terça-feira, 17 de maio de 2016

O mundo escolar está ao rubro


Sobre o título epigrafado, já dei a minha modesta opinião pública em 10/5. Mas, ao ver e ouvir o programa televisivo ‘prós e contras’, subordinado ao tema ‘O Estado deve financiar colégios privados através de contratos de associação?’, ou ‘O Estado deve ou não pagar colégios privados?’, levou-me a tecer mais este artigo de opinião.
Claro que o Estado, que somos todos nós, não deve financiar a escola privada. Mas, de quem foi a culpa destes malfadados contratos de associação? Parece que se reportam ao ano de 1978, ano em que tudo começou.
E, agora, pergunto: que forças políticas têm (des)governado Portugal? E quem as tem alcandorado no Poder?
Só agora, passados 38 anos, é que se chegou à conclusão que algo ia errado no mundo da Escola em Portugal?
Mas, ‘mais vale tarde do que nunca’ diz o adágio.
Todavia, toda esta celeuma veio à baila, e bem, porque as forças que sustêm o actual Executivo – BE, PCP e Verdes - nunca estiveram em lugares de decisão e em maioria.
Resumindo, ainda bem, pois existem mamões a mais para as secas tetas do Estado que esses mesmos sugadores secaram.
E como em ‘casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão’, algum dia se devia pôr um travão, para suster tanto privado e vicioso glutão. Ou não?

José Amaral


2 comentários:

  1. Frequentei o ensino público no magnifico Alexandre Herculano que agora se encontra a cair aos bocados e onde se pagava uma propina de baixo valor passando para o privado João de Deus onde se pagava forte e feio. Colégio dirigido por padres, Salazar não embarcava nessa de ajudar os privados. Agora dizem que até ajudava o Benfica e querem que acreditemos.

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  2. O ensino privado, fossem os colégios de particulares ou de instituições religiosos eram suportados pelas famílias dos alunos que as frequentavam. Não consta que o Governo, antes de 25 de Abril, lhes dessem subsídios. Nalguns casos, como em Montijo, supriram a falta de ensino estatal a partir da primária. Este assunto, bastante importante, devia ser encarado com muito cuidado e sem antagonismo como se tratasse assaltantes e assaltados. Em Montijo, onde hoje não há qualquer colégio, através do duvidoso programa Parque Escolar, remodelou-se a Escola Jorge Peixinho, onde se gastou 13 milhões de Euros partindo da estimativa de que há duas dezenas de anos chegou a ter cerca de 2.000 alunos e sem ter em conta que hoje não tem mais de 700, porque a cidade se desenvolveu em sentido oposto e parte da população vizinha desapareceu. Logo, cada caso deve ser encarado per si, sem despachos rasantes, decididos à secretária em Lisboa, tendo sempre em conta o interesse das pessoas, e por isso, também, sem gastos desnecessários e duplicados.

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