do contrato colectivo de quem lá trabalha, para retirar direitos, o que obrigou os trabalhadores a lutar, inclusivamente com a realização de greve.

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  2. Muito obrigado lhe fico, Caro Ernesto Silva, pelas suas adendas/informações ao meu escrito. Mas não sabia que o dito ministro fora presidente do CA dos SAMS/Lisboa, nem de outras pistas que aponta.

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  3. O José Amaral não sabia que os sindicatos médicos marcaram a greve antes da concessão da tolerância de ponto mas,,,escreveu. O José Amaral não sabia do curriculum ministerial mas... escreveu. O José Amaral agradece ao Ernesto Silva as "informações/adendas" (sic) mas.. devia chamar-lhes antes correcção de tudo o que escreveu e mais, de que, abusivamente tirou ilacções. Saberá o José Amaral diferença abissal da "cor política" dos dois sindicatos médicos que convocaram a greve? A FNAM deve ter ficado de "boca escancarada" quando a apoda de, entre outras coisas de... saudosista e conservadora(!!). Continue a escrever José Amaral! Só lhe peço uma coisa: informe-se antes de o fazer!

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  4. Meu Caro Fernando Rodrigues, se andasse a informar-me de tudo que vou escrevendo, ainda hoje nada teria escrito. Ou será que o Caro Amigo sabe tudo de tudo? Sobre o meu texto em apreço, bem como outros meus a que empre tem
    demonstrado 'torcer o nariz', diz que eu não sabia que os sindicatos tinham marcado a greve antes da religiosa concessão d tolerância de ponto. Como assim, se eu só escrevi que fazê-la (a greve) encaixa na perfeição? Quero lá saber que a FNAM tivesse ficado de 'boca escancarada', mas não a apodei de nada. O Fernando escreve coisas que eu não escrevi dessas mesmas entidades, generalizando-as na sua óptica de 'ataque pessoal' que há algum tempo vou constando.

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  5. Voltando à resposta ao comentário pouco cortês do Fernando Rodrigues, quero também confessar-lhe que não foi 'abusivamente que tirei ilacções', como também não o fui consultar para escrever o que escrevi e que tanto melindre lhe causou. Simplesmente escrevi o que pensei sobre o assunto e não para melindre seu.
    Fique na sua opinião, que eu fico com a minha. Tenha um bom dia, pois as minhas pulsações cardíacas subiram demasiado. o que não é muito saudável.

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    1. Antes de mais, deixe-me dizer-lhe que não fiquei melindrado. Fiquei foi "espantado" pela sua "leviandade" em escrever coisas para que não possuía todos os dados. O que, aliás, você mesmo confirma ao dizer que "nada teria escrito se andasse sempre a informar-e de tudo o que escrevo" (sic). É que, se escrevemos sobre algo estético ou que não envolve informação prévia ( ou seja, anodinamente), tudo bem, agora aquilo que escreveu é uma atoarda e, pior ainda, sem qualquer base informativa para as ilações que retira. Pose fazê-lo? Pode, mas tem que se sujeitar ao contraditório e/ou ao desmontar do que e como o fez. Fui descortês? Se assim o acha. Agora o que não fui é malcriado e isso é que não gostaria.

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    2. Longe teria ido para chegar a ser malcriado, mas, por vezes lá se chega sem se empregar palavras de baixo calibre. Todavia o que escrevi não é nem foi uma ATOARDA. Indique-me, pois, onde está o BOATO inserido no meu texto. Por fim, nunca pensei entrar em 'choque' como o agora havido entre nós. A menos que uma espécie de 'exame prévio' possa vir sanar mais questões iguais à que estamos a dirimir.

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    3. Atoarda não é somente sinónimo de boato, palavra que nunca usei nos meus comentários. Agora se o seu segundo parágrafo não é uma insinuação intencional , o que é? E, no último, insisto, sabe a quem se refere no que escreveu? É a Fnam, muito próxima do PC, uma força retrógada e consevadora que quer ressuscitar algo? Imaginando eu que o SNS é também uma das coisas que o José Amaral aprecia, ou estarei enganado?
      Não leve discussões aqui com confrontos de educação ou carácter. E não se socorra do "exame prévio" (mesmo com) aspas pois isso é que é uma "ressucitação" (triste)!

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    4. Certamente, para ultimar tanta discussão e finalizar o que talvez nunca deveria ter sido iniciado, só me resta penitenciar-me pelo que escrevi acerca de "A greve dos médicos", pedindo desculpa a todos os ofendidos.

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  6. Take it easy, "young men", take it easy! I love easy-going people...

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  7. Ninguém gosta de remédios amargos. Neste caso, o médico não dourou a pílula.
    E acrescento: exame prévio, não; escrutínio (próprio ou alheio), sim.

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